A transformação de uma juventude de luto em uma juventude de luta

Por Joseph Confavreux,, via Mediapart, traduzida por Daniel Alves Teixeira

Uma assembleia deve então se manifestar pelas decisões, pelas lutas e não simplesmente por uma figura formal de igualdade. É sem dúvida importante materializá-la espacialmente. Em 1848, houve uma proposta de montagem em que os representantes estariam todos abaixo, com, acima deles, milhares de pessoas do povo lhes vigiando. O aspecto propriamente material da política igualitária é portanto importante. Mas o ato de liberdade e igualdade não pode simplesmente tomar a forma de uma reunião onde todos teriam sua liberdade de expressão. A igualdade é um processo de verificação, um processo de invenção, não é apenas uma fotografia da comunidade. O problema continua a ser inventar ações, palavras de ordem para que a igualdade se coloque em marcha.


Joseph Confavreux: Qual olhar você tem sobre o momento/movimento do “Nuit Debout”?

Jacques Rancière: Digamos primeiro que meu ponto de vista é estritamente limitado: é aquele de um observador externo que reagi simplesmente àquilo que evoca para ele os assuntos e as formas desse movimento. À primeira vista, nós podemos encontrar nesse movimento uma espécie de versão francesa em miniatura dos “movimentos de praças” que ocorreram em Madrid, Nova York, Atenas ou Istambul. Ele é tolerado no espaço que ele ocupa, enquanto ele não o invade. Mas ele compartilha, com essas ocupações, a preocupação de retornar à política seu aspecto de subversão material efetiva de uma ordem dada dos espaços e dos tempos. Esta prática tem lutado para chegar à França onde o todo da “política” é hoje reduzida à luta dos concorrentes à presidência da República. O “Nuit debout” tem se esforçado para acreditar nele mesmo e lembra às vezes um “meia-ocupação”. Mas ele faz mesmo parte desses movimentos que operaram uma conversão da forma-manifestação à forma-ocupação. Neste casso, isso significava passar da luta contra certas disposições da Lei do Trabalho a uma oposição frontal ao que alguns chamam de “uberização” do mundo do trabalho, uma resistência contra esta tendência que gostaria de suprimir todo controle coletivo sobre formas de vida coletiva.

Para além das medidas particulares da lei El Khomry, é com efeito isto que está em jogo. Essa “lei do trabalho” apareceu como o término de todo um processo de privatização do espaço público, da política, da vida …. O contrato de trabalho é algo que se negocia para cada indivíduo, o que significa retornar à situação do século XIX antes do nascimento das formas modernas de luta trabalhadora, ou antes defendermos uma sociedade fundada sobre o controle coletivo e a discussão coletiva, tanto sobre a vida como sobre o trabalho?

O “Nuit Debout” apareceu, nesse contexto, como uma redução à escala francesa de qualquer coisa de singular que nós poderíamos chamar um desejo de comunidade. Nós conhecemos a época onde nós encontrávamos estruturas coletivas poderosas no seio das quais se travavam as batalhas, quer seja no seio da universidade ou da empresa. A luta agora opõe em um mesmo lugar duas maneiras de fazer comunidade. Mas nós chegamos ao fim de uma grande ofensiva, que alguns chamam neoliberalismo, e eu que chamaria antes de ofensiva do capitalismo absoluto, que tende à privatização absoluta de todas as relações sociais e à destruição dos espaços coletivos onde dois mundos se enfrentam.

Contra essa privatização e essa individualização, nós vimos nascer, e nós o sentimos muito fortemente no “Ocuppy Wall Street”, um desejo um pouco abstrato de comunidade que encontrou, para se materializar, o último lugar disponível, a rua. A ocupação, antigamente, tinha seu lugar privilegiado na usina onde o coletivo trabalhador afirmava seu poder sobre o lugar e o processo no seio do qual ele sofria o poder patronal e fazia assim desse lugar privado um espaço público. Ela é praticada agora nas ruas, sobre as praças, como os últimos espaços públicos que nós podemos estar em comum; discutir e agir em comum.

