Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Por Heribaldo Maia

Recentemente foi publicado aqui no LavraPalavra um texto chamado: Luta de classes e movimentos identitários, ou A esquerda na encruzilhada de si mesma[i]. O texto era uma tentativa de trazer outro ponto de vista sobre a relação luta de classes vs movimentos identitários, tão comentada (e mal comentada) no debate político atual por parte de setores da esquerda. O texto buscava comentar o vídeo do programa ‘Pensamento Crítico’ do IELA (Luta de Classes e Movimentos Identitários – E71) feito pelos prof. Nildo Ouriques e a profa. Angelica Lovatto. Porém, infelizmente, o texto gerou um debate que eu não esperava devido ao tom agressivo e anti-intelectual de alguns em comentários em redes sociais e até grupos de mensagens. Por isso, decidi esquematizar melhor – afinal creio que a confusão tenha sido gerada pela forma de exposição dos meus próprios argumentos. Então vamos lá!


Antes de iniciar meu esquema, é preciso afirmar que meu argumento central no texto passado era que, ao contrário do que defenderam Nildo e Angelica, não é possível hierarquizar classe ante a identidade porque são esferas da vida social, que apesar de se sobredeterminarem, são momentos distintos da formação subjetiva do sujeito, inclusive enquanto agente prático político.

Não foi por um acaso que meu primeiro ponto abordado foi uma rápida leitura que apontava que a categoria “classe” como Marx pensou não possui uma conceituação estática nem única, pelo contrário, a consciência de classe se constitui em processo – não por outra razão que Lenin percebia a importância tanto das condições objetivas (materiais e concretas), mas também subjetivas (o avanço ou retrocesso da consciência de classe). A dimensão da relação imediata do sujeito consigo mesmo foi tão importante para os comunistas, ou seja, as relações de identidade, que os partidos comunistas sempre tiveram em sua estrutura braços específicos para jovens e mulheres, por exemplo – braços esses que foram se ampliando com a complexificação das relações de identidade no mundo (ou seriam os PC’s a gênese do pós-modernismo?).

Pois bem, meu amigo e camarada Jones Manoel usa um conceito oriundo de uma gíria pernambucana que é o “emocionado”. O que é o emocionado? Bem, o emocionado é aquela pessoa que não consegue lidar com questões que o desloquem de suas concepções já formadas ou que atinjam seus heróis de plantão e com isso termina por cair numa histeria argumentativa desenfreada a fim de se proclamar o senhor da razão iluminada – nada mais identitário que isso. Então, esse texto, além de uma tentativa de esquematizar melhor meus argumentos colocados do texto anterior, é uma resposta aos seres iluminados que facilmente se emocionam. Então, vamos aos argumentos de forma esquemática.

Marx e a totalidade

Antes de entrarmos na relação classe vs identidade é necessário compreender questões elementares do método marxiano. O ponto central da teoria crítica de Marx é a compreensão da totalidade das relações sociais. Nesse sentido, totalidade não significa analisar primeiro a economia e suas relações, depois o aparato institucional em relação a economia, depois os sistemas ideológicos e depois como tudo isso reverbera nas formas de vínculos entre os sujeitos.

Então a teoria crítica de Marx se constitui como um nó de problemas, por isso que José Paulo Netto, em seu artigo “Introdução ao estudo do método de Marx”, define a forma como Marx compreende a sociedade civil burguesa como uma “totalidade estruturada e articulada” – ou melhor dizendo, “um complexo constituído por complexos”. Mesmo sendo central que há complexos mais determinantes que outros, isso não pode nos levar automaticamente a deduzir que haja uma hierarquia entre os complexos, pois eles são articulados. É preciso, portanto, entender que cada complexo social possui suas próprias legalidades, tendências operantes e processos que não podem ser deslocadas de um para outra sem se pagar um preço epistemológico, afinal, outro ponto chave do método dialético é entender que as relações entre complexos sociais são intimamente contraditórias e em constante processo. Afinal, cito Lúkacs, em “História e consciência de classes”:

“Não é predomínio de motivos econômicos na explicação da história que distingue de maneira decisiva o marxismo da ciência burguesa, mas o ponto de vista da totalidade. A categoria da totalidade, o domínio universal e determinante do todo sobre as partes constituem a essência do método que Marx recebeu de Hegel e transformou de maneira original no fundamento de uma ciência inteiramente nova” (p. 105).

