Notas sobre a luta de classes na América Latina: a Bolívia, a contrarrevolução permanente e o ‘Momento jacobino’

Por Yuri Freire

Fugindo do debate a respeito do processo de cambio boliviano ser reformista (como defendem diversos cientistas políticos brasileiros) ou revolucionário (como defende García Linera), o fato é que o governo popular de Evo Morales atiçou a contrarrevolução e foi derrubado por ela. O reformismo fraco petista, do mesmo modo. Nenhum dos dois governos conseguiu (ou quis) destruir a ordem capitalista dependente, gestante de contrarrevoluções (por sua própria natureza classista).

Continue lendo “Notas sobre a luta de classes na América Latina: a Bolívia, a contrarrevolução permanente e o ‘Momento jacobino’”

Anúncios

Neoliberalismo, sincronicidades entre triunfos e ocasos

Por Eduardo Bonzatto

“É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade.”

(Francis Bacon)

Entender o neoliberalismo é uma tarefa que envolve alguma coisa de história, de economia, de política, de ideologia e de psicologia, na medida em que seu tempo histórico congrega linhas difusas que percorreram estranhos caminhos morais. Continue lendo “Neoliberalismo, sincronicidades entre triunfos e ocasos”

Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)

Por Soraia Simões de Andrade, via Mural Sonoro

À Independência de Angola a 11 de Novembro de 1975 ficou ligado um universo de canções, músicas e interpretações empenhadas politicamente. Continue lendo “Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)”

O papel internacional da China

Por Elisseos Vagenas, via KKE, traduzido por Guilherme Laranjeira e Beatriz Lazari 

A ascensão de uma nova potência global, a China, tem provocado grande interesse para analistas e trabalhadores comuns em todo o mundo. Esse interesse é ainda mais intenso entre pessoas politizadas, que entendem a era de revoluções sociais que começou com a de Outubro de 1917 na Rússia, e que acarretou em uma série de importantes lutas e revoluções sociopolíticas em todo o mundo – entre elas, a Revolução Chinesa. O interesse em relação ao crescimento do poder da China é contraditório, uma vez que o aumento de seu poder está ocorrendo sob a bandeira vermelha e com o Partido Comunista da China no poder. Continue lendo “O papel internacional da China”

Cinco Dificuldades no Escrever a Verdade

Por Bertolt Brecht via marxist.org, tradução de Florian Geyer.

O pensamento não é mais cultivado. E, quando é cultivado, termina sendo perseguido. Mesmo assim, sempre existem campos nos quais, sem perigo de ser apanhado, pode-se exercer com êxito o pensamento; são os campos nos quais até as ditaduras necessitam do pensamento. Pode-se provar os êxitos do pensamento nos campos da ciência militar e da técnica.

Continue lendo “Cinco Dificuldades no Escrever a Verdade”

De como não ler Marx ou o Marx de Sousa Santos

Por José Paulo Netto, via ODiário.info

Boaventura Sousa Santos, um sociólogo erudito e prolixo, cultiva uma imagem progressista fundamentalmente enganadora. A sua influência suporta-se em retórica em circuito fechado no seio acadêmico, e em suposta sabedoria transcendente na arena do circuito dos movimentos sociais. Neste ensaio, o comunista brasileiro José Paulo Netto arranca-lhe a máscara. Continue lendo “De como não ler Marx ou o Marx de Sousa Santos”

Identidade Zero

Por Robert Kurz

Texto publicado já em 1994, mas que mantém hoje toda a atualidade, face aos novos movimentos populistas de direita e neo-fascistas, bem como à crescente mania da identidade. Kurz esboça as razões por que, na Modernidade, surge e se impõe às pessoas algo como a “identidade”, seja ela nacional ou cultural. Continue lendo “Identidade Zero”

“Unidade de ação” com o oportunismo só conduz ao fracasso

Por José R. da Silva Maramonhanga

O revelador discurso do presidente da pocilga senado federal, Davi Alcolumbre, na terça-feira (22), pouco antes de proclamar a famigerada aprovação da destruição da Previdência Social, é mais uma confirmação de que ” os direitistas são excelentes professores pelo negativo”; bem como: ” o homem necessita ser educado com exemplos tanto positivos como negativos”. (*1) Continue lendo ““Unidade de ação” com o oportunismo só conduz ao fracasso”

A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau

Por Rodolpho F. Borges

“Mas é claro: os democratas acreditam no toque das trombetas que fez ruir as muralhas de Jericó[1]. E toda vez que se deparam com os muros do despotismo, procuram imitar aquele milagre.”[2]

Não podemos cobrar de “Bacurau” uma explicação nem compromisso de expressar a realidade, mas uma alegoria, apesar disso, pode construir seus significados de maneira profunda, estabelecendo uma posição crítica sujeita a interpretações em contraposição à exposição de uma narrativa uníssona. Continue lendo “A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau”

Neoliberalismo, sincronicidades entre triunfos e ocasos

Por Eduardo Bonzatto

“É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade.” (Francis Bacon)

Entender o neoliberalismo é uma tarefa que envolve alguma coisa de história, de economia, de política, de ideologia e de psicologia, na medida em que seu tempo histórico congrega linhas difusas que percorreram estranhos caminhos morais. Continue lendo “Neoliberalismo, sincronicidades entre triunfos e ocasos”

A institucionalização pós-revolucionária e a Constituição mexicana de 1917

Por Mariana Varandas Lazzari, publicado originalmente em Revista de História da UEG

A partir da discussão em torno do conceito de tirania, busca-se trazer à tona a questão da legalidade como ferramenta para expor as contradições do novo Estado mexicano e a correlação de forças que se deixa entrever nessa formação. Em um segundo momento, recorre-se à comparação entre artigos constitucionais anteriores e posteriores à reforma constitucional de modo a expor como a institucionalização e a correlação de forças apresentadas estão plasmadas no documento. Continue lendo “A institucionalização pós-revolucionária e a Constituição mexicana de 1917”

Tecnologias e Educação: uma reflexão crítica

Por Thiago Oliveira* 

Quando se fala de educação em tempos de sociedade tecnológica deve-se tomar cuidado para não cair em um maniqueísmo ou em um negacionismo. Não se está criticando a tecnologia em si, mas o uso que se faz dela, o modo como ela é produzida e controlada e o modo como se pretende aplica-la na educação para reproduzir um conformismo à ordem social vigente. 

Continue lendo “Tecnologias e Educação: uma reflexão crítica”

Mariátegui e as táticas de frente única

Por Soraia de Carvalho e Jórissa Danilla N. Aguiar, via Lutas Sociais

As formulações do marxista peruano José Carlos Mariátegui são destacadas por sua criatividade no trato da questão indígena, da defesa da independência política do proletariado, entendido como direção das massas oprimidas. Desenvolveu sua elaboração teórica e seus intentos organizativos em um período de enrijecimento do debate político na Internacional Comunista. Neste artigo, delineamos como o Amauta trouxe para sua prática política as táticas de Frente Única Proletária e Frente Única Antiimperialista. Continue lendo “Mariátegui e as táticas de frente única”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