Identidade Zero

Por Robert Kurz

Texto publicado já em 1994, mas que mantém hoje toda a atualidade, face aos novos movimentos populistas de direita e neo-fascistas, bem como à crescente mania da identidade. Kurz esboça as razões por que, na Modernidade, surge e se impõe às pessoas algo como a “identidade”, seja ela nacional ou cultural. Continue lendo “Identidade Zero”

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O cristal vermelho – sobre o realismo de Thiago Cervan

Por Carlos Eduardo Carneiro*

Thiago Cervan sabe que cumprir a função de intelectual não é um dom, é fruto da superprodução de valores de uso da indústria capitalista e que ele, oriundo da periferia do ABC paulista, é uma das exceções que conseguiram, devido à inúmeras circunstâncias de vida, livrar-se da condição de exército reserva de trabalhadores imediatamente desempregados e adentrar nas relações sociais dos artistas, professores e outros intelectuais. Cervan é um assalariado não-proletário, ganha seu salário exercendo a função social de intelectual: é professor, palestrante, escritor.

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Uma conversa entre Inês Maia e Douglas Rodrigues Barros

Transcrito por Daniel Fabre

Este texto, que agora você lê, foi de uma conversa gravada secretamente, isto é, sem que os dois envolvidos no diálogo soubessem. Depois foi transcrito, editado por mim e revisto tantas vezes pelas duas pessoas envolvidas que se perdeu a coloquialidade do diálogo. Posteriormente, deram aval para a publicação. Havia mais gente na noite, mas, por razões explicitas, resolvi ocultar alguns nomes.

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Um outro Lenin: a obra de Tamás Krausz

Douglas Rodrigues Barros, escritor, doutorando em filosofia e membro do CEII (Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia).

Acertar as contas com uma gigantesca tradição certamente não é tarefa fácil, ainda mais se tratando de uma tradição de entusiastas e detratores. Pois, este é somente um dos méritos indiscutíveis da obra de Tamás Krausz[1] que aborda exatamente isso: recuperar um Lenin anterior a mumificação stalinista e fazer justiça ao seu pensamento diante de um século que engrossou o caldo de inimigos da Revolução de Outubro e de um de seus principais nomes. Continue lendo “Um outro Lenin: a obra de Tamás Krausz”

Uma conversa sobre Bolsonaro

Por Douglas Rodrigues Barros[1]

A conversa a seguir é verídica. Trata-se de um diálogo travado entre duas posições antagônicas e só possível de serem compartilhadas graças ao laço de amizade que une amigos de infância. Os personagens cresceram praticamente juntos, mas pelos revezes da vida se separaram. Anos depois, com a invenção de um aplicativo que passou a mediar a vida do mundo inteiro, retomaram a amizade.

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György Lukács, o profeta da revolução

Por Douglas Rodrigues Barros[1] 

Não foram poucos os pensadores que viram na literatura uma interpretação de mundo e, além disso, a possibilidade de identificar na forma literária transformações que se efetivariam no terreno social. Lukács, entretanto, foi um dos primeiros, senão o primeiro, a observar com profundidade incomum os desdobramentos da forma literária como sinais de transformações, por vezes, dolorosas e radicais; é sob o signo das mudanças operadas no espírito e captadas pela forma literária que podem ser identificados todo um céu estrelado de motivos, paixões e ações que traduzem o que ocorre na vida social. A literatura é, assim, o passaporte, não apenas, para se conhecer o espírito de uma época, como também, identificar seu declínio. Continue lendo “György Lukács, o profeta da revolução”

A república das bananas

Por Douglas Rodrigues Barros

A deposição de Dilma Rousseff trouxe atona diversas questões sobre a política nacional. De certa forma, estamos de volta à republica das bananas, tomada por interesses escusos das velhas elites familiares. No presente artigo o autor aborda como a farsa jurídico-parlamentar de 2016 Continue lendo…

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