O desenvolvimento do capitalismo na América Latina e a questão do Estado

Por Agustín Cueva, via UNAM, traduzido por Fernando Savella. 

O modo de produção capitalista na América Latina é regido por leis objetivas de acumulação, concentração e centralização de capital, e apresenta como uma região uma problemática em comum que define sua fisionomia própria dentro da grande “cadeia” capitalista imperialista mundial, mesmo que com características específicas em cada país. Continue lendo “O desenvolvimento do capitalismo na América Latina e a questão do Estado”

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Centralismo democrático no Partido Comunista de Cuba

Por Raul Castro Ruz, via Liberation School, traduzido por Leo Griz Carvalheira

Este texto é o trecho de um discurso para quadros e funcionários do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba em 4 de maio de 1973. Raul Castro era na época comandante de divisão das Forças Armadas Revolucionárias.  Continue lendo “Centralismo democrático no Partido Comunista de Cuba”

Karl Marx contra os impostos

Por Karl Marx, traduzido por Thiago Lastrucci e Gabriel Landi Fazzio

Do mesmo modo como defendia a abolição do Estado, considerando todo Estado uma forma de ditadura de classe; Karl Marx nunca foi um grande entusiasta das utopias tributárias. Embora muitos partidos de esquerda, ao longo do último século, tenham combatido os impostos indiretos e defendido a tributação progressiva dos rendimentos (revindicação formulada no “Manifesto Comunista”), algumas concepções do revolucionário alemão sobre o tema talvez surpreendam seus leitores reformistas… Continue lendo “Karl Marx contra os impostos”

O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx

Por Michael Roberts, via The Next Recession, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Recentemente, o Professor David Harvey (DH) enviou um e-mail para várias pessoas, inclusive para mim, com um breve artigo para discussão em anexo. O artigo apresenta a leitura de DH de que a teoria do valor de Marx em economias capitalistas havia sido gravemente mal interpretada. Continue lendo “O erro de David Harvey na compreensão da lei do valor em Marx”

O momento do cubismo

Por John Berger, via Verso Books, traduzido por Victor Guilherme Mota

“O momento do cubismo” é um fragmento da obra Landscapes, de John Berger, editada por Tom Overton. O ensaio de 1967 sobre a crítica materialista da arte, originalmente publicado na New Left Review, traça a cronologia e os legados do cubismo. Nele, Berger reflete e desenvolve a sensação de que “os trabalhos cubistas mais extremos” – que são tanto “muito otimistas quanto muito revolucionários…para terem sido pintados hoje” – são “capturados e confinados em uma chave no tempo, esperando para serem lançados e continuarem sua jornada que começa em 1907” Continue lendo “O momento do cubismo”

As verdadeiras lições do levante de 1956 na Hungria

Por Jon Britton, via Liberation School, traduzido por Bruno Santana

As raízes da rebelião pode ser remontada ao modo como o capitalismo se enraizou na Hungria após a Segunda Guerra Mundial. Enquanto a derrota da Alemanha nazista abriu as portas para um número de revoluções vitoriosas lideradas pelos movimentos comunistas no leste europeu, como na Iugoslávia, Albânia e Checoslováquia, os movimentos da classe trabalhadora na Hungria e em outros países do leste europeu foram fracos. O capitalismo foi abolido em primeira instância por causa do Exército Vermelho soviético. Continue lendo “As verdadeiras lições do levante de 1956 na Hungria”

Luta de classes, crise ideológica e saúde mental dos trabalhadores

Por Gilson Lima [i]

O adoecimento, o sofrimento e a dor, física e mental, fora os “acidentes” e “tragédias”, acompanham a história dos trabalhadores. São inclusive um indício de sua posição de classe explorada e oprimida. “A miséria, a insegurança, o excesso de trabalho e o seu caráter forçado destroem o corpo e o espírito do operário” dizia Engels, em meados do século XIX, em seu clássico “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”. Continue lendo “Luta de classes, crise ideológica e saúde mental dos trabalhadores”

Das Greves de Mulheres para um Novo Movimento de Classe: A Terceira Onda Feminista

Por Cinzia Arruzza, via Viewpoint Magazine, traduzido por Ohana Meira

Essas greves, assim como as greves transnacionais do 8 de março, e em particular as greves argentinas e espanholas, são lutas de classes feministas. O movimento feminista está se tornando cada vez mais um processo de formação de uma subjetividade de classe com características específicas: imediatamente antiliberal, internacionalista, antirracista, obviamente feminista e tendencialmente anticapitalista, em excesso e em tensão com respeito às instituições tradicionais da esquerda e suas práticas. Naturalmente, esse processo não é o mesmo em cada país e é definitivamente mais avançado em alguns países do que em outros. E, no entanto, se considerarmos o movimento como um todo, é esse aspecto que representa sua maior novidade e incorpora as potencialidades mais interessantes. Continue lendo “Das Greves de Mulheres para um Novo Movimento de Classe: A Terceira Onda Feminista”

