US, ou, a Coisa mediada pela própria coisa

Por Phillipe Augusto Carvalho Campos 

Depois de alguns amigos me dizerem que o filme Us era muito bom, eu criei coragem (literalmente, porque tenho medo dessas coisas) pra assistir. Terminei e fiquei pensando no monte de coisa que tem nessa obra.Mas esse filme legal é muito complexo, no sentido de seus vários elementos estarem muito entrelaçados. Imagino que ele gera muito interpretação por conta disso. Então, aí vai uma tentativa de ler essa obra. Mas antes de tratar do filme propriamente, tentaremos elaborar um pouco o contexto em que esse filme foi feito, a contemporaneidade.


Vivemos no presente de maneira presente – o Real como mediação

Uma instância de mediação é um bagulho que permite interpretar a realidade.  Um sujeito que media seu mundo por Deus, pode ter cada evento de sua vida lido pela chave da vontade divina; por exemplo, se advém uma ventura, ele pensa que é porque Deus é bom, por outro lado, se uma desventura, dirá que Deus escreve certo por linhas tortas, ou que faz parte dos desígnios de Deus. Um segundo exemplo é a mediação pela utopia ou pela emancipação da humanidade; para esse segundo caso, as ações dos sujeitos submetidos a essa mediação, serão orientadas a promover uma atividade que coadune com sua finalidade estabelecida (“organização da classe trabalhadora”, participação num comício ou numa manifestação) e os acontecimentos da realidade serão também lidos como eventos que favorecem ou entravam tal finalidade (a crise econômica e a manipulação midiática). Koselleck foi um historiador alemão que estudou como, no modernismo, a mediação ou a chave interpretativa de leitura do mundo é aquela do futuro, do futuro promissor. Tanto liberais, quanto socialistas eram movidos pelo futuro, para os primeiros tratava-se de um futuro que traria consigo o acúmulo de conquistas técnicas e sociais, o progressismo, para os segundos, ocorreria um evento que transformaria as bases da sociedade, a revolução.

A má notícia para nossos dias é que o futuro, isso que nós imaginamos como o futuro, já não é boa coisa. Nossas narrativas futuristas têm tratado com absoluta frequência de um futuro que é sempre um presente degradado, os males do presente potencializados, ou de um mundo destruído por um evento catastrófico – me refiro aqui aos filmes de sci-fi. Assim, o futuro no nosso tempo se apresenta como o negativo daquele futuro do modernismo; fazendo uma analogia, podemos dizer que os revolucionários se tornaram catastrofistas, os liberais, pessimistas. Com a destruição do futuro, o passado se torna uma linha de fuga. Aí se concentram as políticas de reparação, um mal que aconteceu no passado (escravização, tortura, genocídio etc.), cabe repará-lo no presente. Vejam que não se trata de “superar” – um modo orientado ao futuro de lidar com um problema –, mas de reparar o acontecido que jamais será superado, pode ser restaurado, mitigado, atenuado. Numa vertente à direita, temos o retorno à tradição, toda essa política nacionalista ou o chamado fundamentalismo que tem assolado o mundo. Um time luta por uma história marginal nunca reconhecida, o outro por revalidar a história oficial. Como se, à esquerda, o mundo tivesse sido construído sob sangue e suor, ou às custas dos povos magoados e excluídos, e, à direita, como se esses mesmos povos magoados e excluídos viessem usurpar o mundo que foi construído pelo sangue e suor da nação (os soldados, trabalhadores e empresários que ergueram o país).[1]

Há ainda um terceiro aspecto a considerar, nossa relação com o presente. O primeiro lugar onde vi o uso do termo foi no “Sociedade do Espetáculo” do Debord, qual seja: presente perpétuo. De lá para cá uma porção de autores também fez uso do conceito sob diferentes roupagens: persente contínuo, presentismo, sociedade espacializada. Essas diferentes modulações servem para dizer de como o presente domina nossa experiência e nossa atividade na sociedade contemporânea, sobre como temos experiências cada vez mais deslocadas de um passado, fendidas da continuidade histórica e cada vez menos voltadas para um futuro, o qual, como sabemos, é uma debacle ou uma catástrofe, bélica, social ou ecológica. A experiência presentista é não narrativa e não projetiva; enquanto tal, podemos dizer, ela é puramente experiencial ou literal.

