Tecnologias e Educação: uma reflexão crítica

Por Thiago Oliveira* 

Quando se fala de educação em tempos de sociedade tecnológica deve-se tomar cuidado para não cair em um maniqueísmo ou em um negacionismo. Não se está criticando a tecnologia em si, mas o uso que se faz dela, o modo como ela é produzida e controlada e o modo como se pretende aplica-la na educação para reproduzir um conformismo à ordem social vigente. 

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Uma resposta a Alain Badiou

Por Daniel Bensaïd, via Libérationtraduzido por Leonardo Silvério e Pedro Barbosa

Na edição de 27 de janeiro, o Libération publicou uma longa entrevista com o filósofo Alain Badiou, onde ele expressou seu ceticismo com relação ao lançamento do Novo Partido Anticapitalista [NPA] [1]. O filósofo Daniel Bensaïd respondeu aqui. Continue lendo “Uma resposta a Alain Badiou”

As Características Formais da Segunda Natureza

Por Alfred Sohn-Rethel, via SelvaJournal.org traduzido por Rodrigo Gonsalves*

Além disso, essa fórmula dá oportunidade para levantar a questão do método usado neste ensaio, da tentativa de desenvolver uma estética materialista. Como a análise marxista da transformação do dinheiro em capital foi aqui escolhida enquanto o ponto de referência para minha abordagem crítica, devemos considerar uma linha de raciocínio que diz que todas as obras de arte da era capitalista – tanto mais quanto “maiores” elas forem – devem ser vistas como nada além de objetos de culto fetichista do capital, apenas adequados para serem jogados na lixeira da história quando a humanidade finalmente deixar o capitalismo para trás, ou talvez até hoje, a fim de roubar o capitalismo de uma possível justificativa para sua existência continuada.

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O cristal vermelho – sobre o realismo de Thiago Cervan

Por Carlos Eduardo Carneiro*

Thiago Cervan sabe que cumprir a função de intelectual não é um dom, é fruto da superprodução de valores de uso da indústria capitalista e que ele, oriundo da periferia do ABC paulista, é uma das exceções que conseguiram, devido à inúmeras circunstâncias de vida, livrar-se da condição de exército reserva de trabalhadores imediatamente desempregados e adentrar nas relações sociais dos artistas, professores e outros intelectuais. Cervan é um assalariado não-proletário, ganha seu salário exercendo a função social de intelectual: é professor, palestrante, escritor.

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O que é a Organização Política?

Por Alain Badiou, traduzido por Diogo Fagundes*

Dizemos primeiro: que a situação é pior em outro lugar é realmente apenas um argumento para tolos ou preguiçosos. Pois isso não impede que seja muito ruim aqui, e que seja absolutamente necessário alterar isso. E que em outros lugares existam ditaduras ferozes não prova que haja “democracia” aqui. Mais tarde demonstraremos que esse não é o caso. Para dizer que a França hoje é um país democrático, precisamos de uma ideia muito fraca e muito baixa de democracia. Uma ideia que não tem nada a ver com o pensamento político do povo.

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Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Por Heribaldo Maia

Recentemente foi publicado aqui no LavraPalavra um texto chamado: Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma[i]. O texto era uma tentativa de trazer outro ponto de vista sobre a relação luta de classes vs movimentos identitários, Continue lendo “Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada”

Um breve diálogo com Loic Wacquant sobre a onda punitiva em países da periferia capitalista

Por Thiago Sardinha

O estudo aborda a militarização como reflexo da crise estrutural do capitalismo a partir da critica da economia política, fazendo uso de autores marxistas e críticos de um capitalismo em ruínas para dialogar com o sociólogo francês Loic Wacquant.  Continue lendo “Um breve diálogo com Loic Wacquant sobre a onda punitiva em países da periferia capitalista”

Marx e Freud em Lacan: do imbróglio inextrincável à perfeita compatibilidade

Por David Pavón-Cuellar, via David Pavón-Cuellar blog, traduzido por Thales Fonseca, doutorando em psicologia pela UFSJ

Conferência organizada pelo Movimiento Freudomarxista na Facultad de Psicología da Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), em Monterrey, no dia 27 de setembro de 2018.  Continue lendo “Marx e Freud em Lacan: do imbróglio inextrincável à perfeita compatibilidade”

A luta pelo discurso constitucional no Brasil de hoje

Por Leonardo Godoy Drigo

O Brasil atravessa, hoje, período político controverso, cujos reflexos atingem em cheio os âmbitos social, econômico, cultural e, não por último, jurídico. A par da relação íntima e indissociável entre forma política estatal e forma jurídica que grassa no Ocidente desde as Revoluções burguesas do século XVIII, Continue lendo “A luta pelo discurso constitucional no Brasil de hoje”

