O Fascismo Alemão e Hegel

Por Georg Lukács, originalmente em Schicksalswende, [Pontos de virada do destino] Aufbau Verlag, Berlin, 1956, traduzido por Marie Farines

Esse texto é tradução do ensaio de Georg Lukács: Der deutsche Faschismus und Hegel (1943). Ele ocupa as páginas 29 à 49 da coletânea: Georg Lukács, Schicksalswende, [Pontos de virada do destino] Aufbau Verlag, Berlin, 1956. Essa edição se caracteriza pela ausência completa de notas e de referências nos trechos citados. Todas as notas são, portanto, do tradutor [da edição francesa, Jean-Pierre Morbois]. Continue lendo “O Fascismo Alemão e Hegel”

Nem Fascismo, nem Liberalismo: Sovietismo!

Por Antonio Gramsci, via marxists.org, traduzido por Vinícius Okada M. M. D’Amico

Na crise política pela liquidação do fascismo, o bloco de oposição parece ser progressivamente um fator de ordem secundária. Sua composição social heterogênea, suas vacilações, e sua aversão a uma luta das massas populares contra o regime fascista, reduz suas ações a uma campanha jornalística e a intrigas parlamentares, as quais combatem impotentemente contra a milícia armada fascista. Continue lendo “Nem Fascismo, nem Liberalismo: Sovietismo!”

Propostas para derrotar o fascismo

Por Magno Francisco da Silva

A crise do modo de produção capitalista, iniciada em 2008, a maior de toda história do capitalismo, é marcada por uma contradição cada vez mais intensa: ao mesmo tempo que o desenvolvimento das forças produtivas alcança patamares jamais vistos, há uma produção de miséria e desigualdade social como nunca em toda a história. Dito de outro modo, nunca se produziu tanta riqueza e nunca se teve tanta pobreza. Continue lendo “Propostas para derrotar o fascismo”

Theotonio dos Santos e a teoria do fascismo dependente

Por Leonardo Godim

Surgido no seio da pequena-burguesia e do lumpesinato, o fascismo só se torna um movimento poderoso capaz de assumir o controle do Estado quando é apoiado pelo grande capital. Esse apoio se faz necessário em momentos históricos determinados e via de regra está ligado à necessidade de reprimir o movimento operário, seja pela iminência de um processo revolucionário ou como punição pela sua derrota na tentativa de tomada do poder. Continue lendo “Theotonio dos Santos e a teoria do fascismo dependente”

A Situação da Itália e as Tarefas do Partido Comunista Italiano (PCI): Teses de Lyon

Por Antonio Gramsci, traduzido por Dossiê Gramsci¹. Via Revista de Ciências Sociais

“Trata-se de um texto que contém as teses escritas por Gramsci com a colaboração de Palmiro Togliatti. Elas foram apresentadas por ocasião do III Congresso Nacional do Partido Comunista Italiano (PC I), de 23 a 26 de janeiro de 1926, em Lyon. O grupo politico liderado por Gramsci obteve pouco mais de 90% dos votos, enquanto que a ultra-esquerda liderada por Amadeo Bordiga, cerca de 9%. As Teses de Lyon configuram a tentativa de dotar o PCI de uma linha e de um programa baseado em dois eixos articuladores: análise da realidade italiana; ecompreensão histórica dos objetivos politlcos do proletariado revolucionário.”

Continue lendo “A Situação da Itália e as Tarefas do Partido Comunista Italiano (PCI): Teses de Lyon”

Karl Marx e as Fake News: Sobre a indústria de mentiras do capital

Por Edson Mendes[1]

“Talvez, ao tratar as fake news, parte da estratégia eleitoreira de Steve Bannon, como uma grande novidade de nossos tempos nos faça perder de vista o essencial: a base da estrutura que permitia os jornais antigos de espalharem notícias falsas, por exemplo, sobre Marx e que permitem, hoje, a ascensão da extrema-direita ao poder no Ocidente pelo uso da corrupção como espetáculo, da mentira como arma e do esvaziamento da política como plataforma.” Continue lendo “Karl Marx e as Fake News: Sobre a indústria de mentiras do capital”

Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência

Por Camila Koenigstein

Auchwitz inaugurou um novo rumo para a violência, pois tudo indica que o seu horror se tornou uma espécie de ficção para as gerações seguintes. Assim, o horror que vemos hoje diariamente, não encontra relação com o horror do passado. Será que o humano busca cada vez mais expor, falar, digerir a violência para buscar uma forma de registrar de fato o que é o horror? Ou o horror já nos constitui como sujeitos? Continue lendo “Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência”

Brasil, Bannon e Bolsonaro: alegoria antecipada em “O Ovo da Serpente.”

Por Pedro Felipe Narciso

O ano é 1923, a Alemanha está devastada pelo cenário do Pós-Guerra e pela rapinagem de Versalhes. A economia está um caos e a inflação explode, um pacote de cigarros chega a custar 4 bilhões de Marcos. O desemprego, a fome e o desespero são normalizados como o cotidiano de milhões de alemães. Continue lendo “Brasil, Bannon e Bolsonaro: alegoria antecipada em “O Ovo da Serpente.””

Existe fascismo no Brasil? O bolsonarismo como terror e ideologia

Por Gabriel Landi Fazzio

Nas últimas décadas, o termo “fascista” foi utilizado de modo bastante impreciso, arremessado indiscriminadamente contra qualquer ideia conservadora ou autoritária. Agora, em um momento em que o termo poderia ser usado com muito mais segurança, muitas dúvidas e confusões se tornam evidentes. O que é, afinal, o fascismo? Existe fascismo no Brasil? Continue lendo “Existe fascismo no Brasil? O bolsonarismo como terror e ideologia”

O ponto de vista comunista sobre o segundo turno

Por Gabriel Landi Fazzio

O “mal menor” é a palavra de ordem permanente da esquerda liberal. Essa é a própria essência daquilo que se chama “oportunismo” na esquerda. Mas se os comunistas realmente acreditam que haja o perigo do fascismo e estão sinceramente combatendo-o; neste caso irão votar até mesmo em um liberal, sem qualquer barganha, a fim de evitar que os reacionários fortaleçam suas posições na luta contra a classe trabalhadora e as camadas oprimidas do povo! Continue lendo “O ponto de vista comunista sobre o segundo turno”

Conservadorismo em Foco: Um filme sobre a ideologia burguesa e suas formas de dominação

Por Arthur Moura 

Pensar a comunicação neste contexto asfixiante do capitalismo requer (não contraditoriamente) estrutura material e um certo acúmulo de conhecimento que se adquiri com a experiência e a investigação teórica. Não raro, para se ter condições mínimas de produção nos submetemos a relações de trabalho alienante. É, portanto, algo caro, custoso, mas que ainda assim é de vital importância para ambas as classes. Para a burguesia, como instrumento de dominação. Para os trabalhadores, como ferramenta de luta e emancipação.

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Comunicação e avanço conservador: um debate necessário

Por Arthur Moura, cineasta, graduado em História pela UFF, mestre em educação pela UERJ – FFP.

Resolvi escrever este texto como forma de organizar as minhas ideias ou simplesmente um conjunto de reflexões que são necessários para que possamos compreender a conjuntura atual do país. É preciso pensar a construção de uma comunicação organizada que se paute pelo enfrentamento direto contra a ofensiva da direita e de todo o seu programa, do contrário o conjunto das esquerdas estará fadada ao fracasso.  Continue lendo “Comunicação e avanço conservador: um debate necessário”

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