Um Deus em que podemos acreditar

Por Todd Mcgowan, traduzido por Cassandra Véras.

Trecho extraído do livro Capitalism and desire: the psychic cost of free markets (Capitalismo e desejo: os custos psíquicos do livre mercado). Continue lendo “Um Deus em que podemos acreditar”

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Uma conversa entre Inês Maia e Douglas Rodrigues Barros

Transcrito por Daniel Fabre

Este texto, que agora você lê, foi de uma conversa gravada secretamente, isto é, sem que os dois envolvidos no diálogo soubessem. Depois foi transcrito, editado por mim e revisto tantas vezes pelas duas pessoas envolvidas que se perdeu a coloquialidade do diálogo. Posteriormente, deram aval para a publicação. Havia mais gente na noite, mas, por razões explicitas, resolvi ocultar alguns nomes.

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“Nenhum problema atual precisa de soluções técnicas. Se trata sempre de problemas sociais.”

Entrevista por Bernardo Álvarez-Villar, via El Salto, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Anselm Jappe (Bonn, Alemanha, 1962) é um pensador impiedoso e vigoroso, alérgico a argumentos consoladores e a subterfúgios intelectuais. Junto com outros desviados da ortodoxia marxista (Robert Kurz na Alemanha, Moishe Postone no Estados Unidos, Luis Andrés Bredlow em Espanha), passou anos questionando os axiomas de uma esquerda que, pensa Jappe, tem sido incapaz de compreender as transformações do capitalismo nas últimas décadas.  Continue lendo ““Nenhum problema atual precisa de soluções técnicas. Se trata sempre de problemas sociais.””

Sobre os sujeitos emergentes: A validade do caráter revolucionário da classe trabalhadora e de seu partido de vanguarda

Por Diego Torres, via ICCR, traduzido por Fernando Savella

O autor, membro do Partido Comunista do México, faz um importante balanço sobre a atualidade do marxismo e do proletariado em ensaio de 2014. Aborda a grande contrarrevolução que se iniciou nos anos oitenta, faz a crítica dos supostos novos sujeitos emergentes, e defende a atualidade do Partido Comunista enquanto vanguarda da luta contra o capitalismo.

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Preconceito linguístico: a torre de Babel do capitalismo tardio

Por Anielson Ribeiro

Porquanto o meio social está impregnado de preconceitos, a linguagem, sendo reflexo da cultura da sociedade, não escapa a esse logro. Por uma questão de adaptação às normas sociais vigentes, todos os grupos buscam convergir para a linguagem das classes mais privilegiadas, pois, para o grosso da massa, a linguagem é uma maneira de evidenciar categoricamente a classe do indivíduo. Continue lendo “Preconceito linguístico: a torre de Babel do capitalismo tardio”

O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx

Por Michael Roberts, via The Next Recession, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Recentemente, o Professor David Harvey (DH) enviou um e-mail para várias pessoas, inclusive para mim, com um breve artigo para discussão em anexo. O artigo apresenta a leitura de DH de que a teoria do valor de Marx em economias capitalistas havia sido gravemente mal interpretada. Continue lendo “O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx”

Star trek e além: a imaginação colonizada pelo capital

Por Philippe Augusto Carvalho Campos.

A ideia do trabalho é apresentar dois conceitos de um autor americano, o Frederic Jameson, e daí vou fazer uma breve análise da série Star Trek à luz desses conceitos e depois eu vou dar uma varrida sobre o que veio depois do Star Trek, também, tendo como filtro esses conceitos. O primeiro deles é o de ideologema. Continue lendo “Star trek e além: a imaginação colonizada pelo capital”

Mercado e formação de redes de apoio mútuo no cinema

Por Arthur Moura e Felipe Xavier

“A mais velha especialização social, a especialização do poder, encontra-se na raiz do espetáculo. Assim, o espetáculo é uma atividade especializada que responde por todas as outras. É a representação diplomática da sociedade hierárquica diante de si mesma, na qual toda outra fala é banida.” Guy Debord – A Sociedade do Espetáculo Continue lendo “Mercado e formação de redes de apoio mútuo no cinema”

Notas para uma crítica da política milleriana

Por David Pavon-Cuellar, via Blog, traduzido por Daniel Alves Teixeira

David Pavon-Cuellar é um filósofo e psicanalista mexicano, reconhecido por suas investigações e reflexões sobre a intersecção entre o marxismo, a psicologia crítica, a análise do discurso e a psicanálise de Jacques Lacan. Neste texto, David Pavon Cuellar comenta e crítica o posicionamento e os comentários de Jacques-Alain Miller, herdeiro da obra lacaniana na França, durante a eleição francesa para presidência do ano de 2017. Continue lendo “Notas para uma crítica da política milleriana”

Marx hoje: o fim está próximo… apenas não da forma que imaginávamos

Por Slavoj Žižek, via Philosophical Salon, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Existe uma velha e deliciosa piada soviética sobre a rádio Yerevan: um ouvinte pergunta “É verdade que Rabinovitch ganhou um carro novo na loteria?”, e o rádio responde: “Em princípio sim, é verdade, somente não era um carro novo mas uma bicicleta velha, e ele não ganhou, ela foi roubada dele. ” Será que exatamente o mesmo não vale para o destino dos ensinamentos de Marx hoje, 200 anos depois de seu nascimento? Continue lendo “Marx hoje: o fim está próximo… apenas não da forma que imaginávamos”

A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo”

Por Anielson Ribeiro da Silva, graduando do curso de Língua Portuguesa e suas Literaturas pela UPE – Campus Petrolina e Militante da União da Juventude Comunista.

“A violência, portanto, não pode ser entendida simplesmente, no sentido liberal, como mera intenção de agressividade física, mas é aqui expressa através de um desejo contestador, que hostiliza a aparente realidade pacífica da “alta literatura” e conduz a linguagem a uma nova manifestação de ser livre.” Continue lendo “A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo””

Conservadorismo em Foco: Um filme sobre a ideologia burguesa e suas formas de dominação

Por Arthur Moura 

Pensar a comunicação neste contexto asfixiante do capitalismo requer (não contraditoriamente) estrutura material e um certo acúmulo de conhecimento que se adquiri com a experiência e a investigação teórica. Não raro, para se ter condições mínimas de produção nos submetemos a relações de trabalho alienante. É, portanto, algo caro, custoso, mas que ainda assim é de vital importância para ambas as classes. Para a burguesia, como instrumento de dominação. Para os trabalhadores, como ferramenta de luta e emancipação.

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Navegando Marx na era de Trump

Entrevista de David Harvey por Davis Richardson, via Observer, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Este outono marca o 150º aniversário da publicação do Capital de Karl Marx. Em sua série inovadora, Marx definiu de forma célebre o capital como valor em movimento, arquitetando todo um campo de estudo para a compreensão da economia, das relações sociais e das instituições que estruturam a desigualdade maciça. Continue lendo “Navegando Marx na era de Trump”

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