(Anti)Reforma psiquiátrica e a anti-ideologia.

Por Thiago Marques Leão [1] e Carine Sayuri Goto [2]

Em 07/02/2019, a Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (CGMAD) do Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica n.º 11/2019 (NT 11/2019), com esclarecimentos sobre mudanças na Política Nacional de Saúde Mental. Continue lendo “(Anti)Reforma psiquiátrica e a anti-ideologia.”

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Proletários Nômades

Por Slavoj Žižek, via The Philosophical Salon, traduzido por Oleg Savitskii e Anna Savitskaia.

Em alguns círculos esquerdistas, o crescimento explosivo no número de refugiados deu origem ao conceito de “proletariado nômade”. A ideia basilar é que no mundo globalizado de hoje o principal antagonismo (a contradição “primária”) não mais é entre a classe dominante capitalista e o proletariado, mas entre os que estão seguros sob a cúpula do mundo “civilizado” (com a ordem pública, direitos básicos, etc.) e os excluídos, reduzidos à mera vida.   Continue lendo “Proletários Nômades”

Ideologia jurídica e ideologia burguesa: ideologia e práticas artísticas

Por Nicole-Edith Thévenin, via Période, traduzido por Rodri Villa

Por trás da “pessoa jurídica” está a mercadoria e o Estado: é antes de tudo o sujeito privado da troca mercantil, aquele que “possui” e tem o direito de vender ou alienar sua posse; é então o aparato do Estado, combinando coerção e ideologia, para implementar a lei, inculcá-la em seus sujeitos. 

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A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan

Por Richard Seymour e Daniel Hartley, via Revue Periode, traduzido por Ícaro Batista

Mesmo em suas interpretações as mais sofisticadas, o marxismo tem uma tendência de ler o racismo de forma instrumental. Tal ideologia é adotada por uma série de atores porque é consistente com certos interesses, porque consolida alguma forma de hegemonia, porque tem privilégios de brancos. Para o jornalista e pesquisador independente Richard Seymour, essas explicações são insuficientes. Continue lendo “A hegemonia da raça: de Gramsci a Lacan”

O Negro na cidade brasileira

Por Bruno Santana

Da conjuração entre o projeto colonial das classes dominantes brasileiras e a despossessão dos negros escravizados de suas formas de viver aqui no Brasil atirados às senzalas nasce a territorialização das cidades brasileiras. Para além das capitanias hereditárias num escopo maior, no interior das cidades coloniais, se deflagra de modo aparente o aspecto mais visível da sociedade brasileira do período; onde o espaço do negro escravizado, dos libertos, dos agentes do estado colonial e das classes dominantes brasileiras era estritamente definido. Continue lendo “O Negro na cidade brasileira”

Intercomunalismo: as últimas teorizações de Huey P. Newton, “Teórico Chefe” do Partido dos Panteras Negras

Por Delio Vasquez, via ViewPoint, traduzido por Elisa Brasil e Gabriel Slenes

Líder dos Panteras Negras Huey Newton realiza uma coletiva de imprensa em São Francisco depois de voltar de uma reunião com o primeiro-ministro Chinês Chou En-Lai na China. Newton enfrentava seu terceiro julgamento sob a acusação de ter matado um policial. 8 de Outubro de 1971.   Continue lendo “Intercomunalismo: as últimas teorizações de Huey P. Newton, “Teórico Chefe” do Partido dos Panteras Negras”

Falta um programa para as mulheres

Por Ana Barradas, via Bandeira Vermelha

Alguns comunistas deixam-se cegar pela indignação ao verem-se comparados com quaisquer outros homens no que refere à questão feminina. Com isso não conseguem divisar o que há de verdadeiro nas afirmações segundo as quais também entre eles se reproduzem algumas das taras da sociedade patriarcal. Como tratar na tática e na ação imediata os problemas concretos da emancipação da mulher, dando-lhes expressão na política, em vez de os adiar para depois da revolução? Continue lendo “Falta um programa para as mulheres”

O Império do Gênero

Por Movimento Juventude Connolly, traduzido por Ohana Meira

Para a maioria das pessoas, é raro que as discussões modernas de gênero se estendam para além das capturas de tela de postagens em tumblr e dos argumentos menos educados sobre gênero, sexo e suas diferenças – mas debater as identidades humanas está longe de ser algo novo. Como todas as normas sociais ocidentais, o “gênero” deriva de relações econômicas com terra, riqueza e privilégio. Continue lendo “O Império do Gênero”

Quem tem medo de James Bond?

Por Ignácio Martín Baró, via UCA, traduzido por Alexsander Grem

Medo, ao que se ter medo, não há nada o que ter medo de James Bond. A razão é sensibilíssima: James Bond está morto. Ao menos, li isso há uns dias, não recordo em que revista: Connery-Bond, no final do seu último filme, cai morto. E aqui está. Morreu Bond, como morreu há alguns anos Sherlock Holmes, e cremos que não ressuscitará, como no caso do famoso detetive britânico. Continue lendo “Quem tem medo de James Bond?”

Sobre o fetiche

Por Richard Seymour, via Leninology, traduzido por Elaine Pinto

O jardim das delícias virtuais que chamamos de internet é uma fábrica ampliada no espaço e no tempo. Olhar é trabalhoso, e o valor do que quer que seja visto é apenas a forma fetichizada de todos os olhares, ou inspeções persistentes, que a imagem atrai. O capital postula que a observação é trabalho e transforma a busca por tempo em tempo cibernético socialmente necessário. Ele liga a percepção à produção, orquestrando a extração do trabalho sensual. Continue lendo “Sobre o fetiche”

Preconceito linguístico: a torre de Babel do capitalismo tardio

Por Anielson Ribeiro

Porquanto o meio social está impregnado de preconceitos, a linguagem, sendo reflexo da cultura da sociedade, não escapa a esse logro. Por uma questão de adaptação às normas sociais vigentes, todos os grupos buscam convergir para a linguagem das classes mais privilegiadas, pois, para o grosso da massa, a linguagem é uma maneira de evidenciar categoricamente a classe do indivíduo. Continue lendo “Preconceito linguístico: a torre de Babel do capitalismo tardio”

Ação política e a classe trabalhadora

Por Karl Marx, via Marxists.org, traduzido por Matheus Silva

Em setembro de 1871, em Londres, ocorreu a conferência da I Internacional na qual Marx pronunciou os seguintes discursos sobre a ação política e o proletariado – preservados graças às notas tomadas em francês por um participante do encontro. Nestes breves discursos, Marx opõe-se frontalmente ao abstencionismo político. Continue lendo “Ação política e a classe trabalhadora”

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