Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Por Heribaldo Maia

Recentemente foi publicado aqui no LavraPalavra um texto chamado: Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma[i]. O texto era uma tentativa de trazer outro ponto de vista sobre a relação luta de classes vs movimentos identitários, Continue lendo “Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada”

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Chasin entra em ação: crítica à “ontonegatividade da política”

Por Fernando Savella

Marx desafia Hegel: o Estado, ao invés de ser a expressão do Espírito e superação ideal das contradições da sociedade civil, é na verdade um instrumento da classe dominante que apenas simula o alcance de uma “universalidade” e racionalidade. Desde a “Introdução à Crítica” até o canônico “Caráter fetichista da mercadoria e seu segredo”, n’O Capital, esta foi a constante da obra de Marx e da tradição teórica e política que o seguiu: o Estado burguês, bem como toda superestrutura ideal que erige das relações de produção capitalistas, se caracteriza pela afirmação das relações abstratas no lugar das relações concretas.

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Em defesa da traição

Por Slavoj Žižek, via Spectator.us traduzido por Rodrigo Gonsalves

Se nos importamos com o futuro das pessoas que formam as nações, o nosso bordão deveria ser: Estados Unidos por último, China por último e Russia por último. Comentários do pensador esloveno acerca da décima quarta conferência do G20 em Osaka, que ocorreu entre 28 e 29 de Junho de 2019. Texto original chamado ‘In defense of treason’ publicado em 9 de Julho de 2019. Continue lendo “Em defesa da traição”

Karl Marx e as Fake News: Sobre a indústria de mentiras do capital

Por Edson Mendes[1]

“Talvez, ao tratar as fake news, parte da estratégia eleitoreira de Steve Bannon, como uma grande novidade de nossos tempos nos faça perder de vista o essencial: a base da estrutura que permitia os jornais antigos de espalharem notícias falsas, por exemplo, sobre Marx e que permitem, hoje, a ascensão da extrema-direita ao poder no Ocidente pelo uso da corrupção como espetáculo, da mentira como arma e do esvaziamento da política como plataforma.” Continue lendo “Karl Marx e as Fake News: Sobre a indústria de mentiras do capital”

A arte e a forma da mercadoria

Por Rex Dunn, Zhoe Granger e Peter Osborne, via Platypus, traduzido por Lilian Zanvettor Ferreira     

Em 11 de outubro de 2016, o Platypus sediou um fórum intitulado “Arte e a forma de mercadoria” na Goldsmiths, Universidade de Londres. O painel reuniu Rex Dunn, marxista independente e escritor; Zhoe Granger, diretora da galeria, espaço do projeto e editora de arte, Arcadia Missa; Continue lendo “A arte e a forma da mercadoria”

Confundindo pedagogia e política: Marx e Lenin sobre a educação revolucionária do proletariado

Por Gabriel Landi Fazzio

“Nihil humani a me alienum puto”. Em latim: “Nada humano me é alheio”. Segundo as filhas de Marx, a máxima favorita do pai. (MARX, 1956)

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária.” (III INTERNACIONAL COMUNISTA, 2008) Continue lendo “Confundindo pedagogia e política: Marx e Lenin sobre a educação revolucionária do proletariado”

Por que a crítica?

Por Fernando Savella

“Crítica” é uma ideia muitas vezes entendida como uma postura, independente de seu conteúdo. Se um liberal se contrapõe a um marxista, o liberal estaria criticando, e adotando uma postura crítica. Se um cético duvida de uma teoria, o faria como uma postura crítica contra algum “dogmatismo” teórico. Mas nenhuma tradição teórica incorpora tão bem o sentido de “crítica” quanto a teoria marxista. De fato, o grande centro da teoria marxista é a imanência da crítica: não há marxismo que não seja a crítica da ideologia, não há análise materialista que não seja a crítica de uma análise idealista. Continue lendo “Por que a crítica?”

O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx

Por Michael Roberts, via The Next Recession, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Recentemente, o Professor David Harvey (DH) enviou um e-mail para várias pessoas, inclusive para mim, com um breve artigo para discussão em anexo. O artigo apresenta a leitura de DH de que a teoria do valor de Marx em economias capitalistas havia sido gravemente mal interpretada. Continue lendo “O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx”

Uma teoria completa sobre as crises econômicas capitalistas? Considerações sobre o trabalho de Sam Williams

Por Terry Coggan, via James Robb, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Um dos aspectos mais úteis da obra de Williams é desmistificar a ideia, compartilhada implicitamente por alguns marxistas, de que o ouro foi desmonetizado. Ele faz isso descrevendo extensivamente a natureza e o papel das duas outras formas de dinheiro, o dinheiro fiduciário e o dinheiro creditício, e mostrando que o próprio fato de haver leis econômicas que limitam a quantidade dessas duas formas de dinheiro que podem ser criadas é prova de que enquanto elas podem representar a mercadoria-dinheiro ouro em circulação, nenhuma das duas pode substituí-la. Continue lendo “Uma teoria completa sobre as crises econômicas capitalistas? Considerações sobre o trabalho de Sam Williams”

A concentração do proletariado nas grandes cidades

Por Gabriel Landi Fazzio

“[A revolução industrial] desenvolveu por toda a parte o proletariado na mesma medida em que desenvolveu a burguesia. Na proporção em que os burgueses se tornavam mais ricos, tornavam-se os proletários mais numerosos. Uma vez que os proletários somente por meio do capital podem ter emprego e o capital só se multiplica quando emprega trabalho, a multiplicação do proletariado avança precisamente ao mesmo passo que a multiplicação do capital. Ao mesmo tempo, concentra tanto os burgueses como os proletários em grandes cidades, nas quais se torna mais vantajoso explorar a indústria, e com esta concentração de grandes massas num mesmo lugar dá ao proletariado a consciência da sua força.” Engels, em “Princípios Básicos do Comunismo”. Continue lendo “A concentração do proletariado nas grandes cidades”

Notas Críticas à compreensão de Lênin sobre o Estado: revisitando “O Estado e a Revolução”

Por Paulo Henrique Furtado de Araujo

O artigo sustenta que a ausência da compreensão do capital enquanto forma específica de riqueza, de intermediação social, de dominação abstrata e forma autoestruturante da sociedade humana, limita a compreensão de Lênin sobre o Estado moderno e condiciona o tipo de solução emancipatória humana que ele teoriza e implementa.  Continue lendo “Notas Críticas à compreensão de Lênin sobre o Estado: revisitando “O Estado e a Revolução””

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