A pobreza em Dostoiévski

Por Eduardo Henrique Nascimento Silva

Escrever um romance social em uma Rússia dominada pelo despotismo czarista, século XIX, não levou Dostoiévski ao título de pioneiro; mas escrever um romance social em que abordasse profundamente as lamentações e desgraças dos pobres , resultou em ser o principal polo de influência de seu tempo. Referência que mais tarde influenciaria outros grandes autores, como o mais conhecido Górki em seu romance A Mãe (de 1905). Sem duvida alguma, esse dois autores, além de terem alcançado o auge de seus trabalhos em distintas décadas diferentes, sob perspectivas diferentes[1], conseguiram trazer, assim como outros, o problema da miséria que toma a vida de milhares de trabalhadores diariamente.


Dostoiévski, em seu livro Gente Pobre, oferece-nos um relato extremamente sensível sobre o cotidiano de um funcionário público petersburguense, Makar Diévuchkin, que está à beira da miséria, encontrando através de correspondências com sua amiga uma confidente de suas privações. O autor apresenta seus personagens com ‘certa’ autonomia, não os limitando em caricaturas. Um personagem sem rosto, sem corpo, difícil definição de idade, dá ao leitor a chance de sentir a narração vinda de si mesmo. É como se uma criança na aula de artes olhasse pela primeira vez uma imagem abstrata em um quadro, então seu professor sugere para ela imaginar a ‘real’ forma dele, mas sem perder o círculo de combustão de sentimentos que ele retrata. E cada criança, a partir de seu ponto de vista, moldará uma imagem, mas ela não mudará o sentido dela. Esse é o sentimento que a obra do autor russo nos oferece.

Bakhtin, em sua célebre obra Problemas da Poética de Dostoiévski, acredita que Dostoiévski partiu “da palavra refrativa, da forma epistolar. Por motivo de Gente Pobre, escreve ao irmão: “(…) estão habituados a ver em tudo a cara do autor; a minha eu não mostrei. Nem conseguem atinar que quem está falando é Diévuchkin e não eu, e que Diévuchkin não pode falar de outra maneira. Acham o romance prolixo, mas nele não há palavra supérflua[2]””. Os personagens de Dostoiévski expõem, cada um deles, uma forma de compreender e ver o mundo diferentemente de outros personagens.

Juro-lhe, meu bom Makar Alieksiêievitch, que me chega a ser penoso aceitar seus presentes”.

Quem fala no romance epistolar Gente Pobre são Makar Diévuchkin e Várienka Dobrossiélova. As ideias estão concentradas no diálogo dos personagens, o herói e a heroína. O autor está ausente, e o condutor do enredo acaba sendo os personagens.

Segundo a ideia em Dostoiévski, um homem pobre, porém ambicioso como Makar Diévuchkin sente constantemente sobre si o olhar maldoso de um estranho, olhar repreensivo ou – o que pode ser até pior para ele – zombeteiro (para os heróis de tipo mais orgulhoso o pior olhar que pode haver é o olhar piedoso do outro). É sob esse olhar de um estranho que se retorce o discurso de Diévuchkin. Com a personagem de O Homem do Subsolo, ele escuta sempre o que os outros dizem a seu respeito. “Ele é um homem pobre; exigente; ele tem até uma visão diferente do mundo, e olha de esguelha para cada um que passa, e lança em torno de si um olhar perturbado e escuta cada palavra como se quisesse saber se não estariam falando dele”.