JC: O “Nuit debout”, a Revolução Francesa, a Comuna ou Maio-68 são frequentemente convocados. O que você pensa dessa mobilização da história revolucionária, que alguns julgam mais paródica que real?

JR: Os Amigos da Comuna tem efetivamente seu estande na Praça da República. Eles se situam, no entanto, na continuidade de uma grande tradição histórica? É preciso notar bem que a ofensiva do capitalismo absolutizado foi acompanhada de uma intensa contrarrevolução intelectual, de uma ofensiva revisionista em relação a todas as formas da tradição de esquerda, seja ela revolucionária, comunista, anticolonialista, ou resistente. Essa contrarrevolução intelectual se esforçou para reduzir a nada, ou até mesmo para criminalizar, todos os elementos dessa tradição. A revolução de 1917 foi reduzida aos campos stalinistas, a Revolução Francesa ao Terror, o anticolonialismo ao inútil “lamento do homem branco” e finalmente a Resistência aos excessos da purificação. Houve portanto uma grande anulação de todo um passado, operado pelas pessoas que de outro modo não cessam de lamentar sobre a “transmissão” perdida.

Este desejo de se reconectar com o passado é então importante, mesmo que possa parecer formal e simbólico. Estas lembranças a uma história de lutas e contradições pode também atuar como um contrapeso para o risco de diluição da política em uma espécie de fraternidade “new age”,  em um movimento como o Nuit Debout que não se situa mais, como aquele de Maio-68, sob um fundo de crença marxista na luta de classes e nos conflitos trabalhistas.

JC: Qual é a sua leitura da exigência bastante forte de horizontalismo, sem representantes ou líderes, trazida pelo Nuit Debout?

JR:  É preciso situá-la dentro de um contexto que é o do horror sempre crescente que pode inspirar a política oficial: para o 15-M Madrid, a grande palavra de ordem, dirigida àqueles que estavam então em campanha, era: “Você não nos representam.” Mas isso corresponde também a um descrédito das vanguardas políticas revolucionárias que ainda eram muito fortes em 1968. As assembleias atuais reagem contra estas assembleias que nós vimos, em Maio de 68 e após, manipuladas por grupelhos Eles são bem mesmo forçados a compreender este lembrete do que significa a igualdade, inclusive sob suas formas mais materiais. Mas, além de tudo isso, e é isso que levanta questões, está a ideologia do consenso, com a ideia de que todos devem concordar e uma fetichização da forma assembleia, que seria somente o lugar onde todos devem poder falar.

Esta é uma preocupação que é compartilhada também por muitas pessoas envolvidas no movimento: uma assembleia popular não deve ser apenas uma reunião onde cada um vem, na sua vez, exprimir seu problema ou sua revolta e advogar pela causa militante que é lhe é particularmente cara. O Nuit Debout, como todas as ocupações do mesmo tipo, reúne de uma parte os indivíduos ansiosos para recriar o comum, mas também essa multitude de militantismo parciais, especializados, que se desenvolveram no mesmo contexto da privatização da vida pública e da rejeição das “vanguardas”. É importante que o direito de toda voz seja afirmado, mas uma reunião deve poder decidir sobre qualquer coisa e não simplesmente proclamar “somos todos iguais.”

Uma assembleia deve então se manifestar pelas decisões, pelas lutas e não simplesmente por uma figura formal de igualdade. É sem dúvida importante materializá-la espacialmente. Em 1848, houve uma proposta de montagem em que os representantes estariam todos abaixo, com, acima deles, milhares de pessoas do povo lhes vigiando. O aspecto propriamente material da política igualitária é portanto importante. Mas o ato de liberdade e igualdade não pode simplesmente tomar a forma de uma reunião onde todos teriam sua liberdade de expressão. A igualdade é um processo de verificação, um processo de invenção, não é apenas uma fotografia da comunidade. O problema continua a ser inventar ações, palavras de ordem para que a igualdade se coloque em marcha.