Lukacs é didático nesse trecho, se há algum determinante central no método de Marx, esse é a totalidade e não a economia. O preço de desconsiderar esses pressupostos metodológicos é o de cair num determinismo positivista que termina por reduzir a legalidade de um complexo social para outro e, em consequência, recair num jogo de causa e consequência bastante simplista (coisa que Marx estava muito longe, como bom seguidor da lógica hegueliana).

Ainda vale lembrar que, por conta do caráter processual, dinâmico e relativamente autônomo entre os complexos sociais fazem com que o método de Marx não seja um conjunto de regras formais que possa ser aplicado a qualquer objeto de forma recortada ou hierarquizada definida previamente pelo pesquisador por sua vontade. Isso tem um motivo simples, a realidade é para Marx uma “unidade do diverso” – unidade essa, como já dito, contraditória, processual, relativamente autônoma e com legalidades específicas – ainda que sobredeterminada.

Mas Marx deixa nítido que o complexo da reprodução material da vida possui uma determinação de maior complexidade antes os demais complexos. Sim, verdade. Mas a compreensão de “determinação” precisa ser melhor compreendida. Para Marx, determinação são traços pertinentes aos elementos constituintes da realidade – ou seja, como afirma Enrique Dussel em “La producción teórica de Marx” (p. 32), a determinação é um “momento essencial constitutivo do objeto” – e não a hierarquização entre diferentes objetos em separados da realidade concreta. Nesse sentido, a realidade é uma totalidade rica em determinações diversas (e a palavra chave é “diversas”, portanto contraditórias). O objetivo do método de Marx não é compreender como a economia determina e desdobra sua racionalidade para as demais esferas da vida humana, mas, segundo José Paulo Netto, a captura via pensamento da reprodução ideal do movimento real do objeto (que para Marx não era a economia, mas a sociedade burguesa).

Partindo do que dito até agora, podemos enumerar dois equívocos de leitura dos textos de Marx: 1) entender o método de Marx como um saber total, com categorias e conceitos transhistóricos que requerem apenas a aplicação deles na realidade- como uma lei do movimento social; 2) uma leitura “fatorialista” dos complexos sociais, de tal forma que trata de compreender que cada complexo é um fator a ser coloca em relação com outros fatores sendo que cada fator possui uma determinismo sobre as outras e assim sucessivamente; e 3) por consequência das duas primeiras, um reducionismo monocausal do processo social. Em minha análise do vídeo do IELA, de formas mais ou menos expressivas, esses três equívocos aparecem durante os argumentos.

Por fim dessa parte, cito diretamente um trecho d’a Ideologia alemã:

“O primeiro pressuposto de toda história humana é, naturalmente, a existência de indivíduos humanos vivos. (…) O modo pelo qual os homens produzem seus meios de vida depende, antes de tudo, da própria constituição dos meios de vida já encontrados e que eles tem que reproduzir. Esse modo de produção não deve ser considerado meramente sob o aspecto de ser a reprodução da existência física dos indivíduos. Ele é, muito mais, uma forma determinada de sua atividade, uma forma determinada de exteriorizar a vida, um determinado modo de vida desses indivíduos[ii] (2007, p. 87).

Se observarmos essa esclarecedora citação de Marx e Engels (que receio serem os primeiros pós-modernos da história do pensamento) a palavra chave é “modo de vida”. Não se trata “meramente” de analisar a reprodução da vida humana sob os aspectos da “reprodução física”, mas “muito mais”, trata-se de compreender a totalidade das formas de como os seres humanos vivem, como eles exteriorizam a vida – ou seja: no resumo, o núcleo determinante das relações sociais é o próprio “modo de vida desses indivíduos”.

