Psicanálise e Economia – o outro lado do discurso de Preciado

Por Philippe Augusto Carvalho Campos

Parece que a fala do tal Paul Preciado anda fazendo sucesso nos meios ilustrados da internet psicanalítica e de esquerda. Continue lendo “Psicanálise e Economia – o outro lado do discurso de Preciado”

A Situação da Itália e as Tarefas do Partido Comunista Italiano (PCI): Teses de Lyon

Por Antonio Gramsci, traduzido por Dossiê Gramsci¹. Via Revista de Ciências Sociais

“Trata-se de um texto que contém as teses escritas por Gramsci com a colaboração de Palmiro Togliatti. Elas foram apresentadas por ocasião do III Congresso Nacional do Partido Comunista Italiano (PC I), de 23 a 26 de janeiro de 1926, em Lyon. O grupo politico liderado por Gramsci obteve pouco mais de 90% dos votos, enquanto que a ultra-esquerda liderada por Amadeo Bordiga, cerca de 9%. As Teses de Lyon configuram a tentativa de dotar o PCI de uma linha e de um programa baseado em dois eixos articuladores: análise da realidade italiana; ecompreensão histórica dos objetivos politlcos do proletariado revolucionário.”

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Teses de Blum – A ditadura democrática

Por Georg Lukács, via Marxists.org

As Teses de Blum foram elaboradas em 1928 por Lukács, sob o pseudônimo de Blum, para o II Congresso (ilegal) do Partido Comunista da Hungria (KPU). Seu título original era “Teses sobre a situação econômica e política na Hungria e sobre as tarefas do KPU”, expostas em cinco partes: 1) A situação do KPU durante o I Congresso (1918) e seu desenvolvimento até o Plenum de 1928; 2) As mudanças fundamentais durante o regime de Bethlen e as classes; 3) A situação da classe trabalhadora; 4) A atividade do KPU desde o Plenum de 1928; 5) Os principais problemas da situação atual. O extrato que aqui publicamos, “A Ditadura Democrática” – capítulo central das Teses -, corresponde ao item A da parte 5. Na época, as Teses de Blum tiveram enorme repercussão no interior do movimento comunista internacional e do KPU. Continue lendo “Teses de Blum – A ditadura democrática”

Reflexões sobre o Aparelho Ideológico de Estado Sindical para a atual Crise do Sindicalismo

Por Alexandre Pimenta

“Ao tratar do AIE  [Aparelho Ideológico de Estado] sindical, Althusser se coloca na tarefa de resolver um problema aparentemente sem solução: como esse instrumento de luta de classes proletária, assim como os Partidos Comunistas, podem ser entendidos como “peças” de um Estado burguês, a auxiliar na reprodução das relações de produção?”

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Representatividade desmobilização

Por Juliana Mota e Rodolpho Borges*

A contradição dessa estratégia fundamentada na ideia de representatividade reside em dois elementos que se conjugam. O primeiro é que a conquista de espaços na mídia de massas é positiva, e bastou-se nisso. Imagine só, o Jornal Nacional apresentado apenas por negros? A democracia racial enfim seria conquistada, à suculentos lucros para a Rede Globo. A segunda se configura na ilusão de que a representatividade, inequivocamente, mobiliza. Como se todos, ao verem um suposto semelhante, mobilizaram-se e se motivariam para alcançar, senão o inalcançável, mas a exceção à regra. Continue lendo “Representatividade desmobilização”

Gramsci e o PCI: duas concepções da hegemonia

Por Massimo Salvadori, via Crítica Marxista, traduzido por Davi Pessoa Carneiro

De 1974 a 1976, o Partido Comunista Italiano conseguiu uma série de expressivas vitórias eleitorais, tendo chegado a mais de um terço do eleitorado. Parecia que o predomínio da Democracia Cristã (DC) na vida política italiana estava em risco e que a estratégia do chamado “compromisso histórico”, inaugurada por Enrico Berlinguer, em 1973, estava oferecendo frutos. Associado ao “compromisso histórico” com as massas populares católicas, na política internacional o Partido Comunista Italiano (PCI) propagava o chamado “eurocomunismo”, como meio de se afastar da experiência socialista da URSS e Europa oriental, demarcando com força as diferenças entre Oriente e Ocidente. Esse período coincidiu também com ampla difusão do nome da Antonio Gramsci, pretenso inspirador daquela orientação política. Continue lendo “Gramsci e o PCI: duas concepções da hegemonia”

O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

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Marx, expropriações e capital monetário – notas para o estudo do imperialismo tardio

Por Virgínia Fontes*, via O comuneiro

O descompasso entre capital fictício e capital efetivamente respaldado no processo de reprodução ampliada do valor se aprofunda com o predomínio do capital monetário, o que vem fomentando recorrentes crises capitalistas na atualidade. Continue lendo “Marx, expropriações e capital monetário – notas para o estudo do imperialismo tardio”

Mark Fisher foi o líder intelectual de uma geração

Por Jason Cowley, via newstatesman.com, traduzido por Rodrigo Gonsalves

Uma conseqüência (do Realismo Capitalista) são os sentimentos de impotência das pessoas. Outra é a incapacidade de conceber um futuro diferente do presente. “O sentimento de que não podemos expressar formas alternativas de ser e de pensar – para mim, é a principal coisa que o Realismo Capitalista faz bem ao personalizar os efeitos do neoliberalismo”. Continue lendo “Mark Fisher foi o líder intelectual de uma geração”

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