Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.

Por Slavoj Žižek, via Independent, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Talvez, o maior feito de Lênin foi silenciosamente abrir mão da noção de revolução do marxismo ortodoxo como um passo necessário no progresso histórico. Em vez disso, ele seguiu a percepção de Louis Antoine Saint-Just de que o revolucionário é como um marinheiro que navega em territórios desconhecidos.       Continue lendo “Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.”

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Ser, evento, sujeito: o sistema de Alain Badiou

Por Alain Badiou, traduzido por Daniel Fabre

Após mais de trinta anos de sua primeira edição, o Ser e o Evento de Alain Badiou segue sendo um dos mais importantes e controversos livros de filosofia contemporânea. Abaixo, o prefácio do autor à primeira edição inglesa, onde faz um importante balanço da repercussão de seu livro até então (2005) e uma breve síntese de suas principais motivações e teses. Continue lendo “Ser, evento, sujeito: o sistema de Alain Badiou”

Arte como desvão dialético entre o homem e a História – Considerações sobre o filme “Only Lovers Left Alive” de Jim Jarmusch

Por Marcia Fontes, Mestre em filosofia pela UNICAMP e professora no IFS

Como toda obra alegórica, Only Lovers Left Alive (2014) de Jim Jarmusch é uma obra aberta em sua potência e significados. O diretor se apropria da temática de filme de vampiro muito mais pela ideia de como estes seres podem representar o espelho de nossa condição do que propriamente para mergulhar num específico cinema de gênero.  Continue lendo “Arte como desvão dialético entre o homem e a História – Considerações sobre o filme “Only Lovers Left Alive” de Jim Jarmusch”

‘O jovem Karl Marx’ de Raoul Peck (2017): o homem que mudou o mundo

Por Heribaldo Maia, graduando em História Licenciatura pela UFPE e militante da União da Juventude Comunista.

Poderia começar esse texto problematizando as formas do capitalismo censurar o filme recém lançado: O jovem Karl Marx (2017), do diretor haitiano Raoul Peck. Ou entrar num debate sobre o pensamento marxiano. Porém o filme – que expôs de forma didática pontos centrais da obra do jovem Marx (e Engels), inseriu importantes momentos da história da luta dos trabalhadores e envolveu diversos personagens da história como Proudhon, Bakunin, Bauer, etc –, apontou outro aspecto que é fundamental e que me chamou atenção (principalmente num momento em que o nome de Marx é imediatamente associado ao de um “demônio mítico que criou um exército de doutrinadores): o homem por trás do gigante pensador que foi Karl Marx. Continue lendo “‘O jovem Karl Marx’ de Raoul Peck (2017): o homem que mudou o mundo”

Desejo, consumismo e subjetivação

Por Naiara Pereira da Silva e Anna Isabel Araújo Vaz

Neste ensaio teórico, levantamos os caminhos que o desejo encontra no consumismo como uma forma de subjetivação. Considerando o sujeito inserido em um sistema capitalista que propicia a instauração da falta, e que está relacionada à experiência do desejo no qual em nossa constituição nos vemos sem o objeto primordial, o “objeto a” em Lacan. Continue lendo “Desejo, consumismo e subjetivação”

Porque Donald Trump está errado sobre a história americana e os liberais estão errados sobre o Ocidente

Por Slavoj Žižek, via Independent, traduzido por Daniel Alves Teixeira.

Após os trágicos acontecimentos nos EUA que se seguiram as propostas para remover as estátuas do general Robert E Lee, o comandante do Exército Confederado na Guerra Civil, Donald Trump afirmou que como George Washington também era um dono de escravos, os dois podiam ser equiparados. Continue lendo “Porque Donald Trump está errado sobre a história americana e os liberais estão errados sobre o Ocidente”

A interpretação de Trotski acerca do estalinismo

Por Perry Anderson, originalmente publicado em New Left Review , maio-junho de 1983. Traduzido por Morgana Romão e revisado por Marcio Lauria Monteiro.

A interpretação de Trotski acerca do significado histórico do estalinismo, até hoje a teoria mais coerente e desenvolvida sobre o fenômeno dentro da tradição marxista, foi construída ao longo de vinte anos de luta política prática contra isso. Seu pensamento, portanto, evoluiu através da tensão com os principais conflitos e eventos desses anos, e pode ser convenientemente periodizado em três fases essenciais. * Continue lendo “A interpretação de Trotski acerca do estalinismo”

Superar o mesmo, construir o novo – As produções marxistas e suas conclusões para superação das contradições do capital

Thamires Coutinho, graduanda em Relações Internacionais na UFRRJ

O esforço que se segue anseia alcançar, através da correlação da conjuntura de reestruturação capitalista da década de 70 e o desenvolvimento de teorias mais aprofundadas acerca das atribuições do Estado na lógica capitalista, a desvinculação de respostas estritamente conjunturais para orientação dos nossos esforços políticos de resistência às contradições do mundo atual.  Continue lendo “Superar o mesmo, construir o novo – As produções marxistas e suas conclusões para superação das contradições do capital”

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