As Eleições da Assembleia Constituinte e a ditadura do proletariado

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Rodri Villa

O simpósio lançado pelos socialistas-revolucionários, ‘Um ano da revolução russa’. 1917-18 (Moscou, editores de Terra e Liberdade, 1918) contém um artigo extremamente interessante de N. V. Svyatitsky: “Resultados das eleições na Assembleia Constituinte de toda a Rússia (Prefácio)”. O autor fornece os retornos para 54 circunscrições eleitorais do total de 79. Continue lendo “As Eleições da Assembleia Constituinte e a ditadura do proletariado”

As origens britânicas do Estado de Israel: o sionismo e as disputas imperialistas no Oriente Médio

Por Camarada Guerra

O presente artigo busca compreender as raízes histórico-políticas do sionismo, marcado pelo surgimento do nacionalismo e desenvolvimento do imperialismo, que assume novas formas, a partir das mudanças profundas na ordem capitalista, compreendidas na virada na do século XX. Assim, ao analisar as origens do conflito Israel-Palestina, busca-se compreender o sionismo enquanto instrumento de dominação do imperialismo, expresso em sua totalidade na consolidação do Mandato Britânico na Palestina, que respondeu simultaneamente aos anseios do capital e do movimento sionista. Continue lendo “As origens britânicas do Estado de Israel: o sionismo e as disputas imperialistas no Oriente Médio”

O Governo dos Trabalhadores: Teses do Governo Operário segundo Clara Zektin e a III Internacional

Por  Clara Zektin e a III Internacional (Dezembro de 1922). Via Tendência Piquetera Revolucionária , traduzido por Leonardo Godim

O Governo Operário é a tentativa de forçar o Estado burguês no marco de suas limitações históricas essenciais, para servir aos interesses históricos do proletariado.

Continue lendo “O Governo dos Trabalhadores: Teses do Governo Operário segundo Clara Zektin e a III Internacional”

Por que parte da esquerda abraça a conservadora Hannah Arendt?

Por Verônica Maria Domingues

Não é segredo para ninguém que uma boa parte da esquerda no Brasil é ligada ao trotskismo, seja de forma direta por meio daqueles que reivindicam a figura de Trotsky, ou de forma indireta em que o indivíduo propaga ideias do trotskysmo sem mesmo estar a par desse debate. Essas origens da esquerda brasileira influenciam diretamente na ampla aceitação da produção da filósofa alemã em nosso espectro político. Continue lendo “Por que parte da esquerda abraça a conservadora Hannah Arendt?”

A Situação da Itália e as Tarefas do Partido Comunista Italiano (PCI): Teses de Lyon

Por Antonio Gramsci, traduzido por Dossiê Gramsci¹. Via Revista de Ciências Sociais

“Trata-se de um texto que contém as teses escritas por Gramsci com a colaboração de Palmiro Togliatti. Elas foram apresentadas por ocasião do III Congresso Nacional do Partido Comunista Italiano (PC I), de 23 a 26 de janeiro de 1926, em Lyon. O grupo politico liderado por Gramsci obteve pouco mais de 90% dos votos, enquanto que a ultra-esquerda liderada por Amadeo Bordiga, cerca de 9%. As Teses de Lyon configuram a tentativa de dotar o PCI de uma linha e de um programa baseado em dois eixos articuladores: análise da realidade italiana; ecompreensão histórica dos objetivos politlcos do proletariado revolucionário.”

Continue lendo “A Situação da Itália e as Tarefas do Partido Comunista Italiano (PCI): Teses de Lyon”

Teses de Blum – A ditadura democrática

Por Georg Lukács, via Marxists.org

As Teses de Blum foram elaboradas em 1928 por Lukács, sob o pseudônimo de Blum, para o II Congresso (ilegal) do Partido Comunista da Hungria (KPU). Seu título original era “Teses sobre a situação econômica e política na Hungria e sobre as tarefas do KPU”, expostas em cinco partes: 1) A situação do KPU durante o I Congresso (1918) e seu desenvolvimento até o Plenum de 1928; 2) As mudanças fundamentais durante o regime de Bethlen e as classes; 3) A situação da classe trabalhadora; 4) A atividade do KPU desde o Plenum de 1928; 5) Os principais problemas da situação atual. O extrato que aqui publicamos, “A Ditadura Democrática” – capítulo central das Teses -, corresponde ao item A da parte 5. Na época, as Teses de Blum tiveram enorme repercussão no interior do movimento comunista internacional e do KPU. Continue lendo “Teses de Blum – A ditadura democrática”

Reflexões sobre o Aparelho Ideológico de Estado Sindical para a atual Crise do Sindicalismo

Por Alexandre Pimenta

“Ao tratar do AIE  [Aparelho Ideológico de Estado] sindical, Althusser se coloca na tarefa de resolver um problema aparentemente sem solução: como esse instrumento de luta de classes proletária, assim como os Partidos Comunistas, podem ser entendidos como “peças” de um Estado burguês, a auxiliar na reprodução das relações de produção?”

