Marx e Freud em Lacan: do imbróglio inextrincável à perfeita compatibilidade

Por David Pavón-Cuellar, via David Pavón-Cuellar blog, traduzido por Thales Fonseca, doutorando em psicologia pela UFSJ

Conferência organizada pelo Movimiento Freudomarxista na Facultad de Psicología da Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), em Monterrey, no dia 27 de setembro de 2018.  Continue lendo “Marx e Freud em Lacan: do imbróglio inextrincável à perfeita compatibilidade”

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O populismo é um problema? A nova edição da Crise e Crítica – América Latina

Por Editorial da Revista Crise e Crítica

A revista Crisis and Critique se dedica, desde 2014, à reformulação da teoria marxista, servindo de plataforma para investigações engajadas com a tarefa de repensar a política emancipatória desde suas bases filosóficas. Em 2017, a revista lançou o primeiro número de sua edição latino-americana, batizada de Crise e Crítica, a cargo do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia e dedicado aos 100 anos da Revolução Russa. O segundo número da revista Crise e Crítica, que ora apresentamos, é dedicado à questão “O populismo é um problema? Continue lendo “O populismo é um problema? A nova edição da Crise e Crítica – América Latina”

Do lugar identitário ao punitivismo: um caminho natural

Por Inês Maia

A crença cega na impossibilidade da transformação efetiva; o apego às limitações ao poder instituído; a busca por um lugar ao sol – quando o sol deveria ser para todos; o fetichismo de uma representatividade fechada nos moldes da vida do espetáculo e do consumo; a fé na racialização social e não na tentativa de implodir o seu significado; a ação prevista conforme os marcos colonialistas; o total afastamento do pertencimento à classe trabalhadora, e; para lacrar – a judicialização das ideias, agora avaliadas pelos senhores promotores; foram os resultados de uma teoria que, sustentando o lugar formatado pela realidade assassina e exploratória da modernidade capitalista, esvaziou do horizonte de muitos jovens uma transformação efetiva que tenha como horizonte a experiência da igualdade social radical. Continue lendo “Do lugar identitário ao punitivismo: um caminho natural”

Diferença Sexual e Ontologia

Por Alenka Zupančič, via E-Flux, traduzido por Matheus Cornely Sayão

Alenka Zupančič propõe traçar um caminho que vai desde a diferença sexual segundo as essencializantes ontologias e cosmologias tradicionais até, após a ruptura da filosofia e ciência moderna com a ontologia, as possíveis afirmações ontológicas que a psicanálise poderia oferecer. Em crítica à teoria queer, que Zupančič afirma dessexualizar o sexo, ela pretende demonstrar como a diferença sexual, para a psicanálise, se situa como uma falha entre o ontológico e o epistemológico, colocando o Real da diferença sexual na posição de algo que curva o espaço do ser. Continue lendo “Diferença Sexual e Ontologia”

A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan

Por Richard Seymour e Daniel Hartley, via Revue Periode, traduzido por Ícaro Batista

Mesmo em suas interpretações as mais sofisticadas, o marxismo tem uma tendência de ler o racismo de forma instrumental. Tal ideologia é adotada por uma série de atores porque é consistente com certos interesses, porque consolida alguma forma de hegemonia, porque tem privilégios de brancos. Para o jornalista e pesquisador independente Richard Seymour, essas explicações são insuficientes. Continue lendo “A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan”

Sobre o fetiche

Por Richard Seymour, via Leninology, traduzido por Elaine Pinto

O jardim das delícias virtuais que chamamos de internet é uma fábrica ampliada no espaço e no tempo. Olhar é trabalhoso, e o valor do que quer que seja visto é apenas a forma fetichizada de todos os olhares, ou inspeções persistentes, que a imagem atrai. O capital postula que a observação é trabalho e transforma a busca por tempo em tempo cibernético socialmente necessário. Ele liga a percepção à produção, orquestrando a extração do trabalho sensual. Continue lendo “Sobre o fetiche”

Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência

Por Camila Koenigstein

Auchwitz inaugurou um novo rumo para a violência, pois tudo indica que o seu horror se tornou uma espécie de ficção para as gerações seguintes. Assim, o horror que vemos hoje diariamente, não encontra relação com o horror do passado. Será que o humano busca cada vez mais expor, falar, digerir a violência para buscar uma forma de registrar de fato o que é o horror? Ou o horror já nos constitui como sujeitos? Continue lendo “Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência”

A psicanálise sem édipo: uma antropologia clínica da histeria em Freud e Lacan – Philippe Van Haute & Tomas Geyskens

Por Pedro Ambra[1]

Há psicanálise para além do Complexo de Édipo? Esta é a pergunta que guia as instigantes reflexões de Philippe Van Haute e Tomas Geyskens em “Psicanálise sem Édipo? Uma antropologia clínica da histeria nos trabalhos de Freud e Lacan” (Autêntica).  Continue lendo “A psicanálise sem édipo: uma antropologia clínica da histeria em Freud e Lacan – Philippe Van Haute & Tomas Geyskens”

Entrevista com Alenka Zupančič sobre o livro “What is sex?”

Por Cassandra B. Seltman, via Los Angeles Reviews of books, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Alenka Zupančič é professora de filosofia na European Graduate School e na Universidade de Nova Gorica na Eslovênia. Ela é uma estudiosa proeminente na Escola de Psicoanálise de Ljubljana, fundada no final da década de 1970 por Slavoj Žižek, Mladen Dolar e outros, que reúne o marxismo, o idealismo alemão e a psicanálise lacaniana, a fim de facilitar – de forma muito parecida com um analista – um modo de “ouvir” os fenômenos socioculturais. Os membros da escola desdobram a teoria linguística para lançar luz (e sombras) sobre a história, a política, a arte, a literatura e o cinema. Continue lendo “Entrevista com Alenka Zupančič sobre o livro “What is sex?””

O fim

Por Alenka Zupančič, via Provocation Books, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Uma maneira de abordar algumas das importantes questões importantes em jogo no livro de Frank Ruda “Abolishing Freedom” seria fazer a pergunta da relação entre repetição e fim. A repetição é uma noção filosófica vasta e complexa; é também um dos “quatro conceitos fundamentais da psicanálise”, Continue lendo “O fim”

O sexual é político

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por Germano Nogueira Prado, membro do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia

As portas de banheiro segregadas estão hoje no centro de uma grande luta legal e ideológica. Em 29 de março de 2016, um grupo de 80 executivos com negócios estabelecidos predominantemente no Vale do Silício, encabeçados pelo CEO do Facebook Continue lendo…

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