Golpe de Estado e Luta de Classes na Bolívia

Por Carlos Rivera-Lugo, via Claridad Puerto Rico, traduzido por Daniel Fabre

“São tempos difíceis, mas para um revolucionário os tempos difíceis são o seu ar. É disso que vivemos, dos tempos difíceis. Nós nos alimentamos de tempos difíceis. Por acaso não viemos de baixo? Por acaso não somos nós os perseguidos, os torturados, os marginalizados dos tempos neoliberais… A década de ouro do continente não foi gratuita. Continue lendo “Golpe de Estado e Luta de Classes na Bolívia”

Notas sobre a luta de classes na América Latina: a Bolívia, a contrarrevolução permanente e o ‘Momento jacobino’

Por Yuri Freire

Fugindo do debate a respeito do processo de cambio boliviano ser reformista (como defendem diversos cientistas políticos brasileiros) ou revolucionário (como defende García Linera), o fato é que o governo popular de Evo Morales atiçou a contrarrevolução e foi derrubado por ela. O reformismo fraco petista, do mesmo modo. Nenhum dos dois governos conseguiu (ou quis) destruir a ordem capitalista dependente, gestante de contrarrevoluções (por sua própria natureza classista).

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Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!

Por Vinícius Okada M. M. D’Amico

Dos fundos dos vales, emergem os “novos” salvadores da pátria, bradando, triunfantes, que o “novo” marcha a passos largos, enquanto os velhos heróis seguem sepultados. O porém é que para se alterar substancialmente a realidade é preciso conhecer o terreno em que se joga. E, assim, seguem os bons moços medíocres e oportunistas do liberalismo a se afogarem imersos na torrencial crise brasileira. Continue lendo “Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!”

Lênin e a Frente Única

Por Vladimir Ilitch Lênin, via Marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

De extrema atualidade, os debates da Internacional Comunista sobre a tática da Frente Única dos Trabalhadores perpassaram seu Terceiro (junho de 1921) e Quarto Congressos (novembro de 1922). Abaixo, apresentamos as traduções inéditas dos comentários existentes de Lênin a respeito de tal política de unidade proletária defensiva entre revolucionários e reformistas. Continue lendo “Lênin e a Frente Única”

Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Por Heribaldo Maia

Recentemente foi publicado aqui no LavraPalavra um texto chamado: Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma[i]. O texto era uma tentativa de trazer outro ponto de vista sobre a relação luta de classes vs movimentos identitários, Continue lendo “Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada”

Por uma Perspectiva Realmente Revolucionária e Não Reacionária Para o Movimento Negro

Por Vinicius Souza

A realidade possui uma diversidade de perspectivas para pensar suas principais características, é possível pensar a realidade, como Hegel, de maneira idealista se limitando somente ao campo das ideias ou como as teorias culturalistas sobre a libertação negra que se limitam a pensar em torno da construção de uma subjetividade existente nas pessoas negras por ligações ancestrais, literalmente mística.

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Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma

Por Heribaldo Maia

Há momentos em que nos deparamos com situações paralisantes. São paradoxos que se erguem diante de nós sem que por vezes entendamos muito bem como aconteceu. Ou às vezes até sabemos, mas fingimos não saber para nos sentir melhor. Essa encruzilhada paradoxal requer antes de saber qual caminho seguir, nos perguntar: como chegamos até aqui e por que estamos diante de tal situação? Continue lendo “Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma”

As cores do muro: de Stonewall a Wall Street

Por Edson Mendes[1]

“Sem compreender a realidade concreta que sustenta a necessidade de manutenção da opressão a LGBTs no próprio capitalismo, sem permanecer críticos aos direitos adquiridos no Estado Burguês que só valem para LGBTs enquanto figuras exploradas pela classe dominante, podemos acabar perdendo de perspectiva a base material de nossa opressão.”

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Como a ‘guerra às gangues’ alimenta o encarceramento em massa

Por Terrence Myers, via Liberation School, traduzido por Bruno Sanata

Quando o rapper indicado ao Grammy Nipsey Hussle foi morto em março, Kerry Lathan, que estava coincidentemente na loja de roupas de Hussle no sul de Los Angeles para comprar uma camiseta, também foi baleado. Dias depois, gravemente ferido, Lathan foi preso. Lathan, que estava em liberdade condicional, foi acusado de violar a condicional por socializar com um conhecido membro de gangue – Nipsey Hussle. Continue lendo “Como a ‘guerra às gangues’ alimenta o encarceramento em massa”

