Ler Asad Haider. O Althusserianismo e o debate das opressões, notas para uma pesquisa

Por João Pedro Luques

A preocupação sobre a relação entre filosofia e outras práticas é um elemento central no pensamento de Louis Althusser. Para ele, tanto a prática científica como a prática política fornecem elementos fundamentais para o pensamento filosófico. Seja para seu desenvolvimento, seja para seu atrofiamento. Continue lendo “Ler Asad Haider. O Althusserianismo e o debate das opressões, notas para uma pesquisa”

Representatividade desmobilização

Por Juliana Mota e Rodolpho Borges*

A contradição dessa estratégia fundamentada na ideia de representatividade reside em dois elementos que se conjugam. O primeiro é que a conquista de espaços na mídia de massas é positiva, e bastou-se nisso. Imagine só, o Jornal Nacional apresentado apenas por negros? A democracia racial enfim seria conquistada, à suculentos lucros para a Rede Globo. A segunda se configura na ilusão de que a representatividade, inequivocamente, mobiliza. Como se todos, ao verem um suposto semelhante, mobilizaram-se e se motivariam para alcançar, senão o inalcançável, mas a exceção à regra. Continue lendo “Representatividade desmobilização”

A polêmica na guilhotina: alguns problemas de uma crítica à Jacobin Magazine

Por Gabriel Landi e Douglas Rodrigues Barros

Tudo ameaça uma jovem militância de destruição: o amor, as ideias, as dúvidas, o ingresso no movimento que busca colocar a política em prática. Custa-lhe apreender a fusão do conhecimento e da ação que precisa realizar-se na própria luta, de tal forma que ambas depositem em si a garantia de sua verdade. As ideias dificilmente correspondem ao fato. O fato, por sua vez, dificilmente tem algo em comum com o real. A infinitude deste último dilacera a consciência finita daquela. Continue lendo “A polêmica na guilhotina: alguns problemas de uma crítica à Jacobin Magazine”

Da falsa emancipação preta pela via do mercado ao problema da identidade despossuída no séc. XXI: o cinema crítico de Boots Riley


Por Cian Barbosa

A arte não pode ser apenas a expressão de uma particularidade (seja ela étnica ou pessoal). A arte é a produção impessoal de uma verdade que é endereçada a todos.

—Alain Badiou Continue lendo “Da falsa emancipação preta pela via do mercado ao problema da identidade despossuída no séc. XXI: o cinema crítico de Boots Riley”

Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Por Heribaldo Maia

Recentemente foi publicado aqui no LavraPalavra um texto chamado: Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma[i]. O texto era uma tentativa de trazer outro ponto de vista sobre a relação luta de classes vs movimentos identitários, Continue lendo “Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada”

Por uma Perspectiva Realmente Revolucionária e Não Reacionária Para o Movimento Negro

Por Vinicius Souza

A realidade possui uma diversidade de perspectivas para pensar suas principais características, é possível pensar a realidade, como Hegel, de maneira idealista se limitando somente ao campo das ideias ou como as teorias culturalistas sobre a libertação negra que se limitam a pensar em torno da construção de uma subjetividade existente nas pessoas negras por ligações ancestrais, literalmente mística.

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Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma

Por Heribaldo Maia

Há momentos em que nos deparamos com situações paralisantes. São paradoxos que se erguem diante de nós sem que por vezes entendamos muito bem como aconteceu. Ou às vezes até sabemos, mas fingimos não saber para nos sentir melhor. Essa encruzilhada paradoxal requer antes de saber qual caminho seguir, nos perguntar: como chegamos até aqui e por que estamos diante de tal situação? Continue lendo “Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma”

As cores do muro: de Stonewall a Wall Street

Por Edson Mendes[1]

“Sem compreender a realidade concreta que sustenta a necessidade de manutenção da opressão a LGBTs no próprio capitalismo, sem permanecer críticos aos direitos adquiridos no Estado Burguês que só valem para LGBTs enquanto figuras exploradas pela classe dominante, podemos acabar perdendo de perspectiva a base material de nossa opressão.”

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