Percebemos quando fazemos uma segunda leitura sobre a obra, Gente Pobre, que quando Diévuchkin escreve suas cartas para sua amiga Várienka, é como se ele estivesse no mesmo momento em conflito com o mundo, com a sociedade, com os maus olhares. O autor não apresenta o personagem pobre, mas sim o que Bakhtin viria a chamar de “autoconsciência do funcionário pobre[3]”. Ou seja, é como se nas cartas todas as coisas guardadas no subsolo fosse à tona, e seu desejo mais ambicioso fosse coberto, e em seguida justificado, pelos olhares maldosos dos outros. Temos a contínua preocupação de agirmos sem sermos repreendidos com olhares, falatórios que levam a zombarias. O personagem Makar mostra orgulho em ocupar a função de copista: “Pois eu mesmo sei que não é grande coisa o que faço, que é copiar; mas assim mesmo me orgulho disso: trabalho, derramo meu suor” e em seguida “…A escrita é tão nítida, bonita, dá gosto de ver, e Sua Excelência está satisfeita; sou eu que copio os documentos mais importantes para eles[4]”; mas apesar de sua ‘satisfação’ em cumprir esse cargo, ele mostra um aborrecimento com pessoas que desprezam seu trabalho como copista. E com isso, apesar das satisfações que há em ser copista, o seu descontentamento com essa condição se mostra como uma simples intriga e preocupação com as zombarias alheias. Também outro fator importante para o ferimento de seu orgulho, é a rejeição de como os outros o olham, um olhar de misericórdia e piedade, que para qualquer herói é sua própria rendição.

Makar Diévuchkin mostra ao longo do enredo uma enorme devoção a ajudar sua amiga e confidente, Várienka Dobrossiélova. Com as advertências e apelos de sua amiga para não se privar do preenchimento de suas necessidades para ajuda-la: “Sabe que me vejo afinal forçada a me indispor de uma vez por todas com o senhor? Juro-lhe, meu bom Makar Alieksiêievitch, que me chega a ser penoso aceitar seus presentes. Sei o que lhe custam, sei quanta privação e renúncia às coisas mais indispensáveis impõe a si próprio[5]”. Mas Makar responde da seguinte forma, “para mim é uma felicidade poder satisfazê-la, é esse o meu único prazer”, e assim omitindo de sua protegida sua real situação, a de contínuo declínio à miséria.

Mas por qual motivo?

Inicialmente podemos responder que a omissão do recém-chegado estado de miséria de Makar se dá para proteger sua amada, e também para continuar sua proteção sobre ela. Mas o copista estava equivocado. Como já mencionado acima, na citação de Bakhtin, Dostoiévski não trabalha com a figura do funcionário pobre, mas sim com a autoconsciência de um funcionário pobre. Então, a aceitação inicial de que sua omissão se deu pelo desejo de protegê-la acaba desmoronando, pois do contrário, reduziríamos a relação entre Makar e Várienka a uma narrativa rasa e sem razão, secundarizando a complexidade da cumplicidade que um tinha com o outro. A construção de sua relação se dava pela solidariedade entre a pobreza e angústia, que ambos viviam diariamente.

Makar tenta descobrir um estilo de escrita que mais combine com sua personalidade, onde possa explorar cada vez mais seus sentimentos. A busca por uma escrita melhor resulta no inicio da amizade (não tão explorada no romance) com Rataziáiev. E claro, colocando em prática o que aprendia com o convívio com seu amigo escritor, dedicava-se mais ainda a escrever, escrever e escrever, e com isso enfim encontrar um estilo. E qual forma para concretizar isso? Oras, somente através de suas cartas de ‘prosa’ com sua amiga; relatando sobre seu dia a dia (mesmo não havendo necessidade, pois ambos se viam quase sempre), falando de suas intrigas, expondo alguns sonhos, mas sempre focando na busca de um estilo próprio caligráfico, e por isso tomando como justificativa o excesso de escrita. Mas essa máscara em que o personagem se cobre, de um escritor autônomo, cai no último parágrafo do romance: “Ah, minha querida, o que interessa o estilo? Pois agora já não sei nem o que estou escrevendo, não sei mesmo, não sei de nada, nem sequer releio, nem corrijo o estilo, escrevo por escrever, apenas para lhe escrever mais…[6]”, e claro que também ele não escreve apenas para conversar com ela.

E qual motivo então o motiva a escrever?

