“A Revolução Russa” de Sheila Fitzpatrick

Por Paulo Marçaioli

Resenha do Livro “A Revolução Russa”, de Sheila Fitzpatrick , Ed. Todavia, tradução de José Geraldo Couto. Continue lendo ““A Revolução Russa” de Sheila Fitzpatrick”

Sobre a Guerra de Guerrilha

Por Ho Chi Minh, via lesmaterialistes.com, traduzido por Mario Matos

Transcrição de um discurso de Ho Chi Minh, no mês de julho do ano de 1952. No discurso, Ho remete à revolução de agosto de 1945, quando o Viet Minh (liga pela independência do Vietnam), força revolucionária organizada para libertação nacional, conseguiu forçar a destituição do imperador Bao Dai, fantoche controlado pelo imperialismo francês, o que resultou na independência do Vietnam. Continue lendo “Sobre a Guerra de Guerrilha”

Metodologia para a Organização do Processo Educativo

Por Anton Makarenko, via Domínio Público, publicado originalmente em 1936

” O tom maior na coletividade deve ter um aspecto muito calmo e firme. Isto é, antes de mais nada, a manifestação da serenidade interior confiante nas suas forças próprias, nas forças de toda a coletividade e no seu futuro. Este firme tom maior deve adquirir o aspecto de um ânimo constante, da prontidão para a ação, não para uma ação de simples correria, de alterações desnecessárias, não para uma ação desordenada, mas para uma ação calma e enérgica e, ao mesmo tempo, um movimento econômico.”

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O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

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A esquerda global permitirá que os nacionalistas de direita assumam o controle do descontentamento da sociedade?

Por Slavoj Zizek, via RT, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Três décadas após o colapso do comunismo na Europa Oriental, existe agora um desconforto com o capitalismo liberal. E ele está beneficiando mais a direita global do que os esquerdistas. Continue lendo “A esquerda global permitirá que os nacionalistas de direita assumam o controle do descontentamento da sociedade?”

Agonia e desespero do “marxismo ocidental”: rumo ao fim do “salário psicológico”?

Por Jones Manoel

“Criou-se na universidade um prestígio gigantesco para trotskistas e filo-troskistas formados nos anos 80 e 90. Eles reinaram hegemônicos por muito tempo. Sua derrota política, ausência de influência sobre as massas e isolamento cada vez maior foi compensado com a assunção ao cargo de marxismo “legítimo”. Criou-se uma situação que ao lado de Gramsci, Thompson, Lukács, Mészáros e outros, Trotsky podia ser inserido. Já Stálin e outros, como Fidel Castro ou Mao, óbvio que não. Era o salário psicológico.”

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O cristal vermelho – sobre o realismo de Thiago Cervan

Por Carlos Eduardo Carneiro*

Thiago Cervan sabe que cumprir a função de intelectual não é um dom, é fruto da superprodução de valores de uso da indústria capitalista e que ele, oriundo da periferia do ABC paulista, é uma das exceções que conseguiram, devido à inúmeras circunstâncias de vida, livrar-se da condição de exército reserva de trabalhadores imediatamente desempregados e adentrar nas relações sociais dos artistas, professores e outros intelectuais. Cervan é um assalariado não-proletário, ganha seu salário exercendo a função social de intelectual: é professor, palestrante, escritor.

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A terceira onda de revoluções se aproxima

Por Saikat Bhattacharya, via Qutnyti, traduzido por Guilherme Laranjeira e Brunno Viotto

“Com a economia global capitalista abalada e a rivalidade geopolítica resultando na perturbação do comércio global, a situação está amadurecendo para a Terceira Onda de revoluções em todo o mundo. Sendo que a Primeira Onda inicia-se na Revolução Francesa, indo até a Comuna de Paris (1789-1871) e a Segunda Onda, partindo da Revolução Bolchevique para terminar na Revolução Sandinista da Nicarágua (1917-1979).”

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Cinco mitos imperialistas sobre o papel da China na África

Por Nino Brown, via Liberation School, traduzido por Guilherme Laranjeira

“Qual país da África é politicamente dirigido pela China? Nenhum. Existe um país africano com uma base militar chinesa, Djibouti, mas suas políticas não são dirigidas por Pequim. Embora hajam, indiscutivelmente, exemplos de produtos chineses sendo despejados em países africanos, nenhum país foi obrigado a excluir “produtos de concorrentes de outros lugares.” A China não controla nenhum sistema bancário africano. Países africanos começaram a adotar o yuan chinês como uma moeda estrangeira de reserva, mas fizeram isso como uma forma de diversificação, se distanciando da dependência do dólar e do euro. “

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Da falsa emancipação preta pela via do mercado ao problema da identidade despossuída no séc. XXI: o cinema crítico de Boots Riley


Por Cian Barbosa

A arte não pode ser apenas a expressão de uma particularidade (seja ela étnica ou pessoal). A arte é a produção impessoal de uma verdade que é endereçada a todos.

—Alain Badiou Continue lendo “Da falsa emancipação preta pela via do mercado ao problema da identidade despossuída no séc. XXI: o cinema crítico de Boots Riley”

Em defesa da traição

Por Slavoj Žižek, via Spectator.us traduzido por Rodrigo Gonsalves

Se nos importamos com o futuro das pessoas que formam as nações, o nosso bordão deveria ser: Estados Unidos por último, China por último e Russia por último. Comentários do pensador esloveno acerca da décima quarta conferência do G20 em Osaka, que ocorreu entre 28 e 29 de Junho de 2019. Texto original chamado ‘In defense of treason’ publicado em 9 de Julho de 2019. Continue lendo “Em defesa da traição”

Os comunistas e os gilets jaunes – um diálogo histórico

Mouvement Communiste de France, via Faire Vivre le PCF, traduzido por Ana Sophia Brioschi

Há décadas, os movimentos sociais se deparam com um capitalismo revanchista e agressivo, que destrói sistematicamente todas as conquistas sociais. A perspectiva política de mudança social recuou profundamente perante a longa crise de alternância esquerda-direita, perante as práticas do liberalismo no governo da Union de la gauche[1] e, paralelamente, o enfraquecimento e transformação socialdemocrata do PCF. Continue lendo “Os comunistas e os gilets jaunes – um diálogo histórico”

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