Uma assembleia igualitária não é portanto uma assembleia consensual, mesmo se a noção de consenso se situe no coração de todos os movimentos que ocupam as praças. Eu me lembro do choque experimentado uma vez em que eu tinha sido convidado a falar em uma universidade ocupada pelos estudantes em Amsterdã diante da grande bandeira que proclamava: “Consenso. Sem líderes”. A luta contra as hierarquias é uma coisa, a ideologia do consenso é outra. Contestar os líderes e hierarquia, com certeza, mas isso não significa que todos estejam de acordo e que nós não fazemos nada senão sob a condição de que todos estejam de acordo.

JC: Isso pressupõe a redefinição do que entendemos por democracia, uma vez que nós vimos com o episódio Finkielkraut que existia uma divisão sobre ela que foi colocada nestes termos: consenso ou conflito?

JR: O episódio Finkielkraut não desqualificou o Nuit Debout senão nos meios em que, de qualquer forma, ele foi desqualificado com antecedência. O que teria acontecido se Finkielkraut tivesse partido sem que ninguém lhe prestasse atenção? Os Joffrin, Onfray e outros, em vez de gritar ao totalitarismo, teriam zombado: olhem para esses terríveis revolucionários! Eles nem sequer se atreveram a desafiar Finkielkraut! Tudo isto não é muito importante. O problema está em outro lugar.

Democracia, isso quer dizer, no seio mesmo do povo democrático, as posições que estão em conflito umas com as outras e não apenas a sucessão ao microfone de uma pessoa que vem para falar de marxismo, de uma segunda que evoca os direitos animais e uma terceira que lembra a situação dos imigrantes. É preciso vários tipos de assembleias: as assembleias onde cada um pudesse dizer o que quiser, porque pode aí também surgir algo que nós não esperávamos, mas sobretudo assembleias onde nós nos perguntamos: “o que estamos fazendo aqui e o que nós queremos?” O problema da democracia é chegar a constituir a vontade de um povo. Sob que palavras de ordem que decidimos que vamos fazer um povo, que nós podemos construir um coletivo democrático?

Atualmente, eles têm o sentimento de estar em uma espécie de espaço de subjetivação, mas sem que uma subjetividade coletiva se instaure verdadeiramente. Isso suporia sem dúvidas que os movimentos sociais fortes que existem em outros lugares e notadamente que todos os jovens que vivem à margem da comunidade nacional constituíssem, eles também, os coletivos, para dizer aquilo que eles querem. Durante os anos 80´, houve essa marcha pela igualdade, na qual participaram os jovens saídos da imigração, que foi então em seguida recuperada, manipulada, destruída, como todas as energias tragadas pela mentira “socialista”[1]. É muito difícil hoje recolocar em marcha a igualdade. Eu não tenho mais imaginação do que ninguém, mas eu acho que este é o lugar onde o problema se coloca. Nós mantemos ainda com frequência a ideia de que quanto maior a opressão, mais resistência. Mas as formas de opressão que nos governam não criam a resistência, mas o desencorajamento, um desgosto a respeito de si mesmo, o sentimento de que somos incapazes de fazer o que quer que seja. Assim, podemos bem dizer que o Nuit Debout opera em um vácuo e circundado de ilusões, mas sair do desencorajamento continua fundamental.

JC: O que você pensa dessa temática de escrever uma constituição e de preparar uma assembleia constituinte?

JR: O desinteresse pelas formas da vida pública institucional em nome de um radicalismo revolucionário certamente contribuiu para a desmobilização de energias. É importante então repetir a que ponto o estado em que nós nos encontramos é uma consequência da desastrosa constituição da Quinta República e da anestesia de toda vida política e deterioração dos espíritos que ela produziu à longa prazo. Um movimento anti-Quinta República, anti-Presidência é portanto uma necessidade. E, do mesmo modo, a recordação de algumas verdades provocantes sobre a democracia, como o sorteio e o que isso implica: a desprofissionalização da vida política.

