Política Criminal e Luta de Classes

Por Daniel Buarque

“A violência ocorrida na chamada “Tragédia de Paraisópolis”, que melhor seria descrito como um massacre, é apenas mais uma dentre as diversas ocorrências de violência de agentes de segurança do Estado brasileiro que resultam na morte de jovens negros da classe trabalhadora.”

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Necropolítica à la française

Por Gabriel Miranda

Detrás da Tour Eiffel, dos espaços de opulência da burguesia que desfruta da bela Paris, dos cafés charmosos, dos queijos, dos vinhos, da arquitetura e dos museus que tanto encantam os setores médios, existe uma Paris que não costuma figurar nos roteiros de viagens, na indústria cultural Continue lendo “Necropolítica à la française”

Representatividade desmobilização

Por Juliana Mota e Rodolpho Borges*

A contradição dessa estratégia fundamentada na ideia de representatividade reside em dois elementos que se conjugam. O primeiro é que a conquista de espaços na mídia de massas é positiva, e bastou-se nisso. Imagine só, o Jornal Nacional apresentado apenas por negros? A democracia racial enfim seria conquistada, à suculentos lucros para a Rede Globo. A segunda se configura na ilusão de que a representatividade, inequivocamente, mobiliza. Como se todos, ao verem um suposto semelhante, mobilizaram-se e se motivariam para alcançar, senão o inalcançável, mas a exceção à regra. Continue lendo “Representatividade desmobilização”

“Pode ser que um certo nível de violência seja inevitável.”

Entrevista por Han Renard, via Le vif, traduzida por Daniel Alves Teixeira

Vestido em calças de trabalho verde e uma jaqueta de lã, Alain Badiou, em seu modesto apartamento no centro de Paris, mais parece um homem aposentado do que o homem considerado um dos maiores pensadores de nosso tempo. A ostentação cara aos intelectuais franceses é totalmente estranha para ele. 

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A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo”

Por Anielson Ribeiro da Silva, graduando do curso de Língua Portuguesa e suas Literaturas pela UPE – Campus Petrolina e Militante da União da Juventude Comunista.

“A violência, portanto, não pode ser entendida simplesmente, no sentido liberal, como mera intenção de agressividade física, mas é aqui expressa através de um desejo contestador, que hostiliza a aparente realidade pacífica da “alta literatura” e conduz a linguagem a uma nova manifestação de ser livre.” Continue lendo “A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo””

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