Sobre um projeto de psicanálise popular, ou: convém ser comunista para escutar o sofrimento social?

Por Gabriel Tupinambá, texto apresentado no LATESFIP em 07 de Outubro de 2016.

A minha apresentação hoje vai ser um pouco como aquelas cenas de filme em que a câmera começa a afastar e a rua vai ficando pequena, e vai aparecendo o país, depois o planeta e o sistema solar. Como nessas cenas, tem um truque nesse plano contínuo que eu vou propor, uma hora que a gente passa da filmagem efetiva de uma ruela qualquer para a computação gráfica do planeta, depois das galáxias e tal. Continue lendo “Sobre um projeto de psicanálise popular, ou: convém ser comunista para escutar o sofrimento social?”

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A “economia política” do ensino de História: a batalha no presente pelo futuro

Por Mylena Cristina da Silva Lima

O ensino de História é um produto cotidiano de disputas não somente pelo passado, mas principalmente pelo futuro. Forjado além de planos pedagógicos ou discussões institucionais, o espaço escolar carrega a função de socializar de acordo signos construídos em meios às contradições de disputas que transpassam nossa estrutura de organização social e o ensino de História, talvez, seja a disciplina mais afetada por esse campo de batalha. Continue lendo…

Com Pachukanis, para além de Pachukanis: Direito, dialética da forma valor e crítica do trabalho

Por Joelton Nascimento

A Teoria Geral do Direito e o Marxismo (1924) fez parte de um intenso debate na Rússia pós-revolucionária dos anos 20 (HEAD, 2010). Entretanto, após os expurgos stalinistas dos anos 30, que vitimaram diversos intelectuais, dentre os quais Evgeny Pachukanis Continue lendo “Com Pachukanis, para além de Pachukanis: Direito, dialética da forma valor e crítica do trabalho”

O nome da audácia

Por Clarisse Gurgel, contribuição à crítica de Gabriel Landi

Slavoj Žižek, em Como Marx inventou o sintoma?, resgata as contribuições de Alfred Sonh-Rethell, em Trabalho Manual e Intelectual, mobilizando a noção de “abstração real”. Algo correspondente a uma dimensão das relações sociais em que atos são executados de modo desapercebido, no momento em que os homens estão distraídos, tomados “pela negociação e pela aparência empírica das coisas” Continue lendo…

Salariados e corporativismo

Por Suzanne de Brunhoff

No início do “plano de austeridade” na França, em 1982, assistiu-se a uma verdadeira explosão da denúncia do corporativismo, cujo ponto culminante foi atingido em 1983. No banco dos réus: todos os grupos organizados que defendiam interesses “profissionais”. Continue lendo…

Avanços, contradições e limites dos governos petistas

Por Alfredo Saad Filho, via Revista Crítica Marxista

Este artigo interpreta a crise econômica e a crise política brasileira a partir de duas contradições: uma geral, entre os princípios inclusivos da transição democrática e os princípios excludentes da transição ao neoliberalismo, e outra mais concreta, entre as ambições petistas e o ‘tripé’ macroeconômico neoliberal imposto em 1999. Continue lendo…

O fascismo da batata: Crítica de Badiou a Deleuze

Por Alain Badiou, via Scribd, traduzido por Matheus Cornely e Daniel Alves Teixeira

Hoje podemos elaborar o balanço – ontológico – mais geral dos anos 60 e 70. No cerne da questão, há a ideia de que o levante de massas de maio de 68 – como revolta popular sem precedentes – aos olhos de seus protagonistas intelectuais, não teria tido uma ossatura de classe tangível e que, por isso, seria concebível como uma insurreição dos múltiplos. Continue lendo “O fascismo da batata: Crítica de Badiou a Deleuze”

Alain Badiou: O Estado

Por Andrew Robinson, via Ceasefire, traduzido por Daniel Fabre

Neste exame do trabalho de Alain Badiou, Andrew Robinson explora um importante aspecto da ontologia do autor, central para seus escritos políticos: o Estado, Robinson explica porque o conceito de estado de Badiou é tanto político quanto ontológico, Continue lendo…

20 Anos da morte de Chico Science

Por Frederico Lyra de Carvalho

A ideia deste artigo é menos falar sobre as novidades musicais que Chico Science, junto com a Nação Zumbi, trouxe à música não apenas pernambucana, mas brasileira, ou da marca e abertura que deixou como herança para os criadores musicais que lhe seguiram (mas também, negativamente, para os que não o quiseram seguir),ou ainda daquela memória ainda viva daquela segunda-feira 03 de fevereiro em um longínquo 1997, Continue lendo…

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