Corpo e Despossessão: A Pedagogia do Medo em Hollywood

Por Anielson Ribeiro

Como visto, a produção da consciência da mulher é extremamente precária, uma vez que a percepção alienada do seu corpo impede que o reconheça como constitutivo de sua própria formação ontológica, por decorrência de um longo processo histórico de disciplina e de dispositivos sociais de despossessão. Isso acarretará diversas problemáticas, proibições e riscos em relação ao livre exercício de suas funções corporais. Despossessão aqui sugere um sinônimo para o conceito hegeliano de negação. Vale ressaltar que negar não é anular o Outro, e sim subjugá-lo. Continue lendo “Corpo e Despossessão: A Pedagogia do Medo em Hollywood”

Sobre o Direito à Cidade e o Ataque ao Bilhete Único Universitário no Rio de Janeiro

Por Paulo Rodrigues

“Em suma, o projeto político da prefeitura para educação diz respeito a uma intensificação da precarização do ensino, uma contínua superexploração da força de trabalho de nosso estudantes e um descaso no que concerne aos sonho de incontáveis cariocas em cursar um ensino superior, ao deixar evidente que para o governo em conluio com a burguesia do Rio de Janeiro, pobre não tem direito de sonhar e tem como única finalidade se matar de trabalhar.”

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O monólogo do vírus

Por autor desconhecido, via lundimatin.am, traduzido por Pedro Pimenta

Queridos humanos, parem com os seus ridículos apelos à guerra. Parem de me lançar esses olhares de vingança. Desliguem a aura de terror com que embrulham o meu nome. Nós, os vírus, desde a origem bacteriana do mundo, somos o verdadeiro continuum da vida na Terra. Sem nós, vocês nunca teriam visto a luz do dia, e esta não teria visto nem mesmo a primeira célula. Continue lendo “O monólogo do vírus”

Uma esquerda que não respira ar puro

Por Thales Fonseca

Aqui, para entender este ponto, é interessante retomar brevemente a ideia de que a existência de uma esquerda comunista no Brasil não passa (infelizmente) de uma fantasia paranoica e cínica. Isso implica em afirmar que o bolsonarismo é, entre outras coisas, a expressão máxima da ideologia cínica em terras brasileiras, em que aqueles que ocupam o poder assimilam a estratégia da crítica, de modo que possam rir de si mesmo e neutralizar o poder dessa crítica. Isso fica claro quando Bolsonaro coloca um humorista para responder aos questionamentos sobre o PIB poucos dias depois de ser excessivamente parodiado no carnaval, levando a crítica carnavalizada à falência.

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Sobre escalar uma grande montanha e o perigo do desânimo

Por Vladímir Ilich Uliánov, via marxists.org, traduzido por João Victor Oliveira e Gabriel Landi Fazzio

Publicado no Pravda, em fevereiro de 1922, sob o título “Notas de um Publicista: Sobre escalar uma grande montanha; O perigo do desânimo; A utilidade do comércio; Atitudes em direção ao Menchevismo, etc.” [1] Este artigo é reiteradamente citado por Slavoj Žižek, relembrando as palavras de Samuel Becket: “Tente mais uma vez. Fracasse mais uma vez. Fracasse melhor.” (vide o artigo: “A situação é catastrófica, mas não é grave”). Continue lendo “Sobre escalar uma grande montanha e o perigo do desânimo”

Comunismo global ou lei da selva, o coronavírus nos obriga a decidir

Por Slavoj Žižek, via RT, traduzido por Pedro Vannucchi e Thiago dos Santos Martiniuk

Conforme o pânico sobre o novo coronavírus se espalha, temos que fazer a escolha final — ou adotamos a lógica mais brutal da sobrevivência do mais apto ou algum tipo de comunismo reinventado com coordenação e colaboração global. Continue lendo “Comunismo global ou lei da selva, o coronavírus nos obriga a decidir”

Franz Fanon e Fela Kuti

Por Eduardo Bonzatto

Fanon foi um dos criadores da ideia de terceiro mundo e isso já seria suficiente para autenticar seu vínculo civilizador, uma vez que supõe uma luta para chegar ao primeiro. Sua crítica da descolonização, que desumaniza o colonizado para torná-lo um animal, foi igualmente limitada por sua formação. Queria uma nação heterogênea na formação das novas nações independentes. Mas não abria mão da civilização nem da nação, que são as características permanentes da colonização. Esse paradoxo é impossível de ser superado pela mentalidade colonial, pois o valor civilizatório é indiscutível e nele o valor da educação, da ciência, da família.

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Polícia, dominação de classe e o seu caráter irreformável

Por Arthur Moura

“A polícia é órgão imprescindível no controle das massas, sobretudo quando estas passam do estágio de meras reivindicações às ações pautadas na organização dos trabalhadores com o objetivo central de retomar o controle da produção ou simplesmente de construir algum tipo de autonomia independente do Estado e sua burocracia ou das relações de mercado.”

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Kwame Nkrumah: o encontro de duas razões revolucionárias

Por Jones Manoel, prefácio à coletânea “Kwame Nrkumah – Escritos

“Nkrumah é um brilhante exemplo da capacidade do marxismo de ser uma arma crítica e emancipatória para todos os explorados e oprimidos, combinando – nunca é demais insistir: de forma crítica e criativa – as duas grandes razões revolucionárias da modernidade: marxismo e luta anticolonial. Uma prova prática, cabal, de como é uma besteira as ideologias que afirmam ser o marxismo uma “ideologia branca”, essencialmente eurocêntrico ou inadequado à compreensão de sociedades não-europeias.” Continue lendo “Kwame Nkrumah: o encontro de duas razões revolucionárias”

Nós pagamos demais

Por Vladímir Ilich Uliánov, via marxists.org, traduzido por João Victor Oliveira

“Os representantes da Segunda e Dois-e-Meia Internacionais precisam de uma frente única, pois esperam enfraquecer-nos por induzir-nos a fazer concessões exorbitantes; eles esperam utilizar a tática da frente única com o propósito de convencer os trabalhadores de que táticas reformistas são corretas e que táticas revolucionárias são erradas. Nós precisamos de uma frente única porque esperamos convencer os trabalhadores do oposto.” Continue lendo “Nós pagamos demais”

O fracasso da estratégia colaboracionista com os governos burgueses após a Segunda Guerra Mundial

Por Guido Ricci, via Pelo Anti-imperialismo, traduzido por Bernardo Maques

Relatório do Partido Comunista (Itália), apresentado pelo camarada Guido Ricci (Departamento Internacional), na Conferência Internacional da Iniciativa Comunista Europeia (International Conference of the European Communist Initiative), realizada em Istambul aos dias 16 e 17 de fevereiro de 2019, por ocasião do centenário da Internacional Comunista. A Conferência, intitulada “Luta pelo comunismo: 100 anos de herança política”, aprofundou o estudo das lições a serem tomadas da História, com troca de experiências sobre as lutas dos partidos comunistas em cada país, analisando diferentes pontos críticos na história do Movimento Comunista Internacional. Continue lendo “O fracasso da estratégia colaboracionista com os governos burgueses após a Segunda Guerra Mundial”

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