Essa mediação pelo presente ou pela literalidade[2] só é historicamente possível depois que história e utopia caíram por terra. As linhas histórica e a utópica podem ser bem representadas por Hegel e Marx:

1) Hegel transforma o passado num momento necessário à auto-compreensão, cuja síntese é a própria integração dessa história no Espírito ou na vida do sujeito. O sujeito se forma e se constitui pelo seu passado e só consegue “superar” o passado se toma-lo para si, isto é, mediá-lo com uma narrativa que o permita acertar as contas com o ocorrido. Parafraseando Hobsbawn: “A maioria dos seres humanos atua como historiadores: só em retrospecto reconhece a natureza de sua experiência” (Era dos Extremos).

2) Se com Hegel a tônica é posta sobre o passado, sobre a História, Marx porá tônica no futuro, em não mais interpretar a realidade (como Hegel), porém, transformá-la (a tal da tese 11); superá-la pela ação em detrimento da narrativa; o ato é o próprio fator de mediação. Entretanto, para transformar a sociedade, deve haver um anseio de futuro, aquele desejo constitutivo da modernidade tal como estudado por Koselleck. Até segunda ordem, progresso e socialismo estão mortos, o futuro está morto.

No início desse processo de derrocada do passado e do futuro surge a psicanálise, como uma visão que pôde captar o declínio do regime de temporalidade do moderno. Inicialmente os sintomas da psicanálise são formações sob as quais trata-se de construir uma narrativa, de modo a devolver ou integrar os signos cifrados do sintoma à subjetividade do paciente, decifrando-os. Contudo, a psicanálise comparte de um momento em que tais signos não encontravam uma narrativa nem um sistema de expectativas que os tornassem plenamente integráveis ao ego – mal-estar, recalque primário e trauma são nomes para essas incidências. “Real” foi o nome dado por Lacan a experiências não mediáveis por uma cadeia simbólica, não assimiláveis por um ego ou pela subjetividade. E, assim como o presente vivido em sua literalidade, a psicanálise alcança a literalidade da pura experiência, deslocada do nexo histórico. Daí, uma gama do nosso campo de experiências já ser parecida com a experiência de desamparo preconizada por uma espécie de fim de análise (porém, sem o percurso de análise, é verdade).

Agora vamos ao filme.

US – a realidade mediada pelo Real

Normalmente, nos blockbusters americanos, temos um drama particular que se utiliza de um drama de larga escala como mediador. Um policial que vai mal no casamento, destrói NY inteira para descobrir que, no fim, ele amava sua esposa; uma família em crise, torna-se cooperativa na destruição da invasão alienígena, e, ao fim, seus laços são restaurados; um pai displicente e levemente alcoólatra, durante uma catástrofe natural, não mede esforços para salvar e se reconciliar com sua filha. O caso de Us é outro. A família é uma família normal, não há nenhum drama muito grande rolando ali, exceto pela leve inibição apresentada pela esposa, ao final, em vez de uma reconciliação (vide a família não estar em guerra), parece que seus membros estão até piores que no começo. Assim, em vez de pensar no evento catastrófico do filme como um mediador para o conflito doméstico, vou tomar a opção de pensar no drama doméstico como catalizador ou argumento para o drama social, político ou de larga escala que se articula no filme.

