Respostas por Alenka Zupančič

Por Alenka Zupančič, via European Journal of Psychoanalysis, traduzido por Daniel Alves Teixeira.

Alenka Zupančič é uma filósofa eslovena cujo trabalho se concentra na psicanálise e sua relação com a filosofia continental. Continue lendo “Respostas por Alenka Zupančič”

Mercado no Socialismo? Por quê? Como?

Por Pedro Felipe Narciso

“Se o mercado persiste à revolução política socialista, como ele pode ser útil ao socialismo? Basicamente, o mercado nas formações sociais socialistas cumpre duas grandes funções. A primeira é funcionar, tal como preconizado por Oskar Lange, como indicador econômico, possibilitando o cálculo econômico racional dos órgãos planejadores. E segundo, desenvolver as forças produtivas incipientes, preparando as condições para uma dominância cada vez mais ampla do modo de produção comunista. Dessa maneira, na medida em que as forças produtivas se desenvolvem, a massa de valor aumenta e a grandeza de valor diminui fazendo com que os setores capitalistas da produção entrem em crise.” Continue lendo “Mercado no Socialismo? Por quê? Como?”

O brilho ofuscante da lacração: ponderações sobre o cancelamento de Dan Bilzerian

Por Sofia Azevedo

A lacração é uma cultura cheia de armadilhas. Vemos uma gama de variações do “drop the mic”, cuja finalidade é o espetáculo, a reação encadeada dos espectadores que aguardam ansiosamente uma performance vazia e arrebatadora. Nesse caso, a exposição. Uma cultura que deseja que sejam pregadas listas infindáveis de pessoas emudecidas na praça da cidade, sentenciadas à inevitável consequência do apedrejamento moderno: o cancelamento. Continue lendo “O brilho ofuscante da lacração: ponderações sobre o cancelamento de Dan Bilzerian”

Hiperneurotização endêmica: sofrimento em tempos de pandemia

Por Adriana Marino

Insistamos, pois ainda é preciso trazer algumas palavras sobre o isolamento social e porque receio que este seja mais um texto sobre os efeitos psíquicos da pandemia. Há quem diga que a quarentena é uma oportunidade. Desde a posição privilegiada do isolamento, em nossas ilhas mais ou menos burguesas, com ou sem sacadas e quintais, a imparidade do isolamento seria uma oportunidade para povoarmos a vida com vídeos de yoga, leitura de livros abandonados em estantes, oportunidade de aprender um segundo ou terceiro idioma, além de participar do curso gratuitamente oferecido de uma universidade internacional de renome qualquer. O reduto parecia oportunidade ideal se não fosse como, de fato, não é: férias ou spa. 

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Hip Hop, luta de classes e pandemia ou sobre como (re)politizar a cultura

Por Arthur Moura

“Quem promove a orientação política no seio da cultura Hip Hop e qual é a natureza dessa orientação? Há duas formas possíveis de analisar essa questão. Em primeiro lugar devemos pensar que é o corpo coletivo, nesse caso a junção de todos os elementos da cultura Hip Hop numa dinâmica entre forças conflitantes que dão o caráter da orientação política e estética da cultura. Em segundo lugar devemos perceber que há um setor hegemônico formado pelas diferentes cenas que gozando de influência, prestígio e estrutura material e organizativa influencia diretamente os rumos.”


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Um Grande Partido Marxiano

Por Nikolai Bukharin, via marxists.org, traduzido por Gustavo Fernandes

Por cinco anos o proletariado russo manteve seu poder. E mesmo os adversários do proletariado devem admitir que esse poder está bem estabelecido. É um poder enraizado profundamente no solo russo; ele transforma o povo russo; ele os lidera com pulso de ferro por um caminho árduo e espinhento, cercado de arame farpado e exposto ao fogo inimigo; ele os lidera pelas estepes da fome até a gloriosa vitória da humanidade unida. Como esse milagre foi concretizado, apesar da raiva impotente da mediocridade burguesa? Continue lendo “Um Grande Partido Marxiano”

Para Louis Althusser

Por Etienne Balibar, originalmente em Rethinking MARXISM Volume 4, Number 1 (Spring 1991), traduzido por Rodrigo Gonsalves

A seguir, é o elogio de Etienne Balibar para Louis Althusser por ocasião de sua morte, em 22 de outubro de 1990. O elogio de Balibar foi entregue no túmulo de um cemitério perto de Paris, em 25 de outubro. A cerimônia simples contou com a presença de 150 a 200 pessoas, incluindo membros da família de Althusser, seus amigos, ex-alunos e camaradas políticos. Além de Balibar, vários outros amigos, estudantes e colegas da universidade, incluindo Jacques Derrida, prestaram homenagem a Althusser, que foi enterrado em um pequeno lote de sua família.