Uma teoria completa sobre as crises econômicas capitalistas? Considerações sobre o trabalho de Sam Williams

Por Terry Coggan, via James Robb, traduzido por Augusto Ribeiro Silva

Um dos aspectos mais úteis da obra de Williams é desmistificar a ideia, compartilhada implicitamente por alguns marxistas, de que o ouro foi desmonetizado. Ele faz isso descrevendo extensivamente a natureza e o papel das duas outras formas de dinheiro, o dinheiro fiduciário e o dinheiro creditício, e mostrando que o próprio fato de haver leis econômicas que limitam a quantidade dessas duas formas de dinheiro que podem ser criadas é prova de que enquanto elas podem representar a mercadoria-dinheiro ouro em circulação, nenhuma das duas pode substituí-la. Continue lendo “Uma teoria completa sobre as crises econômicas capitalistas? Considerações sobre o trabalho de Sam Williams”

A Cosmologia de Evald Ilyénkov: O Ponto de Loucura do Materialismo Dialético

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

A partir da perspectiva hodierna, os marxistas europeus mais interessantes do século XX foram os que tentaram se livrar da dualidade do materialismo de estilo soviético e da elevação pelo marxismo ocidental da prática social ao horizonte transcendental que sobredetermina toda nossa abordagem da realidade, incluindo a natureza. Esses pensadores tentaram situar a prática humana numa ordem cosmológica mais ampla, mas sem regressar a uma ontologia realista ingênua.      Continue lendo “A Cosmologia de Evald Ilyénkov: O Ponto de Loucura do Materialismo Dialético”

Política parlamentar e o partido comunista: a arena eleitoral, experiência e lições da Grécia e do KKE

Por Giorgos Marinos, via KKE, traduzido por Fernando Savella

Neste artigo, publicado em agosto de 2018 no African Comunist -(jornal teórico do Partido Comunista Sul Africano), o membro do Bureau Político do Comitê Central do KKE (Partido Comunista da Hélade) apresenta uma síntese sobre o acúmulo histórico e teórico dos comunistas gregos a respeito da questão parlamentar. Continue lendo “Política parlamentar e o partido comunista: a arena eleitoral, experiência e lições da Grécia e do KKE”

Reavaliando o legado de Louis Althusser em seu centésimo aniversário

Entrevista com Warren Montag conduzida por Juan Dal Maso, via Left Voice, traduzido por Aukai Leisner

No centésimo ano do nascimento de Althusser, publicamos aqui uma conversa com Warren Montag, professor de Inglês e Literatura Comparada no Occidental College em Los Angeles, California. Montag publicou vários livros e ensaios sobre a obra e o legado de Althusser. Nessa entrevista, conduzida pelo filósofo marxista argentino Juan Dal Maso, Montag explica sua visão sobre as contribuições de Althusser à filosofia marxista. Continue lendo “Reavaliando o legado de Louis Althusser em seu centésimo aniversário”

3 dimensões da apropriação marxista do pensamento de Clausewitz: guerras híbridas e conflitos não-lineares

Por Santiago Marimbondo

Uma das vicissitudes centrais que legou ao pensamento revolucionário a derrota do movimento operário internacional com a queda do muro de Berlin e a consequente etapa de restauração burguesa foi o grau zero de debate estratégico que se estabeleceu a partir dali. A crise objetiva das lutas contestatórias ao poder capitalista por parte das classes subalternas não poderia deixar de impactar subjetivamente; o debate sobre como enfrentar concretamente o poder burguês foi substituído por vulgares perspectivas utópicas sobre “como mudar o mundo sem tomar o poder”, numa luta de uma abstrata “multidão” contra um imaginário “império”, e onde os sujeitos sociais efetivos perdem sua objetividade para se construírem de forma “discursiva” através de uma “ação performática”. 

Continue lendo “3 dimensões da apropriação marxista do pensamento de Clausewitz: guerras híbridas e conflitos não-lineares”

Nós devemos organizar a revolução?

Por Vladimir Ilitch Ulianov Lenin, via Marxists.org, traduzido por Catarina Duleba

Nesta exemplar peça de polêmica entre Lenin e os mencheviques, marcada pelo calor da revolução russe da 1905, o bolchevique levanta algumas importantes questões sobre a tática oportunista e a questão do armamento do povo. Publicado originalmente em 25 de fevereiro de 1905, na sétima edição da publicação bolchevique “Vperyod”. Continue lendo “Nós devemos organizar a revolução?”

As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica

Por Otávio Moraes

O crítico literário Helder Macedo assevera em um de seus ensaios que “(…) toda linguagem é feita de passados e não de futuros”[1]. Tal assertiva carrega implicações interessantes, principalmente para discutir a linguagem estetizada em forma de lírica. Continue lendo “As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica”

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