A Questão do Fascismo

Por Agustín Cueva, traduzido por Fernando Savella a partir da versão publicada originalmente em Revista Mexicana de Sociología, Vol. 39, No. 2 .Apr. – Jun., 1977, pp. 469-480. 

Quanto ao outro aspecto definidor do fascismo, ou seja, o fato de que a ditadura terrorista do capital monopolista se exerce fundamentalmente contra a classe operária, também parece difícil de impugnar. Em primeiro lugar, um conjunto de fatos políticos que saltam à vista. Tanto o golpe de Estado de Banzer em 1971 como o de Pinochet dois anos mais tarde, foram a culminação de ações contrarrevolucionárias dirigidas centralmente contra forças proletárias que através de processos políticos conseguiram articular alternativas socialistas.
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O Fascismo Alemão e Hegel

Por Georg Lukács, originalmente em Schicksalswende, [Pontos de virada do destino] Aufbau Verlag, Berlin, 1956, traduzido por Marie Farines

Esse texto é tradução do ensaio de Georg Lukács: Der deutsche Faschismus und Hegel (1943). Ele ocupa as páginas 29 à 49 da coletânea: Georg Lukács, Schicksalswende, [Pontos de virada do destino] Aufbau Verlag, Berlin, 1956. Essa edição se caracteriza pela ausência completa de notas e de referências nos trechos citados. Todas as notas são, portanto, do tradutor [da edição francesa, Jean-Pierre Morbois]. Continue lendo “O Fascismo Alemão e Hegel”

Qual é a diferença entre Hegel e Marx?

Por Andy Blunden, via Ethical Politics, traduzido por João Narciso

Durante meus estudos acerca de lógica em Hegel cheguei até os textos de Andy Blunden que me abriram um novo horizonte teórico; a forma como ele trata temas complexos e, também, por ser da área de ciências exatas como eu, me aproximaram bastante da sua linguagem e pensamento. No mais, resolvi traduzir este texto em específico pois creio que seja uma leitura de introdução à Hegel interessante para quem já atua em movimentos sociais e luta objetivamente por mudanças aqui no Brasil. Continue lendo “Qual é a diferença entre Hegel e Marx?”

Descartes/Lacan

Por Alain Badiou, via Umbr(a) , traduzido por Rodrigo Gonsalves

O que ainda conecta Lacan (e esse “ainda” é a perpetuação moderna dos sentidos) ao tempo da ciência cartesiana é o pensamento de que é necessário manter o sujeito no vazio puro de sua subtração, se assim se quer que a verdade seja salva. Somente esse tal sujeito se deixa suturar na forma lógica e integralmente transmissível da ciência.

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Onde está a quebra? Marx, Lacan, Capitalismo e Ecologia

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Quando, décadas atrás, a ecologia surgiu como uma questão teórica e prática crucial, muitos marxistas (assim como críticos do Marxismo) notaram que a natureza – mais precisamente, o exato status ontológico da natureza – é o único tópico em que até o materialismo dialético mais grosseiro possui uma vantagem sobre o Marxismo Ocidental. Continue lendo “Onde está a quebra? Marx, Lacan, Capitalismo e Ecologia”

O que é a Organização Política?

Por Alain Badiou, traduzido por Diogo Fagundes*

Dizemos primeiro: que a situação é pior em outro lugar é realmente apenas um argumento para tolos ou preguiçosos. Pois isso não impede que seja muito ruim aqui, e que seja absolutamente necessário alterar isso. E que em outros lugares existam ditaduras ferozes não prova que haja “democracia” aqui. Mais tarde demonstraremos que esse não é o caso. Para dizer que a França hoje é um país democrático, precisamos de uma ideia muito fraca e muito baixa de democracia. Uma ideia que não tem nada a ver com o pensamento político do povo.

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Reflexão como retroatividade: notas sobre a filosofia de Hegel pelas lentes de Slavoj Zizek

Por Ramon Oliveira da Silva Leite[1] e Wellington Lima Amorim[2]

O presente artigo busca interpretar as razões pelas quais o filósofo esloveno Slavoj Žižek, em seu resgate da filosofia hegeliana, utiliza o conceito de retroatividade como ponto central de sua reinterpretação de Hegel.  Continue lendo “Reflexão como retroatividade: notas sobre a filosofia de Hegel pelas lentes de Slavoj Zizek”

A Frente Única entre a lógica formal e dialética

Por Charles Rappoport, via Marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

O marxista franco-russo Charles Rappoport (1865-1941) foi membro do Partido Operário Social-Democrata Russo e, mais tarde, do Partido Comunista Francês. Autor de diversos escritos filosóficos (como “Materialismo e Idealismo em Kant”) e da mais completa biografia de Jean Jaurès (líder socialista francês), publicou o presente escrito sobre o título de “Uma Frente Única” em 10 de fevereiro de 1922, no Volume II, n. 11, no veículo da Internacional Comunista, “International Press Correspondence”. Continue lendo “A Frente Única entre a lógica formal e dialética”

Lenin: legalização e luta da classe operária

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Rodri Villa

Com a publicação de “A Legalização da Classe Operária“, de Bernard Edelman, no Brasil, uma série de debates se animaram em meio à intelectualidade revolucionária a respeito dos limites e amarras do direito do trabalho ao movimento dos trabalhadores. Por um lado, essa crítica vigorosa ajudou a pôr em cheque uma série de pressupostos da esquerda reformista, que celebra cada conquista legal imediata como uma vitória definitiva das lutas operárias. Por outro lado, essa crítica muitas vezes se perdeu no abstencionismo, no ceticismo absoluto com as lutas por reformas em favor da classe trabalhadora, na forma de uma refutação genérica e abstrata a toda a legalidade, sem considerações quaisquer sobre seu conteúdo. Continue lendo “Lenin: legalização e luta da classe operária”

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