Reflexões teóricas sobre o Trabalho: O Músico em questão

Por Guilherme Nardi

“Este artigo é uma reflexão teórica na tentativa de iniciar uma pesquisa sobre as relações entre trabalho e música. Uma das minhas preocupações é tentar entender as relações de classe dentro do mundo dos trabalhadores de música. Não simplesmente tentar ver a luta de classe nestas relações, não sei nem ao certo se os trabalhadores daqui se enxergam como tal. O meu objetivo é observar as tensões que são formadas nestas relações e identificar se existem lutas e resistências nestes locais.” Continue lendo “Reflexões teóricas sobre o Trabalho: O Músico em questão”

9.5 teses sobre arte e classe

Por Ben Davis, traduzido por Bruno Trochmann

Ben Davis é um crítico de arte estadunidense. Em 2009 ele publicou o seguinte texto em forma de panfleto para acompanhar sua fala sobre o tema de classe em uma exibição na galeria Winkleman, em Nova Iorque. Em 2013 o panfleto foi reeditado como parte do livro com o mesmo nome, onde Davis junta outros textos e ensaios sobre o tema. A seguinte tradução foi retirada do livro. Continue lendo “9.5 teses sobre arte e classe”

“Classe” artística e Covid-19: falando sobre o básico

Por Ali do Espirito Santo

Venho acompanhando algumas zonas de reclamação surgirem no meio artístico ligado às artes visuais, cênicas e afins. Essas zonas, criadas no facebook através de postagens individuais ou correntes desesperadas para o aumento de seguidores no instagram e divulgação a esmo de trabalhos pessoais, refere-se a chegada de uma suposta crise econômica, a qual resultará em uma série de efeitos colaterais, entre eles o cancelamento de trabalhos devido ao Covid-19 e um certo espanto para um possível fim do horizonte fragmentado da teologia neoliberal e suas consequências para a “classe” artística. Estar preocupado com isso é obviamente legítimo, e sim, o momento é para movimentar-se, mesmo que sem sair do lugar, já que o ciberespaço é o que restou para tal. Continue lendo ““Classe” artística e Covid-19: falando sobre o básico”

Poesia Marginal e resistência cultural no Brasil dos anos de chumbo

Por Bárbara Pinheiro Baptista

Tendo iniciado no começo de abril do ano de 1964, a ditadura civil-militar se estabeleceu no Brasil a partir de um golpe aplicado por grupos pertencentes às Forças Armadas e contando com amplo apoio da sociedade civil, assim como setores pertencentes a associações industriais, grupos financeiros, proprietários de terra e indivíduos ligados à Igreja.  Continue lendo “Poesia Marginal e resistência cultural no Brasil dos anos de chumbo”

Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)

Por Soraia Simões de Andrade, via Mural Sonoro

À Independência de Angola a 11 de Novembro de 1975 ficou ligado um universo de canções, músicas e interpretações empenhadas politicamente. Continue lendo “Angola, o itinerário da palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo português (1961 – 1975)”

A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau

Por Rodolpho F. Borges

“Mas é claro: os democratas acreditam no toque das trombetas que fez ruir as muralhas de Jericó[1]. E toda vez que se deparam com os muros do despotismo, procuram imitar aquele milagre.”[2]

Não podemos cobrar de “Bacurau” uma explicação nem compromisso de expressar a realidade, mas uma alegoria, apesar disso, pode construir seus significados de maneira profunda, estabelecendo uma posição crítica sujeita a interpretações em contraposição à exposição de uma narrativa uníssona. Continue lendo “A idealização da miséria e o esvaziamento político da violência em Bacurau”

A arte e a forma da mercadoria

Por Rex Dunn, Zhoe Granger e Peter Osborne, via Platypus, traduzido por Lilian Zanvettor Ferreira     

Em 11 de outubro de 2016, o Platypus sediou um fórum intitulado “Arte e a forma de mercadoria” na Goldsmiths, Universidade de Londres. O painel reuniu Rex Dunn, marxista independente e escritor; Zhoe Granger, diretora da galeria, espaço do projeto e editora de arte, Arcadia Missa; Continue lendo “A arte e a forma da mercadoria”

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