Moschkovich nos ofereceu bons resultados advindos de uma boa operação do materialismo histórico dialético

Por Eduardo Borges*

As teses de Marília Moschkovich** publicada no blog da Boitempo[1] por um lado parecem estar corretas quando analisamos os desdobramentos argumentativos de todo o texto, no que tange a articulação da dialética marxista, isto é, tomando como premissa que em última instancia é o momento subjetivo ou melhor, teleológico da classe em movimento em posição de combate que objetivará uma práxis verdadeiramente revolucionária, o sexo (sexualidade) enquanto constitutiva desses indivíduos determinados encontra-se em total imbricamento e possui um conteúdo revolucionário autêntico se tomado em sua inteireza.  Continue lendo “Moschkovich nos ofereceu bons resultados advindos de uma boa operação do materialismo histórico dialético”

O Primado do Encontro sobre a Forma

Por Vittorio Morfino, traduzido por Zaira Rodrigues Vieira

Do ponto de vista teórico, o texto mais relevante na produção althusseriana dos anos oitenta é provavelmente o escrito datilografado que os organizadores dos Escritos apresentaram, fazendo, porém, escolhas redacionais muito precisas¹, intitulando-o Corrente subterrânea do materialismo do encontro. Trata-se de um texto extremamente fascinante no qual são apenas esboçados os traços de uma história subterrânea de um materialismo que escaparia à clássica oposição idealismo-materialismo – oposição de todo interna à história da metafísica ocidental: um materialismo da contingência e do aleatório, não dominado pelo grand principe “nihil est sine ratione”, que repercutiu, como disse Heidegger, na história do pensamento ocidental antes de ser enunciado por Leibniz. Continue lendo “O Primado do Encontro sobre a Forma”

O momento do cubismo

Por John Berger, via Verso Books, traduzido por Victor Guilherme Mota

“O momento do cubismo” é um fragmento da obra Landscapes, de John Berger, editada por Tom Overton. O ensaio de 1967 sobre a crítica materialista da arte, originalmente publicado na New Left Review, traça a cronologia e os legados do cubismo. Nele, Berger reflete e desenvolve a sensação de que “os trabalhos cubistas mais extremos” – que são tanto “muito otimistas quanto muito revolucionários…para terem sido pintados hoje” – são “capturados e confinados em uma chave no tempo, esperando para serem lançados e continuarem sua jornada que começa em 1907” Continue lendo “O momento do cubismo”

A Cosmologia de Evald Ilyénkov: O Ponto de Loucura do Materialismo Dialético

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

A partir da perspectiva hodierna, os marxistas europeus mais interessantes do século XX foram os que tentaram se livrar da dualidade do materialismo de estilo soviético e da elevação pelo marxismo ocidental da prática social ao horizonte transcendental que sobredetermina toda nossa abordagem da realidade, incluindo a natureza. Esses pensadores tentaram situar a prática humana numa ordem cosmológica mais ampla, mas sem regressar a uma ontologia realista ingênua.      Continue lendo “A Cosmologia de Evald Ilyénkov: O Ponto de Loucura do Materialismo Dialético”

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