Hip Hop, luta de classes e pandemia ou sobre como (re)politizar a cultura

Por Arthur Moura

“Quem promove a orientação política no seio da cultura Hip Hop e qual é a natureza dessa orientação? Há duas formas possíveis de analisar essa questão. Em primeiro lugar devemos pensar que é o corpo coletivo, nesse caso a junção de todos os elementos da cultura Hip Hop numa dinâmica entre forças conflitantes que dão o caráter da orientação política e estética da cultura. Em segundo lugar devemos perceber que há um setor hegemônico formado pelas diferentes cenas que gozando de influência, prestígio e estrutura material e organizativa influencia diretamente os rumos.”


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Reflexões teóricas sobre o Trabalho: O Músico em questão

Por Guilherme Nardi

“Este artigo é uma reflexão teórica na tentativa de iniciar uma pesquisa sobre as relações entre trabalho e música. Uma das minhas preocupações é tentar entender as relações de classe dentro do mundo dos trabalhadores de música. Não simplesmente tentar ver a luta de classe nestas relações, não sei nem ao certo se os trabalhadores daqui se enxergam como tal. O meu objetivo é observar as tensões que são formadas nestas relações e identificar se existem lutas e resistências nestes locais.” Continue lendo “Reflexões teóricas sobre o Trabalho: O Músico em questão”

9.5 teses sobre arte e classe

Por Ben Davis, traduzido por Bruno Trochmann

Ben Davis é um crítico de arte estadunidense. Em 2009 ele publicou o seguinte texto em forma de panfleto para acompanhar sua fala sobre o tema de classe em uma exibição na galeria Winkleman, em Nova Iorque. Em 2013 o panfleto foi reeditado como parte do livro com o mesmo nome, onde Davis junta outros textos e ensaios sobre o tema. A seguinte tradução foi retirada do livro. Continue lendo “9.5 teses sobre arte e classe”

Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)

Por Soraia Simões de Andrade, via Mural Sonoro

À Independência de Angola a 11 de Novembro de 1975 ficou ligado um universo de canções, músicas e interpretações empenhadas politicamente. Continue lendo “Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)”

Amor e ódio: Uma unidade de diversos no espirito revolucionário

Por Caique de Oliveira Sobreira Cruz[1]

Nesta sociedade fraturada em duas grandes classes, capital e trabalho, onde os capitalistas exploram e oprimem o povo, não podemos devolver o ódio da classe burguesa contra os despossuídos com a resignação, ou seremos atropelados, esmagados. O ódio aos exploradores é um meio de defesa contra as injustiças desta sociabilidade desigual, engendrada pelo sistema capitalista. Continue lendo “Amor e ódio: Uma unidade de diversos no espirito revolucionário”

O momento do cubismo

Por John Berger, via Verso Books, traduzido por Victor Guilherme Mota

“O momento do cubismo” é um fragmento da obra Landscapes, de John Berger, editada por Tom Overton. O ensaio de 1967 sobre a crítica materialista da arte, originalmente publicado na New Left Review, traça a cronologia e os legados do cubismo. Nele, Berger reflete e desenvolve a sensação de que “os trabalhos cubistas mais extremos” – que são tanto “muito otimistas quanto muito revolucionários…para terem sido pintados hoje” – são “capturados e confinados em uma chave no tempo, esperando para serem lançados e continuarem sua jornada que começa em 1907” Continue lendo “O momento do cubismo”

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