Em obras de estruturas bi-dimensionais, como a série Stranger Things e o filme Matrix, temos a segunda dimensão apresentada como insípida, sem cores, crua – Zizek, parafraseando o próprio Matrix, a descreveu como o “deserto do Real”. A primeira dimensão é, então, a realidade, a segunda o Real, o deserto de sentido, a realidade sem a magia ou as cores que a torna agradável – ou ainda, a literalidade da experiência. Dois exemplos: o primeiro é a mãe que nunca acha sua cria feia ou burrinha, todos de fora vemos que o filho dela é muito feio ou muito burrinho, mas a mãe consegue ver beleza e inteligência ali onde não tem, é como se o Real fosse isso que vemos e a realidade (que é a própria fantasia) fosse aquilo que a mãe vê, esse primeiro exemplo funciona de uma perspectiva exterior à experiência. Um segundo exemplo, o sujeito já não tem mais nenhum prazer usando uma droga ou um casal num relacionamento, ele virou um zumbi ou um escravo da droga, e, no caso do relacionamento, o casal só briga o tempo inteiro; ambos não rompem com o vício porque, embora a realidade tenha se desintegrado – aquela sensação boa de usar a droga no começo, ou o bom tempo passado na companhia um do outro — o Real, a pulsão cega – o maquinismo instintual, o automatismo do comportamento que acaba indo para o mesmo lugar toda vez, mesmo contra a vontade ou contra a consciência dos sujeitos – permaneceu.

Desta feita, sugerimos que o mundo de cima do Us é a realidade, o de baixo, o Real; então, na realidade, a gente está tomando uma coca-cola, no Real, é um xarope doce, fruto de uma indústria que colocou na sua cabeça que aquele negócio é prazeroso; na realidade, a gente está na loja experimentando uma roupa, no Real, estamos nos colocando em posição de objeto de gozo para os outros; na realidade, a pessoa está posando para um nu artístico, no Real ela está vendendo seu corpo como pornografia – na realidade a internet tem a Wikipédia e o Facebook entre outras coisas, no real, 70% de todo conteúdo produzido é pornografia. Então, na realidade, estamos vivendo na realidade conforme a conhecemos, no andar de baixo do filme, estamos vivendo essa pulsão crua, carnal.

Por essa via, a passagem mais marcante do filme – quando a cópia da mulher diz “we are americans – pode ser lida como: nós somos a verdade, o Real da realidade de vocês.

Us – o Real como paralaxe

Com um esforço a mais, podemos notar como, nenhuma sociedade produz tanto material autodepreciativo como a própria sociedade americana – as séries como Bo Jack Horseman são isso –, na mesma linha, a eleição desse Trump foi uma declaração de escrotidão assumida daquele povo. Esse fenômeno de ser o que se é foi descrito como cinismo e o cinismo pode ser descrito como: viver a realidade como o Real, ou ainda, experimentar o carnal, o putrefato já no nível da realidade. Por essa linha, se virarmos o filme de cabeça para baixo, nós teremos os americanos se assumindo como um povo asqueroso, mas que, no Real de sua fantasia eles se pensam como um povo legal, tal como a família do filme. Por essa inversão os exemplos dados acima ganham uma nova conotação: o Real é aquilo que a mãe vê, o Real de seu amor incondicional que ultrapassa convenções sociais, o Real de seu desejo, que consegue ver beleza ali onde ninguém mais vê; “sei que estou bebendo um xarope doce fruto de uma indústria asquerosa” mas mesmo assim, no Real do prazer do sujeito, ele ainda experimenta a satisfação da propaganda da coca-cola; “sei que estou comprando uma roupa só para seduzir os outros”, mas no Real, a pessoa se pensa como simpática ou empoderada; “estou posando para essas fotos por dinheiro”, mas no Real, veja como as fotos ficaram bonitas e artísticas; “sei que a internet é um antro de putaria”, mas de brinde, temos um banco de informação gigantesco e uma possibilidade de comunicação jamais imaginada.

Lendo por essa chave, os americanos sabem que seu mundo é degradado, já sabem de toda aquela história de consumismo, sabem que detonaram meio mundo atrás de petróleo (o filme Vice foi feito por eles, é sempre bom ter essas coisas em mente), já não é segredo para ninguém que eles torturam gente, que interferem e espionam outros países – os americanos já vivem no subterrâneo, no Real –, mas, mesmo assim, eles ainda conseguem, no Real de sua fantasia – como aquilo que sustenta sua autoconsciência cínica, sua asquerosidade para-si – se experimentarem como um povo não asqueroso, como uma galera que vive seu american way of life.

