Tropicália: O lixo e a lógica

Por Gabriel Varandas Lazzari

Tropicália ou Panis et Circencis1 (1968)2 é um dos discos mais conhecidos da música brasileira e foi fruto do “momento tropicalista”3, conjuntura artística que aconteceu no final dos anos 1960. Continue lendo “Tropicália: O lixo e a lógica”

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Assata Shakur sobre Capitalismo, Socialismo e Anticomunismo

Por Assata Shakur, via Liberation News traduzido por Bruno Santana

“Até onde eu sei, não foi preciso muito esforço pra perceber que o povo negro é oprimido por causa da classe assim como por causa da raça, porque somos pobres e porque somos negros”

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Considerações sobre “La haine de la democrátie”: a democracia como ameaça em Jacques Ranciére  

Por Alberto Luís Araújo Silva Filho

Remontando aos filósofos anti democráticos da escola grega, Ranciére desvenda a linha que concebe o populus como uma ameaça à estabilidade social, expondo o fato da representação escusa como a resultante de todo um projeto histórico-reflexivo de elevação das distinções sociais que grassam na contemporaneidade.

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A Aliança Popular: o programa e a estratégia dos comunistas gregos

Por KKE (Partido Comunista da Grécia), via Inter.KKE, traduzido por Fernando Savella

A seguinte tradução compreende trechos selecionados da revista teórica do Partido Comunista Grega, em uma edição especialmente voltada ao aprofundamento e estudo em torno do programa deste partido. Neste documento, a estratégia e a tática do KKE, bem como sua concepção sobre as alianças de classe do proletariado, são expostas de modo aprofundado. Continue lendo “A Aliança Popular: o programa e a estratégia dos comunistas gregos”

Da falsa emancipação preta pela via do mercado ao problema da identidade despossuída no séc. XXI: o cinema crítico de Boots Riley


Por Cian Barbosa

A arte não pode ser apenas a expressão de uma particularidade (seja ela étnica ou pessoal). A arte é a produção impessoal de uma verdade que é endereçada a todos.

—Alain Badiou Continue lendo “Da falsa emancipação preta pela via do mercado ao problema da identidade despossuída no séc. XXI: o cinema crítico de Boots Riley”

Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Por Heribaldo Maia

Recentemente foi publicado aqui no LavraPalavra um texto chamado: Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma[i]. O texto era uma tentativa de trazer outro ponto de vista sobre a relação luta de classes vs movimentos identitários, Continue lendo “Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada”

A Frente Única entre a lógica formal e dialética

Por Charles Rappoport, via Marxists.org, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

O marxista franco-russo Charles Rappoport (1865-1941) foi membro do Partido Operário Social-Democrata Russo e, mais tarde, do Partido Comunista Francês. Autor de diversos escritos filosóficos (como “Materialismo e Idealismo em Kant”) e da mais completa biografia de Jean Jaurès (líder socialista francês), publicou o presente escrito sobre o título de “Uma Frente Única” em 10 de fevereiro de 1922, no Volume II, n. 11, no veículo da Internacional Comunista, “International Press Correspondence”. Continue lendo “A Frente Única entre a lógica formal e dialética”

Como o Ocidente entendeu errado o sistema de crédito social chinês

Por Louise Matsakis, via wired.com traduzido por Bruno Santana

O projeto propõe o estabelecimento de um esquema nacional para inspecionar a confiança dos cidadãos, empresas e oficiais do governo. O governo chinês e a mídia estatal afirmam que o projeto foi pensado para aumentar a confiança e enfrentar problemas como fraude corporativa e corrupção. Críticos ocidentais veem o crédito social no entanto, como um aparato de vigilância intruso para punir dissidentes e afligir à privacidade da população Continue lendo “Como o Ocidente entendeu errado o sistema de crédito social chinês”

“Economia Política para Trabalhadores”: resenha do livro de Sofia Manzano

Por Edmilson Costa, livro disponível em Editora Ciências Revolucionárias

As últimas três décadas foram marcadas pela hegemonia do pensamento único em todas as esferas da vida social, especialmente na área da economia. Retornou-se nesse período a um estatuto teórico do século XVIII fantasiado de modernidade, como o mercado regulador das atividades econômicas, sociais e políticas da humanidade, a retirada do Estado da economia, a desregulamentação financeira e das leis de proteção social, as privatizações do patrimônio público e o estímulo permanente a um individualismo doentio na sociedade.

