Assange preso, o último passo da campanha de assassinato de uma reputação

Por Slavoj Žižek, via TheoryLeaks, traduzido por Bernardo Neves

A prisão de Julian Assange não foi um acontecimento súbito, disse o filósofo cultural Slavoj Žižek à RT. Em vez disso, foi bem planejado e o passo final de uma longa e feia campanha de difamação contra o fundador do WikiLeaks. Continue lendo “Assange preso, o último passo da campanha de assassinato de uma reputação”

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A noção de obstáculo epistemológico em Bachelard

Por Delia Irusta, via Papeles de nombre falso, traduzido por Matheus Motta

Os debates sobre epistemologia animaram proficuamente os pensadores de meados do século XX, sobretudo na França. Canguilhem, Foucault, Lecourt e Bachelard foram capazes de influenciar não apenas este campo do pensamento, mas a própria filosofia e as ciências sociais. No presente artigo, Delia Irusta nos apresenta as noções básicas do pensamento de Bachelard atreladas ao conceito de obstaculo epistemológico. Continue lendo “A noção de obstáculo epistemológico em Bachelard”

A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan

Por Richard Seymour e Daniel Hartley, via Revue Periode, traduzido por Ícaro Batista

Mesmo em suas interpretações as mais sofisticadas, o marxismo tem uma tendência de ler o racismo de forma instrumental. Tal ideologia é adotada por uma série de atores porque é consistente com certos interesses, porque consolida alguma forma de hegemonia, porque tem privilégios de brancos. Para o jornalista e pesquisador independente Richard Seymour, essas explicações são insuficientes. Continue lendo “A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan”

Sobre o fetiche

Por Richard Seymour, via Leninology, traduzido por Elaine Pinto

O jardim das delícias virtuais que chamamos de internet é uma fábrica ampliada no espaço e no tempo. Olhar é trabalhoso, e o valor do que quer que seja visto é apenas a forma fetichizada de todos os olhares, ou inspeções persistentes, que a imagem atrai. O capital postula que a observação é trabalho e transforma a busca por tempo em tempo cibernético socialmente necessário. Ele liga a percepção à produção, orquestrando a extração do trabalho sensual. Continue lendo “Sobre o fetiche”

Problemas com a (in)existência

         Por Daniel Alves Teixeira, membro do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia.

O recém-lançado livro “Ensaio sobre mortos-vivos: The Walking Dead e Outras Metáforas”, organizado por Diego Penha e Rodrigo Gonsalves, e contendo textos de diversos autores, entre eles Christian Dunker, Ivan Estêvão e Mlader Dolar, para citar somente alguns dos nomes mais conhecidos do público em geral, possui diversos méritos dignos de destaque, que vão desde a arrojada edição do livro Continue lendo “Problemas com a (in)existência”

Notas para uma crítica da política milleriana

Por David Pavon-Cuellar, via Blog, traduzido por Daniel Alves Teixeira

David Pavon-Cuellar é um filósofo e psicanalista mexicano, reconhecido por suas investigações e reflexões sobre a intersecção entre o marxismo, a psicologia crítica, a análise do discurso e a psicanálise de Jacques Lacan. Neste texto, David Pavon Cuellar comenta e crítica o posicionamento e os comentários de Jacques-Alain Miller, herdeiro da obra lacaniana na França, durante a eleição francesa para presidência do ano de 2017. Continue lendo “Notas para uma crítica da política milleriana”

A psicanálise sem édipo: uma antropologia clínica da histeria em Freud e Lacan – Philippe Van Haute & Tomas Geyskens

Por Pedro Ambra[1]

Há psicanálise para além do Complexo de Édipo? Esta é a pergunta que guia as instigantes reflexões de Philippe Van Haute e Tomas Geyskens em “Psicanálise sem Édipo? Uma antropologia clínica da histeria nos trabalhos de Freud e Lacan” (Autêntica).  Continue lendo “A psicanálise sem édipo: uma antropologia clínica da histeria em Freud e Lacan – Philippe Van Haute & Tomas Geyskens”

A Realidade de Ernst Lubitsch

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Theodor Adorno inverteu a condescendente pergunta historicista de Benedetto Croce sobre “o que está morto e o que está vivo na dialética de Hegel.” Se Hegel está realmente vivo enquanto pensador, a pergunta, portanto, a ser feita hoje é a oposta: “Como é que ficamos NÓS, HOJE, aos olhos de Hegel?” Exatamente o mesmo vale para Ernst Lubitsch.  Continue lendo “A Realidade de Ernst Lubitsch”

Freud e o político

Por Mladen Dolar, via Theory Leaks, traduzido por Aukai Leisner

A questão da política em Freud esconde, sob o ar de inocência, um problema extremamente complicado, talvez impossível. Ambos os termos da expressão – Freud e política – estão longe de ser inequívocos: não é claro, não obstante as aparências, o que se quer dizer por Freud, apesar ou talvez por causa da aura em torno do seu nome e do clamor generalizado que sua fama provocou…  Continue lendo “Freud e o político”

Realismo em psicanálise

Por Alenka Zupančič, via European Journal of Psychoanalysis, traduzido por Ramon Frias.

Muitas discussões filosóficas recentes têm sido marcadas, de uma forma ou de outra, pelo impressionante relançamento da questão do realismo, desencadeada pelo livro de Quentin Meillassoux Après la finitude (2006), e seguida por um mais abrangente, apesar de menos homogêneo, movimento de ‘realismo especulativo’.  Continue lendo “Realismo em psicanálise”

Pragmática psicanalítica da norma jurídica em tempos de exceção

Por Luís Eduardo Gomes, professor na Universidade do Estado da Bahia, UNEB. 

“Mas se a aparência do direito é querida como tal contra o direito-em-si pela vontade particular, que por isso se torna má, o reconhecimento exterior do direito é separado do seu valor; e só aquele é respeitado, enquanto este direito é lesado. Isso dá o não-direito da impostura; – [que é] o juízo infinito enquanto idêntico (§ 173) – a relação formal conservadora como abandono do conteúdo” – Hegel Continue lendo “Pragmática psicanalítica da norma jurídica em tempos de exceção”

Corpo e (é) política

Por Naiara Pereira da Silva

O corpo é política pura. Em seus acúmulos e externalizações, mostram quão sã ou corrompida se faz o governo que o preside: o inconsciente. A politicagem do corpo, assim como a politica propriamente dita é puramente estabelecida na base de troca de interesses e favores, quem fica como regulador deste setor é o principio de prazer. A consciência, meramente tratando o Ego em senso comum é o povo alienado que acredita ser o controlador de tudo, mas é apenas a finalidade de uma junção de sistemas que o pré-determina. Continue lendo “Corpo e (é) política”

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