Daí, podemos fornecer uma leitura alternativa para a tal da passagem mais marcante do filme, quando a mulher das profundezas diz, “we are americans”, devemos lê-la literalmente, não na chave do tópico anterior, esses são os americanos verdadeiros, o povo de cima nada mais é que que a fantasia dos cínicos/literais de baixo. Nesse sentido, é o Real da fantasia que nos permite viver nesse mundo devastado – a catástrofe, a degradação, já aconteceu, o único modo de viver nessa merda é criar uma fantasia que “des-ocorra o ocorrido”.

Paralaxe é um nome da física que diz sobre o deslocamento do objeto causado pelo deslocamento do observador (o exemplo mais simples é quando fechamos o olho direito e miramos a ponta do nosso dedo, depois fechamos o esquerdo [abrindo o direito, é claro] e o dedo parece ter andado um pouquinho, mas na verdade foi o ponto de observação que mudou). O Real como paralaxe seria, então, aquela parte estrangeira ou residual ou excluída necessária para dar consistência à realidade, uma espécie de virtualidade que explica a realidade mas que não se explica a si mesma, pois, quando entramos nessa dimensão virtual, é um outro ponto que se transforma no Real, ou seja, o objeto sempre se desloca conforme nos deslocamos. Trazendo para essa análise, quando lemos o filme pela da oposição entre realidade e pulsão, o Real fica do lado da pulsão, quando o lemos pela chave cinismo e fantasia, o Real fica do lado da fantasia. O Real é sempre aquilo que escapa, para falar como Lacan.

Um filme bem ambíguo

Diante do exposto, a gente pode dizer que é um filme bem ambíguo, o caráter de ambiguidade, sugerimos, é marcado pela cena da Adelaide através do espelho, quando descobrimos que a mulher das profundezas vira a mulher da superfície e a da superfície vira a das profundezas. Leremos esse ponto de inflexão – se falássemos o idioma lacaniano diríamos que se trata de uma banda de Moebius – bem como seu retorno (quando a Adelaide do fundo invade a superfície) nas duas linhas aqui sugeridas: 1º) é a pulsão crua invadindo a realidade (simbólica), um ponto traumático se manifestando; os americanos tomando consciência de que eles, na verdade, são um povo podre que, pensando se esbaldar em seu estilo de vida, chafurda na lama; 2º) é a realidade cínica, já pulsional, invadindo a fantasia, eles já sabem que são toscos, mas só conseguem se pensar assim porque, no fundo, em sua fantasia, o american way of life funciona, ou melhor, funcionava, já que a realidade/Real se chocando com a fantasia produziu aquele cenário devastado que vemos no fim do filme.

Se essas duas interpretações são indecidíveis, o caráter de inversão da personagem principal é que sustenta a ambiguidade, não podemos dizer o que significa ser ela num ou noutro plano. Diferentemente dos filmes de duplo (Batman – o cavaleiro das trevas, Avatar, Matrix, O Duplo etc.) onde a fronteira entre o eu e o outro encontra-se marcada (há um eu e um outro e o eu se confunde com o outro), em Us não podemos nos decidir nem quem é eu, nem quem é outro. E se não podemos decidir, o significado dos americanos das profundezas de mãos dadas ganha um caráter também duplo. Se lido pela primeira chave, temos uma leitura utopista progressista, no sentido de termos que trazer nossos traumas à baila, termos que lidar com nossa parte ruim e tentar fazer algo com ela, é necessário sair do nosso autismo pulsional e canalizar essa força, formar uma corrente de mãos dadas pelos EUA ou qualquer metáfora de larga escala (Lembremos que o filme começa com a campanha “Hands Across América” em que um monte de americano deu as mãos pra ajudar a África). Se lido pela segunda chave… quando o helicóptero filma aquela galera de macacão vermelho de mãos dadas, essa cena final me lembrou muito aquelas fotos da muralha da china, sugiro que aquilo representa o muro do Trump. É como se a fantasia do american way of life não estivesse mais se sustentando e fosse necessário construir uma outra. Algo como o espaço de vida americano, o muro que os separa do resto do mundo (imigrantes) que cobiça seu estilo de vida. Curioso notar como o filme trata de uma família de negros e de nenhum conflito racial explícito – devemos lembrar que os EUA são um dos núcleos do debate e dos eventos midiatizados sobre o racismo –, esse fato reforça a segunda interpretação, o mundo de cima é a fantasia multicultural liberal (a família protagonista é amiga de uma família branca), a qual não mais se sustenta ante a desregulação econômica do mundo, sendo necessário erigir uma nova fantasia: o muro.

