Apontamentos sobre a reprodução da classe no capitalismo dependente: da crítica feminista à superexploração do trabalho

Por Elisabeth Zorgetz Loureiro

Ao contrário de uma expansão em etapas relativamente definidas para uma ampla proletarização do mundo, em termos do trabalho assalariado, fabril ou formal – em que o desenvolvimento das forças produtivas invariavelmente se expandiria a todos os recantos do mundo em suas contradições e oportunidades para a classe trabalhadora –, o desenvolvimento capitalista indicou, desde o final do século XX, a desorganização desta classe Continue lendo “Apontamentos sobre a reprodução da classe no capitalismo dependente: da crítica feminista à superexploração do trabalho”

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Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!

Por Vinícius Okada M. M. D’Amico

Dos fundos dos vales, emergem os “novos” salvadores da pátria, bradando, triunfantes, que o “novo” marcha a passos largos, enquanto os velhos heróis seguem sepultados. O porém é que para se alterar substancialmente a realidade é preciso conhecer o terreno em que se joga. E, assim, seguem os bons moços medíocres e oportunistas do liberalismo a se afogarem imersos na torrencial crise brasileira. Continue lendo “Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!”

O problema com a Jacobin no Brasil

Por Lise Ma

A revista Jacobin e sua filial brasileira são projetos na linha do que pode se considerar um renascimento/redescobrimento do Marxismo, direcionados à conscientização das classes médias sobre a extensão das grandes desigualdades atuais. Na prática, a revista soa mais como uma convocação à classes médias ascendentes (ou, aspirantes às mesmas) à liderança no processo de conscientização da classe trabalhadora. Continue lendo “O problema com a Jacobin no Brasil”

O Marxismo e a Questão Animal

Por Maila Costa

Se os animais, por não serem humanos, não fazem parte da nossa classe, também não fazem parte da classe dominante, e possuem muito mais em comum conosco do que com eles, seja em relação à exploração, à privação de liberdade ou à comoditização. A moral comunista, como desenvolvimento da moral proletária vislumbrada por Engels, só poderá ser construída com base na rejeição a todas as formas de opressão, portanto, consideradas as relações de produção presentes, devemos rejeitar a exploração animal, incorporando a luta por sua libertação à luta por emancipação humana, uma vez que não há justificativa, que não no moralismo burguês, para a aplicação industrial do sofrimento.

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Ngũgĩ wa Thiong’o: Cultura e Imperialismos

Por Bruno Ribeiro Oliveira*

Thiong’o sempre manterá uma versão da história onde a embates entre dois lados. Thiong’o é fruto de uma era da historiografia onde o embate entre colonizado e colonizador tutelava a maioria dos trabalhos históricos sobre a história de África e dos povos africanos. Essa historiografia da resistência, como também pode ser chamada, tratava de organizar a história sempre entre uma disputa entre lados antagônicos Continue lendo “Ngũgĩ wa Thiong’o: Cultura e Imperialismos”

Cinco mitos imperialistas sobre o papel da China na África

Por Nino Brown, via Liberation School, traduzido por Guilherme Laranjeira

“Qual país da África é politicamente dirigido pela China? Nenhum. Existe um país africano com uma base militar chinesa, Djibouti, mas suas políticas não são dirigidas por Pequim. Embora hajam, indiscutivelmente, exemplos de produtos chineses sendo despejados em países africanos, nenhum país foi obrigado a excluir “produtos de concorrentes de outros lugares.” A China não controla nenhum sistema bancário africano. Países africanos começaram a adotar o yuan chinês como uma moeda estrangeira de reserva, mas fizeram isso como uma forma de diversificação, se distanciando da dependência do dólar e do euro. “

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