Mas, de uma parte, o apelo à uma Constituinte é muitas vezes acompanhada de ideologias “cidadãs” um pouco rasas e ideologias “republicanas” um pouco rígidas. Mas acima de tudo não devemos imaginar que vamos sair da atual podridão oligárquica simplesmente redigindo uma boa constituição. Escrever uma constituição é importante quando isso é feito por pessoas que nós não demandamos para isso, que não tem “qualidade” para fazê-lo. Mas também é importante quando se está em meio de um processo de luta onde as palavras não são receitas para a felicidade futura mas as armas do presente. Seria bom por exemplo que essas constituições “redigidas pelos cidadãos” se inscrevessem no processo de lutas efetivas contra a ordem constitucional existente, que elas sirvam por exemplo para bagunçar com as famosas “grandes primárias democráticas”. As pessoas nas ruas gritariam pela negação da democracia, mas isso criaria uma discussão sobre o próprio significado da palavra democracia que poderia ser útil.

O fundo do problema é que é preciso imaginar formas de vida política que, de uma só vez, sejam completamente heterogêneas com relação à essa vida política oficial inteiramente confiscada por uma classe de profissionais que se reproduz indefinidamente – uma situação que atingiu na França um nível sem igual na Europa Ocidental – e no entanto capaz de afrontá-la de acordo com suas formas e sua própria agenda.

JC: O que fazer com a reprovação de homogeneidade sociológica dirigida ao Nuit Debout?

JR: Inicialmente, Maio de 68 foi um movimento de um pequeno grupo de estudantes “pequeno-burguês”. E ele se entranhou a dinâmica da greve geral o que transformou a ele mesmo, com a convergência na Sorbonne de múltiplas formas de luta que eclodiam aqui e ali. É preciso lembrar o papel de modelo desempenhado pela ocupação da Sorbonne para a ocupação e a tomada que foram então realizadas durante várias semanas na fábrica da Sud-Aviation em Nantes. O Nuit Debout, ele, chega após o julgamento simbólico que condenou à penas de prisão, pelos mesmos fatos, os trabalhadores da Goodyear. Ele acontece nesse contexto da deslocalização das empresas, do fechamento de fábricas, de derrotas dos trabalhadores e da penalização das formas de resistência. Ela não pode se beneficiar da dinâmica social que nós conhecemos em Maio de 68. É claro que é preciso movimentos Nuit Debout ou de movimentos de qualquer tipo em toda parte, inclusive nos bairros que se revoltaram em 2005.

Nós sempre podemos reprovar as pessoas na Praça da República de serem estudantes, jovens precários ou indivíduos que não representam senão a ele mesmos. Mas é o estado geral disso que nós chamamos aqui de política que deve ser levada em conta. Em uma França feita amorfa pela ofensiva dita neoliberal, o engano Socialista e uma intensa campanha intelectual contra toda a tradição social militante, não podemos nos contentar em se referir ao Nuit Debout como um movimento que não representa muita coisa sociologicamente.

Para esse movimento ir mais longe, seria preciso que ele pudesse inventar palavras de ordem que o  fizessem explodir para além de si mesmo. Existe talvez a oportunidade de se tomar a situação pré-eleitoral para criar não uma “primária da verdadeira esquerda”, mas uma mobilização muito forte contra o sistema presidencial. Nós poderíamos imaginar que tal movimento chegasse não só a declarações sobre o fato de que não votaremos nunca mais socialista, mas a algo como um movimento pela não-presidência, ou a supressão do Presidência da República.

JC: Os Nuit Debouts permitem sair do peso do período pós-atentados, simbolizada por uma praça da república reinvestida pela palavra e pela luta quando ela havia se tornado um mausoléu?