O Mapa de Mein Herr

  Lewis Caroll conta uma história muito divertida.

“Que coisa útil um mapa-de-bolso é!” observei [Sylvie].

“Esta é outra coisa que aprendemos com sua nação”, disse Mein Herr, “elaboração de mapas. Mas levamos isso muito mais longe que vocês. O que você considera a maior escala de mapa que seria realmente útil?”

“Tipo seis polegadas por milha!

“Somente seis polegadas!” exclamou Mein Herr. “Muito cedo nós alcançamos seis jardas por milha. Então nós tentamos cem jardas por milha. E então veio a maior ideia de todas! Fizemos o mapa de nosso país na escala de uma milha por milha!”

“E vocês o utilizam muito?” perguntei.

“Não foi aberto, ainda” disse Mein Herr: “os fazendeiros objetaram; disseram que iria cobrir todo o país e tamparia a luz do sol! Então, agora nós usamos o próprio país como seu mapa, e eu garanto que o efeito é quase o mesmo (…) (LEWIS CAROLL, Sylvie and Bruno Concluded).    

O problema de usar a coisa como seu próprio mapa é que a gente não pode se orientar mais. Um mapa como uma construção simplificada ou escalada serve para traçar caminhos quando o ambiente é suficientemente desconhecido ou complexo. Lembremos que, no filme, os túneis subterrâneos onde vivem os americanos, estão por todo os EUA, o filme deixa entender que, para cada ponto da superfície, há um correspondente no subterrâneo. Assim, embora esteja mapeado, o mapa é tão complexo quanto o que mapeia, ou ainda, a coisa encontra-se mediada por ela mesma, o que reforça seu caráter indecidível. Talvez não decidir seja um procedimento interessante. O filme aponta para uma ruptura, sem dúvida, mas as coordenadas dessa ruptura não estão claras e apostar na dignidade do problema como um problema em toda sua digna complexidade não é o pior a se fazer, talvez seja um primeiro passo necessário, posto que:

“no universo globalizado de hoje, marcado por lacunas inconciliáveis entre níveis diferentes da nossa vida, a fidelidade a visões em paralaxe, a antagonismos não-resolvidos, é a única forma de abordar a totalidade da nossa experiência (ZIZEK, Visão em Paralaxe).”


[1] Cabe notar como o futuro ou algum esboço de futuro é prerrogativa dessa vertente mais à direita; esse povo foram aqueles que clamaram por mudanças nas últimas eleições, ao passo que grande parte da esquerda tem como seu horizonte o consenso liberal/assistencialista, esse mesmo que pariu a tal nova direita.

[2] O leitor talvez pense que o sentido literal é modo “imediato” de lidar com as coisas, contudo, a imediatez não é a forma mais imediata de lidar com o mundo, antes, o mundo só se torna mais imediato no tempo presente, no passado ele sempre fora mediado por categorias míticas, religiosas ou que quer que se queira. É como se no presente, nosso mito (no sentido straussiano) fosse algo referido ao próprio presente.


* Phillipe Augusto Carvalho Campos é psicanalista e mestre em teoria psicanalítica (phillipe.a.c.campos@gmail.com)


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