Em Gente Pobre presenciamos uma cumplicidade das lamentações, tragédias que passam na vida e ao redor dos dois. Ambos pegam o papel de narradores do cotidiano dos pobres que eles conhecem. Desde o jovem estudante que está muito doente, até o pai que vê seus filhos andarem na corda bamba da miséria. A cumplicidade entre Makar e Várvara se dá desde a primeira carta, fazendo com que até o leitor se torne (e se entregue também) um elemento do romance. O autor é consumido pelo esquecimento, quando lemos cada linha do romance os personagens passam a tomar o estado de existência e começam a dialogar com os próprios leitores. E diante do compartilhamento das experiências, percebemos o vínculo de dependência que se cria um do outro, colocando-os em espectadores ativos da vida do outro, podendo interagir, participar, e até mesmo mudar. Ambos tentam cobrir o vago que as privações sociais deixam. Dividir lágrimas e esperanças nos deixam mais próximos de nossos cúmplices, ajuda-nos a contornar a pobreza, a dificuldade. Todos os dias procuramos meios, máquinas, papéis, entidades celestiais, tabacos para contornar a solidão, contornar o esquecimento. Não deixar testemunhas do que houve com a gente, é fazer com o que passamos se torne em especulação, pois somente o testemunho dá o valor da existência. E é isso que Makar, e também Várvara, fazem. Colocam um e outro como testemunhas dos poucos momentos de alegria até os já cansativos momentos de tristeza.

Hoje, por volta das cinco horas da manhã, morreu um filho pequeno de Gorchkov. Só não se do quê, se foi escarlatina ou o quê, só Deus sabe! Fiz uma visita a esses Gorchkov. Nossa, minha filha, que pobreza a deles! E que desordem! Mas, também, não é de admirar: a família toda vive em um único cômodo, que só está dividido por uns biombozinhos por decoro. (…) Talvez fique mais fácil para eles, com uma boca a menos para alimentar; mas ainda lhes ficam duas crianças, um menino de peito e uma menina pequena, de uns seis anos, não mais. Na verdade, que gosto há de se ter na vida quando se vê uma criança sofrendo, e ainda por cima o próprio filhinho, sem ter o que socorrê-lo?[7].

Diévuchkin, não é um personagem simples, presenciamos sua modificação no decorrer do livro: suas primeiras cartas mostram uma enorme conformidade com sua situação. Nosso herói contenta-se com sua posição social, pouco se mostrando preocupado com o conjunto de privações que cercavam seu cotidiano, e muitas vezes atribuindo à vontade Divina. “Permita-me, minha filha: qualquer condição que caiba ao homem é determinada pelo Todo- Poderoso. A um foi determinado usar dragonas de general, a outro, a servir como conselheiro titular, a este a mandar, àquele a obedecer, submisso e amedrontado. Isso já é calculado de acordo com a capacidade da pessoa; esta tem capacidade para uma coisa, enquanto aquela, para outra, e as capacidades são concedidas pelo próprio Deus[8]”. Essa passagem expressa bem quando afirmamos seu conformismo e a justificativa de seu estado através do consentimento divino. E onde essa linha de conformidade e devoção ao seu estado é rompida?

Com a impossibilidade de continuar ajudando Várvara quando ela pede um empréstimo para sair imediatamente da casa de Anna Fiódorovna, faz com que Makar se desperte de seu ‘sono social’, que o deixava num estado passível e inexpressivo. Ou seja, a linha da conformidade que Makar traçava no início do romance se rompeu com a soma de vários elementos, entre eles a impossibilidade de continuar ajudando sua amiga, fazendo com que ele se confrontasse com a situação miserável que os pobres da Rússia czarista viviam.

Para Joseph Frank, o ponto mais fundo e crítico miséria, faz com que o homem pobre perca seu preenchimento de vago, como no caso escrever cartas, gerando em uma degradação não compartilhada, que seria todo o ato isolado, como no caso de nosso o alcoolismo para tentar esquecer os problemas.  Diante  disso, sua miséria exposta e transformada em inutilidade faz com que Makar tenha que se confrontar com suas crenças que o levaram a acreditar que sua pobreza é fruto de uma vontade divina.

