Em nome da liberdade! Hegel hoje e o gesto em direção à emancipação

Por Heribaldo Maia

“Liberdade,

Liberdade, amor.

O seu nome é pouco”

Cordel do fogo encantado

 

“Eu sou a luta.

Eu não sou um dos que estão conceituados em luta,

mas sou ambos os lutadores

e a própria luta”

Hegel


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A Epidemia do Filósofo

Por Marco D’Eramo, via New Left Review, traduzido por Julio d’Avila

Não haverá recuperação. Haverá convulsão social. Teremos violência. Haverão consequências sociais e econômicas: desemprego dramático. Cidadãos sofrerão dramaticamente: alguns morrerão, outros se sentirão muito mal.” Continue lendo “A Epidemia do Filósofo”

A Questão Racial e a Geografia-estatística no Brasil

Por Giovani Damico

A sociedade brasileira, enquanto sociedade de histórico colonial e um presente marcado por um capitalismo maduro (e doentio), tem a sociabilidade de sua população atravessada pela questão racial e ao mesmo tempo por problemas de desigualdade intrínsecos ao capitalismo. As contradições sociais no Brasil atravessam assim condicionantes étnico-raciais, de gênero, de identidade sexual, bem como gritantes contradições de classe, que se intercruzam com as contradições socioespaciais. Continue lendo “A Questão Racial e a Geografia-estatística no Brasil”

9.5 teses sobre arte e classe

Por Ben Davis, traduzido por Bruno Trochmann

Ben Davis é um crítico de arte estadunidense. Em 2009 ele publicou o seguinte texto em forma de panfleto para acompanhar sua fala sobre o tema de classe em uma exibição na galeria Winkleman, em Nova Iorque. Em 2013 o panfleto foi reeditado como parte do livro com o mesmo nome, onde Davis junta outros textos e ensaios sobre o tema. A seguinte tradução foi retirada do livro. Continue lendo “9.5 teses sobre arte e classe”

A Forma Animal da Mercadoria

Por Maila Costa

“Revelar o verdadeiro valor por trás das mercadorias, seja o valor do trabalho humano que é precarizado aos maiores níveis possíveis, seja o valor inestimável da natureza que muitas vezes é até mesmo irrecuperável, ou seja o valor das vidas dos animais atormentados é imprescindível para que as contradições insuperáveis do capitalismo sejam perceptíveis sob a intrincada malha ideológica que cobre e atravessa a classe trabalhadora.”

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Filosofia e vidas sombrias. Sobre necessidades e alianças

Por Daniel Santos da Silva

Lembro ter ouvido, uma vez, em momento descontraído, que a filosofia tem por objeto o que foi recusado por todas as outras ciências. Dei um gole na cerveja que tinha à mão e sorri, sacando a ignorância premeditada daquela frase, inclusive a reconhecendo, querendo ser provocativa, dispensando cronologias e definições; brinquei sem brincar que por isso mesmo quem a pratica pode conhecer como ninguém as possibilidades das experiências sociais, seus “usos” e necessidades, assim como para nos conhecerem podem olhar nossos lixos, o que descartamos. Continue lendo “Filosofia e vidas sombrias. Sobre necessidades e alianças”

Sobre o Direito à Cidade e o Ataque ao Bilhete Único Universitário no Rio de Janeiro

Por Paulo Rodrigues

“Em suma, o projeto político da prefeitura para educação diz respeito a uma intensificação da precarização do ensino, uma contínua superexploração da força de trabalho de nosso estudantes e um descaso no que concerne aos sonho de incontáveis cariocas em cursar um ensino superior, ao deixar evidente que para o governo em conluio com a burguesia do Rio de Janeiro, pobre não tem direito de sonhar e tem como única finalidade se matar de trabalhar.”

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O “Que” de “Que fazer”

Por Louis Althusser, via Cem Flores

“Como o próprio título indica, nessa ocasião, o autor buscou ratificar a relevância teórica e política da “velha pergunta de Lênin” para a classe operária em sua luta, tanto em sua dimensão mais imediata, tática, quanto em sua dimensão de longo prazo, estratégica. Tal pergunta, que surge no fogo da ação, da participação direta na luta de classes de um período, nos leva diretamente ao que o revolucionário russo chamou de “alma viva” do marxismo: a análise concreta da situação concreta.”

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A dor para além da dor: o sofrimento como criador de vínculos políticos

Heribaldo Maia, Graduando em História UFPE

No Brasil a crise, não o progresso, se tornou ordem, e em nome dela se faz as maiores barbaridades. Com o golpe que alçou ao poder os setores mais antipopulares, um retrocesso na vida do povo que corrói as chances de vida de milhões ocorre de forma, agora, acelerada: é recorde de desemprego, milhões de pessoas sem moradia, perda de direitos históricos, desmonte do pouco que sobrou do patrimônio nacional, chantagem militar, apologia política do judiciário e extermínio de militantes.  Continue lendo “A dor para além da dor: o sofrimento como criador de vínculos políticos”

Alain Badiou: O Estado

Por Andrew Robinson, via Ceasefire, traduzido por Daniel Fabre

Neste exame do trabalho de Alain Badiou, Andrew Robinson explora um importante aspecto da ontologia do autor, central para seus escritos políticos: o Estado, Robinson explica porque o conceito de estado de Badiou é tanto político quanto ontológico, Continue lendo…

A crise à luz de Moishe Postone: Tempo, Trabalho e Dominação Social

Por Douglas Rodrigues Barros[1]

A amplitude da crítica de Postone levará ainda algum tempo para ser descoberta em nosso quintal. A despeito do “sectarismo positivista”, que vem aos poucos dominando as análises marxianas mais apuradas – para o qual o sujeito automático é um oximoro antinômico e não uma unidade da contradição[2] –, o pensamento de Moishe Postone detém uma preocupação singular, qual seja: a reavaliação das categorias centrais de Marx. Continue lendo…

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