Luta de classes e identidade

É preciso dissipar também a dicotomia de que só é possível ser marxista lendo apenas autores marxista e, quando não desprezando, tomando sempre como uma contribuição negativa autores de outros campos epistemológicos. Nada mais antimarxista que essa posição, afinal como questiona José Paulo Netto em um dos seus cursos: quais marxistas Marx e Engels leram? O método marxiano, por partir sempre do entendimento de que a realidade é dinâmica, todo pesquisador deve obrigatoriamente assimilar criticamente (e criticamente não significa que devemos apenas falar os aspectos negativos, caindo numa espécie de cruzada teórica em defesa do marxismo) toda contribuição que ajude numa melhor compreensão. Parafraseando Slavoj Zizek, todo pensador crítico deve ser como um parasita sempre disposto a se alimentar do necessário, ainda que de forma criteriosa. Assim, você pode ter sérias críticas a alguns autores, mas mesmo assim compreender que haja alguma contribuição pontual aqui, um conceito interessante ali ou uma intuição que alargue possibilidade acolá.

A categoria de “luta de classes” é um eixo central na práxis política de todo marxista, assim como da análise teórica dos processos sociais. Isso não ocorre por conta de uma hierarquia do econômico em relação às demais esferas da vida humana, mas porque é a própria dinâmica da totalidade social que faz com que as classes possuam centralidade (e não determinismo; são coisas diferentes) na leitura dos acontecimentos. Mas como nos chama a atenção Foucault, em debate com um marxista, no Microfísica do Poder, a luta de classes é uma dimensão fundamental para a leitura de qualquer fenômeno contemporâneo, e isso é inegável, sua ressalva é que é preciso entender não só a dimensão das “classes”, mas da “luta”. Parece um jogo de palavras, mas tratava de uma crítica de Foucault ao que ele chamava de marxismo vulgar – que ele identificava ainda resquícios positivistas.

Pois bem, não podemos de forma alguma pensar que Marx seja um trovão isolado na história do pensamento ocidental, sua obra possui algumas continuidades com o pensamento político, principalmente Hegel. Mas tanto Maquiavel, Hobbes, Rousseau e o próprio Hegel entendiam que o movimento social era intrinsecamente conflitivo. Para Marx não era diferente, como afirma Axel Honneth em seu ensaio sobre a história do pensamento político. O sentido da famosa frase do “Manifesto Comunista” de que a “história da humanidade até os dias de hoje é a história da luta de classes” se alinha a essa tradição de compreensão da sociedade como permeada por conflitos permanentes que lhes dão dinâmica. Contudo Marx, como Hegel, entendeu que esse conflito era radicalmente histórico e determinado pelos pressupostos sociais construídos pelos seres humanos. Aí que devemos entender que a parte mais importante da frase do Manifesto seja “até os dias de hoje” – ou seja: os conflitos são mutáveis. E digo mais, são radicalmente mutáveis, de tal forma que no “Capital – livro 1”, Marx faz uma observação que coloca que na Antiguidade e na Idade Medieval o modo de reprodução de cada modo de vida não tinham como centro a economia – ainda que não signifique que ela esteja hierarquicamente inferior a política e a religião, nos respectivos casos. Na busca de justificar sua posição, Marx utiliza a lógica hegueliana, e cita Hegel:

“A razão é tão astuciosa quanto poderosa. Sua astúcia consiste principalmente em sua atividade mediadora, que, fazendo que os objetos ajam e reajam uns sobre os outros de acordo com sua própria natureza, realiza seu propósito sem intervir diretamente no processo” (Enciclopédia das ciências filosóficas – Parte 1).

Partindo disso, vamos a relação classe e identidade. Veja, primeiro devemos compreender que o conceito de classe remete a uma posição objetiva na estrutura social: o proletário é aquele expropriado dos meios de produção. Contudo, como disse Mauro Iasi em uma palestra sobre a Revolução em Marx, a teoria social burguesa possui dificuldades de localizar empiricamente a classe proletária, porque o fato de haverem sujeitos expropriados dos meios de produção, somente isso não os define enquanto classe trabalhadora. Para isso é preciso entender o que Marx quis dizer com “classe em si e para si”.

