A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo”

Por Anielson Ribeiro da Silva, graduando do curso de Língua Portuguesa e suas Literaturas pela UPE – Campus Petrolina e Militante da União da Juventude Comunista.

“A violência, portanto, não pode ser entendida simplesmente, no sentido liberal, como mera intenção de agressividade física, mas é aqui expressa através de um desejo contestador, que hostiliza a aparente realidade pacífica da “alta literatura” e conduz a linguagem a uma nova manifestação de ser livre.” Continue lendo “A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo””

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Breves notas sobre o objeto de “O capital”

Nicos Poulantzas[1], traduzido pro Danilo Enrico Martuscelli.

O problema que nos ocupará aqui, com algumas observações forçosamente muito esquemáticas, é o seguinte: qual é o objeto teórico d’O capital? De fato, é verdade que uma problemática original, um terreno teórico novo, como o que Marx produziu em suas obras de maturidade, distingue-se pela natureza das questões que coloca a um objeto, ao construí-lo assim em objeto de investigação teórica. Continue lendo “Breves notas sobre o objeto de “O capital””

Os “Pequenos” Princípios do Pequeno Príncipe

Por Tarique Layon

A leitura (ou mesmo releitura) de “O Pequeno Príncipe”, um clássico de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe, nos remete a muitos conceitos que estão deveras esquecidos atualmente, tais como amor ágape e zelo com os semelhantes. Neste artigo dedicar-me-ei a dissertar sobre essa temática tentando obedecer à forma sutil que são abordados nessa obra esplêndida. Continue lendo “Os “Pequenos” Princípios do Pequeno Príncipe”

A Revolução Russa e a (não) superação da formas sociais capitalistas

Por Cláudio Rennó

“Retomar, por fim, a radicalidade política dessa crítica de Pachukanis – que, por um lado, não nos permite qualquer otimismo ingênuo (vez que retira do direito qualquer esperança e do jurista qualquer protagonismo), mas, ao mesmo tempo, recoloca-os em nosso campo de batalha, Continue lendo “A Revolução Russa e a (não) superação da formas sociais capitalistas”

Conservadorismo em Foco: Um filme sobre a ideologia burguesa e suas formas de dominação

Por Arthur Moura 

Pensar a comunicação neste contexto asfixiante do capitalismo requer (não contraditoriamente) estrutura material e um certo acúmulo de conhecimento que se adquiri com a experiência e a investigação teórica. Não raro, para se ter condições mínimas de produção nos submetemos a relações de trabalho alienante. É, portanto, algo caro, custoso, mas que ainda assim é de vital importância para ambas as classes. Para a burguesia, como instrumento de dominação. Para os trabalhadores, como ferramenta de luta e emancipação.

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O leito de Procusto da luta de classes

Por Edgar Illas, traduzido por Pedro Davoglio

Este ensaio reflete sobre a velha problemática da luta de classes e da mudança histórica. Nele, examino dois dilemas: primeiro, aquele entre a economia e a política, isto é, a questão de se o modo de produção deve ser considerado a estrutura final da história ou se o político tem um papel ontológico e constituinte;

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Pragmática psicanalítica da norma jurídica em tempos de exceção

Por Luís Eduardo Gomes, professor na Universidade do Estado da Bahia, UNEB. 

“Mas se a aparência do direito é querida como tal contra o direito-em-si pela vontade particular, que por isso se torna má, o reconhecimento exterior do direito é separado do seu valor; e só aquele é respeitado, enquanto este direito é lesado. Isso dá o não-direito da impostura; – [que é] o juízo infinito enquanto idêntico (§ 173) – a relação formal conservadora como abandono do conteúdo” – Hegel Continue lendo “Pragmática psicanalítica da norma jurídica em tempos de exceção”

Ser, evento, sujeito: o sistema de Alain Badiou

Por Alain Badiou, traduzido por Daniel Fabre

Após mais de trinta anos de sua primeira edição, o Ser e o Evento de Alain Badiou segue sendo um dos mais importantes e controversos livros de filosofia contemporânea. Abaixo, o prefácio do autor à primeira edição inglesa, onde faz um importante balanço da repercussão de seu livro até então (2005) e uma breve síntese de suas principais motivações e teses. Continue lendo “Ser, evento, sujeito: o sistema de Alain Badiou”

Os Três Argumentos Teóricos de Lênin Sobre a Ditadura do Proletariado

Por Étienne Balibar, via Verso Books, traduzido por Aukai Leisner.

Em 1976, o Partido Comunista Francês abandonou formalmente a ditadura do proletariado como fase estratégica na transição para o comunismo na Europa ocidental. “Nada nem ninguém, nem mesmo o Congresso de um Partido Comunista, pode abolir a ditadura do proletariado.   Continue lendo “Os Três Argumentos Teóricos de Lênin Sobre a Ditadura do Proletariado”

Corpo e (é) política

Por Naiara Pereira da Silva

O corpo é política pura. Em seus acúmulos e externalizações, mostram quão sã ou corrompida se faz o governo que o preside: o inconsciente. A politicagem do corpo, assim como a politica propriamente dita é puramente estabelecida na base de troca de interesses e favores, quem fica como regulador deste setor é o principio de prazer. A consciência, meramente tratando o Ego em senso comum é o povo alienado que acredita ser o controlador de tudo, mas é apenas a finalidade de uma junção de sistemas que o pré-determina. Continue lendo “Corpo e (é) política”

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