Karl Marx contra os impostos

Por Karl Marx, traduzido por Thiago Lastrucci e Gabriel Landi Fazzio

Do mesmo modo como defendia a abolição do Estado, considerando todo Estado uma forma de ditadura de classe; Karl Marx nunca foi um grande entusiasta das utopias tributárias. Embora muitos partidos de esquerda, ao longo do último século, tenham combatido os impostos indiretos e defendido a tributação progressiva dos rendimentos (revindicação formulada no “Manifesto Comunista”), algumas concepções do revolucionário alemão sobre o tema talvez surpreendam seus leitores reformistas… Continue lendo “Karl Marx contra os impostos”

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O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx

Por Michael Roberts, via The Next Recession, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Recentemente, o Professor David Harvey (DH) enviou um e-mail para várias pessoas, inclusive para mim, com um breve artigo para discussão em anexo. O artigo apresenta a leitura de DH de que a teoria do valor de Marx em economias capitalistas havia sido gravemente mal interpretada. Continue lendo “O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx”

“A extrema direita está conseguindo novamente apelar aos símbolos identitários mais primitivos”

Por Jacques Ranciére e Federico Galende, via Verso Books, traduzido por Aukai Leisner

Alguns dias atrás, Jacques Ranciére (75) estava no Chile, a convite do reitor da Universidade de Valparaíso, que lhe concedeu um Doutorado Honoris Causa. Na tarde em que ele iria embora, visitei-o em seu hotel em nome do TheClinic e tivemos uma longa conversa, sem orientação definida, o que permitiu ao filósofo falar sobre um grande número de questões Continue lendo ““A extrema direita está conseguindo novamente apelar aos símbolos identitários mais primitivos””

O momento do cubismo

Por John Berger, via Verso Books, traduzido por Victor Guilherme Mota

“O momento do cubismo” é um fragmento da obra Landscapes, de John Berger, editada por Tom Overton. O ensaio de 1967 sobre a crítica materialista da arte, originalmente publicado na New Left Review, traça a cronologia e os legados do cubismo. Nele, Berger reflete e desenvolve a sensação de que “os trabalhos cubistas mais extremos” – que são tanto “muito otimistas quanto muito revolucionários…para terem sido pintados hoje” – são “capturados e confinados em uma chave no tempo, esperando para serem lançados e continuarem sua jornada que começa em 1907” Continue lendo “O momento do cubismo”

As verdadeiras lições do levante de 1956 na Hungria

Por Jon Britton, via Liberation School, traduzido por Bruno Santana

As raízes da rebelião pode ser remontada ao modo como o capitalismo se enraizou na Hungria após a Segunda Guerra Mundial. Enquanto a derrota da Alemanha nazista abriu as portas para um número de revoluções vitoriosas lideradas pelos movimentos comunistas no leste europeu, como na Iugoslávia, Albânia e Checoslováquia, os movimentos da classe trabalhadora na Hungria e em outros países do leste europeu foram fracos. O capitalismo foi abolido em primeira instância por causa do Exército Vermelho soviético. Continue lendo “As verdadeiras lições do levante de 1956 na Hungria”

Luta de classes, crise ideológica e saúde mental dos trabalhadores

Por Gilson Lima [i]

O adoecimento, o sofrimento e a dor, física e mental, fora os “acidentes” e “tragédias”, acompanham a história dos trabalhadores. São inclusive um indício de sua posição de classe explorada e oprimida. “A miséria, a insegurança, o excesso de trabalho e o seu caráter forçado destroem o corpo e o espírito do operário” dizia Engels, em meados do século XIX, em seu clássico “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”. Continue lendo “Luta de classes, crise ideológica e saúde mental dos trabalhadores”

Das Greves de Mulheres para um Novo Movimento de Classe: A Terceira Onda Feminista

Por Cinzia Arruzza, via Viewpoint Magazine, traduzido por Ohana Meira

Essas greves, assim como as greves transnacionais do 8 de março, e em particular as greves argentinas e espanholas, são lutas de classes feministas. O movimento feminista está se tornando cada vez mais um processo de formação de uma subjetividade de classe com características específicas: imediatamente antiliberal, internacionalista, antirracista, obviamente feminista e tendencialmente anticapitalista, em excesso e em tensão com respeito às instituições tradicionais da esquerda e suas práticas. Naturalmente, esse processo não é o mesmo em cada país e é definitivamente mais avançado em alguns países do que em outros. E, no entanto, se considerarmos o movimento como um todo, é esse aspecto que representa sua maior novidade e incorpora as potencialidades mais interessantes. Continue lendo “Das Greves de Mulheres para um Novo Movimento de Classe: A Terceira Onda Feminista”

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