Em defesa da traição

Por Slavoj Žižek, via Spectator.us traduzido por Rodrigo Gonsalves

Se nos importamos com o futuro das pessoas que formam as nações, o nosso bordão deveria ser: Estados Unidos por último, China por último e Russia por último. Comentários do pensador esloveno acerca da décima quarta conferência do G20 em Osaka, que ocorreu entre 28 e 29 de Junho de 2019. Texto original chamado ‘In defense of treason’ publicado em 9 de Julho de 2019. Continue lendo “Em defesa da traição”

O populismo é um problema? A nova edição da Crise e Crítica – América Latina

Por Editorial da Revista Crise e Crítica

A revista Crisis and Critique se dedica, desde 2014, à reformulação da teoria marxista, servindo de plataforma para investigações engajadas com a tarefa de repensar a política emancipatória desde suas bases filosóficas. Em 2017, a revista lançou o primeiro número de sua edição latino-americana, batizada de Crise e Crítica, a cargo do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia e dedicado aos 100 anos da Revolução Russa. O segundo número da revista Crise e Crítica, que ora apresentamos, é dedicado à questão “O populismo é um problema? Continue lendo “O populismo é um problema? A nova edição da Crise e Crítica – América Latina”

Trinta maneiras de facilmente reconhecer um velho marxista

Por Georges Peyrol (a.k.a. Alain Badiou), traduzido por Rodrigo Gonsalves

Georges Peyrol foi publicado pela primeira vez em 1983, “30 moyens de reconnaître à coup sûr un vieux-marxiste” em Le Perroquet 29-30 (1983), pp. 5-6 e mais recentemente resgatado e traduzido por Alberto Toscano e Nina Power para o Journal for Images and Politics (2006) – Prelom n.08. No entanto, é na obra ‘Living in the End of Times’ (Vivendo no fim dos Tempos) de Slavoj Žižek (p.461) que encontramos para além do resgate da crítica de George Peyrol ao velho marxista (dado os traços apontados, possivelmente seu ex-orientador Louis Althusser), a apreciação de Frank Ruda que em sua tradução da obra de Badiou “Peut-on pense la politique?” nos informa que este se trata de um pseudônimo usado por Alain Badiou. Continue lendo “Trinta maneiras de facilmente reconhecer um velho marxista”

“Nenhum problema atual precisa de soluções técnicas. Se trata sempre de problemas sociais.”

Entrevista por Bernardo Álvarez-Villar, via El Salto, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Anselm Jappe (Bonn, Alemanha, 1962) é um pensador impiedoso e vigoroso, alérgico a argumentos consoladores e a subterfúgios intelectuais. Junto com outros desviados da ortodoxia marxista (Robert Kurz na Alemanha, Moishe Postone no Estados Unidos, Luis Andrés Bredlow em Espanha), passou anos questionando os axiomas de uma esquerda que, pensa Jappe, tem sido incapaz de compreender as transformações do capitalismo nas últimas décadas.  Continue lendo ““Nenhum problema atual precisa de soluções técnicas. Se trata sempre de problemas sociais.””

Por que a crítica?

Por Fernando Savella

“Crítica” é uma ideia muitas vezes entendida como uma postura, independente de seu conteúdo. Se um liberal se contrapõe a um marxista, o liberal estaria criticando, e adotando uma postura crítica. Se um cético duvida de uma teoria, o faria como uma postura crítica contra algum “dogmatismo” teórico. Mas nenhuma tradição teórica incorpora tão bem o sentido de “crítica” quanto a teoria marxista. De fato, o grande centro da teoria marxista é a imanência da crítica: não há marxismo que não seja a crítica da ideologia, não há análise materialista que não seja a crítica de uma análise idealista. Continue lendo “Por que a crítica?”

Sobre os sujeitos emergentes: A validade do caráter revolucionário da classe trabalhadora e de seu partido de vanguarda

Por Diego Torres, via ICCR, traduzido por Fernando Savella

O autor, membro do Partido Comunista do México, faz um importante balanço sobre a atualidade do marxismo e do proletariado em ensaio de 2014. Aborda a grande contrarrevolução que se iniciou nos anos oitenta, faz a crítica dos supostos novos sujeitos emergentes, e defende a atualidade do Partido Comunista enquanto vanguarda da luta contra o capitalismo.

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