Para uma Geografia dos Investimentos de capitais. O exemplo da África Negra

Por Jean Dresch. Traduzido por Mario Matos, professor de Geografia – na Educação Básica da rede pública do estado de Minas Gerais 

“Se é verdade que a geografia econômica e humana não se resume a uma descrição, mas compreende também uma explicação de fatos econômicos e humanos, podemos ficar surpresos que obras e artigos não ofereçam subsídios teóricos e explicativos sobre a estrutura econômica de diversos países, e mais  notadamente, sobre um de seus aspectos mais essenciais, os investimentos de capitais.”

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2020 é o Ano em que Matamos os Mais Fracos

Por Sandino Patriota

No ponto em que nos encontramos, com o carniceiro que ocupa a cadeira de presidente e os generais que estão ao seu lado decididos a promover as mortes e aparecer como os melhores defensores dos lucros dos banqueiros e monopólios, tornou-se impossível evitar o crescimento exponencial da letalidade. Isso só seria possível com a ação firme de um Estado nacional, decidido a apoiar e defender sua população, coisa que não estamos perto de ter no Brasil. É preciso tomar consciência desse fato no momento em que se discutem as ações de bloqueio total (lockdown), em algumas regiões, e de relaxamento parcial da quarentena, em outras. Continue lendo “2020 é o Ano em que Matamos os Mais Fracos”

A Assustadora História do Laboratório de Fort Detrick

Por Ceng Jing, via CGTN, traduzido por Leonardo Griz Carvalheira.

Após a Segunda Guerra Mundial, Fort Detrick se tornou um local de horríveis experimentos científicos conduzidos sob uma missão secreta da CIA para controlar a mente humana, conhecido como Projeto MK Ultra. Depois de mais de 20 anos, o projeto terminou em um fracasso abismal e levou a um número desconhecido de mortes, incluindo um cientista que participou do projeto e pelo menos centenas de vítimas americanas e canadenses submetidas a tortura física e mental. Os experimentos não apenas violaram o direito internacional, mas também o estatuto da própria agência, que proíbe a atividade doméstica. 

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Repensando o Lúmpen: Crime Organizado e a Economia Política do Capitalismo

Por Gerald Horne, traduzido por Bruno Santana via Le Drepeau Rouge

“Em última instância o enfrentamento [ao sistema] se limita ao gesto simbólico e frequentemente permanece no nível da aparência. Na realidade, a experiência de muitos anos do crime organizado nos EUA sugere que seus objetivos sejam congruentes com e ajudem a sustentar as ambições do próprio capitalismo. O anúncio da suposta resistência representada pelos criminosos encobre seu verdadeiro papel na reprodução social, subverte a verdadeira resistência e ajuda a suprimir alternativas- particularmente aquelas na variedade da classe trabalhadora (Waterson 1994).”

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Mariátegui e as táticas de frente única

Por Soraia de Carvalho e Jórissa Danilla N. Aguiar, via Lutas Sociais

As formulações do marxista peruano José Carlos Mariátegui são destacadas por sua criatividade no trato da questão indígena, da defesa da independência política do proletariado, entendido como direção das massas oprimidas. Desenvolveu sua elaboração teórica e seus intentos organizativos em um período de enrijecimento do debate político na Internacional Comunista. Neste artigo, delineamos como o Amauta trouxe para sua prática política as táticas de Frente Única Proletária e Frente Única Antiimperialista. Continue lendo “Mariátegui e as táticas de frente única”

A polêmica na guilhotina: alguns problemas de uma crítica à Jacobin Magazine

Por Gabriel Landi e Douglas Rodrigues Barros

Tudo ameaça uma jovem militância de destruição: o amor, as ideias, as dúvidas, o ingresso no movimento que busca colocar a política em prática. Custa-lhe apreender a fusão do conhecimento e da ação que precisa realizar-se na própria luta, de tal forma que ambas depositem em si a garantia de sua verdade. As ideias dificilmente correspondem ao fato. O fato, por sua vez, dificilmente tem algo em comum com o real. A infinitude deste último dilacera a consciência finita daquela. Continue lendo “A polêmica na guilhotina: alguns problemas de uma crítica à Jacobin Magazine”

Cinco mitos imperialistas sobre o papel da China na África

Por Nino Brown, via Liberation School, traduzido por Guilherme Laranjeira

“Qual país da África é politicamente dirigido pela China? Nenhum. Existe um país africano com uma base militar chinesa, Djibouti, mas suas políticas não são dirigidas por Pequim. Embora hajam, indiscutivelmente, exemplos de produtos chineses sendo despejados em países africanos, nenhum país foi obrigado a excluir “produtos de concorrentes de outros lugares.” A China não controla nenhum sistema bancário africano. Países africanos começaram a adotar o yuan chinês como uma moeda estrangeira de reserva, mas fizeram isso como uma forma de diversificação, se distanciando da dependência do dólar e do euro. “

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O Império do Gênero

Por Movimento Juventude Connolly, traduzido por Ohana Meira

Para a maioria das pessoas, é raro que as discussões modernas de gênero se estendam para além das capturas de tela de postagens em tumblr e dos argumentos menos educados sobre gênero, sexo e suas diferenças – mas debater as identidades humanas está longe de ser algo novo. Como todas as normas sociais ocidentais, o “gênero” deriva de relações econômicas com terra, riqueza e privilégio. Continue lendo “O Império do Gênero”

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