O futuro ausente: Um filme sobre a conjuntura política atual

Por Arthur Moura

Este ano de 2019 apesar das dificuldades em vários níveis consegui finalizar mais um filme que estará disponível dia 17 de dezembro exclusivamente na plataforma Bombozila. Na verdade todo filme é uma obra coletiva. Continue lendo “O futuro ausente: Um filme sobre a conjuntura política atual”

Reflexões sobre o Aparelho Ideológico de Estado Sindical para a atual Crise do Sindicalismo

Por Alexandre Pimenta

“Ao tratar do AIE  [Aparelho Ideológico de Estado] sindical, Althusser se coloca na tarefa de resolver um problema aparentemente sem solução: como esse instrumento de luta de classes proletária, assim como os Partidos Comunistas, podem ser entendidos como “peças” de um Estado burguês, a auxiliar na reprodução das relações de produção?”

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Representatividade desmobilização

Por Juliana Mota e Rodolpho Borges*

A contradição dessa estratégia fundamentada na ideia de representatividade reside em dois elementos que se conjugam. O primeiro é que a conquista de espaços na mídia de massas é positiva, e bastou-se nisso. Imagine só, o Jornal Nacional apresentado apenas por negros? A democracia racial enfim seria conquistada, à suculentos lucros para a Rede Globo. A segunda se configura na ilusão de que a representatividade, inequivocamente, mobiliza. Como se todos, ao verem um suposto semelhante, mobilizaram-se e se motivariam para alcançar, senão o inalcançável, mas a exceção à regra. Continue lendo “Representatividade desmobilização”

Gramsci e o PCI: duas concepções da hegemonia

Por Massimo Salvadori, via Crítica Marxista, traduzido por Davi Pessoa Carneiro

De 1974 a 1976, o Partido Comunista Italiano conseguiu uma série de expressivas vitórias eleitorais, tendo chegado a mais de um terço do eleitorado. Parecia que o predomínio da Democracia Cristã (DC) na vida política italiana estava em risco e que a estratégia do chamado “compromisso histórico”, inaugurada por Enrico Berlinguer, em 1973, estava oferecendo frutos. Associado ao “compromisso histórico” com as massas populares católicas, na política internacional o Partido Comunista Italiano (PCI) propagava o chamado “eurocomunismo”, como meio de se afastar da experiência socialista da URSS e Europa oriental, demarcando com força as diferenças entre Oriente e Ocidente. Esse período coincidiu também com ampla difusão do nome da Antonio Gramsci, pretenso inspirador daquela orientação política. Continue lendo “Gramsci e o PCI: duas concepções da hegemonia”

O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

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Marx, expropriações e capital monetário – notas para o estudo do imperialismo tardio

Por Virgínia Fontes*, via O comuneiro

O descompasso entre capital fictício e capital efetivamente respaldado no processo de reprodução ampliada do valor se aprofunda com o predomínio do capital monetário, o que vem fomentando recorrentes crises capitalistas na atualidade. Continue lendo “Marx, expropriações e capital monetário – notas para o estudo do imperialismo tardio”

Mark Fisher foi o líder intelectual de uma geração

Por Jason Cowley, via newstatesman.com, traduzido por Rodrigo Gonsalves

Uma conseqüência (do Realismo Capitalista) são os sentimentos de impotência das pessoas. Outra é a incapacidade de conceber um futuro diferente do presente. “O sentimento de que não podemos expressar formas alternativas de ser e de pensar – para mim, é a principal coisa que o Realismo Capitalista faz bem ao personalizar os efeitos do neoliberalismo”. Continue lendo “Mark Fisher foi o líder intelectual de uma geração”

Golpe de Estado e Luta de Classes na Bolívia

Por Carlos Rivera-Lugo, via Claridad Puerto Rico, traduzido por Daniel Fabre

“São tempos difíceis, mas para um revolucionário os tempos difíceis são o seu ar. É disso que vivemos, dos tempos difíceis. Nós nos alimentamos de tempos difíceis. Por acaso não viemos de baixo? Por acaso não somos nós os perseguidos, os torturados, os marginalizados dos tempos neoliberais… A década de ouro do continente não foi gratuita. Continue lendo “Golpe de Estado e Luta de Classes na Bolívia”

A esquerda global permitirá que os nacionalistas de direita assumam o controle do descontentamento da sociedade?

Por Slavoj Zizek, via RT, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Três décadas após o colapso do comunismo na Europa Oriental, existe agora um desconforto com o capitalismo liberal. E ele está beneficiando mais a direita global do que os esquerdistas. Continue lendo “A esquerda global permitirá que os nacionalistas de direita assumam o controle do descontentamento da sociedade?”

