O neolítico, o capitalismo e o comunismo

Por Alain Badiou, via Verso, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Nos dias de hoje, tornou-se lugar comum prever o fim da raça humana tal como a conhecemos. Existem várias razões para tais previsões. De acordo com um tipo de ambientalismo messiânico, as excessivas predações de uma humanidade bestial logo trarão o fim da vida na Terra.  Continue lendo “O neolítico, o capitalismo e o comunismo”

Anúncios

Star trek e além: a imaginação colonizada pelo capital

Por Philippe Augusto Carvalho Campos.

A ideia do trabalho é apresentar dois conceitos de um autor americano, o Frederic Jameson, e daí vou fazer uma breve análise da série Star Trek à luz desses conceitos e depois eu vou dar uma varrida sobre o que veio depois do Star Trek, também, tendo como filtro esses conceitos. O primeiro deles é o de ideologema. Continue lendo “Star trek e além: a imaginação colonizada pelo capital”

Um outro Lenin: a obra de Tamás Krausz

Douglas Rodrigues Barros, escritor, doutorando em filosofia e membro do CEII (Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia).

Acertar as contas com uma gigantesca tradição certamente não é tarefa fácil, ainda mais se tratando de uma tradição de entusiastas e detratores. Pois, este é somente um dos méritos indiscutíveis da obra de Tamás Krausz[1] que aborda exatamente isso: recuperar um Lenin anterior a mumificação stalinista e fazer justiça ao seu pensamento diante de um século que engrossou o caldo de inimigos da Revolução de Outubro e de um de seus principais nomes. Continue lendo “Um outro Lenin: a obra de Tamás Krausz”

O cinema revolucionário de ‘Quem mora lá?’

Por Heribaldo Maia, por graduando em História UFPE.

Segunda feira, dia 16/07, era uma noite de segunda feira no cinema mais bonito do Brasil, o São Luís em Recife-PE. Esse dia será marcado na história do Cinema, e cabe a nós que fique marcado, como o lançado para o público do filme ‘Quem mora la?’ (2018), dos diretores Rafael Crespo e Conrado Ferrato. E esse filme se mostrou obrigatório para todos, ainda mais para a esquerda, mas por quê? Continue lendo “O cinema revolucionário de ‘Quem mora lá?’”

De “História e consciência de classe” a “Dialética do esclarecimento”, e de volta

Por Slavoj Žižek, via Scielo, traduzido por  Bernardo Ricupero

História e consciência de classe (1923), de Georg Lukács, é um dos poucos verdadeiros eventos na história do marxismo. Hoje, nossa experiência do livro é apenas como de uma estranha lembrança fornecida por uma época já distante – para nós, é até mesmo difícil imaginar o impacto verdadeiramente traumático que seu aparecimento teve nas posteriores gerações de marxistas. Continue lendo…

Constituição é o nome de quê?

Por Luis Eduardo Gomes do Nascimento

A constituição não é um significante primeiro, mas deve ser considerada como tal na medida em que instaura um campo de ações linguísticas possíveis. Aqui já se aponta para o caráter performático da constituição. A perfomatividade não pode ser confundida com um gesto vazio, mas como abertura de mundos possíveis. A constituição, como livro, para usar Caetano, permite ‘lançar mundos no mundo”. Continue lendo “Constituição é o nome de quê?”

Mercado e formação de redes de apoio mútuo no cinema

Por Arthur Moura e Felipe Xavier

“A mais velha especialização social, a especialização do poder, encontra-se na raiz do espetáculo. Assim, o espetáculo é uma atividade especializada que responde por todas as outras. É a representação diplomática da sociedade hierárquica diante de si mesma, na qual toda outra fala é banida.” Guy Debord – A Sociedade do Espetáculo Continue lendo “Mercado e formação de redes de apoio mútuo no cinema”

Notas para uma crítica da política milleriana

Por David Pavon-Cuellar, via Blog, traduzido por Daniel Alves Teixeira

David Pavon-Cuellar é um filósofo e psicanalista mexicano, reconhecido por suas investigações e reflexões sobre a intersecção entre o marxismo, a psicologia crítica, a análise do discurso e a psicanálise de Jacques Lacan. Neste texto, David Pavon Cuellar comenta e crítica o posicionamento e os comentários de Jacques-Alain Miller, herdeiro da obra lacaniana na França, durante a eleição francesa para presidência do ano de 2017. Continue lendo “Notas para uma crítica da política milleriana”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