Filosofia e vidas sombrias. Sobre necessidades e alianças

Por Daniel Santos da Silva

Lembro ter ouvido, uma vez, em momento descontraído, que a filosofia tem por objeto o que foi recusado por todas as outras ciências. Dei um gole na cerveja que tinha à mão e sorri, sacando a ignorância premeditada daquela frase, inclusive a reconhecendo, querendo ser provocativa, dispensando cronologias e definições; brinquei sem brincar que por isso mesmo quem a pratica pode conhecer como ninguém as possibilidades das experiências sociais, seus “usos” e necessidades, assim como para nos conhecerem podem olhar nossos lixos, o que descartamos. Continue lendo “Filosofia e vidas sombrias. Sobre necessidades e alianças”

O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

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Por que a crítica?

Por Fernando Savella

“Crítica” é uma ideia muitas vezes entendida como uma postura, independente de seu conteúdo. Se um liberal se contrapõe a um marxista, o liberal estaria criticando, e adotando uma postura crítica. Se um cético duvida de uma teoria, o faria como uma postura crítica contra algum “dogmatismo” teórico. Mas nenhuma tradição teórica incorpora tão bem o sentido de “crítica” quanto a teoria marxista. De fato, o grande centro da teoria marxista é a imanência da crítica: não há marxismo que não seja a crítica da ideologia, não há análise materialista que não seja a crítica de uma análise idealista. Continue lendo “Por que a crítica?”

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