Etiqueta: Cinema

A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau

Por Rodolpho F. Borges “Mas é claro: os democratas acreditam no toque das trombetas que fez ruir as muralhas de Jericó[1]. E toda vez que se deparam com os muros do despotismo, procuram imitar aquele milagre.”[2] Não podemos cobrar de “Bacurau” uma explicação nem compromisso de expressar a realidade, mas uma alegoria, apesar disso, pode

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A risada do Coringa: cinismo e dissociação na cultura

Por Phillipe Augusto Carvalho Campos A essa altura já devem ter saído um milhar de análises sobre o filme do Coringa. Me proponho aqui a oferecer mais uma. O Coringa, especificamente, sua risada, talvez seja o índice de um fenômeno recorrente nesse nosso tempo – o cinismo. E, podemos ver fenômenos análogos à risada do

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Casa Grande & Cinema: Bacurau, o Carcará desidratado

Por André Queiroz Contar o que se fez esquecer. Contar e cantar o que os doutos driblaram, desde a Cátedra, desde os corredores da Academia e seus imprescritíveis crimes de lesa humanidade (a burlesca história oficial), desde a máquina publicitária, perniciosa, de propaganda ideológica a que, eufemisticamente, se tem o costume de chamar de veículos

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Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!

Por Vinícius Okada M. M. D’Amico Dos fundos dos vales, emergem os “novos” salvadores da pátria, bradando, triunfantes, que o “novo” marcha a passos largos, enquanto os velhos heróis seguem sepultados. O porém é que para se alterar substancialmente a realidade é preciso conhecer o terreno em que se joga. E, assim, seguem os bons

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Cinema e conjuntura brasileira

Por Arthur Moura A produção cinematográfica brasileira está mergulhada na contradição social histórica e atual do país. O que se percebe é que desde o acirramento das tensões sociais principalmente no pós-crise de 2008, as produções têm retratado diversos episódios e momentos como forma de iluminar o presente ou simplesmente mistificá-lo.

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US, ou, a Coisa mediada pela própria coisa

Por Phillipe Augusto Carvalho Campos  Depois de alguns amigos me dizerem que o filme Us era muito bom, eu criei coragem (literalmente, porque tenho medo dessas coisas) pra assistir. Terminei e fiquei pensando no monte de coisa que tem nessa obra.

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Quem tem medo de James Bond?

Por Ignácio Martín Baró, via UCA, traduzido por Alexsander Grem Medo, ao que se ter medo, não há nada o que ter medo de James Bond. A razão é sensibilíssima: James Bond está morto. Ao menos, li isso há uns dias, não recordo em que revista: Connery-Bond, no final do seu último filme, cai morto.

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