A classe média, a miopia do reformismo e clareza de Thalheimer

Por Fernando Savella

Em um restaurante, a proprietária, já idosa, cobra de suas funcionárias algumas tarefas que deixaram de ser feitas. Conjectura acerca de outras coisas que, apesar de terem sido feitas, desconfia que foi com desleixo. “É assim que vocês fazem quando eu não estou aqui.” “Não é?” – inquisitiva sobre uma funcionária alheia às críticas. Continue lendo “A classe média, a miopia do reformismo e clareza de Thalheimer”

Lenin: legalização e luta da classe operária

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Rodri Villa

Com a publicação de “A Legalização da Classe Operária“, de Bernard Edelman, no Brasil, uma série de debates se animaram em meio à intelectualidade revolucionária a respeito dos limites e amarras do direito do trabalho ao movimento dos trabalhadores. Por um lado, essa crítica vigorosa ajudou a pôr em cheque uma série de pressupostos da esquerda reformista, que celebra cada conquista legal imediata como uma vitória definitiva das lutas operárias. Por outro lado, essa crítica muitas vezes se perdeu no abstencionismo, no ceticismo absoluto com as lutas por reformas em favor da classe trabalhadora, na forma de uma refutação genérica e abstrata a toda a legalidade, sem considerações quaisquer sobre seu conteúdo. Continue lendo “Lenin: legalização e luta da classe operária”

As tarefas dos social-democratas russos

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Gabriel V. Lazzari

Aqueles que acusam os social-democratas russos de terem uma visão estreita, de tentarem focar nos trabalhadores fabris em detrimento da massa da população trabalhadora, estão profundamente equivocados. Ao contrário, a agitação entre os setores avançados do proletariado é o mais certeiro e único jeito de insurgir (quando da expansão do movimento) o proletariado russo inteiro.

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Falta um programa para as mulheres

Por Ana Barradas, via Bandeira Vermelha

Alguns comunistas deixam-se cegar pela indignação ao verem-se comparados com quaisquer outros homens no que refere à questão feminina. Com isso não conseguem divisar o que há de verdadeiro nas afirmações segundo as quais também entre eles se reproduzem algumas das taras da sociedade patriarcal. Como tratar na tática e na ação imediata os problemas concretos da emancipação da mulher, dando-lhes expressão na política, em vez de os adiar para depois da revolução? Continue lendo “Falta um programa para as mulheres”

Luta de classes, crise ideológica e saúde mental dos trabalhadores

Por Gilson Lima [i]

O adoecimento, o sofrimento e a dor, física e mental, fora os “acidentes” e “tragédias”, acompanham a história dos trabalhadores. São inclusive um indício de sua posição de classe explorada e oprimida. “A miséria, a insegurança, o excesso de trabalho e o seu caráter forçado destroem o corpo e o espírito do operário” dizia Engels, em meados do século XIX, em seu clássico “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”. Continue lendo “Luta de classes, crise ideológica e saúde mental dos trabalhadores”

Das Greves de Mulheres para um Novo Movimento de Classe: A Terceira Onda Feminista

Por Cinzia Arruzza, via Viewpoint Magazine, traduzido por Ohana Meira

Essas greves, assim como as greves transnacionais do 8 de março, e em particular as greves argentinas e espanholas, são lutas de classes feministas. O movimento feminista está se tornando cada vez mais um processo de formação de uma subjetividade de classe com características específicas: imediatamente antiliberal, internacionalista, antirracista, obviamente feminista e tendencialmente anticapitalista, em excesso e em tensão com respeito às instituições tradicionais da esquerda e suas práticas. Naturalmente, esse processo não é o mesmo em cada país e é definitivamente mais avançado em alguns países do que em outros. E, no entanto, se considerarmos o movimento como um todo, é esse aspecto que representa sua maior novidade e incorpora as potencialidades mais interessantes. Continue lendo “Das Greves de Mulheres para um Novo Movimento de Classe: A Terceira Onda Feminista”

A concentração do proletariado nas grandes cidades

Por Gabriel Landi Fazzio

“[A revolução industrial] desenvolveu por toda a parte o proletariado na mesma medida em que desenvolveu a burguesia. Na proporção em que os burgueses se tornavam mais ricos, tornavam-se os proletários mais numerosos. Uma vez que os proletários somente por meio do capital podem ter emprego e o capital só se multiplica quando emprega trabalho, a multiplicação do proletariado avança precisamente ao mesmo passo que a multiplicação do capital. Ao mesmo tempo, concentra tanto os burgueses como os proletários em grandes cidades, nas quais se torna mais vantajoso explorar a indústria, e com esta concentração de grandes massas num mesmo lugar dá ao proletariado a consciência da sua força.” Engels, em “Princípios Básicos do Comunismo”. Continue lendo “A concentração do proletariado nas grandes cidades”

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