Continue lendo “Reflexões sobre o Aparelho Ideológico de Estado Sindical para a atual Crise do Sindicalismo”

Representatividade desmobilização

Por Juliana Mota e Rodolpho Borges*

A contradição dessa estratégia fundamentada na ideia de representatividade reside em dois elementos que se conjugam. O primeiro é que a conquista de espaços na mídia de massas é positiva, e bastou-se nisso. Imagine só, o Jornal Nacional apresentado apenas por negros? A democracia racial enfim seria conquistada, à suculentos lucros para a Rede Globo. A segunda se configura na ilusão de que a representatividade, inequivocamente, mobiliza. Como se todos, ao verem um suposto semelhante, mobilizaram-se e se motivariam para alcançar, senão o inalcançável, mas a exceção à regra. Continue lendo “Representatividade desmobilização”

O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

Continue lendo “O “Que” de “Que fazer””

Mark Fisher foi o líder intelectual de uma geração

Por Jason Cowley, via newstatesman.com, traduzido por Rodrigo Gonsalves

Uma conseqüência (do Realismo Capitalista) são os sentimentos de impotência das pessoas. Outra é a incapacidade de conceber um futuro diferente do presente. “O sentimento de que não podemos expressar formas alternativas de ser e de pensar – para mim, é a principal coisa que o Realismo Capitalista faz bem ao personalizar os efeitos do neoliberalismo”. Continue lendo “Mark Fisher foi o líder intelectual de uma geração”

Golpe de Estado e Luta de Classes na Bolívia

Por Carlos Rivera-Lugo, via Claridad Puerto Rico, traduzido por Daniel Fabre

“São tempos difíceis, mas para um revolucionário os tempos difíceis são o seu ar. É disso que vivemos, dos tempos difíceis. Nós nos alimentamos de tempos difíceis. Por acaso não viemos de baixo? Por acaso não somos nós os perseguidos, os torturados, os marginalizados dos tempos neoliberais… A década de ouro do continente não foi gratuita. Continue lendo “Golpe de Estado e Luta de Classes na Bolívia”

O Primado do Encontro sobre a Forma

Por Vittorio Morfino, traduzido por Zaira Rodrigues Vieira

Do ponto de vista teórico, o texto mais relevante na produção althusseriana dos anos oitenta é provavelmente o escrito datilografado que os organizadores dos Escritos apresentaram, fazendo, porém, escolhas redacionais muito precisas¹, intitulando-o Corrente subterrânea do materialismo do encontro. Trata-se de um texto extremamente fascinante no qual são apenas esboçados os traços de uma história subterrânea de um materialismo que escaparia à clássica oposição idealismo-materialismo – oposição de todo interna à história da metafísica ocidental: um materialismo da contingência e do aleatório, não dominado pelo grand principe “nihil est sine ratione”, que repercutiu, como disse Heidegger, na história do pensamento ocidental antes de ser enunciado por Leibniz. Continue lendo “O Primado do Encontro sobre a Forma”

Agonia e desespero do “marxismo ocidental”: rumo ao fim do “salário psicológico”?

Por Jones Manoel

“Criou-se na universidade um prestígio gigantesco para trotskistas e filo-troskistas formados nos anos 80 e 90. Eles reinaram hegemônicos por muito tempo. Sua derrota política, ausência de influência sobre as massas e isolamento cada vez maior foi compensado com a assunção ao cargo de marxismo “legítimo”. Criou-se uma situação que ao lado de Gramsci, Thompson, Lukács, Mészáros e outros, Trotsky podia ser inserido. Já Stálin e outros, como Fidel Castro ou Mao, óbvio que não. Era o salário psicológico.”

Continue lendo “Agonia e desespero do “marxismo ocidental”: rumo ao fim do “salário psicológico”?”

O que é Reformismo e Oportunismo?

Por August Thalheimer, via marxists.org, traduzido Centro de Estudos Victor Meyer

Um leitor desta revista solicitou, em carta enviada à Redação, uma resposta à pergunta. A Redação achou proveitoso que a resposta viesse a público.

Foram duas as questões colocadas: sobre a natureza do reformismo e sobre a essência do oportunismo. Seria melhor, em primeiro lugar, tratar cada uma por si e, depois, determinar as relações entre o reformismo e o oportunismo, até que ponto eles se equiparam e até que ponto não. Continue lendo “O que é Reformismo e Oportunismo?”

A autocracia e o proletariado

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via marxist.org, traduzido por Rodri Villa

“A autocracia pode manter a paz real apenas com um punhado de magnatas altamente privilegiados da classe proprietária e comerciante, mas em nenhum sentido com essa classe como um todo. Portanto, é extremamente importante que o proletariado com consciência de classe tenha uma compreensão clara tanto da inevitabilidade dos protestos dos liberais contra a autocracia quanto do caráter burguês real desses protestos.” Continue lendo “A autocracia e o proletariado”

Notas sobre a luta de classes na América Latina: a Bolívia, a contrarrevolução permanente e o ‘Momento jacobino’

Por Yuri Freire

Fugindo do debate a respeito do processo de cambio boliviano ser reformista (como defendem diversos cientistas políticos brasileiros) ou revolucionário (como defende García Linera), o fato é que o governo popular de Evo Morales atiçou a contrarrevolução e foi derrubado por ela. O reformismo fraco petista, do mesmo modo. Nenhum dos dois governos conseguiu (ou quis) destruir a ordem capitalista dependente, gestante de contrarrevoluções (por sua própria natureza classista).

Continue lendo “Notas sobre a luta de classes na América Latina: a Bolívia, a contrarrevolução permanente e o ‘Momento jacobino’”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