O papel da moral na produção comunista

Texto de György Lukács,  via Marxist.org, traduzido por Julio Davila

O objetivo final do comunismo é a construção de uma sociedade na qual a liberdade da moral assumirá o papel da constrição legal na regulação do comportamento. Tal sociedade necessariamente pressupõe, como todo marxista sabe, o fim das divisões de classe.  Continue lendo “O papel da moral na produção comunista”

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Todas as cartas chegam ao seu destino? Resposta a uma carta sobre o futuro

Por Gabriel Tupinambá

Esse texto foi minha resposta a uma carta, escrita por um amigo em Março de 2017, convidando a mim e a outros correspondentes para um debate sobre o problema do futuro.

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Walter Benjamin e a verdadeira urbanização da hermenêutica

Por Luis Eduardo Gomes do Nascimento, em memória de minha Avó Aurelina, que não conheceu a escrita, mas lia o mundo.

Em debate com Gadamer, Habermas afirmou que o projeto de Gadamer pode ser caracterizado como a urbanização hermenêutica de Heidegger. É verdade que as metáforas de Heidegger originam-se do campo; mas, para além de uma frase simpática lançada num debate harmonioso, tem sentido falar em urbanização da hermenêutica em Gadamer?  Continue lendo “Walter Benjamin e a verdadeira urbanização da hermenêutica”

A Realidade de Ernst Lubitsch

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Theodor Adorno inverteu a condescendente pergunta historicista de Benedetto Croce sobre “o que está morto e o que está vivo na dialética de Hegel.” Se Hegel está realmente vivo enquanto pensador, a pergunta, portanto, a ser feita hoje é a oposta: “Como é que ficamos NÓS, HOJE, aos olhos de Hegel?” Exatamente o mesmo vale para Ernst Lubitsch.  Continue lendo “A Realidade de Ernst Lubitsch”

Freud e o político

Por Mladen Dolar, via Theory Leaks, traduzido por Aukai Leisner

A questão da política em Freud esconde, sob o ar de inocência, um problema extremamente complicado, talvez impossível. Ambos os termos da expressão – Freud e política – estão longe de ser inequívocos: não é claro, não obstante as aparências, o que se quer dizer por Freud, apesar ou talvez por causa da aura em torno do seu nome e do clamor generalizado que sua fama provocou…  Continue lendo “Freud e o político”

Althusser e história: ensaio de diálogo com Pierre Vilar

Traduzido por Danilo Enrico Martuscelli [1]

Em Ler O Capital, Althusser preparou o cenário para uma ampla discussão sobre o tempo histórico. Em um artigo de 1973 publicado nos Annales, o grande historiador comunista da Catalunha moderna, Pierre Vilar, respondeu brilhantemente as exigências althusserianas: como pensar a pluralidade dos tempos históricos e sua articulação? Como combinar a análise empírica com o conceito de modo de produção?  Continue lendo “Althusser e história: ensaio de diálogo com Pierre Vilar”

Realismo em psicanálise

Por Alenka Zupančič, via European Journal of Psychoanalysis, traduzido por Ramon Frias.

Muitas discussões filosóficas recentes têm sido marcadas, de uma forma ou de outra, pelo impressionante relançamento da questão do realismo, desencadeada pelo livro de Quentin Meillassoux Après la finitude (2006), e seguida por um mais abrangente, apesar de menos homogêneo, movimento de ‘realismo especulativo’.  Continue lendo “Realismo em psicanálise”

Sobre o obscurantismo contemporâneo

Por Alain Badiou, via Theory Leaks, traduzido por Daniel Alves Teixeira

Do que devemos chamar as extraordinárias construções intelectuais que são as obras de Darwin, Marx e Freud? Não são estritamente ciências, mesmo que a biologia – incluindo a biologia contemporânea – seja pensada dentro do quadro darwinista. Certamente elas não são filosofias, mesmo que a dialética, esse antigo nome platônico para a filosofia, tenha tido um novo momento através de Marx.  Continue lendo “Sobre o obscurantismo contemporâneo”

Perante a morte de Ernesto “Che” Guevara

Por Louis Alhusser, via PCB, traduzido por Igor S. Livramento e revisado por Matheus Cornely.[1]

Segue reprodução de carta escrita pelo filósofo Louis Althusser ao dirigente comunista cubano e diretor da revista Casa de las Américas, Roberto Fernandez Retamar, enviada poucos dias após a morte de Che Guevara, na Bolívia, em 09 de outubro de 1967. Nela, Althusser deixa claro que sem movimento de massas populares, não há revolução. Continue lendo “Perante a morte de Ernesto “Che” Guevara”

A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo”

Por Anielson Ribeiro da Silva, graduando do curso de Língua Portuguesa e suas Literaturas pela UPE – Campus Petrolina e Militante da União da Juventude Comunista.

“A violência, portanto, não pode ser entendida simplesmente, no sentido liberal, como mera intenção de agressividade física, mas é aqui expressa através de um desejo contestador, que hostiliza a aparente realidade pacífica da “alta literatura” e conduz a linguagem a uma nova manifestação de ser livre.” Continue lendo “A brutalidade de um pacifista: as dimensões da violência no poema “Uivo””

Breves notas sobre o objeto de “O capital”

Nicos Poulantzas[1], traduzido pro Danilo Enrico Martuscelli.

O problema que nos ocupará aqui, com algumas observações forçosamente muito esquemáticas, é o seguinte: qual é o objeto teórico d’O capital? De fato, é verdade que uma problemática original, um terreno teórico novo, como o que Marx produziu em suas obras de maturidade, distingue-se pela natureza das questões que coloca a um objeto, ao construí-lo assim em objeto de investigação teórica. Continue lendo “Breves notas sobre o objeto de “O capital””

Os “Pequenos” Princípios do Pequeno Príncipe

Por Tarique Layon

A leitura (ou mesmo releitura) de “O Pequeno Príncipe”, um clássico de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe, nos remete a muitos conceitos que estão deveras esquecidos atualmente, tais como amor ágape e zelo com os semelhantes. Neste artigo dedicar-me-ei a dissertar sobre essa temática tentando obedecer à forma sutil que são abordados nessa obra esplêndida. Continue lendo “Os “Pequenos” Princípios do Pequeno Príncipe”

A Revolução Russa e a (não) superação da formas sociais capitalistas

Por Cláudio Rennó

“Retomar, por fim, a radicalidade política dessa crítica de Pachukanis – que, por um lado, não nos permite qualquer otimismo ingênuo (vez que retira do direito qualquer esperança e do jurista qualquer protagonismo), mas, ao mesmo tempo, recoloca-os em nosso campo de batalha, Continue lendo “A Revolução Russa e a (não) superação da formas sociais capitalistas”

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