A crise italiana (1924)

Por Antonio Gramsci, via L’Ordine Nuovo, traduzido por Mario Matos

A crise radical do regime capitalista, iniciada na Itália como no mundo todo com a guerra, não foi solucionada pelo fascismo. O fascismo, com seu método repressivo de governar, tornou muito difícil, e mesmo quase totalmente impediu, que se manifestassem na política os efeitos da crise capitalista, porém, não conseguiu em seu governo estabelecer a interrupção dessa crise e, menos ainda, uma retomada do desenvolvimento da economia nacional. Continue lendo “A crise italiana (1924)”

Direito à preguiça (e ao ócio) – Paul Lafargue

Por José Manuel de Sacadura Rocha

Em 1880, Paul Lafargue, publicou no Semanário L’Egalité, o seu DIREITO À PREGUIÇA. Na prisão, em 1883, Lafargue escreveu suas notas ao texto original, com o mesmo brilhantismo e antecipação dos males do trabalho que, ao contrário do que se supõe, proporciona aos produtores diretos e a toda a sociedade. Continue lendo “Direito à preguiça (e ao ócio) – Paul Lafargue”

Autofagia social, coronavírus e política da Terra

Por Danilo Augusto de Oliveira Costa

“O futuro, o clímax do capitalismo no qual sua configuração atual se encontra mais próxima do seu conceito – dinheiro que gera dinheiro – é o momento em que não só grande parte da população se torna supérflua e sacrificável para a manutenção, em última instância, da sobrevida do sistema econômico. Continue lendo “Autofagia social, coronavírus e política da Terra”

Propostas para derrotar o fascismo

Por Magno Francisco da Silva

A crise do modo de produção capitalista, iniciada em 2008, a maior de toda história do capitalismo, é marcada por uma contradição cada vez mais intensa: ao mesmo tempo que o desenvolvimento das forças produtivas alcança patamares jamais vistos, há uma produção de miséria e desigualdade social como nunca em toda a história. Dito de outro modo, nunca se produziu tanta riqueza e nunca se teve tanta pobreza. Continue lendo “Propostas para derrotar o fascismo”

O que acontece depois da meia noite? Reflexões sobre o Apocalipse

Por Pedro Mauad

“Ou seja, não temos o que perder, pois o que temos atualmente é o próprio apocalipse em seus desdobramentos. Trata-se, então, de criar e construir isso que pensamos estar em risco. Mediante nosso esforço em salvar a humanidade podemos criar, pela primeira vez, uma humanidade de fato a ser salva, já que é somente por meio dessa ameaça de extinção que nos tornamos capazes de vislumbrar uma humanidade unificada a partir de sua própria inconsistência.”

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Estado, crise e pandemia: Sobre o necessário manifesto de Mascaro e suas fundamentações

Por Thais Hoshika e Romulo Cassi Soares de Melo

O novo coronavírus encontra, expõe e amplifica as fissuras do velho vírus do capital. A obra de Mascaro se assenta sobre três pontos que merecem destaque: o fundamento não natural da crise; a intensificação da crise como possível resposta à crise; e a provável investida do autoritarismo no caso brasileiro. Continue lendo “Estado, crise e pandemia: Sobre o necessário manifesto de Mascaro e suas fundamentações”

Repensando o Lúmpen: Crime Organizado e a Economia Política do Capitalismo

Por Gerald Horne, traduzido por Bruno Santana via Le Drepeau Rouge

“Em última instância o enfrentamento [ao sistema] se limita ao gesto simbólico e frequentemente permanece no nível da aparência. Na realidade, a experiência de muitos anos do crime organizado nos EUA sugere que seus objetivos sejam congruentes com e ajudem a sustentar as ambições do próprio capitalismo. O anúncio da suposta resistência representada pelos criminosos encobre seu verdadeiro papel na reprodução social, subverte a verdadeira resistência e ajuda a suprimir alternativas- particularmente aquelas na variedade da classe trabalhadora (Waterson 1994).”

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