Insurreição francesa

Por Antonio Negri, via Verso Books, traduzido por Thiago Marques Leão

Vamos refletir sobre o que aconteceu na França nessas últimas semanas. Podemos chamar isso de insurreição? A resposta – é claro – depende do que queremos dizer com a palavra insurreição, ainda assim, qualquer que seja o nosso entendimento, algo do tipo aconteceu. E provavelmente continuará acontecendo.  Continue lendo “Insurreição francesa”

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As eleições do ódio e os afetos na política

Por Marcela Pereira Rosa

O Brasil passa hoje por um complexo e conturbado processo político. Na acirrada disputa pela presidência, que polariza e divide o país, um dos fenômenos manifestos vem sendo a grave disseminação do chamado discurso de ódio. Há um ataque direto a determinados setores da sociedade – mulheres, negros, LGBTs, indígenas, determinados grupos de imigrantes e todos aqueles que se posicionam no campo da esquerda ou da centro-esquerda – que aprofunda preconceitos e estimula a intolerância a partir do menosprezo e da criminalização desses grupos. Continue lendo “As eleições do ódio e os afetos na política”

“Estamos em um novo começo do pensamento marxista”

Entrevista de Alain Badiou por Mathieu Dejean, via LesInrocks, traduzido por Daniel Alves Teixeira.

Alain Badiou é um dos raros militantes maoístas franceses que não renunciaram ao seu compromisso de juventude, neste caso a União dos Comunistas da França Marxista-Leninista (Ucf-ml). Filósofo de renome mundial, traduzido em muitos países, ele é autor de um importante trabalho, dedicado tanto ao teatro, à poesia, ao amor quanto à política. Continue lendo ““Estamos em um novo começo do pensamento marxista””

Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.

Por Slavoj Žižek, via Independent, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Talvez, o maior feito de Lênin foi silenciosamente abrir mão da noção de revolução do marxismo ortodoxo como um passo necessário no progresso histórico. Em vez disso, ele seguiu a percepção de Louis Antoine Saint-Just de que o revolucionário é como um marinheiro que navega em territórios desconhecidos.       Continue lendo “Lênin sabia que a revolução não aconteceria da noite para o dia – devemos ter isso em mente hoje em dia quando o capitalismo está nos deixando na mão.”

O problema da revolução na Venezuela é que ela não foi longe o suficiente

Por Slavoj  Žižek, via Independent, traduzido por Rodrigo Gonsalves.

No início da década de 1970, em uma nota à CIA que os informava sobre como prejudicar o governo chileno democraticamente eleito de Salvador Allende, Henry Kissinger escreveu de maneira sucinta: “Faça a economia gritar”. Continue lendo “O problema da revolução na Venezuela é que ela não foi longe o suficiente”

György Lukács, o profeta da revolução

Por Douglas Rodrigues Barros[1] 

Não foram poucos os pensadores que viram na literatura uma interpretação de mundo e, além disso, a possibilidade de identificar na forma literária transformações que se efetivariam no terreno social. Lukács, entretanto, foi um dos primeiros, senão o primeiro, a observar com profundidade incomum os desdobramentos da forma literária como sinais de transformações, por vezes, dolorosas e radicais; é sob o signo das mudanças operadas no espírito e captadas pela forma literária que podem ser identificados todo um céu estrelado de motivos, paixões e ações que traduzem o que ocorre na vida social. A literatura é, assim, o passaporte, não apenas, para se conhecer o espírito de uma época, como também, identificar seu declínio. Continue lendo “György Lukács, o profeta da revolução”

Por que Blanqui?

Por Doug Enaa Greene, via Verso Books, traduzido por Aukai Leisner

Antes de Marx, havia Blanqui: nascido 212 anos atrás. No texto abaixo, o historiador Doug Enaa Greene – autor do vindouro Specters of Communism: Blanqui e Marx – faz um levantamento da vida e pensamento do radical francês. Continue lendo…

A questão é a do socialismo

Por José Saramago

O presente excerto foi escrito por Saramago em Fevereiro de 1976, dois anos depois da Revolução dos Cravos, em um Portugal que vivia o “dia seguinte” de uma revolução triunfante. Por isso expõe as tensões políticas próprias daquela época no país ibérico. Continue lendo…

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