A China regrediu ao capitalismo? Reflexões sobre a transição do capitalismo para o socialismo

Por Domenico Losurdo, via medium.com, traduzido por Matheus Silva

Hoje em dia é comum falar sobre a restauração do capitalismo na China como resultado da Reforma e Abertura de Deng Xiaoping. Mas qual é a base desse julgamento? Existe algum tipo de socialismo que pode ser comparado com a realidade da atual situação socioeconômica na China hoje? Continue lendo “A China regrediu ao capitalismo? Reflexões sobre a transição do capitalismo para o socialismo”

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Casa Grande & Cinema: Bacurau, o Carcará desidratado

Por André Queiroz

Contar o que se fez esquecer. Contar e cantar o que os doutos driblaram, desde a Cátedra, desde os corredores da Academia e seus imprescritíveis crimes de lesa humanidade (a burlesca história oficial), desde a máquina publicitária, perniciosa, de propaganda ideológica a que, eufemisticamente, se tem o costume de chamar de veículos de informação. Contar em cordéis sob o equilíbrio tênue de varal, pregador, mimeógrafo para que não se perca aquilo que nos é próprio – tradição rastos pegadas acúmulos de lutas e de lutos, de ações plasmadas ao estudo critico e às vanguardas que orientam para que não se esteja órfão de saber e condenado a começar sempre do zero. Para isto o contar do cordel. 

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A polêmica na guilhotina: alguns problemas de uma crítica à Jacobin Magazine

Por Gabriel Landi e Douglas Rodrigues Barros

Tudo ameaça uma jovem militância de destruição: o amor, as ideias, as dúvidas, o ingresso no movimento que busca colocar a política em prática. Custa-lhe apreender a fusão do conhecimento e da ação que precisa realizar-se na própria luta, de tal forma que ambas depositem em si a garantia de sua verdade. As ideias dificilmente correspondem ao fato. O fato, por sua vez, dificilmente tem algo em comum com o real. A infinitude deste último dilacera a consciência finita daquela. Continue lendo “A polêmica na guilhotina: alguns problemas de uma crítica à Jacobin Magazine”

Apontamentos sobre a reprodução da classe no capitalismo dependente: da crítica feminista à superexploração do trabalho

Por Elisabeth Zorgetz Loureiro

Ao contrário de uma expansão em etapas relativamente definidas para uma ampla proletarização do mundo, em termos do trabalho assalariado, fabril ou formal – em que o desenvolvimento das forças produtivas invariavelmente se expandiria a todos os recantos do mundo em suas contradições e oportunidades para a classe trabalhadora –, o desenvolvimento capitalista indicou, desde o final do século XX, a desorganização desta classe Continue lendo “Apontamentos sobre a reprodução da classe no capitalismo dependente: da crítica feminista à superexploração do trabalho”

Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!

Por Vinícius Okada M. M. D’Amico

Dos fundos dos vales, emergem os “novos” salvadores da pátria, bradando, triunfantes, que o “novo” marcha a passos largos, enquanto os velhos heróis seguem sepultados. O porém é que para se alterar substancialmente a realidade é preciso conhecer o terreno em que se joga. E, assim, seguem os bons moços medíocres e oportunistas do liberalismo a se afogarem imersos na torrencial crise brasileira. Continue lendo “Bacurau e a crise brasileira: um convite ao ódio!”

O problema com a Jacobin no Brasil

Por Lise Ma

A revista Jacobin e sua filial brasileira são projetos na linha do que pode se considerar um renascimento/redescobrimento do Marxismo, direcionados à conscientização das classes médias sobre a extensão das grandes desigualdades atuais. Na prática, a revista soa mais como uma convocação à classes médias ascendentes (ou, aspirantes às mesmas) à liderança no processo de conscientização da classe trabalhadora. Continue lendo “O problema com a Jacobin no Brasil”

O Marxismo e a Questão Animal

Por Maila Costa

Se os animais, por não serem humanos, não fazem parte da nossa classe, também não fazem parte da classe dominante, e possuem muito mais em comum conosco do que com eles, seja em relação à exploração, à privação de liberdade ou à comoditização. A moral comunista, como desenvolvimento da moral proletária vislumbrada por Engels, só poderá ser construída com base na rejeição a todas as formas de opressão, portanto, consideradas as relações de produção presentes, devemos rejeitar a exploração animal, incorporando a luta por sua libertação à luta por emancipação humana, uma vez que não há justificativa, que não no moralismo burguês, para a aplicação industrial do sofrimento.

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Ngũgĩ wa Thiong’o: Cultura e Imperialismos

Por Bruno Ribeiro Oliveira*

Thiong’o sempre manterá uma versão da história onde a embates entre dois lados. Thiong’o é fruto de uma era da historiografia onde o embate entre colonizado e colonizador tutelava a maioria dos trabalhos históricos sobre a história de África e dos povos africanos. Essa historiografia da resistência, como também pode ser chamada, tratava de organizar a história sempre entre uma disputa entre lados antagônicos Continue lendo “Ngũgĩ wa Thiong’o: Cultura e Imperialismos”

Cinco mitos imperialistas sobre o papel da China na África

Por Nino Brown, via Liberation School, traduzido por Guilherme Laranjeira

“Qual país da África é politicamente dirigido pela China? Nenhum. Existe um país africano com uma base militar chinesa, Djibouti, mas suas políticas não são dirigidas por Pequim. Embora hajam, indiscutivelmente, exemplos de produtos chineses sendo despejados em países africanos, nenhum país foi obrigado a excluir “produtos de concorrentes de outros lugares.” A China não controla nenhum sistema bancário africano. Países africanos começaram a adotar o yuan chinês como uma moeda estrangeira de reserva, mas fizeram isso como uma forma de diversificação, se distanciando da dependência do dólar e do euro. “

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Por um incendiar como o incêndio florestal

Por Bue Rübner Hansen, via roarmag.org traduzido por Rodrigo Gonsalves

Na sociologia, um ponto de inflexão é passado quando um grupo ou sociedade muda rapidamente e dramaticamente seu comportamento adotando uma prática anteriormente rara. Geralmente, segue-se uma crise que torna o antigo modo de fazer as coisas impossível ou intolerável. O desmatamento rápido está em andamento há muito tempo na Indonésia, na África Central, na Amazônia e em outros lugares. Mas o enorme significado simbólico e material da Amazônia significa que os incêndios são um alerta para milhões de pessoas no Brasil e no mundo.  Continue lendo “Por um incendiar como o incêndio florestal”

A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil

Por Thales Fonseca (Doutorando em Psicologia pela UFSJ)

Trata-se de tentar traçar um breve percurso que vai desde a instauração da chamada Nova República, com a promulgação da constituição de 1988, passando por momentos de relativa harmonia social a partir de meados da década de 1990 e na primeira década dos anos 2000, chegando, enfim, às manifestações de profunda insatisfação popular em 2013, que parecem ter se configurado como um preâmbulo do que hoje se apresenta como uma profunda crise de nosso sistema democrático.  Continue lendo “A esquerda deve temer a ruína? Notas sobre a crise da democracia no Brasil”

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