O Momento Populista

Por Chantal Mouffe, via El Pais, traduzido por Thales Fonseca.

Vivemos uma época na qual está se impondo em todas as partes uma maneira de fazer política que consiste em estabelecer uma fronteira que divide a sociedade em dois campos, apelando para a mobilização dos “de baixo” frente aos “de cima”.

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O que acontece depois da meia noite? Reflexões sobre o Apocalipse

Por Pedro Mauad

“Ou seja, não temos o que perder, pois o que temos atualmente é o próprio apocalipse em seus desdobramentos. Trata-se, então, de criar e construir isso que pensamos estar em risco. Mediante nosso esforço em salvar a humanidade podemos criar, pela primeira vez, uma humanidade de fato a ser salva, já que é somente por meio dessa ameaça de extinção que nos tornamos capazes de vislumbrar uma humanidade unificada a partir de sua própria inconsistência.”

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Qual é a diferença entre Hegel e Marx?

Por Andy Blunden, via Ethical Politics, traduzido por João Narciso

Durante meus estudos acerca de lógica em Hegel cheguei até os textos de Andy Blunden que me abriram um novo horizonte teórico; a forma como ele trata temas complexos e, também, por ser da área de ciências exatas como eu, me aproximaram bastante da sua linguagem e pensamento. No mais, resolvi traduzir este texto em específico pois creio que seja uma leitura de introdução à Hegel interessante para quem já atua em movimentos sociais e luta objetivamente por mudanças aqui no Brasil. Continue lendo “Qual é a diferença entre Hegel e Marx?”

Ler Asad Haider. O Althusserianismo e o debate das opressões, notas para uma pesquisa

Por João Pedro Luques

A preocupação sobre a relação entre filosofia e outras práticas é um elemento central no pensamento de Louis Althusser. Para ele, tanto a prática científica como a prática política fornecem elementos fundamentais para o pensamento filosófico. Seja para seu desenvolvimento, seja para seu atrofiamento. Continue lendo “Ler Asad Haider. O Althusserianismo e o debate das opressões, notas para uma pesquisa”

Sobre a Guerra de Guerrilha

Por Ho Chi Minh, via lesmaterialistes.com, traduzido por Mario Matos

Transcrição de um discurso de Ho Chi Minh, no mês de julho do ano de 1952. No discurso, Ho remete à revolução de agosto de 1945, quando o Viet Minh (liga pela independência do Vietnam), força revolucionária organizada para libertação nacional, conseguiu forçar a destituição do imperador Bao Dai, fantoche controlado pelo imperialismo francês, o que resultou na independência do Vietnam. Continue lendo “Sobre a Guerra de Guerrilha”

Palestra sobre a Revolução de 1905

Por Vladímir Ilitch Uliánov “Lênin”, via marxists.org, traduzido por João Victor Oliveira

“Nós da geração mais velha talvez não vivamos para ver as batalhas decisivas desta próxima revolução”, disse Lênin, umas poucas semanas antes da Revolução Russa de fevereiro de 1917. Abaixo, a tradição inédita da famosa palestra dada por Lênin à juventude operária suíça sobre a Revolução de 1905. Continue lendo “Palestra sobre a Revolução de 1905”

Filosofia e vidas sombrias. Sobre necessidades e alianças

Por Daniel Santos da Silva

Lembro ter ouvido, uma vez, em momento descontraído, que a filosofia tem por objeto o que foi recusado por todas as outras ciências. Dei um gole na cerveja que tinha à mão e sorri, sacando a ignorância premeditada daquela frase, inclusive a reconhecendo, querendo ser provocativa, dispensando cronologias e definições; brinquei sem brincar que por isso mesmo quem a pratica pode conhecer como ninguém as possibilidades das experiências sociais, seus “usos” e necessidades, assim como para nos conhecerem podem olhar nossos lixos, o que descartamos. Continue lendo “Filosofia e vidas sombrias. Sobre necessidades e alianças”

Os velhos novos problemas da união europeia no gerenciamento da crise do coronavírus

Por Kommunistische Organisation, traduzido por Raul Floriano

Em algumas poucas semanas, desde o início da pandemia do Covid-19 e de sua consequente crise econômica, o caráter fundamental da União Europeia emergiu como havia tempo que não fazia. A conversa sobre “solidariedade europeia” –  que na realidade sempre foi uma frase vazia de propaganda para consagrar esta confederação de Estados com bênçãos mais nobres – revelou, mais uma vez, toda a medida de seu absurdo diante do comportamento de alguns Estados. Continue lendo “Os velhos novos problemas da união europeia no gerenciamento da crise do coronavírus”

Metodologia para a Organização do Processo Educativo

Por Anton Makarenko, via Domínio Público, publicado originalmente em 1936

” O tom maior na coletividade deve ter um aspecto muito calmo e firme. Isto é, antes de mais nada, a manifestação da serenidade interior confiante nas suas forças próprias, nas forças de toda a coletividade e no seu futuro. Este firme tom maior deve adquirir o aspecto de um ânimo constante, da prontidão para a ação, não para uma ação de simples correria, de alterações desnecessárias, não para uma ação desordenada, mas para uma ação calma e enérgica e, ao mesmo tempo, um movimento econômico.”

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Descartes/Lacan

Por Alain Badiou, via Umbr(a) , traduzido por Rodrigo Gonsalves

O que ainda conecta Lacan (e esse “ainda” é a perpetuação moderna dos sentidos) ao tempo da ciência cartesiana é o pensamento de que é necessário manter o sujeito no vazio puro de sua subtração, se assim se quer que a verdade seja salva. Somente esse tal sujeito se deixa suturar na forma lógica e integralmente transmissível da ciência.

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A Palavra de Ordem do “Desarmamento”

Por Vladímir Ilitch Uliánov “Lênin”, via marxists.org, traduzido por Matheus Saez e Gabriel Landi Fazzio

Em certos países, principalmente nos pequenos e não envolvidos na presente guerra [I Guerra Mundial – NT] — Suécia, Noruega, Holanda e Suíça, por exemplo — temos ouvido vozes a favor da substituição da antiga demanda do programa mínimo por uma “milícia”, ou da “nação armada”, por uma nova demanda: “desarmamento”. Continue lendo “A Palavra de Ordem do “Desarmamento””

Contra a globalização perversa: uma outra globalização expressa pela classe popular

Por Maiara de Proença Bernardino

“Seguindo o pensamento do professor Milton Santos, embasado por teorias de Ortega y Gasset, o mundo atual da globalização, também permitiu uma mistura de diferentes povos em determinados pontos do espaço. Fazendo-nos pensar não somente nas perversidades causadas pelas variáveis da globalização, mas, também, nas possibilidades a partir da apropriação da técnica, da ciência e da informação por grupos antes considerados subalternos.”

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Nossa luta para derrotar o governo fascista em meio ao avanço das contradições interimperialistas

Por Leonardo Péricles e Wanderson Pinheiro*

Em uma recente sequência cinematográfica, cada vez mais medíocre, se fantasia sobre a possibilidade de um mundo em que uma raça de macacos “hominizados” tomaria o lugar do atual “homo sapiens”, relegado então a um neoselvagismo primitivo. [1] A causa desse hipotético transtorno o constituiria como um desdobramento da agressividade humana, uma falta de controle sobre os recursos técnicos e, portanto, uma irresponsável autodestruição do gênero humano. Continue lendo “Nossa luta para derrotar o governo fascista em meio ao avanço das contradições interimperialistas”

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