Mercado no Socialismo? Por quê? Como?

Por Pedro Felipe Narciso

“Se o mercado persiste à revolução política socialista, como ele pode ser útil ao socialismo? Basicamente, o mercado nas formações sociais socialistas cumpre duas grandes funções. A primeira é funcionar, tal como preconizado por Oskar Lange, como indicador econômico, possibilitando o cálculo econômico racional dos órgãos planejadores. E segundo, desenvolver as forças produtivas incipientes, preparando as condições para uma dominância cada vez mais ampla do modo de produção comunista. Dessa maneira, na medida em que as forças produtivas se desenvolvem, a massa de valor aumenta e a grandeza de valor diminui fazendo com que os setores capitalistas da produção entrem em crise.” Continue lendo “Mercado no Socialismo? Por quê? Como?”

Pensamentos sobre marxismo e Estado

Por David McNally, via Historical Materialism, traduzido por Moisés João Rech

Torna-se claro que a crítica de Marx ao Estado é mais uma vez desagradável em muitas partes da esquerda. Muitas vezes esse desagrado disfarça a acomodação política indiscriminada ao Estado-nação (por exemplo, com aqueles na esquerda que se opõem a pedidos pela abertura das fronteiras e contrabandeando algum tipo de argumento ostensivo de “esquerda” para controles migratórios “mais agradáveis”). Continue lendo “Pensamentos sobre marxismo e Estado”

A Forma Animal da Mercadoria

Por Maila Costa

“Revelar o verdadeiro valor por trás das mercadorias, seja o valor do trabalho humano que é precarizado aos maiores níveis possíveis, seja o valor inestimável da natureza que muitas vezes é até mesmo irrecuperável, ou seja o valor das vidas dos animais atormentados é imprescindível para que as contradições insuperáveis do capitalismo sejam perceptíveis sob a intrincada malha ideológica que cobre e atravessa a classe trabalhadora.”

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Uma carta aos intelectuais que ridicularizam revoluções em nome da pureza

Por Roxanne Dunbar-Ortiz, Ana Maldonado, Pilar Troya Fernández, and Vijay Prashad, via MR Online, traduzido por Guilherme Laranjeira

As revoluções não acontecem repentinamente, nem imediatamente transformam a sociedade. Uma revolução é um processo que se move a diferentes velocidades, cujo ritmo pode mudar rapidamente se o motor da história é acelerado por um conflito de classes intensificado. Entretanto, na maioria das vezes, a construção do ímpeto revolucionário é glacial, e a tentativa de transformar o estado e a sociedade pode ser ainda mais lenta. Continue lendo “Uma carta aos intelectuais que ridicularizam revoluções em nome da pureza”

O Governo dos Trabalhadores: Teses do Governo Operário segundo Clara Zektin e a III Internacional

Por  Clara Zektin e a III Internacional (Dezembro de 1922). Via Tendência Piquetera Revolucionária , traduzido por Leonardo Godim

O Governo Operário é a tentativa de forçar o Estado burguês no marco de suas limitações históricas essenciais, para servir aos interesses históricos do proletariado.

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A Situação da Itália e as Tarefas do Partido Comunista Italiano (PCI): Teses de Lyon

Por Antonio Gramsci, traduzido por Dossiê Gramsci¹. Via Revista de Ciências Sociais

“Trata-se de um texto que contém as teses escritas por Gramsci com a colaboração de Palmiro Togliatti. Elas foram apresentadas por ocasião do III Congresso Nacional do Partido Comunista Italiano (PC I), de 23 a 26 de janeiro de 1926, em Lyon. O grupo politico liderado por Gramsci obteve pouco mais de 90% dos votos, enquanto que a ultra-esquerda liderada por Amadeo Bordiga, cerca de 9%. As Teses de Lyon configuram a tentativa de dotar o PCI de uma linha e de um programa baseado em dois eixos articuladores: análise da realidade italiana; ecompreensão histórica dos objetivos politlcos do proletariado revolucionário.”

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O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

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O papel internacional da China

Por Elisseos Vagenas, via KKE, traduzido por Guilherme Laranjeira e Beatriz Lazari 

A ascensão de uma nova potência global, a China, tem provocado grande interesse para analistas e trabalhadores comuns em todo o mundo. Esse interesse é ainda mais intenso entre pessoas politizadas, que entendem a era de revoluções sociais que começou com a de Outubro de 1917 na Rússia, e que acarretou em uma série de importantes lutas e revoluções sociopolíticas em todo o mundo – entre elas, a Revolução Chinesa. O interesse em relação ao crescimento do poder da China é contraditório, uma vez que o aumento de seu poder está ocorrendo sob a bandeira vermelha e com o Partido Comunista da China no poder. Continue lendo “O papel internacional da China”

