Conservadorismo em Foco: Um filme sobre a ideologia burguesa e suas formas de dominação

Por Arthur Moura 

Pensar a comunicação neste contexto asfixiante do capitalismo requer (não contraditoriamente) estrutura material e um certo acúmulo de conhecimento que se adquiri com a experiência e a investigação teórica. Não raro, para se ter condições mínimas de produção nos submetemos a relações de trabalho alienante. É, portanto, algo caro, custoso, mas que ainda assim é de vital importância para ambas as classes. Para a burguesia, como instrumento de dominação. Para os trabalhadores, como ferramenta de luta e emancipação.

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Arte como desvão dialético entre o homem e a História – Considerações sobre o filme “Only Lovers Left Alive” de Jim Jarmusch

Por Marcia Fontes, Mestre em filosofia pela UNICAMP e professora no IFS

Como toda obra alegórica, Only Lovers Left Alive (2014) de Jim Jarmusch é uma obra aberta em sua potência e significados. O diretor se apropria da temática de filme de vampiro muito mais pela ideia de como estes seres podem representar o espelho de nossa condição do que propriamente para mergulhar num específico cinema de gênero.  Continue lendo “Arte como desvão dialético entre o homem e a História – Considerações sobre o filme “Only Lovers Left Alive” de Jim Jarmusch”

‘O jovem Karl Marx’ de Raoul Peck (2017): o homem que mudou o mundo

Por Heribaldo Maia, graduando em História Licenciatura pela UFPE e militante da União da Juventude Comunista.

Poderia começar esse texto problematizando as formas do capitalismo censurar o filme recém lançado: O jovem Karl Marx (2017), do diretor haitiano Raoul Peck. Ou entrar num debate sobre o pensamento marxiano. Porém o filme – que expôs de forma didática pontos centrais da obra do jovem Marx (e Engels), inseriu importantes momentos da história da luta dos trabalhadores e envolveu diversos personagens da história como Proudhon, Bakunin, Bauer, etc –, apontou outro aspecto que é fundamental e que me chamou atenção (principalmente num momento em que o nome de Marx é imediatamente associado ao de um “demônio mítico que criou um exército de doutrinadores): o homem por trás do gigante pensador que foi Karl Marx. Continue lendo “‘O jovem Karl Marx’ de Raoul Peck (2017): o homem que mudou o mundo”

Cinema como um emblema democrático

Por Alain Badiou, via Parrhesia, traduzido por Gabriel Tupinambá

A Filosofia só existe na medida em que existem relações paradoxais, relações que falham em se conectar, ou que não deviam fazê-lo. Quando toda conexão é naturalmente legítima, a Filosofia é impossível ou vã. Filosofia é a violência imposta pelo pensamento às relações impossíveis. Continue lendo…

Documentário: O Pontal do Paranapanema

Por Leo Griz Carvalheira.

O Pontal do Paranapanema é uma área de mais de um milhão de hectares no interior do Estado de São Paulo e representa muito bem a gravidade da questão agrária no Brasil. Genocídio, desmatamento, grilagem ilegal, porém com conivência das autoridades, latifúndios, concentração da terra para poucas pessoas, envenenamento de solos, luta de agricultores sem-terras são apenas alguns dos componentes desta trágica história da expansão do capital agrícola brasileiro. Continue lendo…

Documentário: O ato de matar

Por Gabriel Landi Fazzio.

Em 1 de outubro de 1965, foi noticiado que um grupo de “soldados progressistas” havia sequestrado e assassinado brutalmente Achmad Yani, comandante do exército, e mais cinco generais. Foi divulgado que tal grupo seria simpático ao Partido Comunista Indonésio (PKI). Na verdade, o famigerado “Movimento 30 de Setembro” não passava de uma provocação orquestrada pelo anticomunista General Suharto, a fim de pressionar o presidente Sukarno a se afastar do PKI e autorizar o exército a “reestabelecer a ordem”. Continue lendo…

Documentário – A Batalha do Chile

Por Gabriel Landi Fazzio.

11 de setembro de 1973: após três horas de luta e bombardeio aéreo ao Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, os militares golpistas tomam o poder, interrompendo o processo de efervescência social que aceleradamente se radicalizava e aprofundava, assassinando o presidente Salvador Allende e iniciando o que viria a ser a primeira experiência do neoliberalismo em terras latino-americanas.

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