A Psicanálise, o mito e o Mito

Por Philippe Augusto Carvalho Campos

Ante a ascensão do “Mito”, uma postura apareceu na cena psicanalítica: temos visto a psicanálise, por meio de psicanalistas ou instituições, se posicionar contrariamente ao Bolsonaro. Continue lendo “A Psicanálise, o mito e o Mito”

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A ascensão do autoritarismo: o gozo do sujeito instrumentalizado

Por Camila Koenigstein

Em seu texto “A sedução totalitária”, Contardo Calligaris se propõe percorrer o caminho outrora feito por Hannah Arendt, Jaspers e outros intelectuais que tentaram compreender a ascensão do nazismo e a aceitação do mesmo por parcela considerável da população alemã. Continue lendo…

Notas para uma crítica da política milleriana

Por David Pavon-Cuellar, via Blog, traduzido por Daniel Alves Teixeira

David Pavon-Cuellar é um filósofo e psicanalista mexicano, reconhecido por suas investigações e reflexões sobre a intersecção entre o marxismo, a psicologia crítica, a análise do discurso e a psicanálise de Jacques Lacan. Neste texto, David Pavon Cuellar comenta e crítica o posicionamento e os comentários de Jacques-Alain Miller, herdeiro da obra lacaniana na França, durante a eleição francesa para presidência do ano de 2017. Continue lendo “Notas para uma crítica da política milleriana”

A psicanálise sem édipo: uma antropologia clínica da histeria em Freud e Lacan – Philippe Van Haute & Tomas Geyskens

Por Pedro Ambra[1]

Há psicanálise para além do Complexo de Édipo? Esta é a pergunta que guia as instigantes reflexões de Philippe Van Haute e Tomas Geyskens em “Psicanálise sem Édipo? Uma antropologia clínica da histeria nos trabalhos de Freud e Lacan” (Autêntica).  Continue lendo “A psicanálise sem édipo: uma antropologia clínica da histeria em Freud e Lacan – Philippe Van Haute & Tomas Geyskens”

A Realidade de Ernst Lubitsch

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Theodor Adorno inverteu a condescendente pergunta historicista de Benedetto Croce sobre “o que está morto e o que está vivo na dialética de Hegel.” Se Hegel está realmente vivo enquanto pensador, a pergunta, portanto, a ser feita hoje é a oposta: “Como é que ficamos NÓS, HOJE, aos olhos de Hegel?” Exatamente o mesmo vale para Ernst Lubitsch.  Continue lendo “A Realidade de Ernst Lubitsch”

Freud e o político

Por Mladen Dolar, via Theory Leaks, traduzido por Aukai Leisner

A questão da política em Freud esconde, sob o ar de inocência, um problema extremamente complicado, talvez impossível. Ambos os termos da expressão – Freud e política – estão longe de ser inequívocos: não é claro, não obstante as aparências, o que se quer dizer por Freud, apesar ou talvez por causa da aura em torno do seu nome e do clamor generalizado que sua fama provocou…  Continue lendo “Freud e o político”

Realismo em psicanálise

Por Alenka Zupančič, via European Journal of Psychoanalysis, traduzido por Ramon Frias.

Muitas discussões filosóficas recentes têm sido marcadas, de uma forma ou de outra, pelo impressionante relançamento da questão do realismo, desencadeada pelo livro de Quentin Meillassoux Après la finitude (2006), e seguida por um mais abrangente, apesar de menos homogêneo, movimento de ‘realismo especulativo’.  Continue lendo “Realismo em psicanálise”

Pragmática psicanalítica da norma jurídica em tempos de exceção

Por Luís Eduardo Gomes, professor na Universidade do Estado da Bahia, UNEB. 

“Mas se a aparência do direito é querida como tal contra o direito-em-si pela vontade particular, que por isso se torna má, o reconhecimento exterior do direito é separado do seu valor; e só aquele é respeitado, enquanto este direito é lesado. Isso dá o não-direito da impostura; – [que é] o juízo infinito enquanto idêntico (§ 173) – a relação formal conservadora como abandono do conteúdo” – Hegel Continue lendo “Pragmática psicanalítica da norma jurídica em tempos de exceção”

Corpo e (é) política

Por Naiara Pereira da Silva

O corpo é política pura. Em seus acúmulos e externalizações, mostram quão sã ou corrompida se faz o governo que o preside: o inconsciente. A politicagem do corpo, assim como a politica propriamente dita é puramente estabelecida na base de troca de interesses e favores, quem fica como regulador deste setor é o principio de prazer. A consciência, meramente tratando o Ego em senso comum é o povo alienado que acredita ser o controlador de tudo, mas é apenas a finalidade de uma junção de sistemas que o pré-determina. Continue lendo “Corpo e (é) política”

Lenin navegando em territórios desconhecidos

Por Slavoj Zizek, via ThePhilosophicalSalon, traduzido por Cian S. Barbosa Whately

Na sua prática, Lenin estava então agindo efetivamente como o capitão de um barco num mar tempestuoso, encontrando seu caminho em um território desconhecido. Todavia, apesar de ter tentado desenvolver uma estrutura teórica para sua prática (a estrutura de uma complexa totalidade sobre-determinada Continue lendo “Lenin navegando em territórios desconhecidos”

A psicanálise e o neoliberalismo: entrevista com Caterina Koltai, Christian Dunker, Maria Rita Kehl, Nelson da Silva Jr., Paulo Endo e Rodrigo Camargo

Por Bruna Coelho, Daniela Smid e Pedro Ambra

“…Fica-se assim com a impressão de que a civilização é algo que foi imposto a uma maioria resistente por uma minoria que compreendeu como obter a posse dos meios de poder e coerção. Evidentemente, é natural supor que essas Continue lendo “A psicanálise e o neoliberalismo: entrevista com Caterina Koltai, Christian Dunker, Maria Rita Kehl, Nelson da Silva Jr., Paulo Endo e Rodrigo Camargo”

Resenha “Lacan: Passado e Presente: um diálogo”.

Por Sinan Richards, via Marx & Philosophy, traduzido por Daniel Alves Teixeira

“Para dizer de maneira mais brutal, as neuroses se remetem, em última instância, à psicologia clínica. Todo mundo passa por pequenas histórias de fracassos amorosos, de obsessões incômodas, de impotência latente, histórias terrivelmente idênticas e cansativas. Continue lendo “Resenha “Lacan: Passado e Presente: um diálogo”.”

Sobre um projeto de psicanálise popular, ou: convém ser comunista para escutar o sofrimento social?

Por Gabriel Tupinambá, texto apresentado no LATESFIP em 07 de Outubro de 2016.

A minha apresentação hoje vai ser um pouco como aquelas cenas de filme em que a câmera começa a afastar e a rua vai ficando pequena, e vai aparecendo o país, depois o planeta e o sistema solar. Como nessas cenas, tem um truque nesse plano contínuo que eu vou propor, uma hora que a gente passa da filmagem efetiva de uma ruela qualquer para a computação gráfica do planeta, depois das galáxias e tal. Continue lendo “Sobre um projeto de psicanálise popular, ou: convém ser comunista para escutar o sofrimento social?”

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