A Revolução Russa e a (não) superação da formas sociais capitalistas

Por Cláudio Rennó

“Retomar, por fim, a radicalidade política dessa crítica de Pachukanis – que, por um lado, não nos permite qualquer otimismo ingênuo (vez que retira do direito qualquer esperança e do jurista qualquer protagonismo), mas, ao mesmo tempo, recoloca-os em nosso campo de batalha, Continue lendo “A Revolução Russa e a (não) superação da formas sociais capitalistas”

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Lenin, a revolução russa e os dilemas da transição

Por Mauricio Gonçalves, doutor em Ciências Sociais pela Unesp Araraquara/SP

O subtítulo do mais importante estudo do filósofo húngaro István Mészáros, Beyond capital (1995) – Para além do capital (2002) –, tem como complemento a necessidade de uma teorização sobre a transição: “rumo a uma teoria da transição”.  Continue lendo “Lenin, a revolução russa e os dilemas da transição”

Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.

Por Slavoj Žižek, via Independent, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Talvez, o maior feito de Lênin foi silenciosamente abrir mão da noção de revolução do marxismo ortodoxo como um passo necessário no progresso histórico. Em vez disso, ele seguiu a percepção de Louis Antoine Saint-Just de que o revolucionário é como um marinheiro que navega em territórios desconhecidos.       Continue lendo “Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.”

Os Três Argumentos Teóricos de Lênin Sobre a Ditadura do Proletariado

Por Étienne Balibar, via Verso Books, traduzido por Aukai Leisner.

Em 1976, o Partido Comunista Francês abandonou formalmente a ditadura do proletariado como fase estratégica na transição para o comunismo na Europa ocidental. “Nada nem ninguém, nem mesmo o Congresso de um Partido Comunista, pode abolir a ditadura do proletariado.   Continue lendo “Os Três Argumentos Teóricos de Lênin Sobre a Ditadura do Proletariado”

O marxismo e a insurreição

Por Vladimir Ilitch Ulianov (Lenin), via marxists.org

Redigida por Lenin há exatos cem anos, a presente carta foi remetida ao Comitê Central da fração bolchevique do Partido Operário Social Democrata da Rússia às vésperas da tomada do Palácio de Inverno. Como documento histórico, expõe as hesitações que persistiam entre os bolcheviques, e parte da luta ideológica interna que precedeu a Revolução de Outubro. Ao mesmo tempo, como documento teórico, apresenta uma ardente defesa da arte da insurreição, distinguindo a posição marxista daquela jacobina pequeno-burguesa (tema desenvolvido também na posterior carta “Conselhos de um Ausente“). Continue lendo “O marxismo e a insurreição”

A interpretação de Trotski acerca do estalinismo

Por Perry Anderson, originalmente publicado em New Left Review , maio-junho de 1983. Traduzido por Morgana Romão e revisado por Marcio Lauria Monteiro.

A interpretação de Trotski acerca do significado histórico do estalinismo, até hoje a teoria mais coerente e desenvolvida sobre o fenômeno dentro da tradição marxista, foi construída ao longo de vinte anos de luta política prática contra isso. Seu pensamento, portanto, evoluiu através da tensão com os principais conflitos e eventos desses anos, e pode ser convenientemente periodizado em três fases essenciais. * Continue lendo “A interpretação de Trotski acerca do estalinismo”

Lenin navegando em territórios desconhecidos

Por Slavoj Zizek, via ThePhilosophicalSalon, traduzido por Cian S. Barbosa Whately

Na sua prática, Lenin estava então agindo efetivamente como o capitão de um barco num mar tempestuoso, encontrando seu caminho em um território desconhecido. Todavia, apesar de ter tentado desenvolver uma estrutura teórica para sua prática (a estrutura de uma complexa totalidade sobre-determinada Continue lendo “Lenin navegando em territórios desconhecidos”

Organizar para avançar

Por Flávia Benetti Castro e Gabriel Landi Fazzio

“Instruí-vos porque teremos necessidade de toda vossa inteligência. Agitai-vos porque teremos necessidade de todo vosso entusiasmo. Organizai-vos porque teremos necessidade de toda vossa força.” Continue lendo…

O ponto de vista comunista sobre o voto nulo

Por Gabriel Landi Fazzio

A cada dois anos, quando se encerram as apurações eleitorais, surgem uma série de debates entorno do grande número de pessoas que não dão seus votos a nenhum candidato. Em 2014, 27% dos eleitores aptos se abstiveram, anularam ou votaram “branco” – o maior índice desde 1998, quando a soma ficou na casa dos 36%. Nas eleições municipais de 2016 novamente debateu-as o aumento das abstenções (21,84% em São Paulo) e os nulos e brancos (16,64%). Continue lendo…

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