Tudo isso desperta em Diévuchkin uma aguda consciência do contraste entre a vida dos ricos e a dos pobres – uma consciência que, à moda dos romances-folhetins de Sue ou de Soulié, rasga a fachada por detrás da qual se escondem as duas classes, de modo que podemos vê-las simultaneamente[9]”.  As contradições da intocada Mãe-Rússia tornam-se claras; Diévuchkin caminhando nas ruas de São Petersburgo, cheias de luxo, riqueza, pessoas bem vestidas, ele se espanta com a enorme diferença entre ela e seu bairro humilde e miserável. Pessoas andando elegantemente com trajes bonitos e caros, enquanto crianças mendigando por alguns míseros copeques. Junto com o personagem vemos toda a miséria que ele havia pintado de humildade se desmoronar, restando nada mais e nada menos do que uma distinção evidente entre os dois cantos da cidade.  “A indiferença do rico e poderoso pela miséria que ele vê por toda  parte enche Diévuchkin de tamanha indignação que chega a pensar, por um breve instante, que seu sentimento de inferioridade é descabido. “Pense bem nisso”, diz ele, “e depois avalie se está certo nos humilharmos sem motivo e nos reduzirmos a uma indigna automortificação”[10]”.

Isso faz com que o personagem que está em contínuo conflito, se vê também diante do contraste do espiritual com o material. O primeiro era sempre usado para camuflar a ausência gritante do segundo, e esse duelo por mais involuntário que seja, por parte de Diévuchkin, não pode ser deixado passar sem ser comentado. Claro que isso não levou Makar a perder sua fé, mas o auxiliou a levantar indagações sobre se realmente alguma divindade havia dado o consentimento para tudo isso.

(…) juro que por mais perdido que estivesse, por causa da minha mágoa espiritual dos dias cruéis da nossa desdita, ao olhar para você, para a sua desgraça, e para mim mesmo, para a minha humilhação e a minha inépcia, apesar disso tudo, juro-lhe que os cem rublos não me são tão caros quanto o fato de Sua Excelência em pessoa ter se dignado a apertar-me a mão indigna, a mim, um pulha, um bêbado! Com isso ele restituiu-me a mim próprio. Com este gesto, ressuscitou o meu espírito[11]”.

Depois de um erro gravíssimo na hora de copiar um documento importante, Diévuchkin é chamado para se apresentar à Sua Excelência; sendo novamente humilhado pela sua situação de vestes velhas, pobre e por sua displicência na execução do serviço. Então foi informado que Makar cobria o quadro dos melhores funcionários da ‘repartição’. Sua Excelência, depois da garantia que o serviço seria refeito e com mais atenção, deu-lhe cem rublos. A felicidade com a situação era previsível, escreveu alegremente para sua confidente Várvara sobre seu dia, que iniciou com uma desgraça e teve um fim com uma ‘bênção‘. Logo ele tratou de pagar o que devia, comprar novas roupas, ajudar sua amiga, e ainda guardar para uma necessidade futura.

É bom estar vivo, Várienka”, dizia Makar no ápice de seu ânimo. O estar vivo para Diévuchkin era poder cobrir suas necessidades mais emergenciais, deixando de lado a questão de que o dinheiro recebido não resolveria seu problema humano. Esse trecho do romance levantou muitas críticas e infinitas análises, mas as somando poderíamos chegar à mesma conclusão que críticos soviéticos chegaram: Dostoiévski queria chamar a atenção para a necessidade radical na ordem social, ou melhor, chamar a atenção sobre os valores humanos que camuflam a miséria, impossibilitando o pensamento de uma violenta mudança radical na ordem social.

Makar Diévuchkin ainda em luto pela morte de Gorchkov, onde ele iniciou de forma epistolar a levantar questionamentos sobre a justiça social que era ausente, esqueceu-se brevemente através de um pagamento – que mais simboliza o “obrigado por sua subordinação” do que um referencial de melhoria de vida – a problemática que envolvia todos os pobres russos, tornando-os em seus cúmplices, foi substituída por um novo modo de cobrir provisoriamente o vago da miséria. E com o casamento próximo de Várvara, ambos se distanciam sem perceber. O que no início os ligava era a cumplicidade um do outro, mas com o dinheiro que Diévuchkin conseguiu somado à ‘solução’ da miséria de Várvara, era como se ambos não tivessem mais nada em comum. O vínculo entre os dois, aparentemente se desfarelava pelo ar.

