Quatro futuros

Por Peter Frase, via Jacobin, traduzido por Hugo Gomes Penaranda.

No seu discurso para o acampamento “Occupy Wall Street” no Parque Zuccotti, Slavoj Žižek lamentou que “é fácil imaginar o fim do mundo, mas não conseguimos imaginar o fim do capitalismo”. Continue lendo “Quatro futuros”

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Crônicas de Dom Quixote e Sancho Pança – a acumulação capitalista e o direito à propriedade em Marx

Por Alexandre Pimenta

“Todos os economistas, tão logo discutem a relação existente entre capital e trabalho assalariado, entre lucro e salário, e demonstram ao trabalhador que ele não tem nenhum direito a participar das oportunidades do lucro, enfim, desejam tranquilizá-lo sobre seu papel subordinado perante o capitalista, Continue lendo “Crônicas de Dom Quixote e Sancho Pança – a acumulação capitalista e o direito à propriedade em Marx”

Sobre um projeto de psicanálise popular, ou: convém ser comunista para escutar o sofrimento social?

Por Gabriel Tupinambá, texto apresentado no LATESFIP em 07 de Outubro de 2016.

A minha apresentação hoje vai ser um pouco como aquelas cenas de filme em que a câmera começa a afastar e a rua vai ficando pequena, e vai aparecendo o país, depois o planeta e o sistema solar. Como nessas cenas, tem um truque nesse plano contínuo que eu vou propor, uma hora que a gente passa da filmagem efetiva de uma ruela qualquer para a computação gráfica do planeta, depois das galáxias e tal. Continue lendo “Sobre um projeto de psicanálise popular, ou: convém ser comunista para escutar o sofrimento social?”

Com Pachukanis, para além de Pachukanis: Direito, dialética da forma valor e crítica do trabalho

Por Joelton Nascimento

A Teoria Geral do Direito e o Marxismo (1924) fez parte de um intenso debate na Rússia pós-revolucionária dos anos 20 (HEAD, 2010). Entretanto, após os expurgos stalinistas dos anos 30, que vitimaram diversos intelectuais, dentre os quais Evgeny Pachukanis Continue lendo “Com Pachukanis, para além de Pachukanis: Direito, dialética da forma valor e crítica do trabalho”

Salariados e corporativismo

Por Suzanne de Brunhoff

No início do “plano de austeridade” na França, em 1982, assistiu-se a uma verdadeira explosão da denúncia do corporativismo, cujo ponto culminante foi atingido em 1983. No banco dos réus: todos os grupos organizados que defendiam interesses “profissionais”. Continue lendo…

2016, o ano que não terminou

Por Douglas Rodrigues Barros

Sócrates ao conversar com Êutifron às portas do edifício do arconte-rei nos deixou uma importante lição: a impossibilidade de medir uma ação a partir da conjuntura imediata. Quem conhece o belíssimo texto platônico sabe que, malandramente, Êutifron, depois de se deixar envolver pela maiêutica, se cansa e interrompe o diálogo com as singelas palavras: “agora estou com pressa e está na hora de me retirar Continue lendo…

A crise à luz de Moishe Postone: Tempo, Trabalho e Dominação Social

Por Douglas Rodrigues Barros[1]

A amplitude da crítica de Postone levará ainda algum tempo para ser descoberta em nosso quintal. A despeito do “sectarismo positivista”, que vem aos poucos dominando as análises marxianas mais apuradas – para o qual o sujeito automático é um oximoro antinômico e não uma unidade da contradição[2] –, o pensamento de Moishe Postone detém uma preocupação singular, qual seja: a reavaliação das categorias centrais de Marx. Continue lendo…

A retomada da luta sindical nos EUA

James Woods, via U.S. Uncut, traduzido e comentado por Gabriel Landi Fazzio.

O Partido Democrata, na sexta-feira (28/08/15) adotou o apelo pelo aumento do salário mínimo para $15/hora, estabelecendo a reivindicação como parte de sua plataforma partidária, no aproximar da temporada eleitoral de 2016. O movimento adiante polariza as alas progressistas do partido movendo-as à esquerda tanto do Partido Republicado quanto de democratas centristas ligados às corporações, como Hillary Clinton.

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Que impacto a revolução digital tem no trabalho e na desigualdade?

Por Michael A. Osborne, via Social Europe, traduzido por Daniel Fabre.

O que segue é uma transcrição de um ‘podcast’ da Social Europe no qual o Editor-chefe do portal, Henning Meyer discute os impactos da revolução digital na natureza do trabalho e na desigualdade com Michael A. Osborne, professor associado em aprendizagem automática[1] e Codiretor do programa Oxford Martin em tecnologia e emprego pela Universidade de Oxford.

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