Um cheiro de perfume podre: paranoia, negação e militares

Por André Márcio

“O Brasil pandêmico tem um cheiro de perfume podre e todos nós sabemos de onde ele vem. Na verdade, esse cheiro está hoje disseminado por toda a nossa sociedade. Ele vem das valas comuns abertas para jogar os corpos produzidos pela ignorância do governo Bolsonaro. O mesmo cheiro vem dos corpos putrefatos nos hospitais e frigoríficos à espera dessas valas, pois sequer o reboque para levá-los dá conta da quantidade. O perfume podre vem dos corredores lotados de doentes miseráveis, moribundos, à espera que alguém saia da UTI, vivo ou morto.”

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O novo coronavírus e o podre peleguismo

Por José R. da Silva Maramonhanga

“A política é a expressão mais concentrada da economia”, demonstrou Lenin. Salta aos olhos, o comportamento mesquinho e cruel dos ricaços capitalistas, a essência nazi-fascista do governo Bolsonaro/generais, desta política burguesa e ação nefasta do movimento sindical. A crise expõem a  completa falência política e moral desse sistema e da gerência Bolsonaro/generais, a falência dos partidos eleitoreiros e do peleguismo. Por isso, dia a dia, o monopólio de imprensa através da Rede Globo, demais emissoras de televisão e outros meios, lança um bombardeio de mentiras sobre toda a população, confinada em suas moradias para tentar evitar a contaminação e sobre os trabalhadores, forçados a continuar em seus postos de serviço.
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Theotonio dos Santos e a teoria do fascismo dependente

Por Leonardo Godim

Surgido no seio da pequena-burguesia e do lumpesinato, o fascismo só se torna um movimento poderoso capaz de assumir o controle do Estado quando é apoiado pelo grande capital. Esse apoio se faz necessário em momentos históricos determinados e via de regra está ligado à necessidade de reprimir o movimento operário, seja pela iminência de um processo revolucionário ou como punição pela sua derrota na tentativa de tomada do poder. Continue lendo “Theotonio dos Santos e a teoria do fascismo dependente”

Poesia Marginal e resistência cultural no Brasil dos anos de chumbo

Por Bárbara Pinheiro Baptista

Tendo iniciado no começo de abril do ano de 1964, a ditadura civil-militar se estabeleceu no Brasil a partir de um golpe aplicado por grupos pertencentes às Forças Armadas e contando com amplo apoio da sociedade civil, assim como setores pertencentes a associações industriais, grupos financeiros, proprietários de terra e indivíduos ligados à Igreja.  Continue lendo “Poesia Marginal e resistência cultural no Brasil dos anos de chumbo”

Um novo pacto empresarial-militar?

Por Daniel Fabre

Vivemos um rearranjo da luta de classes no país e uma tentativa de alinhamento do Brasil em um ciclo de acumulação capitalista mundial. O período que se iniciou com o governo Bolsonaro é o fim do interlúdio histórico que foram os anos 2016-2018, na sequência do golpe judicial-parlamentar contra a Presidência de Dilma Rousseff. Primeiro com a farsa do impeachment, segundo com a tragédia econômica e eleitoral. Um novo pacto entre o empresariado e os militares se desenha. No Brasil, o século XX está, enfim, morto. Continue lendo “Um novo pacto empresarial-militar?”

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