Mercado no Socialismo? Por quê? Como?

Por Pedro Felipe Narciso

“Se o mercado persiste à revolução política socialista, como ele pode ser útil ao socialismo? Basicamente, o mercado nas formações sociais socialistas cumpre duas grandes funções. A primeira é funcionar, tal como preconizado por Oskar Lange, como indicador econômico, possibilitando o cálculo econômico racional dos órgãos planejadores. E segundo, desenvolver as forças produtivas incipientes, preparando as condições para uma dominância cada vez mais ampla do modo de produção comunista. Dessa maneira, na medida em que as forças produtivas se desenvolvem, a massa de valor aumenta e a grandeza de valor diminui fazendo com que os setores capitalistas da produção entrem em crise.” Continue lendo “Mercado no Socialismo? Por quê? Como?”

Para uma Geografia dos Investimentos de capitais. O exemplo da África Negra

Por Jean Dresch. Traduzido por Mario Matos, professor de Geografia – na Educação Básica da rede pública do estado de Minas Gerais 

“Se é verdade que a geografia econômica e humana não se resume a uma descrição, mas compreende também uma explicação de fatos econômicos e humanos, podemos ficar surpresos que obras e artigos não ofereçam subsídios teóricos e explicativos sobre a estrutura econômica de diversos países, e mais  notadamente, sobre um de seus aspectos mais essenciais, os investimentos de capitais.”

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Distopia ou Utopia: Diante de quem o futuro se ajoelhará?

Por André Márcio

“Pois bem, pelo menos parece não restar uma dúvida: a de que a utopia precisa voltar a ser a chave benjaminiana contra os escombros do progresso e a catástrofe do futuro. É preciso escovar a história a contrapelo para vislumbrar uma saída diferente do que a mesma projeta para nós. Caso contrário, o freio de emergência pifou!” Continue lendo “Distopia ou Utopia: Diante de quem o futuro se ajoelhará?”

As Características Formais da Segunda Natureza

Por Alfred Sohn-Rethel, via SelvaJournal.org traduzido por Rodrigo Gonsalves*

Além disso, essa fórmula dá oportunidade para levantar a questão do método usado neste ensaio, da tentativa de desenvolver uma estética materialista. Como a análise marxista da transformação do dinheiro em capital foi aqui escolhida enquanto o ponto de referência para minha abordagem crítica, devemos considerar uma linha de raciocínio que diz que todas as obras de arte da era capitalista – tanto mais quanto “maiores” elas forem – devem ser vistas como nada além de objetos de culto fetichista do capital, apenas adequados para serem jogados na lixeira da história quando a humanidade finalmente deixar o capitalismo para trás, ou talvez até hoje, a fim de roubar o capitalismo de uma possível justificativa para sua existência continuada.

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