Quando o povo nativo da Carolina do Norte expulsou a KKK

Por Liberation School, traduzido por Catarina Duleba

A vitória da tribo Lumbee na Batalha de Hayes Pond, obscurecida da maioria dos livros didáticos, continua a ser um modelo para todos os povos oprimidos que desejam lutar – e prova de que a vitória é possível. Continue lendo “Quando o povo nativo da Carolina do Norte expulsou a KKK”

Anúncios

3 dimensões da apropriação marxista do pensamento de Clausewitz: guerras híbridas e conflitos não-lineares

Por Santiago Marimbondo

Uma das vicissitudes centrais que legou ao pensamento revolucionário a derrota do movimento operário internacional com a queda do muro de Berlin e a consequente etapa de restauração burguesa foi o grau zero de debate estratégico que se estabeleceu a partir dali. A crise objetiva das lutas contestatórias ao poder capitalista por parte das classes subalternas não poderia deixar de impactar subjetivamente; o debate sobre como enfrentar concretamente o poder burguês foi substituído por vulgares perspectivas utópicas sobre “como mudar o mundo sem tomar o poder”, numa luta de uma abstrata “multidão” contra um imaginário “império”, e onde os sujeitos sociais efetivos perdem sua objetividade para se construírem de forma “discursiva” através de uma “ação performática”. 

Continue lendo “3 dimensões da apropriação marxista do pensamento de Clausewitz: guerras híbridas e conflitos não-lineares”

Nós devemos organizar a revolução?

Por Vladimir Ilitch Ulianov Lenin, via Marxists.org, traduzido por Catarina Duleba

Nesta exemplar peça de polêmica entre Lenin e os mencheviques, marcada pelo calor da revolução russe da 1905, o bolchevique levanta algumas importantes questões sobre a tática oportunista e a questão do armamento do povo. Publicado originalmente em 25 de fevereiro de 1905, na sétima edição da publicação bolchevique “Vperyod”. Continue lendo “Nós devemos organizar a revolução?”

As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica

Por Otávio Moraes

O crítico literário Helder Macedo assevera em um de seus ensaios que “(…) toda linguagem é feita de passados e não de futuros”[1]. Tal assertiva carrega implicações interessantes, principalmente para discutir a linguagem estetizada em forma de lírica. Continue lendo “As colunas da ordem e da desordem: brevíssimo ensaio sobre a insatisfação na lírica”

Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência

Por Camila Koenigstein

Auchwitz inaugurou um novo rumo para a violência, pois tudo indica que o seu horror se tornou uma espécie de ficção para as gerações seguintes. Assim, o horror que vemos hoje diariamente, não encontra relação com o horror do passado. Será que o humano busca cada vez mais expor, falar, digerir a violência para buscar uma forma de registrar de fato o que é o horror? Ou o horror já nos constitui como sujeitos? Continue lendo “Da linguagem ao ato: uma nova perspectiva sobre a violência”

O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais

Por Gabriel Landi Fazzio

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária. Esta atividade e sua organização é conduzida freqüentemente ainda da antiga maneira formalista. Em manifestações ocasionais, reuniões de massas e sem cuidado com o conteúdo revolucionário concreto dos discursos e panfletos.” Em “A Estrutura, os Métodos e a Ação dos Partidos Comunistas”, III Internacional, 1921. Continue lendo “O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais”

Mulheres e socialismo: três estudos de casos revolucionários

Por Donna Goodman, via Liberation School, traduzido por Elisa Brasil

As pessoas dos Estados Unidos foram continuamente ensinadas por quase cem anos que as revoluções socialistas na Rússia (1917), China (1949) e Cuba (1959) constituíram um perigo para o mundo. Todos os presidentes dos EUA demonizaram cada país e as suas lideranças. De modo que é compreensível que a maioria das pessoas aqui possuam pouco conhecimento factual sobre os avanços extraordinários das mulheres que seguiram a revolução. Este artigo examinará brevemente esse histórico. Continue lendo “Mulheres e socialismo: três estudos de casos revolucionários”

A constituinte, as igrejas e a questão LGBTI em Cuba

Por Cristina Silva

Antes de uma breve explicação do funcionamento da Constituinte, é necessário trazer à luz a participação da militância LGBTI durante o processo da constituinte e para além da constituinte. Infelizmente, de maneira oportunista, a presença dos movimentos LGBTI em Cuba ainda é falsamente compreendida como grupos isolados e anticomunistas, que fazem oposição “ao regime Castro”. O mesmo é feito em relação à impressão que temos sobre as discussões sobre sexualidade em Cuba, algo que remete a estagnação e a conservadorismo que é taxado como “moral revolucionária” por muitos estudiosos neoliberais. Porém, a prática cotidiana da presença da luta LGBTI em Cuba é completamente distinta do descrito. Continue lendo “A constituinte, as igrejas e a questão LGBTI em Cuba”

Problemas com a (in)existência

         Por Daniel Alves Teixeira, membro do Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia.

O recém-lançado livro “Ensaio sobre mortos-vivos: The Walking Dead e Outras Metáforas”, organizado por Diego Penha e Rodrigo Gonsalves, e contendo textos de diversos autores, entre eles Christian Dunker, Ivan Estêvão e Mlader Dolar, para citar somente alguns dos nomes mais conhecidos do público em geral, possui diversos méritos dignos de destaque, que vão desde a arrojada edição do livro Continue lendo “Problemas com a (in)existência”

“Você toma uma solução racista e chuta os de baixo, ou um anticapitalista que atinge os de cima?”

Entrevista com Peter Mertens, por David Broder, via Jacobin Magazine, traduzida por Gabriel Landi Fazzio

A Bélgica não parecer ser um lar muito óbvio para o radicalismo político. No debate público em outros países europeus, a palavra “Bruxelas” é usada como sinônimo das instituições de uma União Europeia distante e burocrática. No entanto, a classe trabalhadora belga também tem sua própria história de exploração e luta, desde os mineradores de carvão do Borinage até a greve geral de 1960. Continue lendo ““Você toma uma solução racista e chuta os de baixo, ou um anticapitalista que atinge os de cima?””

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