A consciência de classe é um processo prático de constituição, não é necessariamente porque há diversos sujeitos expropriados, como há atualmente, que haja classe para si. A “classe em si”, de forma muito resumida, é a sua posição objetiva na estrutura econômica, mas a “classe em si e para si” requer a consciência subjetiva dessa posição além das consequências políticas dessa posição. Esse processo de tomada de consciência para si depende do avanço da luta de classes – quanto mais os instrumentos da luta proletária se inserem no tecido social, quanto mais os trabalhadores lutam por seus interesses (cometendo erros e avanços) essa consciência para si vai se enraizando subjetivamente. Esse processo, se não culminar num avanço revolucionário de fato, sempre haverá o risco iminente de regressão da consciência de classe – os trabalhadores deixam de se verem enquanto um grupo expropriado em comum, para sujeitos particulares, indivíduos, com interesses privados.

Mas essa dimensão de classe é apenas uma dimensão que não dá conta da totalidade da existência de fato do proletário. O trabalhador, na sociedade burguesa, sempre será permeado e localizado individualmente com marcadores sociais, com fins econômicos e políticos como mostrou Marx, Foucault, Reich, etc. Mas também é cortado por um campo de reconhecimento que o faz se integrar socialmente, como já nos escritos de Jenna Hegel apontava. Esse campo intersubjetivo de reconhecimento contém o horizonte valorativo, moral e ético partilhado (os códigos de condutas). Os proletários, ainda que sujeitos revolucionários, não são seres além de seu tempo, mas, justo por serem revolucionário, carregam consigo a marca de seu tempo. Então, ser proletário é, além de potencialmente revolucionário e posto numa condição específica na estrutura econômica, um sujeito que partilha tais códigos de condutas socialmente partilhados.

Ser mulher, negro, asiático, branco, heterossexual, LGBTQ, etc, etc., fazem o proletário tanto quanto sua condição econômica. É obvio que a classe molda a percepção de reconhecimento, não por hierarquia, mas porque os campos de reconhecimento não são homogêneos. A periferia de Recife possui códigos de condutas diferentes da periferia de São Paulo, assim como, mesmo dentro de Recife, os códigos de conduta partilhados são distintos dos que circulam nos bairros como Boa Viagem e Casa Forte (bairros mais ricos). Lógico que há um motivo econômico, afinal as periferias urbanas são crias do capitalismo e sua desigualdade, mas também há de se notar que essas periferias criam suas próprias modalidades de reconhecimento intersubjetivos, assim como os bairros ricos criam as suas. Há, portanto, não intercruzamento, como se fossem vetores a serem somados, mas uma totalidade que determina os sujeitos, afinal, retomando Hegel: “objetos ajam e reajam uns sobre os outros de acordo com sua própria natureza”. E nessa frase o ponto central é que os determinantes múltiplos agem uns sobre os outros conservando “sua própria natureza” – sua própria legalidade.

O proletário é, no Brasil, por exemplo, negro, e isso o determina radicalmente tanto quanto ser proletário. Ignorar ou deixar num segundo escalão hierárquico esse aspecto, para além do equívoco teórico, é desconsiderar como vive objetivamente, inclusive na esfera econômica, o proletário brasileiro. Não há nada de pós-moderno nisso – isso é apenas totalidade e dialética, mas parece que, parafraseando Foucault: alguns não conseguem reconhecer Marx.

A identidade molda a experiência imediata dos sujeitos na vida. Negro, mulher, LGBTQ, refugiado, antes de serem classe em si e para si, pois isso depende do avanço da luta proletária e da consciência de classe, são serem inseridos num campo de reconhecimento social fundamental para que sejam seres sociais para si e para os demais. Por óbvio que as relações de reconhecimento per se são profundamente ambivalentes[iii]. Mas isso não anula o campo de reconhecimento, pelo contrário, é preciso o levar em consideração em sua dimensão subjetiva (na formação do sujeito) e objetiva (na instrumentalização opressiva).

A política deve ser um campo de descentramento das identidades, como diz Vladimir Safatle, um campo de “indiferença as diferenças”, de tal forma que a luta política de esquerda não deve se deixar esgotar as determinações de reconhecimento postas – o exemplo que Jones, em conversa com o youtuber Spartacus deu é didático na luta antirracismo: uma mirada para uma sociedade pós-racial, mas é como negros que lutaram no agora, inclusive criando um contra-campo de reconhecimento que subverta o que está dado, por exemplo: ressaltar os diversos aspectos positivos do ser negro (o cabelo bonito, a pele bonita, a rica cultura, as contribuições teóricas, etc). Mas isso não significa que o diferente, ou seja o reconhecimento identitário, não existe, apenas que ele deve ser encarado como uma espécie de “essencialismo estratégico”, segundo a filósofa Gayatri Chakravorty Spivak. Isso quer dizer que a identidade é apenas um aspecto momentâneo do ser, mas que é desse ponto que lutamos para subverte-lo a uma mera característica irrelevante dos sujeitos.

