Uma resposta a Alain Badiou

Por Daniel Bensaïd, via Libérationtraduzido por Leonardo Silvério e Pedro Barbosa

Na edição de 27 de janeiro, o Libération publicou uma longa entrevista com o filósofo Alain Badiou, onde ele expressou seu ceticismo com relação ao lançamento do Novo Partido Anticapitalista [NPA] [1]. O filósofo Daniel Bensaïd respondeu aqui. Continue lendo “Uma resposta a Alain Badiou”

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O Retorno do Político

Por Jorge Alemán, via Pagina 12, traduzido por Thales Fonseca

Em primeiro lugar, o título “O retorno do político”, já de entrada, dá a entender que o político parece ser algo que não está sempre presente, que não está aí, que não se apresenta a nós como algo estável, firme e consolidado. Se falamos da volta ou do retorno do político, quer dizer que o político pode ser evitado, reprimido, cancelado, esquecido, por isso para tratar este tema vou me valer da distinção entre o político e a política, e vou me referir a essa distinção clássica através dos percursos teóricos aos quais me sinto envolvido e preocupado.

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O que é a Organização Política?

Por Alain Badiou, traduzido por Diogo Fagundes*

Dizemos primeiro: que a situação é pior em outro lugar é realmente apenas um argumento para tolos ou preguiçosos. Pois isso não impede que seja muito ruim aqui, e que seja absolutamente necessário alterar isso. E que em outros lugares existam ditaduras ferozes não prova que haja “democracia” aqui. Mais tarde demonstraremos que esse não é o caso. Para dizer que a França hoje é um país democrático, precisamos de uma ideia muito fraca e muito baixa de democracia. Uma ideia que não tem nada a ver com o pensamento político do povo.

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A terceira onda de revoluções se aproxima

Por Saikat Bhattacharya, via Qutnyti, traduzido por Guilherme Laranjeira e Brunno Viotto

“Com a economia global capitalista abalada e a rivalidade geopolítica resultando na perturbação do comércio global, a situação está amadurecendo para a Terceira Onda de revoluções em todo o mundo. Sendo que a Primeira Onda inicia-se na Revolução Francesa, indo até a Comuna de Paris (1789-1871) e a Segunda Onda, partindo da Revolução Bolchevique para terminar na Revolução Sandinista da Nicarágua (1917-1979).”

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A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil

Por Thales Fonseca (Doutorando em Psicologia pela UFSJ)

Trata-se de tentar traçar um breve percurso que vai desde a instauração da chamada Nova República, com a promulgação da constituição de 1988, passando por momentos de relativa harmonia social a partir de meados da década de 1990 e na primeira década dos anos 2000, chegando, enfim, às manifestações de profunda insatisfação popular em 2013, que parecem ter se configurado como um preâmbulo do que hoje se apresenta como uma profunda crise de nosso sistema democrático.  Continue lendo “A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil”

Chasin entra em ação: crítica à “ontonegatividade da política”

Por Fernando Savella

Marx desafia Hegel: o Estado, ao invés de ser a expressão do Espírito e superação ideal das contradições da sociedade civil, é na verdade um instrumento da classe dominante que apenas simula o alcance de uma “universalidade” e racionalidade. Desde a “Introdução à Crítica” até o canônico “Caráter fetichista da mercadoria e seu segredo”, n’O Capital, esta foi a constante da obra de Marx e da tradição teórica e política que o seguiu: o Estado burguês, bem como toda superestrutura ideal que erige das relações de produção capitalistas, se caracteriza pela afirmação das relações abstratas no lugar das relações concretas.

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Em defesa da traição

Por Slavoj Žižek, via Spectator.us traduzido por Rodrigo Gonsalves

Se nos importamos com o futuro das pessoas que formam as nações, o nosso bordão deveria ser: Estados Unidos por último, China por último e Russia por último. Comentários do pensador esloveno acerca da décima quarta conferência do G20 em Osaka, que ocorreu entre 28 e 29 de Junho de 2019. Texto original chamado ‘In defense of treason’ publicado em 9 de Julho de 2019. Continue lendo “Em defesa da traição”

Os comunistas e os gilets jaunes – um diálogo histórico

Mouvement Communiste de France, via Faire Vivre le PCF, traduzido por Ana Sophia Brioschi

Há décadas, os movimentos sociais se deparam com um capitalismo revanchista e agressivo, que destrói sistematicamente todas as conquistas sociais. A perspectiva política de mudança social recuou profundamente perante a longa crise de alternância esquerda-direita, perante as práticas do liberalismo no governo da Union de la gauche[1] e, paralelamente, o enfraquecimento e transformação socialdemocrata do PCF. Continue lendo “Os comunistas e os gilets jaunes – um diálogo histórico”

Um novo pacto empresarial-militar?

Por Daniel Fabre

Vivemos um rearranjo da luta de classes no país e uma tentativa de alinhamento do Brasil em um ciclo de acumulação capitalista mundial. O período que se iniciou com o governo Bolsonaro é o fim do interlúdio histórico que foram os anos 2016-2018, na sequência do golpe judicial-parlamentar contra a Presidência de Dilma Rousseff. Primeiro com a farsa do impeachment, segundo com a tragédia econômica e eleitoral. Um novo pacto entre o empresariado e os militares se desenha. No Brasil, o século XX está, enfim, morto. Continue lendo “Um novo pacto empresarial-militar?”

Confundindo pedagogia e política: Marx e Lenin sobre a educação revolucionária do proletariado

Por Gabriel Landi Fazzio

“Nihil humani a me alienum puto”. Em latim: “Nada humano me é alheio”. Segundo as filhas de Marx, a máxima favorita do pai. (MARX, 1956)

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária.” (III INTERNACIONAL COMUNISTA, 2008) Continue lendo “Confundindo pedagogia e política: Marx e Lenin sobre a educação revolucionária do proletariado”

Sobre a confusão entre política e pedagogia

Por Vladimir Ilitch Lenin, via marxists.org, traduzido por Gabriel Lazzari e Gabriel Landi Fazzio

O seguinte texto foi escrito em Junho de 1905 e primeiramente publicado, de acordo com o manuscrito, em 1926, em Lenin Miscellany V. A fonte utilizada para a tradução para o português foi publicada na Lenin Collected Works (Foreign Languages Publishing House, 1962, Moscou, Volume 8, p. 452-455), traduzida para o inglês por Bernard Isaacs e Isidor Lasker, transcrito para o Lenin Internet Archive (2003) por R. Cymbala. Continue lendo “Sobre a confusão entre política e pedagogia”

Ação política e a classe trabalhadora

Por Karl Marx, via Marxists.org, traduzido por Matheus Silva

Em setembro de 1871, em Londres, ocorreu a conferência da I Internacional na qual Marx pronunciou os seguintes discursos sobre a ação política e o proletariado – preservados graças às notas tomadas em francês por um participante do encontro. Nestes breves discursos, Marx opõe-se frontalmente ao abstencionismo político. Continue lendo “Ação política e a classe trabalhadora”

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