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A Questão Racial e a Geografia-estatística no Brasil

Por Giovani Damico

A sociedade brasileira, enquanto sociedade de histórico colonial e um presente marcado por um capitalismo maduro (e doentio), tem a sociabilidade de sua população atravessada pela questão racial e ao mesmo tempo por problemas de desigualdade intrínsecos ao capitalismo. As contradições sociais no Brasil atravessam assim condicionantes étnico-raciais, de gênero, de identidade sexual, bem como gritantes contradições de classe, que se intercruzam com as contradições socioespaciais. Continue lendo “A Questão Racial e a Geografia-estatística no Brasil”

Prolegomena a uma demonologia do capitalismo

Por Ian Wright, via Dark Marxism, traduzido por Rodrigo Gonsalves

Todos os dias, milhões de trabalhadores em todo o mundo não têm escolha a não ser sacrificar seu tempo, sua vitalidade para produzir novos lucros para os controladores demoníacos. Tomemos outro exemplo: a lógica do capital exige a extração máxima de lucros das empresas, e isso significa minimizar os salários. Os servos do capital – os cavaleiros, duques, príncipes e as legiões que eles comandam – são bem recompensados ​​com uma abundância de luxos. Mas aqueles sem capital são reduzidos a meros componentes geradores de valor. Os possuídos pelo capital vivem uma existência exaltada. Mas os despossuídos devem alimentar, vestir e manter uma casa com uma renda média de cerca de 7 libras por dia.

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Para uma Geografia dos Investimentos de capitais. O exemplo da África Negra

Por Jean Dresch. Traduzido por Mario Matos, professor de Geografia – na Educação Básica da rede pública do estado de Minas Gerais 

“Se é verdade que a geografia econômica e humana não se resume a uma descrição, mas compreende também uma explicação de fatos econômicos e humanos, podemos ficar surpresos que obras e artigos não ofereçam subsídios teóricos e explicativos sobre a estrutura econômica de diversos países, e mais  notadamente, sobre um de seus aspectos mais essenciais, os investimentos de capitais.”

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A Convenção Negra

Por Cyril Valentine Briggs, via marxists.org, traduzido por Lauro Abelha

A Segunda Convenção Negra Internacional, realizada no Liberty Hall, em Nova Iorque, durante todo o mês de agosto, foi convocada por Marcus Garvey, Presidente Geral da “Associação Universal para o Progresso Negro e Liga das Comunidades Africanas” (UNIA) e “Presidente Provisório da África”, “Presidente da Black Star Line [empresa de navegação]”, etc., etc. Continue lendo “A Convenção Negra”

Pensamentos sobre marxismo e Estado

Por David McNally, via Historical Materialism, traduzido por Moisés João Rech

Torna-se claro que a crítica de Marx ao Estado é mais uma vez desagradável em muitas partes da esquerda. Muitas vezes esse desagrado disfarça a acomodação política indiscriminada ao Estado-nação (por exemplo, com aqueles na esquerda que se opõem a pedidos pela abertura das fronteiras e contrabandeando algum tipo de argumento ostensivo de “esquerda” para controles migratórios “mais agradáveis”). Continue lendo “Pensamentos sobre marxismo e Estado”

Formas do Movimento Operário (O locaute e a tática marxista)

Por Vladímir Ilitch Uliánov, via marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

“A tática marxista consiste em combinar as diferentes formas de luta, em transitar habilmente de uma forma para outra, em aumentar constantemente a consciência das massas e estender a área de suas ações coletivas, cada uma das quais, tomadas separadamente, pode ser ofensiva ou defensiva e, tomadas em conjunto, levam a um conflito mais intenso e decisivo.” Continue lendo “Formas do Movimento Operário (O locaute e a tática marxista)”

Propostas para a Unificação do Movimento Comunista Internacional

Por Ludo Martens, via WayBackMachine, traduzido por Guilherme Arruda e Guilherme Laranjeira

O texto que traduzimos, escrito por Ludo Martens e assinado pelo Partido do Trabalho da Bélgica (PTB) em 1995, foi feito com o sentido de propor uma base comum que reunificasse as diferentes tendências comunistas, tendo como ferramenta o Seminário Comunista Internacional, organizado pelo PTB. Ainda que o Seminário não aconteça desde 2014, por ter sido absorvido pelo Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários organizado pelo Partido Comunista da Grécia, as teses deste escrito tem importantes apontamentos para a reestruturação do Movimento Comunista Internacional que almejamos, e por isso sua leitura ainda é muito proveitosa. (Publicado originalmente no Solidaire ‑ jornal do Partido do Trabalho da Bélgica, n° 25, 21/06/1995)

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Distopia ou Utopia: Diante de quem o futuro se ajoelhará?

Por André Márcio

“Pois bem, pelo menos parece não restar uma dúvida: a de que a utopia precisa voltar a ser a chave benjaminiana contra os escombros do progresso e a catástrofe do futuro. É preciso escovar a história a contrapelo para vislumbrar uma saída diferente do que a mesma projeta para nós. Caso contrário, o freio de emergência pifou!” Continue lendo “Distopia ou Utopia: Diante de quem o futuro se ajoelhará?”

A crise italiana (1924)

Por Antonio Gramsci, via L’Ordine Nuovo, traduzido por Mario Matos

A crise radical do regime capitalista, iniciada na Itália como no mundo todo com a guerra, não foi solucionada pelo fascismo. O fascismo, com seu método repressivo de governar, tornou muito difícil, e mesmo quase totalmente impediu, que se manifestassem na política os efeitos da crise capitalista, porém, não conseguiu em seu governo estabelecer a interrupção dessa crise e, menos ainda, uma retomada do desenvolvimento da economia nacional. Continue lendo “A crise italiana (1924)”

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