As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica

Por Otávio Moraes

O crítico literário Helder Macedo assevera em um de seus ensaios que “(…) toda linguagem é feita de passados e não de futuros”[1]. Tal assertiva carrega implicações interessantes, principalmente para discutir a linguagem estetizada em forma de lírica. Continue lendo “As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica”

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Entrevista com Alain Badiou

Por Julian Le Gros, via The Dissident, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Já faz anos, Alain Badiou é considerado um filósofo dissidente. Se a sua constante referência à Revolução Cultural Chinesa, perfeitamente assumida em “Petrogrado, Xangai, as duas revoluções do século XX”, publicado em Agosto de 2018 pela La Fabrique, faz algumas pessoas se remoerem, ele não se importa.

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Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência

Por Camila Koenigstein

Auchwitz inaugurou um novo rumo para a violência, pois tudo indica que o seu horror se tornou uma espécie de ficção para as gerações seguintes. Assim, o horror que vemos hoje diariamente, não encontra relação com o horror do passado. Será que o humano busca cada vez mais expor, falar, digerir a violência para buscar uma forma de registrar de fato o que é o horror? Ou o horror já nos constitui como sujeitos? Continue lendo “Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência”

O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais

Por Gabriel Landi Fazzio

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária. Esta atividade e sua organização é conduzida freqüentemente ainda da antiga maneira formalista. Em manifestações ocasionais, reuniões de massas e sem cuidado com o conteúdo revolucionário concreto dos discursos e panfletos.” Em “A Estrutura, os Métodos e a Ação dos Partidos Comunistas”, III Internacional, 1921. Continue lendo “O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais”

Mulheres e socialismo: três estudos de casos revolucionários

Por Donna Goodman, via Liberation School, traduzido por Elisa Brasil

As pessoas dos Estados Unidos foram continuamente ensinadas por quase cem anos que as revoluções socialistas na Rússia (1917), China (1949) e Cuba (1959) constituíram um perigo para o mundo. Todos os presidentes dos EUA demonizaram cada país e as suas lideranças. De modo que é compreensível que a maioria das pessoas aqui possuam pouco conhecimento factual sobre os avanços extraordinários das mulheres que seguiram a revolução. Este artigo examinará brevemente esse histórico. Continue lendo “Mulheres e socialismo: três estudos de casos revolucionários”

A constituinte, as igrejas e a questão LGBTI em Cuba

Por Cristina Silva

Antes de uma breve explicação do funcionamento da Constituinte, é necessário trazer à luz a participação da militância LGBTI durante o processo da constituinte e para além da constituinte. Infelizmente, de maneira oportunista, a presença dos movimentos LGBTI em Cuba ainda é falsamente compreendida como grupos isolados e anticomunistas, que fazem oposição “ao regime Castro”. O mesmo é feito em relação à impressão que temos sobre as discussões sobre sexualidade em Cuba, algo que remete a estagnação e a conservadorismo que é taxado como “moral revolucionária” por muitos estudiosos neoliberais. Porém, a prática cotidiana da presença da luta LGBTI em Cuba é completamente distinta do descrito. Continue lendo “A constituinte, as igrejas e a questão LGBTI em Cuba”

Problemas com a (in)existência

         Por Daniel Alves Teixeira, membro do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia.

O recém-lançado livro “Ensaio sobre mortos-vivos: The Walking Dead e Outras Metáforas”, organizado por Diego Penha e Rodrigo Gonsalves, e contendo textos de diversos autores, entre eles Christian Dunker, Ivan Estêvão e Mlader Dolar, para citar somente alguns dos nomes mais conhecidos do público em geral, possui diversos méritos dignos de destaque, que vão desde a arrojada edição do livro Continue lendo “Problemas com a (in)existência”

“Você toma uma solução racista e chuta os de baixo, ou um anticapitalista que atinge os de cima?”

Entrevista com Peter Mertens, por David Broder, via Jacobin Magazine, traduzida por Gabriel Landi Fazzio

A Bélgica não parecer ser um lar muito óbvio para o radicalismo político. No debate público em outros países europeus, a palavra “Bruxelas” é usada como sinônimo das instituições de uma União Europeia distante e burocrática. No entanto, a classe trabalhadora belga também tem sua própria história de exploração e luta, desde os mineradores de carvão do Borinage até a greve geral de 1960. Continue lendo ““Você toma uma solução racista e chuta os de baixo, ou um anticapitalista que atinge os de cima?””

Se quisermos sobreviver neste planeta precisamos abandonar a causa do Estado-nação

Por Slavoj Žižek, via Newstatesman, traduzido por Ricardo de Mello Ramos.

As últimas notícias da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia indicam que já vivemos uma situação de pré-guerra – então, o que nós, pessoas comuns, devemos fazer quando a explosão de loucura global se aproxima? Continue lendo “Se quisermos sobreviver neste planeta precisamos abandonar a causa do Estado-nação”

A concentração do proletariado nas grandes cidades

Por Gabriel Landi Fazzio

“[A revolução industrial] desenvolveu por toda a parte o proletariado na mesma medida em que desenvolveu a burguesia. Na proporção em que os burgueses se tornavam mais ricos, tornavam-se os proletários mais numerosos. Uma vez que os proletários somente por meio do capital podem ter emprego e o capital só se multiplica quando emprega trabalho, a multiplicação do proletariado avança precisamente ao mesmo passo que a multiplicação do capital. Ao mesmo tempo, concentra tanto os burgueses como os proletários em grandes cidades, nas quais se torna mais vantajoso explorar a indústria, e com esta concentração de grandes massas num mesmo lugar dá ao proletariado a consciência da sua força.” Engels, em “Princípios Básicos do Comunismo”. Continue lendo “A concentração do proletariado nas grandes cidades”

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