Do lugar identitário ao punitivismo: um caminho natural

Por Inês Maia

A crença cega na impossibilidade da transformação efetiva; o apego às limitações ao poder instituído; a busca por um lugar ao sol – quando o sol deveria ser para todos; o fetichismo de uma representatividade fechada nos moldes da vida do espetáculo e do consumo; a fé na racialização social e não na tentativa de implodir o seu significado; a ação prevista conforme os marcos colonialistas; o total afastamento do pertencimento à classe trabalhadora, e; para lacrar – a judicialização das ideias, agora avaliadas pelos senhores promotores; foram os resultados de uma teoria que, sustentando o lugar formatado pela realidade assassina e exploratória da modernidade capitalista, esvaziou do horizonte de muitos jovens uma transformação efetiva que tenha como horizonte a experiência da igualdade social radical. Continue lendo “Do lugar identitário ao punitivismo: um caminho natural”

Lugar de negro, lugar de branco?

Entrevista com Douglas Rodrigues Barros por Rodrigo Gonsalves.

Douglas Rodrigues Barros é formado em filosofia (mestre e está encerrando seu doutorado pela Unifesp) e publica, no próximo dia 15 de março, na livraria Plana, a obra Lugar de negro, Lugar de branco? Esboço para uma crítica à metafísica racial pela editora Hedra.  Continue lendo “Lugar de negro, lugar de branco?”

O lugar de fala de Djamila Ribeiro

Por Inês Maia

Esta é uma teoria de gestores da classe trabalhadora, aqueles que reivindicam um acento na política pública, ou um departamento de pesquisa na universidade. As trabalhadoras negras, aquelas que estão nas ruas pelas cinco da manhã e voltam às dez da noite, depois de um transito infernal, estão pouco se lixando para coisitas tais! Então, em primeiro lugar, é preciso estabelecer o lugar de fala dessa teoria, e ele é o lugar da classe-média! Continue lendo “O lugar de fala de Djamila Ribeiro”

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