O que significa ser militante?

Aqui há uma profunda lição hegeliana: o que fica acentuado no palco trágico da vida é que o abismo existente, aquilo que nos separa e nos distancia do Outro, aquela ilusão que temos a respeito de uma pessoa que supostamente se encaixa naquilo que acreditamos, aquilo que me separa de você e do mundo, quando observado… (Inaudível no áudio), quando descubro que nada do que acredito ser, é aquilo que eu acredito ser, essa descoberta, para muitos dolorosa, se constitui como verdade. É a negação daquilo que acreditamos ser, o que constitui o que somos – como deixa evidente as lições de Fanon. E para nos projetarmos nessa negação é preciso negar aquilo que nos nega, ou seja, tornar indiferente as diferenças que me separam do outro, apreendendo-as na sua efetividade… Continue lendo “O que significa ser militante?”

Por que ler Fanon hoje? Immanuel Wallerstein

Por Immanuel Wallerstein, traduzido por Douglas Rodrigues Barros

Frantz Fanon[3] nasceu na ilha da Martinica em 1925 e morreu de leucemia, muito cedo, em 1961. Em 1952, quando já era médico e psiquiatra, publicou seu primeiro livro, Peles negras, máscaras brancas. Continue lendo “Por que ler Fanon hoje? Immanuel Wallerstein”

A inconsciência branca

Por Richard Seymour, via Lenin’s Tomb, trecho traduzido por Gabriel Landi Fazzio.

Ei branquelo

A maioria dos leitores desse blog está na América do Norte, Europa ou Austrália. Eu imaginaria que a maioria deles é branca. Então me permita perguntar a vocês, leitores brancos, uma coisa. O que faz de vocês brancos? A pele “descolorida” que você veste? Esses olhos cinza que você chama de “azuis”? Dificilmente.

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