Comunismo ácido

Por Matt Colquhoun, via Krisis, traduzido por Renan Porto

Como muitos de seus neologismos, o ‘Comunismo Ácido’ de Mark Fisher guarda uma crise de desambiguação, lançando uma provocação no nosso meio. A frase – que seria o título do seu próximo livro, agora não finalizado depois da sua morte em janeiro de 2017 – tem ganhado uma atenção considerável como muitos imaginam que tipo de variação do manifesto de Marx seria ocasionada pela sua nova qualificação corrosiva. Continue lendo “Comunismo ácido”

Anúncios

O ponto de vista comunista sobre o segundo turno

Por Gabriel Landi Fazzio

O “mal menor” é a palavra de ordem permanente da esquerda liberal. Essa é a própria essência daquilo que se chama “oportunismo” na esquerda. Mas se os comunistas realmente acreditam que haja o perigo do fascismo e estão sinceramente combatendo-o; neste caso irão votar até mesmo em um liberal, sem qualquer barganha, a fim de evitar que os reacionários fortaleçam suas posições na luta contra a classe trabalhadora e as camadas oprimidas do povo! Continue lendo “O ponto de vista comunista sobre o segundo turno”

Althusser e o jovem Marx

Por Pierre Macherey, via ViewPoint Magazine, traduzido por Aukai Leisner

“Sobre o Jovem Marx”, datado de novembro de 1960, apareceu pela primeira vez na edição de março/abril de La Pensée, sendo em seguida publicado em For Marx. O pano de fundo de sua redação foi o lançamento de uma edição especial da Recherches Internationales sobre o tópico do Jovem Marx, que reuniu estudos de acadêmicos marxistas sobre o tema, quase todos eles oriundos da Europa oriental.(1) Continue lendo “Althusser e o jovem Marx”

A passagem

Por Joelton Nascimento[1] e Silvia Ramos Bezerra[2]

Presenciamos hoje processos extremos onde alcançamos os limites de nossos modos de vida: limites econômicos, limites ecológicos, limites cognitivos. Sabemos, todavia, que outros modos de vida só podem ser alcançados após um incerto processo de transformação mais ou menos longo, mais ou menos tortuoso, mais ou menos difícil. Marx deu a isso o nome de transição. Continue lendo “A passagem”

Lições do Chile

Por Alan Woods, via marxismo.org, traduzido pela Esquerda Marxista

Por ocasião dos 45 anos do golpe no Chile, em 11 de setembro de 1973, publicamos um trecho da importante contribuição do camarada Alan Woods à análise das lutas de classes durante o governo da Unidad Popular. Sobre o tema, já publicamos no LavraPalavra outras reflexões, do camarada Rui Mauro Marini e do historiador Hugo Cancino Troncoso, sobre os Conselhos Comunais e Cordões Industriais do Poder Popular chileno. Continue lendo “Lições do Chile”

O “anarquismo jurídico”: Lenin e Pachukanis versus Ingo Elbe

Por Gabriel Landi Fazzio

“Qualquer crítica que contribua para tornar mais vigorosa e consciente nossa luta de classe para a realização de nosso objetivo final merece nosso agradecimento. Mas uma crítica procurando retroceder nosso movimento, fazê-lo abandonar a luta de classe e o objetivo final – tal crítica, longe de ser um fator de progresso, só seria um fermento de decomposição”. Rosa Luxemburgo, em “Liberdade Crítica”. Continue lendo “O “anarquismo jurídico”: Lenin e Pachukanis versus Ingo Elbe”

Palavras de uma lavra: três anos de resistência ao pensamento fácil

Por Fran Alavina

Na ocasião em que se comemora mais um ano de existência do Lavra Palavra abre-se uma oportunidade de se pensar uma experiência do pensamento crítico coletivo no meio da babel virtual. Uma reflexão que se presta não apenas ao caráter elogioso de uma efeméride, mas que tenta reconstituir um exercício continuo de resistência. Continue lendo “Palavras de uma lavra: três anos de resistência ao pensamento fácil”

Um outro Lenin: a obra de Tamás Krausz

Douglas Rodrigues Barros, escritor, doutorando em filosofia e membro do CEII (Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia).

Acertar as contas com uma gigantesca tradição certamente não é tarefa fácil, ainda mais se tratando de uma tradição de entusiastas e detratores. Pois, este é somente um dos méritos indiscutíveis da obra de Tamás Krausz[1] que aborda exatamente isso: recuperar um Lenin anterior a mumificação stalinista e fazer justiça ao seu pensamento diante de um século que engrossou o caldo de inimigos da Revolução de Outubro e de um de seus principais nomes. Continue lendo “Um outro Lenin: a obra de Tamás Krausz”

O cinema revolucionário de ‘Quem mora lá?’

Por Heribaldo Maia

Segunda feira, dia 16/07, era uma noite de segunda feira no cinema mais bonito do Brasil, o São Luís em Recife-PE. Esse dia será marcado na história do Cinema, e cabe a nós que fique marcado, como o lançado para o público do filme ‘Quem mora la?’ (2018), dos diretores Rafael Crespo e Conrado Ferrato. E esse filme se mostrou obrigatório para todos, ainda mais para a esquerda, mas por quê? Continue lendo “O cinema revolucionário de ‘Quem mora lá?’”

De “História e consciência de classe” a “Dialética do esclarecimento”, e de volta

Por Slavoj Žižek, via Scielo, traduzido por  Bernardo Ricupero

História e consciência de classe (1923), de Georg Lukács, é um dos poucos verdadeiros eventos na história do marxismo. Hoje, nossa experiência do livro é apenas como de uma estranha lembrança fornecida por uma época já distante – para nós, é até mesmo difícil imaginar o impacto verdadeiramente traumático que seu aparecimento teve nas posteriores gerações de marxistas. Continue lendo…

Constituição é o nome de quê?

Por Luis Eduardo Gomes do Nascimento

A constituição não é um significante primeiro, mas deve ser considerada como tal na medida em que instaura um campo de ações linguísticas possíveis. Aqui já se aponta para o caráter performático da constituição. A perfomatividade não pode ser confundida com um gesto vazio, mas como abertura de mundos possíveis. A constituição, como livro, para usar Caetano, permite ‘lançar mundos no mundo”. Continue lendo “Constituição é o nome de quê?”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