Ideologia e Estado em Althusser: Uma Resposta

Por Eginardo Pires, via Encontros com a Civilização Brasileira, transcrito por Rômulo Cassi Soares de Melo

Em meio ao clima de medo em relação a corrente althusseriana[1], o Brasil debatia, na década de 1970, o ensaio Ideologia e Aparelhos ideológicos de Estado de Louis Althusser. Exatamente nesse contexto, intervém Eginardo Pires, dirigindo sua crítica impiedosa – ora republicada – aos comentários do então “príncipe dos sociólogos”. Mas longe de ser um texto datado pela conjuntura, esta é uma resposta que, a exemplo de anti-Düring ou Resposta a John Lewis, se autonomiza do debate que a produziu para estabelecer o seu brilho próprio. Por isso, merece ser relida. Continue lendo “Ideologia e Estado em Althusser: Uma Resposta”

Propostas para derrotar o fascismo

Por Magno Francisco da Silva

A crise do modo de produção capitalista, iniciada em 2008, a maior de toda história do capitalismo, é marcada por uma contradição cada vez mais intensa: ao mesmo tempo que o desenvolvimento das forças produtivas alcança patamares jamais vistos, há uma produção de miséria e desigualdade social como nunca em toda a história. Dito de outro modo, nunca se produziu tanta riqueza e nunca se teve tanta pobreza. Continue lendo “Propostas para derrotar o fascismo”

Contra a globalização perversa: uma outra globalização expressa pela classe popular

Por Maiara de Proença Bernardino

“Seguindo o pensamento do professor Milton Santos, embasado por teorias de Ortega y Gasset, o mundo atual da globalização, também permitiu uma mistura de diferentes povos em determinados pontos do espaço. Fazendo-nos pensar não somente nas perversidades causadas pelas variáveis da globalização, mas, também, nas possibilidades a partir da apropriação da técnica, da ciência e da informação por grupos antes considerados subalternos.”

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Nossa luta para derrotar o governo fascista em meio ao avanço das contradições interimperialistas

Por Leonardo Péricles e Wanderson Pinheiro*

Em uma recente sequência cinematográfica, cada vez mais medíocre, se fantasia sobre a possibilidade de um mundo em que uma raça de macacos “hominizados” tomaria o lugar do atual “homo sapiens”, relegado então a um neoselvagismo primitivo. [1] A causa desse hipotético transtorno o constituiria como um desdobramento da agressividade humana, uma falta de controle sobre os recursos técnicos e, portanto, uma irresponsável autodestruição do gênero humano. Continue lendo “Nossa luta para derrotar o governo fascista em meio ao avanço das contradições interimperialistas”

Estado, crise e pandemia: Sobre o necessário manifesto de Mascaro e suas fundamentações

Por Thais Hoshika e Romulo Cassi Soares de Melo

O novo coronavírus encontra, expõe e amplifica as fissuras do velho vírus do capital. A obra de Mascaro se assenta sobre três pontos que merecem destaque: o fundamento não natural da crise; a intensificação da crise como possível resposta à crise; e a provável investida do autoritarismo no caso brasileiro. Continue lendo “Estado, crise e pandemia: Sobre o necessário manifesto de Mascaro e suas fundamentações”

Um protesto contra o liberalismo de esquerda

Por Eduardo Borges*

Com a saída de Moro, a classe trabalhadora anti-sistema se auto-percebe como órfã de um partido político, abrindo assim um novo horizonte histórico, a revolução brasileira. A essência se apresenta na aparência, não havendo mais, a possibilidade concreta da alienação política da práxis futura. Assim não há mais alternativa para a classe trabalhadora a não ser fazer com as suas próprias mãos. Continue lendo “Um protesto contra o liberalismo de esquerda”

Polícia, dominação de classe e o seu caráter irreformável

Por Arthur Moura

“A polícia é órgão imprescindível no controle das massas, sobretudo quando estas passam do estágio de meras reivindicações às ações pautadas na organização dos trabalhadores com o objetivo central de retomar o controle da produção ou simplesmente de construir algum tipo de autonomia independente do Estado e sua burocracia ou das relações de mercado.”

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Theotonio dos Santos e a teoria do fascismo dependente

Por Leonardo Godim

Surgido no seio da pequena-burguesia e do lumpesinato, o fascismo só se torna um movimento poderoso capaz de assumir o controle do Estado quando é apoiado pelo grande capital. Esse apoio se faz necessário em momentos históricos determinados e via de regra está ligado à necessidade de reprimir o movimento operário, seja pela iminência de um processo revolucionário ou como punição pela sua derrota na tentativa de tomada do poder. Continue lendo “Theotonio dos Santos e a teoria do fascismo dependente”

Poesia Marginal e resistência cultural no Brasil dos anos de chumbo

Por Bárbara Pinheiro Baptista

Tendo iniciado no começo de abril do ano de 1964, a ditadura civil-militar se estabeleceu no Brasil a partir de um golpe aplicado por grupos pertencentes às Forças Armadas e contando com amplo apoio da sociedade civil, assim como setores pertencentes a associações industriais, grupos financeiros, proprietários de terra e indivíduos ligados à Igreja.  Continue lendo “Poesia Marginal e resistência cultural no Brasil dos anos de chumbo”

A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau

Por Rodolpho F. Borges

“Mas é claro: os democratas acreditam no toque das trombetas que fez ruir as muralhas de Jericó[1]. E toda vez que se deparam com os muros do despotismo, procuram imitar aquele milagre.”[2]

Não podemos cobrar de “Bacurau” uma explicação nem compromisso de expressar a realidade, mas uma alegoria, apesar disso, pode construir seus significados de maneira profunda, estabelecendo uma posição crítica sujeita a interpretações em contraposição à exposição de uma narrativa uníssona. Continue lendo “A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau”

Cracolândia na Maré. A vida e o uso de crack no Rio de Janeiro

Por Hannah Vasconcellos e Mirna Wabi-Sabi

Estamos no Complexo da Maré, favela da região norte do Rio de Janeiro. Um lugar de absurdos e potências, onde histórias costuradas entre si formam parte da história da cidade do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo. Lá, é escancarado o que a sociedade, em um misto de confusão e vergonha de si mesma, tenta esconder. Continue lendo “Cracolândia na Maré. A vida e o uso de crack no Rio de Janeiro”

Amor e ódio: Uma unidade de diversos no espirito revolucionário

Por Caique de Oliveira Sobreira Cruz[1]

Nesta sociedade fraturada em duas grandes classes, capital e trabalho, onde os capitalistas exploram e oprimem o povo, não podemos devolver o ódio da classe burguesa contra os despossuídos com a resignação, ou seremos atropelados, esmagados. O ódio aos exploradores é um meio de defesa contra as injustiças desta sociabilidade desigual, engendrada pelo sistema capitalista. Continue lendo “Amor e ódio: Uma unidade de diversos no espirito revolucionário”

Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!

Por Vinícius Okada M. M. D’Amico

Dos fundos dos vales, emergem os “novos” salvadores da pátria, bradando, triunfantes, que o “novo” marcha a passos largos, enquanto os velhos heróis seguem sepultados. O porém é que para se alterar substancialmente a realidade é preciso conhecer o terreno em que se joga. E, assim, seguem os bons moços medíocres e oportunistas do liberalismo a se afogarem imersos na torrencial crise brasileira. Continue lendo “Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!”

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