“Economia Política para Trabalhadores”: resenha do livro de Sofia Manzano

Por Edmilson Costa, livro disponível em Editora Ciências Revolucionárias

As últimas três décadas foram marcadas pela hegemonia do pensamento único em todas as esferas da vida social, especialmente na área da economia. Retornou-se nesse período a um estatuto teórico do século XVIII fantasiado de modernidade, como o mercado regulador das atividades econômicas, sociais e políticas da humanidade, a retirada do Estado da economia, a desregulamentação financeira e das leis de proteção social, as privatizações do patrimônio público e o estímulo permanente a um individualismo doentio na sociedade.

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Confundindo pedagogia e política: Marx e Lenin sobre a educação revolucionária do proletariado

Por Gabriel Landi Fazzio

“Nihil humani a me alienum puto”. Em latim: “Nada humano me é alheio”. Segundo as filhas de Marx, a máxima favorita do pai. (MARX, 1956)

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária.” (III INTERNACIONAL COMUNISTA, 2008) Continue lendo “Confundindo pedagogia e política: Marx e Lenin sobre a educação revolucionária do proletariado”

Lênin, docente? Aproximando Vladimir Lênin e Bernard Schneuwly

Por Gabriel Lazzari*

Marx e Engels já apontavam os limites constitutivos da consciência no que tange à luta imediata dos trabalhadores em suas reivindicações diárias, sem vínculo com uma luta política mais ampla, ou seja, os limites da consciência chamada por Lênin de “trade-unionista”. É precisamente ao observarmos os termos em que Marx formula sua primeira abordagem da questão que conseguimos perceber que, em sendo as relações de produção mencionadas contraditórias internamente, também permitem o surgimento de uma consciência contraditória no seio do proletariado, ainda que limitada pela falta de compreensão da articulação total dos fenômenos que estruturam a sociedade capitalista, as lutas entre as classes, inclusive. Continue lendo “Lênin, docente? Aproximando Vladimir Lênin e Bernard Schneuwly”

As tarefas dos social-democratas russos

Por Vladimir Ilitch “Lenin” Ulyanov, via Marxists.org, traduzido por Gabriel V. Lazzari

Aqueles que acusam os social-democratas russos de terem uma visão estreita, de tentarem focar nos trabalhadores fabris em detrimento da massa da população trabalhadora, estão profundamente equivocados. Ao contrário, a agitação entre os setores avançados do proletariado é o mais certeiro e único jeito de insurgir (quando da expansão do movimento) o proletariado russo inteiro.

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O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais

Por Gabriel Landi Fazzio

“20. Nossa tarefa mais importante antes do levante revolucionário declarado é a propaganda e a agitação revolucionária. Esta atividade e sua organização é conduzida freqüentemente ainda da antiga maneira formalista. Em manifestações ocasionais, reuniões de massas e sem cuidado com o conteúdo revolucionário concreto dos discursos e panfletos.” Em “A Estrutura, os Métodos e a Ação dos Partidos Comunistas”, III Internacional, 1921. Continue lendo “O que é agitação e o que é propaganda? Algumas questões na era das mídias digitais”

A concentração do proletariado nas grandes cidades

Por Gabriel Landi Fazzio

“[A revolução industrial] desenvolveu por toda a parte o proletariado na mesma medida em que desenvolveu a burguesia. Na proporção em que os burgueses se tornavam mais ricos, tornavam-se os proletários mais numerosos. Uma vez que os proletários somente por meio do capital podem ter emprego e o capital só se multiplica quando emprega trabalho, a multiplicação do proletariado avança precisamente ao mesmo passo que a multiplicação do capital. Ao mesmo tempo, concentra tanto os burgueses como os proletários em grandes cidades, nas quais se torna mais vantajoso explorar a indústria, e com esta concentração de grandes massas num mesmo lugar dá ao proletariado a consciência da sua força.” Engels, em “Princípios Básicos do Comunismo”. Continue lendo “A concentração do proletariado nas grandes cidades”

Redes sociais e centralismo democrático: oportunidades e desafios

Por Ben Becker, via Liberation School, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

Este artigo é a versão editada de um documento interno do PSL (EUA – Partido pelo Socialismo e pela Libertação), inicialmente escrito no final de 2015. O documento embasou amplas discussões sobre a questão em todo o partido no início de 2016, examinando as novas possibilidades e dificuldades colocadas pela proliferação das mídias sociais a partir da perspectiva de um partido leninista. Continue lendo “Redes sociais e centralismo democrático: oportunidades e desafios”

“Não sou obrigado”: impaciência e arrogância na esquerda

Por Gabriel Landi Fazzio

Para difundir nossas ideias amplamente, permitindo que sejam conhecidas e assimiladas pela maioria do povo, precisamos estabelecer uma autodisciplina voluntária, coletiva. Nesse sentido, existem dois obstáculos que a agitação política e a propaganda teórica “de esquerda” precisam superar com urgência, em especial nas redes sociais: a arrogância e a impaciência. Continue lendo ““Não sou obrigado”: impaciência e arrogância na esquerda”

Hegemonia 2.0

Por Lewis Bassett, via Verso Books, traduzido por Gabriel Landi Fazzio

Os eventos recentes provam conclusivamente que as mídias sociais não são comunidades globais neutras como muitas vezes são consideradas – como, por exemplo, no caso do recente expurgo de perfis no Facebook, censurando as vozes críticas à política externa dos EUA. Neste artigo, Lewis Bassett argumenta que estamos começando a testemunhar a emergência de um capitalismo monopolista tecnológico, apoiador do imperialismo dos EUA. Como, diante disso, podemos construir uma nova mídia de esquerda? Continue lendo “Hegemonia 2.0”

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