Crise e Golpe: Resenha

Por Daniel S. Mayor Fabre

Lançada em outubro de 2018, em plena campanha eleitoral que levou Jair Bolsonaro à presidência da república, Crise e Golpe é uma obra fundamental para o período histórico que se inicia na atualidade. Da cunha do mestre da centenária Faculdade de Direito do Largo de são Francisco, Alysson Leandro Mascaro, Continue lendo “Crise e Golpe: Resenha”

Anúncios

Humanismo Socialista?

Por Herbert Marcuse, via Marxists.org, traduzido por Matheus Motta

Quase vinte anos atrás, Merleau-Ponty levantou a questão do humanismo socialista com clareza intransigente. A construção de uma sociedade socialista no dado período histórico é uma possibilidade real? Ele rejeitou a alternativa do humanismo e do terror: não há escolha entre violência e não violência, mas apenas entre duas formas de violência – capitalista e socialista. Continue lendo “Humanismo Socialista?”

“Pode ser que um certo nível de violência seja inevitável.”

Entrevista por Han Renard, via Le vif, traduzida por Daniel Alves Teixeira

Vestido em calças de trabalho verde e uma jaqueta de lã, Alain Badiou, em seu modesto apartamento no centro de Paris, mais parece um homem aposentado do que o homem considerado um dos maiores pensadores de nosso tempo. A ostentação cara aos intelectuais franceses é totalmente estranha para ele. 

Continue lendo ““Pode ser que um certo nível de violência seja inevitável.””

O Fetichismo da “Hegemonia”

Por Agustin Cueva, traduzido por Fernando Savella

Antonio Gramsci se converteu, sem dúvida alguma, numa referência obrigatória para todos os estudos que são feitos atualmente acerca da questão do Estado, tanto na Europa ocidental como na América Latina. De um certo ponto de vista, o autor italiano aparece inclusive como o verdadeiro fundador da ciência política marxista, finalmente livre, como dizem, do “dogmatismo” e do “economicismo” e, portanto, da concepção “instrumental” do Estado que havia caracterizado o pensamento leninista. Dessa forma, Gramsci se tornou uma espécie de ‘anti-Lenin’, dotado de incalculáveis projeções teóricas e políticas.

Continue lendo “O Fetichismo da “Hegemonia””

As tarefas dos social-democratas russos

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Gabriel V. Lazzari

Aqueles que acusam os social-democratas russos de terem uma visão estreita, de tentarem focar nos trabalhadores fabris em detrimento da massa da população trabalhadora, estão profundamente equivocados. Ao contrário, a agitação entre os setores avançados do proletariado é o mais certeiro e único jeito de insurgir (quando da expansão do movimento) o proletariado russo inteiro.

Continue lendo “As tarefas dos social-democratas russos”

Por que a crítica?

Por Fernando Savella

“Crítica” é uma ideia muitas vezes entendida como uma postura, independente de seu conteúdo. Se um liberal se contrapõe a um marxista, o liberal estaria criticando, e adotando uma postura crítica. Se um cético duvida de uma teoria, o faria como uma postura crítica contra algum “dogmatismo” teórico. Mas nenhuma tradição teórica incorpora tão bem o sentido de “crítica” quanto a teoria marxista. De fato, o grande centro da teoria marxista é a imanência da crítica: não há marxismo que não seja a crítica da ideologia, não há análise materialista que não seja a crítica de uma análise idealista. Continue lendo “Por que a crítica?”

Assange preso, o último passo da campanha de assassinato de uma reputação

Por Slavoj Žižek, via TheoryLeaks, traduzido por Bernardo Neves

A prisão de Julian Assange não foi um acontecimento súbito, disse o filósofo cultural Slavoj Žižek à RT. Em vez disso, foi bem planejado e o passo final de uma longa e feia campanha de difamação contra o fundador do WikiLeaks. Continue lendo “Assange preso, o último passo da campanha de assassinato de uma reputação”

A noção de obstáculo epistemológico em Bachelard

Por Delia Irusta, via Papeles de nombre falso, traduzido por Matheus Motta

Os debates sobre epistemologia animaram proficuamente os pensadores de meados do século XX, sobretudo na França. Canguilhem, Foucault, Lecourt e Bachelard foram capazes de influenciar não apenas este campo do pensamento, mas a própria filosofia e as ciências sociais. No presente artigo, Delia Irusta nos apresenta as noções básicas do pensamento de Bachelard atreladas ao conceito de obstaculo epistemológico. Continue lendo “A noção de obstáculo epistemológico em Bachelard”

Sobre os sujeitos emergentes: A validade do caráter revolucionário da classe trabalhadora e de seu partido de vanguarda

Por Diego Torres, via ICCR, traduzido por Fernando Savella

O autor, membro do Partido Comunista do México, faz um importante balanço sobre a atualidade do marxismo e do proletariado em ensaio de 2014. Aborda a grande contrarrevolução que se iniciou nos anos oitenta, faz a crítica dos supostos novos sujeitos emergentes, e defende a atualidade do Partido Comunista enquanto vanguarda da luta contra o capitalismo.

Continue lendo “Sobre os sujeitos emergentes: A validade do caráter revolucionário da classe trabalhadora e de seu partido de vanguarda”

Ética e história nos escritos de Maria Lacerda de Moura

Por Daniel Santos da Silva

Os movimentos de Maria Lacerda de Moura seguiam-se rapidamente – de seu livro publicado em 1918, Em torno da educação, já se veem ressalvas na obra seguinte, um ano após, chamada Renovação. Se os dias então corriam depressa, não é qualquer olhar que captaria sutilezas de seus trajetos em consonância com a experiência própria, a qual desde cedo fora engajada com a prática e a reflexão da educação. 

Continue lendo “Ética e história nos escritos de Maria Lacerda de Moura”

“Há uma tendência a fetichizar o fetiche”: entrevista com Karl Reitter

Por Karl Reitter, via ViewPoint Magazine, traduzido por Ramon Frias

Essa entrevista com Karl Reitter, originalmente publicada na Junge Welt, apresenta aspectos de sua crítica da “nova leitura de Marx” alemã (Neue Marx-Lektüre), que está começando a ser traduzida mais amplamente ao Inglês. A entrevista marca a publicação em março da coleção em alemão, editada por Reitter, chamada “Karl Marx: Filósofo da Emancipação ou Teórico do Capital? Por uma Crítica da ‘Nova Leitura de Marx’” (Vienna: Mandelbaum, 2015). Continue lendo ““Há uma tendência a fetichizar o fetiche”: entrevista com Karl Reitter”

David Harvey, Michael Roberts, Michael Heinrich e o Debate da Teoria das Crises

Por Sam Williams, via A Critique of Crisis Theory traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Recentemente David Harvey, o conhecido escritor de economia marxista, criticou a visão do blogueiro de economia marxista Michael Roberts sobre a teoria das crises. De acordo com Harvey, Roberts teria uma teoria das crises “monocausal”. A objeção de Harvey é à ênfase de Roberts na teoria de Marx da tendência de queda da taxa de lucro [FRP ou Falling Rate of Profit, em inglês] como a causa subjacente das crises capitalistas.

Continue lendo “David Harvey, Michael Roberts, Michael Heinrich e o Debate da Teoria das Crises”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