Um Grande Despertar e seus perigos

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Em 7 de novembro de 2017, Judith Butler ajudou a organizar uma conferência em São Paulo. Embora o nome da conferência tenha sido “Os Fins da Democracia” e, portanto, não tenha tido nada a ver com o tema de transgênero, uma multidão de manifestantes de direita se reuniu do lado de fora do local do evento, Continue lendo “Um Grande Despertar e seus perigos”

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Navegando Marx na era de Trump

Entrevista de David Harvey por Davis Richardson, via Observer, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Este outono marca o 150º aniversário da publicação do Capital de Karl Marx. Em sua série inovadora, Marx definiu de forma célebre o capital como valor em movimento, arquitetando todo um campo de estudo para a compreensão da economia, das relações sociais e das instituições que estruturam a desigualdade maciça. Continue lendo “Navegando Marx na era de Trump”

Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.

Por Slavoj Žižek, via Independent, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Talvez, o maior feito de Lênin foi silenciosamente abrir mão da noção de revolução do marxismo ortodoxo como um passo necessário no progresso histórico. Em vez disso, ele seguiu a percepção de Louis Antoine Saint-Just de que o revolucionário é como um marinheiro que navega em territórios desconhecidos.       Continue lendo “Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.”

Ser, evento, sujeito: o sistema de Alain Badiou

Por Alain Badiou, traduzido por Daniel Fabre

Após mais de trinta anos de sua primeira edição, o Ser e o Evento de Alain Badiou segue sendo um dos mais importantes e controversos livros de filosofia contemporânea. Abaixo, o prefácio do autor à primeira edição inglesa, onde faz um importante balanço da repercussão de seu livro até então (2005) e uma breve síntese de suas principais motivações e teses. Continue lendo “Ser, evento, sujeito: o sistema de Alain Badiou”

Política à sombra de titãs: o caso dos candidatos inseguros e sem personalidade

Por Marconi Severo, texto publicado originalmente via Pragmatismo Político e encaminhado pelo autor para publicação neste blog.

A forma como alguns candidatos político-partidários fazem sua campanha e tentam conquistar o apoio do eleitorado é a mais diversa possível. Ela abrange todos os níveis e contextos: do caráter sério e responsável, passando pela comédia e histeria, até o nível abjeto e finório, que visa aproveitar tanto a beleza física como a fama esportiva (mesmo que os candidatos sequer saibam que concorrem a cargos políticos que podem mudar a vida de muitos brasileiros).  Continue lendo “Política à sombra de titãs: o caso dos candidatos inseguros e sem personalidade”

Sobre mortos que insistem em não morrer: o fantasma da história atormenta o capitalismo

Por Heribaldo Maia

Esse texto não busca o rigor acadêmico-científico. Se trata de reflexões que dialogam com a ideia de “fim da história” de Francis Fukuyama. Nesse sentido, o mais importante não é o caráter afirmativo do texto, esse é, na verdade, o mais irrelevante do elementos.  Continue lendo “Sobre mortos que insistem em não morrer: o fantasma da história atormenta o capitalismo”

Comunicação e avanço conservador: um debate necessário

Por Arthur Moura, cineasta, graduado em História pela UFF, mestre em educação pela UERJ – FFP.

Resolvi escrever este texto como forma de organizar as minhas ideias ou simplesmente um conjunto de reflexões que são necessários para que possamos compreender a conjuntura atual do país. É preciso pensar a construção de uma comunicação organizada que se paute pelo enfrentamento direto contra a ofensiva da direita e de todo o seu programa, do contrário o conjunto das esquerdas estará fadada ao fracasso.  Continue lendo “Comunicação e avanço conservador: um debate necessário”

Arte como desvão dialético entre o homem e a História – Considerações sobre o filme “Only Lovers Left Alive” de Jim Jarmusch

Por Marcia Fontes, Mestre em filosofia pela UNICAMP e professora no IFS

Como toda obra alegórica, Only Lovers Left Alive (2014) de Jim Jarmusch é uma obra aberta em sua potência e significados. O diretor se apropria da temática de filme de vampiro muito mais pela ideia de como estes seres podem representar o espelho de nossa condição do que propriamente para mergulhar num específico cinema de gênero.  Continue lendo “Arte como desvão dialético entre o homem e a História – Considerações sobre o filme “Only Lovers Left Alive” de Jim Jarmusch”

Os Três Argumentos Teóricos de Lênin Sobre a Ditadura do Proletariado

Por Étienne Balibar, via Verso Books, traduzido por Aukai Leisner.

Em 1976, o Partido Comunista Francês abandonou formalmente a ditadura do proletariado como fase estratégica na transição para o comunismo na Europa ocidental. “Nada nem ninguém, nem mesmo o Congresso de um Partido Comunista, pode abolir a ditadura do proletariado.   Continue lendo “Os Três Argumentos Teóricos de Lênin Sobre a Ditadura do Proletariado”

Corpo e (é) política

Por Naiara Pereira da Silva

O corpo é política pura. Em seus acúmulos e externalizações, mostram quão sã ou corrompida se faz o governo que o preside: o inconsciente. A politicagem do corpo, assim como a politica propriamente dita é puramente estabelecida na base de troca de interesses e favores, quem fica como regulador deste setor é o principio de prazer. A consciência, meramente tratando o Ego em senso comum é o povo alienado que acredita ser o controlador de tudo, mas é apenas a finalidade de uma junção de sistemas que o pré-determina. Continue lendo “Corpo e (é) política”

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