A institucionalização pós-revolucionária e a Constituição mexicana de 1917

Por Mariana Varandas Lazzari, publicado originalmente em Revista de História da UEG

A partir da discussão em torno do conceito de tirania, busca-se trazer à tona a questão da legalidade como ferramenta para expor as contradições do novo Estado mexicano e a correlação de forças que se deixa entrever nessa formação. Em um segundo momento, recorre-se à comparação entre artigos constitucionais anteriores e posteriores à reforma constitucional de modo a expor como a institucionalização e a correlação de forças apresentadas estão plasmadas no documento. Continue lendo “A institucionalização pós-revolucionária e a Constituição mexicana de 1917”

Mariátegui e as táticas de frente única

Por Soraia de Carvalho e Jórissa Danilla N. Aguiar, via Lutas Sociais

As formulações do marxista peruano José Carlos Mariátegui são destacadas por sua criatividade no trato da questão indígena, da defesa da independência política do proletariado, entendido como direção das massas oprimidas. Desenvolveu sua elaboração teórica e seus intentos organizativos em um período de enrijecimento do debate político na Internacional Comunista. Neste artigo, delineamos como o Amauta trouxe para sua prática política as táticas de Frente Única Proletária e Frente Única Antiimperialista. Continue lendo “Mariátegui e as táticas de frente única”

Unidade e ação do povo organizado, poder popular e aprofundamento da democracia

Por Salvador Allende, via Marxists.org, traduzido por Thales Fonseca

Trecho do “Programa básico de la Unidad Popular” apresentado à consideração do povo chileno no dia 17 de dezembro de 1969, pouco menos de um ano antes da eleição de Salvador Allende no Chile, primeiro marxista a ser eleito democraticamente como presidente da república e chefe de estado no continente americano. Continue lendo “Unidade e ação do povo organizado, poder popular e aprofundamento da democracia”

A terceira onda de revoluções se aproxima

Por Saikat Bhattacharya, via Qutnyti, traduzido por Guilherme Laranjeira e Brunno Viotto

“Com a economia global capitalista abalada e a rivalidade geopolítica resultando na perturbação do comércio global, a situação está amadurecendo para a Terceira Onda de revoluções em todo o mundo. Sendo que a Primeira Onda inicia-se na Revolução Francesa, indo até a Comuna de Paris (1789-1871) e a Segunda Onda, partindo da Revolução Bolchevique para terminar na Revolução Sandinista da Nicarágua (1917-1979).”

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A China regrediu ao capitalismo? Reflexões sobre a transição do capitalismo para o socialismo

Por Domenico Losurdo, via medium.com, traduzido por Matheus Silva

Hoje em dia é comum falar sobre a restauração do capitalismo na China como resultado da Reforma e Abertura de Deng Xiaoping. Mas qual é a base desse julgamento? Existe algum tipo de socialismo que pode ser comparado com a realidade da atual situação socioeconômica na China hoje? Continue lendo “A China regrediu ao capitalismo? Reflexões sobre a transição do capitalismo para o socialismo”

O problema com a Jacobin no Brasil

Por Lise Ma

A revista Jacobin e sua filial brasileira são projetos na linha do que pode se considerar um renascimento/redescobrimento do Marxismo, direcionados à conscientização das classes médias sobre a extensão das grandes desigualdades atuais. Na prática, a revista soa mais como uma convocação à classes médias ascendentes (ou, aspirantes às mesmas) à liderança no processo de conscientização da classe trabalhadora. Continue lendo “O problema com a Jacobin no Brasil”

Cinco mitos imperialistas sobre o papel da China na África

Por Nino Brown, via Liberation School, traduzido por Guilherme Laranjeira

“Qual país da África é politicamente dirigido pela China? Nenhum. Existe um país africano com uma base militar chinesa, Djibouti, mas suas políticas não são dirigidas por Pequim. Embora hajam, indiscutivelmente, exemplos de produtos chineses sendo despejados em países africanos, nenhum país foi obrigado a excluir “produtos de concorrentes de outros lugares.” A China não controla nenhum sistema bancário africano. Países africanos começaram a adotar o yuan chinês como uma moeda estrangeira de reserva, mas fizeram isso como uma forma de diversificação, se distanciando da dependência do dólar e do euro. “

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A Aliança Popular: o programa e a estratégia dos comunistas gregos

Por KKE (Partido Comunista da Grécia), via Inter.KKE, traduzido por Fernando Savella

A seguinte tradução compreende trechos selecionados da revista teórica do Partido Comunista Grega, em uma edição especialmente voltada ao aprofundamento e estudo em torno do programa deste partido. Neste documento, a estratégia e a tática do KKE, bem como sua concepção sobre as alianças de classe do proletariado, são expostas de modo aprofundado. Continue lendo “A Aliança Popular: o programa e a estratégia dos comunistas gregos”

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