Uma teoria completa sobre as crises econômicas capitalistas? Considerações sobre o trabalho de Sam Williams

Por Terry Coggan, via James Robb, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Um dos aspectos mais úteis da obra de Williams é desmistificar a ideia, compartilhada implicitamente por alguns marxistas, de que o ouro foi desmonetizado. Ele faz isso descrevendo extensivamente a natureza e o papel das duas outras formas de dinheiro, o dinheiro fiduciário e o dinheiro creditício, e mostrando que o próprio fato de haver leis econômicas que limitam a quantidade dessas duas formas de dinheiro que podem ser criadas é prova de que enquanto elas podem representar a mercadoria-dinheiro ouro em circulação, nenhuma das duas pode substituí-la. Continue lendo “Uma teoria completa sobre as crises econômicas capitalistas? Considerações sobre o trabalho de Sam Williams”

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A Cosmologia de Evald Ilyénkov: O Ponto de Loucura do Materialismo Dialético

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

A partir da perspectiva hodierna, os marxistas europeus mais interessantes do século XX foram os que tentaram se livrar da dualidade do materialismo de estilo soviético e da elevação pelo marxismo ocidental da prática social ao horizonte transcendental que sobredetermina toda nossa abordagem da realidade, incluindo a natureza. Esses pensadores tentaram situar a prática humana numa ordem cosmológica mais ampla, mas sem regressar a uma ontologia realista ingênua.      Continue lendo “A Cosmologia de Evald Ilyénkov: O Ponto de Loucura do Materialismo Dialético”

Política parlamentar e o partido comunista: a arena eleitoral, experiência e lições da Grécia e do KKE

Por Giorgos Marinos, via KKE, traduzido por Fernando Savella

Neste artigo, publicado em agosto de 2018 no African Comunist -(jornal teórico do Partido Comunista Sul Africano), o membro do Bureau Político do Comitê Central do KKE (Partido Comunista da Hélade) apresenta uma síntese sobre o acúmulo histórico e teórico dos comunistas gregos a respeito da questão parlamentar. Continue lendo “Política parlamentar e o partido comunista: a arena eleitoral, experiência e lições da Grécia e do KKE”

Reavaliando o legado de Louis Althusser em seu centésimo aniversário

Entrevista com Warren Montag conduzida por Juan Dal Maso, via Left Voice, traduzido por Aukai Leisner

No centésimo ano do nascimento de Althusser, publicamos aqui uma conversa com Warren Montag, professor de Inglês e Literatura Comparada no Occidental College em Los Angeles, California. Montag publicou vários livros e ensaios sobre a obra e o legado de Althusser. Nessa entrevista, conduzida pelo filósofo marxista argentino Juan Dal Maso, Montag explica sua visão sobre as contribuições de Althusser à filosofia marxista. Continue lendo “Reavaliando o legado de Louis Althusser em seu centésimo aniversário”

3 dimensões da apropriação marxista do pensamento de Clausewitz: guerras híbridas e conflitos não-lineares

Por Santiago Marimbondo

Uma das vicissitudes centrais que legou ao pensamento revolucionário a derrota do movimento operário internacional com a queda do muro de Berlin e a consequente etapa de restauração burguesa foi o grau zero de debate estratégico que se estabeleceu a partir dali. A crise objetiva das lutas contestatórias ao poder capitalista por parte das classes subalternas não poderia deixar de impactar subjetivamente; o debate sobre como enfrentar concretamente o poder burguês foi substituído por vulgares perspectivas utópicas sobre “como mudar o mundo sem tomar o poder”, numa luta de uma abstrata “multidão” contra um imaginário “império”, e onde os sujeitos sociais efetivos perdem sua objetividade para se construírem de forma “discursiva” através de uma “ação performática”. 

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Nós devemos organizar a revolução?

Por Vladimir Ilitch Ulianov Lenin, via Marxists.org, traduzido por Catarina Duleba

Nesta exemplar peça de polêmica entre Lenin e os mencheviques, marcada pelo calor da revolução russe da 1905, o bolchevique levanta algumas importantes questões sobre a tática oportunista e a questão do armamento do povo. Publicado originalmente em 25 de fevereiro de 1905, na sétima edição da publicação bolchevique “Vperyod”. Continue lendo “Nós devemos organizar a revolução?”

As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica

Por Otávio Moraes

O crítico literário Helder Macedo assevera em um de seus ensaios que “(…) toda linguagem é feita de passados e não de futuros”[1]. Tal assertiva carrega implicações interessantes, principalmente para discutir a linguagem estetizada em forma de lírica. Continue lendo “As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica”

Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência

Por Camila Koenigstein

Auchwitz inaugurou um novo rumo para a violência, pois tudo indica que o seu horror se tornou uma espécie de ficção para as gerações seguintes. Assim, o horror que vemos hoje diariamente, não encontra relação com o horror do passado. Será que o humano busca cada vez mais expor, falar, digerir a violência para buscar uma forma de registrar de fato o que é o horror? Ou o horror já nos constitui como sujeitos? Continue lendo “Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência”

O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais

Por Gabriel Landi Fazzio

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária. Esta atividade e sua organização é conduzida freqüentemente ainda da antiga maneira formalista. Em manifestações ocasionais, reuniões de massas e sem cuidado com o conteúdo revolucionário concreto dos discursos e panfletos.” Em “A Estrutura, os Métodos e a Ação dos Partidos Comunistas”, III Internacional, 1921. Continue lendo “O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais”

Mulheres e socialismo: três estudos de casos revolucionários

Por Donna Goodman, via Liberation School, traduzido por Elisa Brasil

As pessoas dos Estados Unidos foram continuamente ensinadas por quase cem anos que as revoluções socialistas na Rússia (1917), China (1949) e Cuba (1959) constituíram um perigo para o mundo. Todos os presidentes dos EUA demonizaram cada país e as suas lideranças. De modo que é compreensível que a maioria das pessoas aqui possuam pouco conhecimento factual sobre os avanços extraordinários das mulheres que seguiram a revolução. Este artigo examinará brevemente esse histórico. Continue lendo “Mulheres e socialismo: três estudos de casos revolucionários”

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