Todos os personagens que aparecem através de cartas, que eram usados como recurso vital para a comunicação entre Diévuchkin e Várvara, foram consumidos pela sufocante realidade russa, e ao longo do romance foram sumindo, não sendo mais narrados pelos dois.

Concluindo, o romance epistolar Gente Pobre ultrapassa qualquer mera narrativa de um raso e sem sentido romance. Ele vai além. Cada personagem tratado ao longo do romance representa uma perspectiva ideológica.  “No “homem sem importância”, na mais limitada natureza humana, ele  procura mostrar um ser pleno, capaz de pensar e sentir, e mesmo de agir, da maneira mais profunda, apesar da sua pobreza e humildade social[12]”, e conseguimos presenciar essa mudança que passa os chamados “homens sem importância”, chegando a uma perspectiva de esperança com os pobres e miseráveis; o que um século depois, Leon Trotsky viria a atribuir como a possibilidade de dar ao operário  “a  imagem  mais  complexa  da  personalidade,  de  suas  paixões  e  sentimentos,  uma percepção mais nítida de seu subconsciente[13]”.

Gente Pobre é sem dúvida alguma o retrato escondido dos pobres, levantando uma problemática que até os dias de hoje é fundamental: a Pobreza em Dostoiévski a partir de cartas como construtor principal da reflexão do comportamento dos russos pobres no século XIX.

O russo pobre do século XIX, em sua maioria, era supersticioso e tinha uma confiança enorme à ordem estabelecida que diante de toda a dificuldade, círculo de privações, miséria, fome, procurava meios para cobrir o vazio em que a miséria se instalava. E com isso, era semeado um sentimento de hostilidade, que inicialmente era camuflada com o sentimento de inutilidade ao cumprir suas funções e se encontrar no mesmo estado caótico de instabilidade social. Mas com o choque da realidade, diante dos inúmeros “empréstimos recusados” que nos deparamos no cotidiano, a hostilidade é deixada de ser voltada contra si e passa a ser destinada ao verdadeiro  inimigo, presente em muitos romances como Gente Pobre, o sistema de privilégios às cigarras[14]. Talvez, diante da necessidade de jogar água nas sementes da revolta, Dostoiévski escreveu esse romance como ponto referencial que poderá ser usado em outras épocas, mas será que ele poderia sonhar com o efeito que seu romance, e seus sucessores, causaram na mentalidade russa que mudaria toda a história do século XX?


[1] Pois na metade do século XIX vemos um enorme descontentamento com o czar Nicolau I, mas mesmo assim ainda havia nele um referencial de ‘pai da Rússia’ e soberano de seus ‘filhos’, no caso a população russa; e no começo do século XX era apaixonadamente semeado um ódio pelo czar, um ódio que ultrapassava intrigas de bar, hostilidades com senhorios.

[2] BAKHTIN, Mikhail. Problemas da Poética de Dostoiévski. 2010, p.209.

[3] Idem, p.47.

[4] DOSTOIEVSKI, Fiodor. Gente Pobre. 2009, p.68.

[5] Idem, p.17.

[6] Ibidem, p.71.

[7] Ibidem, p.71.

[8] P.92-93.

[9] FRANK, Joseph. Dostoiévski, as sementes da revolta. 2008, p.197.

[10] Idem, p.198.

[11] DOSTOIÉVSKI, Fiodor. Gente Pobre. 2009, p.147.

[12] BIANCHI, Fátima. Profácio de Gente Pobre, de Dostoiévski. 2009, p.178.

[13] TROTSKY, Leon. Literatura e Revolução. 2000, p.177.

[14] Referência à fábula do Formiga e da Cigarra.

BIBLIOGRAFIA

  • DOSTOIÉVSKI, Fiodor. Gente Pobre. Editora 34 – Coleção Leste.
  • BAKHTIN, Mikhail. – Problemas da Poética de Dostoiévski. Editora Forense

Universitária.

  • FRANK, Joseph. Dostoiévski, As sementes da Revolta – 1821 a 1849. EdUSP.
  • TROTSKY, Leon. Literatura e Revolução. Editora Zahar
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