A esquerda global permitirá que os nacionalistas de direita assumam o controle do descontentamento da sociedade?

Por Slavoj Zizek, via RT, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Três décadas após o colapso do comunismo na Europa Oriental, existe agora um desconforto com o capitalismo liberal. E ele está beneficiando mais a direita global do que os esquerdistas. Continue lendo “A esquerda global permitirá que os nacionalistas de direita assumam o controle do descontentamento da sociedade?”

A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil

Por Thales Fonseca (Doutorando em Psicologia pela UFSJ)

Trata-se de tentar traçar um breve percurso que vai desde a instauração da chamada Nova República, com a promulgação da constituição de 1988, passando por momentos de relativa harmonia social a partir de meados da década de 1990 e na primeira década dos anos 2000, chegando, enfim, às manifestações de profunda insatisfação popular em 2013, que parecem ter se configurado como um preâmbulo do que hoje se apresenta como uma profunda crise de nosso sistema democrático.  Continue lendo “A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil”

Em defesa da traição

Por Slavoj Žižek, via Spectator.us traduzido por Rodrigo Gonsalves

Se nos importamos com o futuro das pessoas que formam as nações, o nosso bordão deveria ser: Estados Unidos por último, China por último e Russia por último. Comentários do pensador esloveno acerca da décima quarta conferência do G20 em Osaka, que ocorreu entre 28 e 29 de Junho de 2019. Texto original chamado ‘In defense of treason’ publicado em 9 de Julho de 2019. Continue lendo “Em defesa da traição”

Diferença Sexual e Ontologia

Por Alenka Zupančič, via E-Flux, traduzido por Matheus Cornely Sayão

Alenka Zupančič propõe traçar um caminho que vai desde a diferença sexual segundo as essencializantes ontologias e cosmologias tradicionais até, após a ruptura da filosofia e ciência moderna com a ontologia, as possíveis afirmações ontológicas que a psicanálise poderia oferecer. Em crítica à teoria queer, que Zupančič afirma dessexualizar o sexo, ela pretende demonstrar como a diferença sexual, para a psicanálise, se situa como uma falha entre o ontológico e o epistemológico, colocando o Real da diferença sexual na posição de algo que curva o espaço do ser. Continue lendo “Diferença Sexual e Ontologia”

Marx hoje: o fim está próximo… apenas não da forma que imaginávamos

Por Slavoj Žižek, via Philosophical Salon, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Existe uma velha e deliciosa piada soviética sobre a rádio Yerevan: um ouvinte pergunta “É verdade que Rabinovitch ganhou um carro novo na loteria?”, e o rádio responde: “Em princípio sim, é verdade, somente não era um carro novo mas uma bicicleta velha, e ele não ganhou, ela foi roubada dele. ” Será que exatamente o mesmo não vale para o destino dos ensinamentos de Marx hoje, 200 anos depois de seu nascimento? Continue lendo “Marx hoje: o fim está próximo… apenas não da forma que imaginávamos”

Alienação e Proletariado: da perda à subjetividade, uma leitura do poema “Quando e por que nascemos” de Mauro Iasi.

Por Daniel Alves Teixeira, membro do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia.

Recentemente, em um evento organizado pelo PCB de São Paulo, tive a oportunidade de conhecer um poema de autoria de Mauro Iasi, lido por uma das camaradas presentes no encontro. Ouvindo o poema me Continue lendo “Alienação e Proletariado: da perda à subjetividade, uma leitura do poema “Quando e por que nascemos” de Mauro Iasi.”

O sexual é político

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por Germano Nogueira Prado, membro do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia

As portas de banheiro segregadas estão hoje no centro de uma grande luta legal e ideológica. Em 29 de março de 2016, um grupo de 80 executivos com negócios estabelecidos predominantemente no Vale do Silício, encabeçados pelo CEO do Facebook Continue lendo…

Sobre Mestres e Revoltas

Por Daniel Alves Teixeira

“É o que vocês aspiram como revolucionários, a um mestre. Vocês o terão.”[1] Foram essas palavras aparentemente conservadoras que Jacques Lacan direcionou aos estudantes que participavam das célebres agitações de Maio de 68 na França, quando movimentos grevistas e revoltas estudantis se alastraram pelo país. Continue lendo…

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