O Primado do Encontro sobre a Forma

Por Vittorio Morfino, traduzido por Zaira Rodrigues Vieira

Do ponto de vista teórico, o texto mais relevante na produção althusseriana dos anos oitenta é provavelmente o escrito datilografado que os organizadores dos Escritos apresentaram, fazendo, porém, escolhas redacionais muito precisas¹, intitulando-o Corrente subterrânea do materialismo do encontro. Trata-se de um texto extremamente fascinante no qual são apenas esboçados os traços de uma história subterrânea de um materialismo que escaparia à clássica oposição idealismo-materialismo – oposição de todo interna à história da metafísica ocidental: um materialismo da contingência e do aleatório, não dominado pelo grand principe “nihil est sine ratione”, que repercutiu, como disse Heidegger, na história do pensamento ocidental antes de ser enunciado por Leibniz. Continue lendo “O Primado do Encontro sobre a Forma”

Agonia e desespero do “marxismo ocidental”: rumo ao fim do “salário psicológico”?

Por Jones Manoel

“Criou-se na universidade um prestígio gigantesco para trotskistas e filo-troskistas formados nos anos 80 e 90. Eles reinaram hegemônicos por muito tempo. Sua derrota política, ausência de influência sobre as massas e isolamento cada vez maior foi compensado com a assunção ao cargo de marxismo “legítimo”. Criou-se uma situação que ao lado de Gramsci, Thompson, Lukács, Mészáros e outros, Trotsky podia ser inserido. Já Stálin e outros, como Fidel Castro ou Mao, óbvio que não. Era o salário psicológico.”

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O que é Reformismo e Oportunismo?

Por August Thalheimer, via marxists.org, traduzido Centro de Estudos Victor Meyer

Um leitor desta revista solicitou, em carta enviada à Redação, uma resposta à pergunta. A Redação achou proveitoso que a resposta viesse a público.

Foram duas as questões colocadas: sobre a natureza do reformismo e sobre a essência do oportunismo. Seria melhor, em primeiro lugar, tratar cada uma por si e, depois, determinar as relações entre o reformismo e o oportunismo, até que ponto eles se equiparam e até que ponto não. Continue lendo “O que é Reformismo e Oportunismo?”

A autocracia e o proletariado

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via marxist.org, traduzido por Rodri Villa

“A autocracia pode manter a paz real apenas com um punhado de magnatas altamente privilegiados da classe proprietária e comerciante, mas em nenhum sentido com essa classe como um todo. Portanto, é extremamente importante que o proletariado com consciência de classe tenha uma compreensão clara tanto da inevitabilidade dos protestos dos liberais contra a autocracia quanto do caráter burguês real desses protestos.” Continue lendo “A autocracia e o proletariado”

Notas sobre a luta de classes na América Latina: a Bolívia, a contrarrevolução permanente e o ‘Momento jacobino’

Por Yuri Freire

Fugindo do debate a respeito do processo de cambio boliviano ser reformista (como defendem diversos cientistas políticos brasileiros) ou revolucionário (como defende García Linera), o fato é que o governo popular de Evo Morales atiçou a contrarrevolução e foi derrubado por ela. O reformismo fraco petista, do mesmo modo. Nenhum dos dois governos conseguiu (ou quis) destruir a ordem capitalista dependente, gestante de contrarrevoluções (por sua própria natureza classista).

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Neoliberalismo, sincronicidades entre triunfos e ocasos

Por Eduardo Bonzatto

“É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade.”

(Francis Bacon)

Entender o neoliberalismo é uma tarefa que envolve alguma coisa de história, de economia, de política, de ideologia e de psicologia, na medida em que seu tempo histórico congrega linhas difusas que percorreram estranhos caminhos morais. Continue lendo “Neoliberalismo, sincronicidades entre triunfos e ocasos”

Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)

Por Soraia Simões de Andrade, via Mural Sonoro

À Independência de Angola a 11 de Novembro de 1975 ficou ligado um universo de canções, músicas e interpretações empenhadas politicamente. Continue lendo “Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)”

O papel internacional da China

Por Elisseos Vagenas, via KKE, traduzido por Guilherme Laranjeira e Beatriz Lazari 

A ascensão de uma nova potência global, a China, tem provocado grande interesse para analistas e trabalhadores comuns em todo o mundo. Esse interesse é ainda mais intenso entre pessoas politizadas, que entendem a era de revoluções sociais que começou com a de Outubro de 1917 na Rússia, e que acarretou em uma série de importantes lutas e revoluções sociopolíticas em todo o mundo – entre elas, a Revolução Chinesa. O interesse em relação ao crescimento do poder da China é contraditório, uma vez que o aumento de seu poder está ocorrendo sob a bandeira vermelha e com o Partido Comunista da China no poder. Continue lendo “O papel internacional da China”

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