O que é o maoismo?

Por Bernard D’Mello*, via Montly Magazine, traduzido por Paulo Henrique Flores

Este ensaio é dedicado à memória de meu primeiro editor, o falecido Samar Sen (Shômor Babu, como costumávamos chama-lo), editor-fundador do semanário Frontier, de Kolkata. Continue lendo “O que é o maoismo?”

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As tarefas dos social-democratas russos

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Gabriel V. Lazzari

Aqueles que acusam os social-democratas russos de terem uma visão estreita, de tentarem focar nos trabalhadores fabris em detrimento da massa da população trabalhadora, estão profundamente equivocados. Ao contrário, a agitação entre os setores avançados do proletariado é o mais certeiro e único jeito de insurgir (quando da expansão do movimento) o proletariado russo inteiro.

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Por que a crítica?

Por Fernando Savella

“Crítica” é uma ideia muitas vezes entendida como uma postura, independente de seu conteúdo. Se um liberal se contrapõe a um marxista, o liberal estaria criticando, e adotando uma postura crítica. Se um cético duvida de uma teoria, o faria como uma postura crítica contra algum “dogmatismo” teórico. Mas nenhuma tradição teórica incorpora tão bem o sentido de “crítica” quanto a teoria marxista. De fato, o grande centro da teoria marxista é a imanência da crítica: não há marxismo que não seja a crítica da ideologia, não há análise materialista que não seja a crítica de uma análise idealista. Continue lendo “Por que a crítica?”

A noção de obstáculo epistemológico em Bachelard

Por Delia Irusta, via Papeles de nombre falso, traduzido por Matheus Motta

Os debates sobre epistemologia animaram proficuamente os pensadores de meados do século XX, sobretudo na França. Canguilhem, Foucault, Lecourt e Bachelard foram capazes de influenciar não apenas este campo do pensamento, mas a própria filosofia e as ciências sociais. No presente artigo, Delia Irusta nos apresenta as noções básicas do pensamento de Bachelard atreladas ao conceito de obstaculo epistemológico. Continue lendo “A noção de obstáculo epistemológico em Bachelard”

Sobre os sujeitos emergentes: A validade do caráter revolucionário da classe trabalhadora e de seu partido de vanguarda

Por Diego Torres, via ICCR, traduzido por Fernando Savella

O autor, membro do Partido Comunista do México, faz um importante balanço sobre a atualidade do marxismo e do proletariado em ensaio de 2014. Aborda a grande contrarrevolução que se iniciou nos anos oitenta, faz a crítica dos supostos novos sujeitos emergentes, e defende a atualidade do Partido Comunista enquanto vanguarda da luta contra o capitalismo.

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Ética e história nos escritos de Maria Lacerda de Moura

Por Daniel Santos da Silva

Os movimentos de Maria Lacerda de Moura seguiam-se rapidamente – de seu livro publicado em 1918, Em torno da educação, já se veem ressalvas na obra seguinte, um ano após, chamada Renovação. Se os dias então corriam depressa, não é qualquer olhar que captaria sutilezas de seus trajetos em consonância com a experiência própria, a qual desde cedo fora engajada com a prática e a reflexão da educação. 

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“Há uma tendência a fetichizar o fetiche”: entrevista com Karl Reitter

Por Karl Reitter, via ViewPoint Magazine, traduzido por Ramon Frias

Essa entrevista com Karl Reitter, originalmente publicada na Junge Welt, apresenta aspectos de sua crítica da “nova leitura de Marx” alemã (Neue Marx-Lektüre), que está começando a ser traduzida mais amplamente ao Inglês. A entrevista marca a publicação em março da coleção em alemão, editada por Reitter, chamada “Karl Marx: Filósofo da Emancipação ou Teórico do Capital? Por uma Crítica da ‘Nova Leitura de Marx’” (Vienna: Mandelbaum, 2015). Continue lendo ““Há uma tendência a fetichizar o fetiche”: entrevista com Karl Reitter”

David Harvey, Michael Roberts, Michael Heinrich e o Debate da Teoria das Crises

Por Sam Williams, via A Critique of Crisis Theory traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Recentemente David Harvey, o conhecido escritor de economia marxista, criticou a visão do blogueiro de economia marxista Michael Roberts sobre a teoria das crises. De acordo com Harvey, Roberts teria uma teoria das crises “monocausal”. A objeção de Harvey é à ênfase de Roberts na teoria de Marx da tendência de queda da taxa de lucro [FRP ou Falling Rate of Profit, em inglês] como a causa subjacente das crises capitalistas.

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Sobre a confusão entre política e pedagogia

Por Vladimir Ilitch Lenin, via marxists.org, traduzido por Gabriel Lazzari e Gabriel Landi Fazzio

O seguinte texto foi escrito em Junho de 1905 e primeiramente publicado, de acordo com o manuscrito, em 1926, em Lenin Miscellany V. A fonte utilizada para a tradução para o português foi publicada na Lenin Collected Works (Foreign Languages Publishing House, 1962, Moscou, Volume 8, p. 452-455), traduzida para o inglês por Bernard Isaacs e Isidor Lasker, transcrito para o Lenin Internet Archive (2003) por R. Cymbala. Continue lendo “Sobre a confusão entre política e pedagogia”

“A Coluna Prestes no Piauí” – Chico Castro

Por Paulo Marçaioli, resenha do livro “A Coluna Prestes no Piauí” – Chico Castro – Edições do Senado Federal V. 90.

“O medo era aterrador. Afinal, nas trincheiras estavam parentes próximos e distantes que, mesmo sem ter em mente o significado do movimento tenentista, saíram em defesa da cidade armada, em face da indomada sanha dos invasores.  Continue lendo ““A Coluna Prestes no Piauí” – Chico Castro”

Ideologia jurídica e ideologia burguesa: ideologia e práticas artísticas

Por Nicole-Edith Thévenin, via Période, traduzido por Rodri Villa

Por trás da “pessoa jurídica” está a mercadoria e o Estado: é antes de tudo o sujeito privado da troca mercantil, aquele que “possui” e tem o direito de vender ou alienar sua posse; é então o aparato do Estado, combinando coerção e ideologia, para implementar a lei, inculcá-la em seus sujeitos. 

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A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan

Por Richard Seymour e Daniel Hartley, via Revue Periode, traduzido por Ícaro Batista

Mesmo em suas interpretações as mais sofisticadas, o marxismo tem uma tendência de ler o racismo de forma instrumental. Tal ideologia é adotada por uma série de atores porque é consistente com certos interesses, porque consolida alguma forma de hegemonia, porque tem privilégios de brancos. Para o jornalista e pesquisador independente Richard Seymour, essas explicações são insuficientes. Continue lendo “A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan”

O Negro na cidade brasileira

Por Bruno Santana

Da conjuração entre o projeto colonial das classes dominantes brasileiras e a despossessão dos negros escravizados de suas formas de viver aqui no Brasil atirados às senzalas nasce a territorialização das cidades brasileiras. Para além das capitanias hereditárias num escopo maior, no interior das cidades coloniais, se deflagra de modo aparente o aspecto mais visível da sociedade brasileira do período; onde o espaço do negro escravizado, dos libertos, dos agentes do estado colonial e das classes dominantes brasileiras era estritamente definido. Continue lendo “O Negro na cidade brasileira”

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