O capitalismo? Uma religião. O homem? um animal “sem propósito”. A lei? Demasiado presente.

Por Juliette Cerf, via Telerama.fr, traduzido por Daniel Fabre.

A filosofia do italiano Giorgio Agamben atravessa disciplinas, tradições e tópicos, para desenvolver questões políticas e filosóficas com base na crítica. Movendo-se da religião, lei e língua para capitalismo, trabalho, soberania e crise econômica, seu pensamento joga novas luzes sobre a condição humana contemporânea. Esta entrevista, sua mais recente, também não é exceção. Continue lendo…

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Mineiros e estudantes expõem os limites do pós-apartheid na África do Sul

Por Gabriel Landi Fazzio

De vez em quando, os efeitos das greves dos mineiros sul-africanos sobre o comércio internacional furam o silêncio ideológico da mídia comercial. Nessas horas, vemos que não devemos confundir o silêncio dominante com a suposta insignificância das lutas da classe trabalhadora. Ao contrário, o motivo aqui é um medo que tira o sono das classes dominantes.

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A repetição da História

Por Kojin Karatani, traduzido por Daniel Fabre.

Kojin Karatani é um critico literário e pensador japonês contemporâneo, autor de Transcrítica, obra em faz uma leitura original de Kant através de Marx e de Marx através de Kant. Seu trabalho ganhou visibilidade após Slavoj Zizek tomar por empréstimo seu conceito de “visão em paralaxe” – inclusive como título de seu próprio livro.

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Um outro sem Outro

Por Daniel Alves Teixeira.

Não é esperado do “estrangeiro” que se mobilize politicamente, ou traga demandas de justiça. O importante é que ele reconheça a “nobreza” de sua acolhida e aceite as regras do jogo a que ele, talvez ainda mais do que aqueles que aqui nasceram, escolheu voluntariamente aderir. A ideologia é mesmo o lugar das aparências, pois aqui a “tolerância” é a forma exata da aparição de seu oposto. Continue lendo…

Duas cenas da revolução russa nas memórias da jornalista Louise Bryant

Por Louise Bryant, traduzido por Gabriel Landi Fazzio.

Chegando à Rússia em agosto de 1917, a jornalista Louise Bryant pode assistir à revolução de outubro como uma das poucas observadoras estrangeiras com acesso aos quadros do partido bolchevique. Ainda que tenha escrito diversas reportagens, muitas reunidas na obra “Seis meses vermelhos na Rússia”, nunca foi traduzida para o português. Continue lendo…

Sobre o 18 de Brumário de Louis Bonaparte

Por Kojin Karatani, traduzido por Daniel Fabre.

Kojin Karatani é um critico literário e pensador japonês contemporâneo, autor de Transcrítica, obra em faz uma leitura original de Kant através de Marx e de Marx através de Kant. Seu trabalho ganhou visibilidade após Slavoj Zizek tomar por empréstimo seu conceito de “visão em paralaxe” – inclusive como título de seu próprio livro.

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Catherine Malabou: A Filosofia encontra a Neurociência

Por Jean-Marie Durand, via Les in Rocks, traduzido por Daniel Alves Teixeira.

Filósofa ligada à corrente atual do “realismo especulativo”, Catherine Malabou se propõe em seu novo ensaio Avant Demain, Epigenèse et rationalité, (Antes do amanhã, Epigênese e racionalidade) a interrogar o processo de pensamento a partir de sua ancoragem biológica.  Nós estaríamos errados em se deixar intimidar pela opacidade de seu texto que discute “o abandono do transcendental” no pensamento filosófico, tal como proclamou o filósofo Quentin Meillassoux em seu livro chave Après la finitude (Depois da finitude).

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A ideologia do contrato de trabalho

Entrevista a Gustavo Seferian, por Gabriel Landi Fazzio.

Militante e advogado trabalhista, Gustavo Seferian desenvolve em seus estudos uma reflexão marxista sobre o direito do trabalho – e uma crítica ideológica das ofensivas neoliberais contra o mesmo. Entrevistado, o pesquisador debate o avanço das formas de terceirização, o mito da “inspiração fascista” da CLT e a posição da classe trabalhadora frente ao direito do trabalho, nos tempos atuais.

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Capital sem Capitalismo (Parte II)

Por Sandino Nuñez, traduzido por Daniel Fabre.

Sandino Andres Nuñez é um importante filósofo e escritor latino-americano, pouco conhecido no Brasil. Especializado em epistemologia e filosofia da ciência pela Universidad de la Republica, o autor investiga a possibilidade de crítica da cultura contemporânea, identificando nela o caráter a-simbólico do capitalismo tardio. Busca ainda revitalizar a teoria do sujeito e a psicanálise, colocando a subjetividade como uma ferramenta da socialização política.

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Capital sem Capitalismo (parte I)

Por Sandino Nuñez, traduzido por Daniel Fabre.

Sandino Andres Nuñes é um importante filosofo e escritor latino-americano, pouco conhecido no Brasil. Especializado em epistemologia e filosofia da ciência pela Universidad de la Republica, o autor investiga a possibilidade de crítica da cultura contemporânea, identificando nela o caráter a-simbólico do capitalismo tardio. Busca ainda revitalizar a teoria do sujeito e a psicanálise, colocando a subjetividade como uma ferramenta da socialização política.

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Étienne Balibar: “Um período de intenso debate acerca da filosofia marxista”

Por Jérôme Skalski, via Humanité, traduzido por Daniel Alves Teixeira.

Em entrevista ao Humanité, Étienne Balibar aborda o pensamento de Louis Althusser relatando a efervescência do mundo intelectual e político francês dos anos 60 e 70, onde um marxismo revigorado permeava os debates partidários e acadêmicos. Autor do estudo “Sobre os conceitos fundamentais do materialismo histórico” publicado no renomado Ler o Capital em 1965, o filósofo afirma ainda a necessidade de uma crítica do capitalismo que esteja a altura das exigências do presente.

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Classe, Raça e Ideologia

Por Kwame Nkrumah, traduzido por Daniel Fabre.

Kwane Nkrumah foi o grande líder da independência de Ghana e um dos mais influentes pensadores do chamado ‘socialismo africano’. Influenciado pelas ideias de Marcus Garvey, do marxista C.L.R. James, do exilado russo Raya Dunayevskaya e do sino-americano Grace Lee Boggs, Nkrumah desenvolveu sua obra em constante relação com os desenvolvimentos da luta independentista na África.

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A espontaneidade na revolução espanhola

Por Enric Mompó*, via O Olho da História, traduzido por Jorge Nóvoa.

81 anos após a insurreição que estabeleceu a chamada Comuna de Astúrias, um debate sobre a relação entre espontaneismo e organização consciente pode ajudar a entender as raízes de seu fracasso. Tal tipo de análise, iniciada com Marx em seu estudo da Comuna de Paris, permite à esquerda se orientar pelos acertos e erros das experiências do passado.  Continue lendo…

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