Sobre os dogmas neoliberais em tempos de pandemia

Por Gustavo Livio

No mais recente episódio da luta de classes, expressiva fileira da burguesia brasileira se somou aos ideólogos do neoliberalismo para combater as políticas de isolamento social praticadas até o momento. Continue lendo “Sobre os dogmas neoliberais em tempos de pandemia”

Existe Mercado Socialista?

Por Beto Silva

Portanto, a possibilidade de comprar e explorar a mercadoria força de trabalho é a essência do capitalismo. Foi a transformação do trabalho em mercadoria que potencializou a circulação mercantil dos demais produtos. O predomínio da circulação de mercadorias em geral é o desdobramento da transformação do próprio trabalho em mercadoria.  É a existência do mercado de trabalho – e não do mercado em geral – que caracteriza e fundamenta o capitalismo.

Continue lendo “Existe Mercado Socialista?”

Ideologia e Estado em Althusser: Uma Resposta

Por Eginardo Pires, via Encontros com a Civilização Brasileira, transcrito por Rômulo Cassi Soares de Melo

Em meio ao clima de medo em relação a corrente althusseriana[1], o Brasil debatia, na década de 1970, o ensaio Ideologia e Aparelhos ideológicos de Estado de Louis Althusser. Exatamente nesse contexto, intervém Eginardo Pires, dirigindo sua crítica impiedosa – ora republicada – aos comentários do então “príncipe dos sociólogos”. Mas longe de ser um texto datado pela conjuntura, esta é uma resposta que, a exemplo de anti-Düring ou Resposta a John Lewis, se autonomiza do debate que a produziu para estabelecer o seu brilho próprio. Por isso, merece ser relida. Continue lendo “Ideologia e Estado em Althusser: Uma Resposta”

Sobre o Direito à Cidade e o Ataque ao Bilhete Único Universitário no Rio de Janeiro

Por Paulo Rodrigues

“Em suma, o projeto político da prefeitura para educação diz respeito a uma intensificação da precarização do ensino, uma contínua superexploração da força de trabalho de nosso estudantes e um descaso no que concerne aos sonho de incontáveis cariocas em cursar um ensino superior, ao deixar evidente que para o governo em conluio com a burguesia do Rio de Janeiro, pobre não tem direito de sonhar e tem como única finalidade se matar de trabalhar.”

Continue lendo “Sobre o Direito à Cidade e o Ataque ao Bilhete Único Universitário no Rio de Janeiro”

Depois de amanhã: o vírus que desperta ao econômico (?)

Por Phillipe Augusto Carvalho Campos

O Guy Debord continua sendo um farol pra esse mundo em que vivemos, seu diagnóstico fundamental é o de que nossas expressões são integralmente cópias de imagens. Como se, ao comprar uma calça, já tivéssemos feito a inferência sobre quem queremos ser, qual imagem queremos passar, ao vestir aquela calça – desnecessário dizer que esse exemplo serve muito melhor para as redes sociais e para mercadorias cuja escassez é programada (o IPhone é paradigmático). Continue lendo “Depois de amanhã: o vírus que desperta ao econômico (?)”

O monólogo do vírus

Por autor desconhecido, via lundimatin.am, traduzido por Pedro Pimenta

Queridos humanos, parem com os seus ridículos apelos à guerra. Parem de me lançar esses olhares de vingança. Desliguem a aura de terror com que embrulham o meu nome. Nós, os vírus, desde a origem bacteriana do mundo, somos o verdadeiro continuum da vida na Terra. Sem nós, vocês nunca teriam visto a luz do dia, e esta não teria visto nem mesmo a primeira célula. Continue lendo “O monólogo do vírus”

Reestruturação produtiva do capital: formas contemporâneas de exploração da classe trabalhadora

Por Amanda Freitas

Os processos de reestruturação produtiva podem ser entendidos como respostas à lei tendencial da queda da taxa de lucros, e como formas de reproduzir os interesses da classe dominante, atualizando e radicalizando as formas de exploração e dominação da classe trabalhadora. Reestruturação produtiva deve ser interpretada como um movimento dialético entre o novo e o que permanece das formas precedentes. Encerra um conjunto de práticas sociais que renovam as estruturas de dominação ao travestir o antigo na forma de revolução passiva, nos termos de Gramsci. Continue lendo “Reestruturação produtiva do capital: formas contemporâneas de exploração da classe trabalhadora”

Os braços abertos “humanitários” dos liberais não são uma solução para a crise dos migrantes; mudanças econômicas radicais são necessárias

Por Slavoj Zizek, via RT, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Os apelos dos liberais para “abrirmos nossos corações” para imigrantes de países pobres estão ligados à manutenção do status quo no mundo capitalista. A solução é uma mudança radical no sistema econômico global que incentiva a migração. Continue lendo “Os braços abertos “humanitários” dos liberais não são uma solução para a crise dos migrantes; mudanças econômicas radicais são necessárias”

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