Alain Badiou e a Verdade na Política Revolucionária

Por Alain Badiou, traduzido por Vinícius Okada M. M. D’Amico a partir da versão em inglês do livro (excertos de seu prefácio) Logic of Worlds, Editora Continuum, 2009.

“A agonia da França não nasceu das enfraquecedoras razões para acreditar nela — derrota, demografia, indústria, etc. — mas da incapacidade de acreditar em coisa alguma”.- André Malraux Continue lendo “Alain Badiou e a Verdade na Política Revolucionária”

Descartes/Lacan

Por Alain Badiou, via Umbr(a) , traduzido por Rodrigo Gonsalves

O que ainda conecta Lacan (e esse “ainda” é a perpetuação moderna dos sentidos) ao tempo da ciência cartesiana é o pensamento de que é necessário manter o sujeito no vazio puro de sua subtração, se assim se quer que a verdade seja salva. Somente esse tal sujeito se deixa suturar na forma lógica e integralmente transmissível da ciência.

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Com Lênin contra Hegel? ‘Materialismo e Empirocriticismo’ e as mutações do marxismo ocidental

Por Alberto Toscano, via Historical Materialism, traduzido por João Victor Oliveira

Neste artigo, Alberto Toscano considera três textos que nos permitem explorar o lugar que uma recuperação e reinterpretação do ‘Materialismo e Empirocriticismo’ de Lênin ocupou na definição da agenda da filosofia marxista européia após a crise de 1956. Continue lendo “Com Lênin contra Hegel? ‘Materialismo e Empirocriticismo’ e as mutações do marxismo ocidental”

Onde está a quebra? Marx, Lacan, Capitalismo e Ecologia

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Quando, décadas atrás, a ecologia surgiu como uma questão teórica e prática crucial, muitos marxistas (assim como críticos do Marxismo) notaram que a natureza – mais precisamente, o exato status ontológico da natureza – é o único tópico em que até o materialismo dialético mais grosseiro possui uma vantagem sobre o Marxismo Ocidental. Continue lendo “Onde está a quebra? Marx, Lacan, Capitalismo e Ecologia”

Moschkovich nos ofereceu bons resultados advindos de uma boa operação do materialismo histórico dialético

Por Eduardo Borges*

As teses de Marília Moschkovich** publicada no blog da Boitempo[1] por um lado parecem estar corretas quando analisamos os desdobramentos argumentativos de todo o texto, no que tange a articulação da dialética marxista, isto é, tomando como premissa que em última instancia é o momento subjetivo ou melhor, teleológico da classe em movimento em posição de combate que objetivará uma práxis verdadeiramente revolucionária, o sexo (sexualidade) enquanto constitutiva desses indivíduos determinados encontra-se em total imbricamento e possui um conteúdo revolucionário autêntico se tomado em sua inteireza.  Continue lendo “Moschkovich nos ofereceu bons resultados advindos de uma boa operação do materialismo histórico dialético”

O Primado do Encontro sobre a Forma

Por Vittorio Morfino, traduzido por Zaira Rodrigues Vieira

Do ponto de vista teórico, o texto mais relevante na produção althusseriana dos anos oitenta é provavelmente o escrito datilografado que os organizadores dos Escritos apresentaram, fazendo, porém, escolhas redacionais muito precisas¹, intitulando-o Corrente subterrânea do materialismo do encontro. Trata-se de um texto extremamente fascinante no qual são apenas esboçados os traços de uma história subterrânea de um materialismo que escaparia à clássica oposição idealismo-materialismo – oposição de todo interna à história da metafísica ocidental: um materialismo da contingência e do aleatório, não dominado pelo grand principe “nihil est sine ratione”, que repercutiu, como disse Heidegger, na história do pensamento ocidental antes de ser enunciado por Leibniz. Continue lendo “O Primado do Encontro sobre a Forma”

O momento do cubismo

Por John Berger, via Verso Books, traduzido por Victor Guilherme Mota

“O momento do cubismo” é um fragmento da obra Landscapes, de John Berger, editada por Tom Overton. O ensaio de 1967 sobre a crítica materialista da arte, originalmente publicado na New Left Review, traça a cronologia e os legados do cubismo. Nele, Berger reflete e desenvolve a sensação de que “os trabalhos cubistas mais extremos” – que são tanto “muito otimistas quanto muito revolucionários…para terem sido pintados hoje” – são “capturados e confinados em uma chave no tempo, esperando para serem lançados e continuarem sua jornada que começa em 1907” Continue lendo “O momento do cubismo”

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