De certa forma, Marx também compreendia o aspecto estratégico da posição do proletariado. Quando Marx afirma que “o proletariado é a classe que ao se levantar, derruba todas as estruturas sociais”, ele também compreende que o ser proletariado na luta política é uma posição estratégica, pois o horizonte é, não só a destruição da burguesia, mas também do proletariado – afinal o comunismo não é uma sociedade de proletários, mas uma sociedade sem classes.

Por fim, não se trata de defender, como pensou alguns, uma política de identidades, mas de defender que haja, no entendimento de sua existência e de sua especificidade, um núcleo denunciador da exploração e opressão do mundo capitalista. Quando uma mulher recebe menos que um homem na mesma função, quando um negro é encarcerado em massa e morto, quando as LBGTQ’s  possuem alto risco de morrem e expectativa de vida baixíssimas ou quando um refugiado é colocado como a encarnação do caos social em um país, a reação de um comunista não é negar ou colocar apenas no problema econômico a dor dessas pessoas, ainda que não tenha como separar como já vimos, mas de sermos empáticos e sensíveis para aquela vida que é, querendo ou não diferente da nossa, muitas vezes. Ouvir suas diferenças, aceitar e apontar que há um núcleo em tudo isso que aponta para a denúncia radical de aspectos muito mais profundos do mundo que nos cerca. Mas, como diz Marx “Falta ainda a audácia revolucionária que arremessa ao adversário a frase provocadora: Nada sou e serei tudo”. Mas quem é esse nada que tudo pode ser? Iasi responde:

“Vivemos em contextos particulares e historicamente determinados; é nesse âmbito que produzimos nossa existência, encontramos barreiras que precisamos superar, vivenciamos as injustiças do mundo, é aqui que as classes entram em luta e constroem sua experiência histórica, costurando derrotas e vitórias. É também o espaço dos indivíduos, suas esperanças e frustrações, seus amores e paixões, suas desilusões, seu trabalho, sua família, suas vãs inquietações e grandes expectativas.”


Notas:

[i] https://lavrapalavra.com/2019/07/05/luta-de-classes-e-movimentos-identitarios-ou-a-esquerda-na-encruzilhada-de-si-mesma/

[ii] Destaque feito por mim.

[iii] Nesse texto, fruto de minha apresentação no III Encontro de Teoria Crítica e Filosofia Política da USP, abordei um pouco essa questão da ambivalência política do reconhecimento. Em https://lavrapalavra.com/2019/02/13/luta-por-reconhecimento-e-a-centralidade-do-sofrimento-em-axel-honneth-potencial-emancipatorio-e-constituicao-de-vinculos-politicos/.


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2 comentários em “Luta de classes e “identitarismo”: Emocionados no reino da ignorância iluminada

Adicione o seu

  1. Olá, Heribaldo Maia!

    Consegui entender muito pouco do seu texto. Creio que me falte estudar mais. Mas me chamou a atenção o uso de “anti-intelectualismo”. Você teria alguma leitura a respeito para me indicar? Se não puder, tudo bem.

    Abraços

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    1. Olá, Larissa!

      Olha vou te enviar umas introduções sobre reconhecimento e intersubjetividade. Já sobre classe não conheço boas introduções, mas te mando umas sugestões boas e que usei no texto.

      Reconhecimento:

      – introdução a teoria do reconhecimento de Axel honneth (sobottka e saavedra)
      – as esferas do reconhecimento: uma introdução a Axel honneth (albornoz)
      – Reconhecimento e subjugação: da relação entre as teorias positivas e negativas da intersubjetividade (rahel jeaggi)

      classe:

      – história e consciência de classe (gyorgy lukacs)
      – A crise do pt: o ponto de chegada da metamorfose (mauro iasi)
      – por um conceito antipredicativo de reconhecimento (Vladimir safatle)

      valeu!

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