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O paradoxo do autônomo, de novo

Por Alexandre Pimenta

Os mecanismos de dominação do Estado e do capitalismo possuem engrenagens o suficiente para não precisar colocar ilusões na cabeça dos dominados. A questão é antes saber qual esperança racional nós podemos ter de mudar de vida e de construir um outro mundo. Aquilo que mantém a submissão não é tanto a ignorância do que a dúvida sobre sua capacidade de mudar as coisas.

Jacques Rancière 

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Por uma Perspectiva Realmente Revolucionária e Não Reacionária Para o Movimento Negro

Por Vinicius Souza

A realidade possui uma diversidade de perspectivas para pensar suas principais características, é possível pensar a realidade, como Hegel, de maneira idealista se limitando somente ao campo das ideias ou como as teorias culturalistas sobre a libertação negra que se limitam a pensar em torno da construção de uma subjetividade existente nas pessoas negras por ligações ancestrais, literalmente mística.

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Um breve diálogo com Loic Wacquant sobre a onda punitiva em países da periferia capitalista

Por Thiago Sardinha

O estudo aborda a militarização como reflexo da crise estrutural do capitalismo a partir da critica da economia política, fazendo uso de autores marxistas e críticos de um capitalismo em ruínas para dialogar com o sociólogo francês Loic Wacquant.  Continue lendo “Um breve diálogo com Loic Wacquant sobre a onda punitiva em países da periferia capitalista”

Chasin entra em ação: crítica à “ontonegatividade da política”

Por Fernando Savella

Marx desafia Hegel: o Estado, ao invés de ser a expressão do Espírito e superação ideal das contradições da sociedade civil, é na verdade um instrumento da classe dominante que apenas simula o alcance de uma “universalidade” e racionalidade. Desde a “Introdução à Crítica” até o canônico “Caráter fetichista da mercadoria e seu segredo”, n’O Capital, esta foi a constante da obra de Marx e da tradição teórica e política que o seguiu: o Estado burguês, bem como toda superestrutura ideal que erige das relações de produção capitalistas, se caracteriza pela afirmação das relações abstratas no lugar das relações concretas.

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Marx e Freud em Lacan: do imbróglio inextrincável à perfeita compatibilidade

Por David Pavón-Cuellar, via David Pavón-Cuellar blog, traduzido por Thales Fonseca, doutorando em psicologia pela UFSJ

Conferência organizada pelo Movimiento Freudomarxista na Facultad de Psicología da Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), em Monterrey, no dia 27 de setembro de 2018.  Continue lendo “Marx e Freud em Lacan: do imbróglio inextrincável à perfeita compatibilidade”

Sofrimento, verdade e políticas identitárias

Por Pedro Ambra e Clarice Paulon

Como sair das colonizações imaginárias e reais que se impõe diante da nossa realidade? Dedicando uma análise à complexa relação subjetiva das pessoas diante das construções do tecido social em tempos de embrutecimento, racismo e sexismo, os psicanalistas Clarice Paulon e Pedro Ambra (ambos membros do Latesfip-USP), delineiam os contornos críticos em nome da transformação.   Continue lendo “Sofrimento, verdade e políticas identitárias”

Prefácio de “A Personalidade Autoritária: Estudos sobre Preconceito” de T. W. Adorno

Por Max Horkheimer, traduzido por Thiago Marques Leão

O texto ora apresentado foi escrito por Max Horkheimer, Diretor do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, como Prefácio para o livro “A Personalidade Autoritária: Estudos sobre Preconceito” (The Authoritarian Personality, Studies in Prejudice) [1] de Theodor Adorno (et al). Continue lendo “Prefácio de “A Personalidade Autoritária: Estudos sobre Preconceito” de T. W. Adorno”

A luta pelo discurso constitucional no Brasil de hoje

Por Leonardo Godoy Drigo

O Brasil atravessa, hoje, período político controverso, cujos reflexos atingem em cheio os âmbitos social, econômico, cultural e, não por último, jurídico. A par da relação íntima e indissociável entre forma política estatal e forma jurídica que grassa no Ocidente desde as Revoluções burguesas do século XVIII, Continue lendo “A luta pelo discurso constitucional no Brasil de hoje”

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