JR: Não é preciso demandar muito desse movimento. Mas é verdade que um de seus elementos significativos é a transformação de uma juventude de luto em juventude de luta, mesmo que esta transformação não seja fácil. Quando nós vamos para a Praça da República, vemos que é muito lentamente que, em torno da estátua, os símbolos da luta coletiva vem se sobrepor às expressões de dor. É difícil colocá-los em pauta devido à contrarrevolução intelectual que conseguiu separar os jovens de toda uma tradição de luta social e horizonte político. A característica de todos os movimentos de praça foi a dificuldade em si identificar enquanto um portador do poder de futuro, e trazer subjetivações coletivas, identidades a trabalhar e a transformar contra as identidades impostas, como puderam ser os coletivos trabalhadores ou os coletivos de mulheres.

Isto é ainda mais verdadeiro na França, em função do muro ideológico criado por essa contrarrevolução intelectual. Na Grécia, existem movimentos autônomos poderosos, que criaram espaços de vida, de saber ou cuidado. Na Espanha, em torno da luta contra os despejos de habitação, convergiu um coletivo que hoje ocupa a prefeitura de Barcelona. Movimentos e formas de organização desta amplitude não existem na França, e o movimento Nuit Debout é órfão de bases de luta que puderam ser mobilizados em outros lugares.

JC: Mesmo se permanecer o sentimento que com o Nuit Debout, há algo acontecendo que manifesta um poder de invenção renovando determinadas formas de pensar da esquerda radical?

JR: Nós não sabemos exatamente o que há nas cabeças das pessoas que se misturam na Praça da República. Ali encontramos um monte de coisas díspares. Mas é verdade que encontramos uma exigência democrática que se opõe ao velho coro sobre a “democracia formal” como mera aparência encobertando a dominação econômica burguesa. A exigência da democracia “real e agora” tem o mérito de romper com essa lógica de denunciação que pretende ser radical mas que produz na verdade uma espécie de quietismo, em última análise reacionário do tipo: de qualquer maneira, é o Capital que é a causa de tudo, e essas pessoas que se agitam em nome da democracia apenas mascaram sua dominação e reforçam a sua ideologia. Mas evidentemente os proveitos são perdidos se reduzimos a democracia à forma da assembleia. A democracia é uma questão de imaginação.

JC: Você é sensível ao fluxo de palavras, de escritas, de histórias no Nuit Debout?

JR: Há efetivamente muitas palavras que circulam, mesmo que elas não sejam sempre de uma riqueza inesquecível. As pessoas vêm dizer seus poemas, mas é raramente uma poesia criadora de um choque de novidade. Ao mesmo tempo, vemos pessoas que não falam nunca e que ousam falar neste lugar e isso é significativo, mesmo se, pelo que podemos verificar, esta circulação da palavra seja menos rica do a que nós havíamos percebido em Maio-68. De um lado, a forma assembleia permite mais pessoas de virem e contarem a sua história. Por outro lado, nós temos a impressão de estarmos aquém do florescimento de slogans e de imagens múltiplas que, em muitos protestos recentes, tinham substituído          as grandes bandeiras unitárias de outrora. Mais profundamente, a questão é que o desejo de uma comunidade igual não freie o poder de invenção igualitária.

JC: Os iniciadores do Nuit Debout querem convergir com os sindicatos à frente do 01 de maio. Como você olha para isso?

JR: A “convergência de lutas”, é um pouco a versão do grande sonho de Maio de 68, a junção entre estudantes e trabalhadores. À época isso havia se materializado pela procissão estudantil em direção à Billancourt. Hoje Billancourt está arrasada e a Sorbonne é um lugar onde não se entra a não ser com uma carta. Também a questão foi debatida no curto espaço que fica entre a Praça da República e a Bolsa de Trabalho, em torno das preparações para o desfile de 1 de Maio. Em todo caso, a questão da convergência das lutas é dependente da questão da natureza destas lutas.


Nota do Tradutor – Importante ter em mente que Jacques Ranciere se refere aqui sobretudo à conjuntura francesa, onde um partido que se autodenomina “socialista” governa há alguns anos o país.

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