O problema com a Jacobin no Brasil

Por Lise Ma

A revista Jacobin e sua filial brasileira são projetos na linha do que pode se considerar um renascimento/redescobrimento do Marxismo, direcionados à conscientização das classes médias sobre a extensão das grandes desigualdades atuais. Na prática, a revista soa mais como uma convocação à classes médias ascendentes (ou, aspirantes às mesmas) à liderança no processo de conscientização da classe trabalhadora. Continue lendo “O problema com a Jacobin no Brasil”

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Pan-africanismo, historicidade e disputa de narrativas

Por Vinicius Souza, publicado na revista Clio Operária

Uma tendência normal é enxergar as pessoas negras como se todas fossem à mesma coisa, como se a experiência individual de vida não contasse para a formação da concepção de mundo, de si mesmo e, portanto, da racialização. Continue lendo “Pan-africanismo, historicidade e disputa de narrativas”

O Marxismo e a Questão Animal

Por Maila Costa

Se os animais, por não serem humanos, não fazem parte da nossa classe, também não fazem parte da classe dominante, e possuem muito mais em comum conosco do que com eles, seja em relação à exploração, à privação de liberdade ou à comoditização. A moral comunista, como desenvolvimento da moral proletária vislumbrada por Engels, só poderá ser construída com base na rejeição a todas as formas de opressão, portanto, consideradas as relações de produção presentes, devemos rejeitar a exploração animal, incorporando a luta por sua libertação à luta por emancipação humana, uma vez que não há justificativa, que não no moralismo burguês, para a aplicação industrial do sofrimento.

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Ngũgĩ wa Thiong’o: Cultura e Imperialismos

Por Bruno Ribeiro Oliveira*

Thiong’o sempre manterá uma versão da história onde a embates entre dois lados. Thiong’o é fruto de uma era da historiografia onde o embate entre colonizado e colonizador tutelava a maioria dos trabalhos históricos sobre a história de África e dos povos africanos. Essa historiografia da resistência, como também pode ser chamada, tratava de organizar a história sempre entre uma disputa entre lados antagônicos Continue lendo “Ngũgĩ wa Thiong’o: Cultura e Imperialismos”

Cinco mitos imperialistas sobre o papel da China na África

Por Nino Brown, via Liberation School, traduzido por Guilherme Laranjeira

“Qual país da África é politicamente dirigido pela China? Nenhum. Existe um país africano com uma base militar chinesa, Djibouti, mas suas políticas não são dirigidas por Pequim. Embora hajam, indiscutivelmente, exemplos de produtos chineses sendo despejados em países africanos, nenhum país foi obrigado a excluir “produtos de concorrentes de outros lugares.” A China não controla nenhum sistema bancário africano. Países africanos começaram a adotar o yuan chinês como uma moeda estrangeira de reserva, mas fizeram isso como uma forma de diversificação, se distanciando da dependência do dólar e do euro. “

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Por um incendiar como o incêndio florestal

Por Bue Rübner Hansen, via roarmag.org traduzido por Rodrigo Gonsalves

Na sociologia, um ponto de inflexão é passado quando um grupo ou sociedade muda rapidamente e dramaticamente seu comportamento adotando uma prática anteriormente rara. Geralmente, segue-se uma crise que torna o antigo modo de fazer as coisas impossível ou intolerável. O desmatamento rápido está em andamento há muito tempo na Indonésia, na África Central, na Amazônia e em outros lugares. Mas o enorme significado simbólico e material da Amazônia significa que os incêndios são um alerta para milhões de pessoas no Brasil e no mundo.  Continue lendo “Por um incendiar como o incêndio florestal”

A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil

Por Thales Fonseca (Doutorando em Psicologia pela UFSJ)

Trata-se de tentar traçar um breve percurso que vai desde a instauração da chamada Nova República, com a promulgação da constituição de 1988, passando por momentos de relativa harmonia social a partir de meados da década de 1990 e na primeira década dos anos 2000, chegando, enfim, às manifestações de profunda insatisfação popular em 2013, que parecem ter se configurado como um preâmbulo do que hoje se apresenta como uma profunda crise de nosso sistema democrático.  Continue lendo “A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil”

Roswitha Scholz e a Crítica do Valor: um novo marxismo feminista

Por Taylisi Leite

A assim denominada atualmente “Nova crítica do valor” (tradução de Wertkritik) surgiu em 1986, organizada em torno da leitura da obra do Professor de Chicago Moishe Postone, e logo tomou os contornos de um fórum, a fim de elaborar uma crítica radical da sociedade que se reproduz sob as determinações da valorização capitalista, cuja produção se materializou na edição da revista Krisis, publicada desde 1987. Continue lendo “Roswitha Scholz e a Crítica do Valor: um novo marxismo feminista”

Lênin e a Frente Única

Por Vladimir Ilitch Lênin, via Marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

De extrema atualidade, os debates da Internacional Comunista sobre a tática da Frente Única dos Trabalhadores perpassaram seu Terceiro (junho de 1921) e Quarto Congressos (novembro de 1922). Abaixo, apresentamos as traduções inéditas dos comentários existentes de Lênin a respeito de tal política de unidade proletária defensiva entre revolucionários e reformistas. Continue lendo “Lênin e a Frente Única”

Contra a política

Por Wilton Cardoso

No pós-guerra, a política e a democracia venceu, pelo menos em algumas parte do mundo, o fascismo. Isto foi possível porque o capitalismo encontrou, nos países centrais, formas de aumentar vertiginosamente o crescimento, a produtividade e o emprego. Com a racionalização da produção industrial promovida pela automação, iniciada em meadas da década de 1970 e que agora se encontra num novo momento de aprofundamento, com a indústria 4.0, a política não tem mais nada a oferecer às pessoas. E diferente do pós-guerra, não há sinais de que o capitalismo vá recuperar, nem mesmo em alguns países centrais, as condições de empregabilidade e crescimento que permita algo parecido com as experiências do estado do bem estar social: o futuro indica que o cobertor econômico das nações será mais curto, não sobrando espaço para políticas sociais. Continue lendo “Contra a política”

O Indivíduo e a História

Por Karel Kosik, tradução de Willians Meneses da Silva, revisão técnica de Filipe Boechat

O presente trabalho, publicado originalmente em L’Homme et la societé, n. 9, julho-setembro de 1968, Paris, foi traduzido para o espanhol por Fernando Crespo, Editorial Almagesto, Buenos Aires, 1991. A tradução para o português, que ora vem a público, feita a partir da tradução espanhola, foi cotejada com o original francês pelo revisor, o que permitiu algumas correções e a restituição de pequenos trechos, suprimidos pela tradução espanhola. Continue lendo “O Indivíduo e a História”

Design & Comunismo

Por Daniela Mutchnik e Rodrigo Gonsalves

Essa foi uma da fala proferida e desenvolvida por Daniela Mutchnik e por Rodrigo Gonsalves no evento ‘Design e Comunismo’ criado pelo Circulo de Estudos da Ideia e da Ideologia (CEII), que aconteceu no último final de semana no Rio de Janeiro. O coletivo acabou de concluir esta que foi a sexta edição de eventos destinado à pensar, discutir e problematizar a hipótese comunista diante de outras áreas e campos do pensamento sem se esquecer da realidade (social) atual. Continue lendo “Design & Comunismo”

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